
Casa da noite 06 - Tentada

                         House of Night

             Tempted P.C Cast e Kristin Cast

TAMBM POR P. C. CAST e KRISTIN CAST Marked Betrayed Chosen Untamed
Hunted
TEMPTED Um romance de House of Night P. C. CAST e KRISTIN CAST ST.
MARTIN'S GRIFFIN NEW YORK
Kristin e eu gostaramos de dedicar esse livro a nossa fabulosa editora, Jennifer Weis,
com quem  um prazer trabalhar e que faz a reescrita ser suportvel. Ns te ouvimos,
Jen! TEMPTED P.C Cast e Kristin Cast
UM        O cu noturno sobre Tulsa estava iluminado com uma lua crescente
mgica. Seu brilhantismo fez o gelo que revestia a cidade, e a abadia Beneditina
onde tnhamos acabado de ter o nosso confronto com um imortal cado e uma
Alta Sacerdotisa patife, brilhar fazendo com que tudo ao meu redor parecesse
ter sido tocado pela deusa. Olhei para o circulo banhado pela lua que ficava em
frente  Gruta de Maria, o lugar de poder onde no muito tempo atrs, Esprito,
Sangue, Terra, Humanidade, e a noite foram personificados e, em seguida
tinham se unido para triunfar sobre o dio e a escurido. A imagem da escultura
de Maria, rodeada por pedras rosas e alinhada na parte mais alta da gruta,
parecia ser um farol para a luz prata. Eu encarei a esttua. A expresso de Maria
era serena; suas bochechas cobertas de gelo brilhavam como se ela tivesse
chorado em uma quieta de alegria. Meu olhar se levantou para o cu. Obrigado.
Eu enviei uma orao silenciosa at a linda lua crescente que simboliza a minha
deusa, Nyx. Estamos vivos. Kalona e Neferet se foram. "Obrigado," sussurrei
para a lua. Oua seu interior... As palavras passaram por mim, sutil e doce como
folhas tocadas pela brisa de vero, acariciando minha conscincia to
levemente que minha mente mal desperta, mal registrava eles, ainda sim o
comando sussurrado de Nyx se imprimiu na minha alma. Eu estava vagamente
consciente de que havia um monte de gente (bem, freiras, calouros, e alguns
vampiros) ao redor de mim. Eu podia ouvir a mistura de gritos, conversa, choro,
e at mesmo risada enchendo o ar, mas tudo parecia distante.
Naquele momento, as nicas coisas que eram reais para mim era a lua acima e a
cicatriz que cruzava de um ombro passando por meu peito at outro ombro. Ela
vibrou em resposta a minha orao silenciosa, mas no era um
formigamento de dor. No realmente. Era um calor uma sensao familiar e
acolhedora, picadas que me garantiram que Nyx, mais uma vez,tinha me
marcado como dela. Eu sabia que se olhasse sob a gola da minha camiseta eu ia
encontrar novas tatuagens decorando aquela cicatriz longa e feia com um
extico filigrana de safira - um sinal que provava que estava seguindo o caminho
da minha deusa. "Erik e Heath, encontrem Stevie Rae, Johnny B, e Dallas - ento
verifiquem o permetro da abadia para se certificar que todos os Corvos
Escarnecedores fugiram com Kalona e Neferet!" Darius gritou o comando, me
tirando da minha orao quente, e assim que eu saia, foi como se um iPod
estivesse ligado alto de mais e enquanto o som e a confuso voltaram para
meus sentidos. "Mas Heath  um ser humano. Um Corvo Escarnecedor poderia
mat-lo em um segundo." As palavras saram da minha boca antes que eu
pudesse me calar, prova incontestvel de que ficar fascinada pela lua no era a
minha nica habilidade imbecil. Previsivelmente, Heath inchado como um sapo
esmagando um gato. "Zo, eu no sou um maldito maricas!" Erik, parecendo
muito alto e maduro, como um vampiro-que-chuta-sua-bunda, bufou
sarcasticamente e disse: "No, voc  um maldito humano. Espera, isso faz de
voc um maricas!" "Assim, ns derrotamos os viles e dentro de cinco minutos
Erik e Heath esto brigando. Totalmente previsvel," Afrodite disse com o seu
desdm sarcstico enquanto ela se juntava a Darius, mas sua expresso mudou
completamente quando ela virou a ateno para o guerreiro Filho de Erebus. "E
a, gostoso. Voc est ok?" "Voc no precisa se preocupar comigo," disse
Darius. Os olhos dele encontraram os dela, e eles praticamente telegrafaram a
qumica entre eles, mas em vez de ir at ela como ele normalmente fazia e dar
algum beijo nojento, ele permaneceu concentrado em Stark.
O olhar de Afrodite passou de Darius para Stark. "Ok, eww. Seu peito est
totalmente crocante." James Stark estava entre Darius e Erik. Estar bem, de p
no era exatamente como ele estava. Stark estava balanando e parecendo
extremamente instvel. Ignorando Afrodite, Erik falou. "Darius, voc deveria
provavelmente levar Stark para dentro. Vou coordenar o reconhecimentos com
Stevie Rae e garantir que tudo corra bem aqui fora." As palavras dele pareciam
ok, mas o tom era sou-o-encarregado, e quando ele continuou com um
condescendente, "Eu vou at mesmo deixar Heath ajudar," ele realmente soava
como um metido pomposo. "Voc vai me deixar ajudar?" Heath surtou. "Sua
me vai me deixar ajudar." "Ei, qual deles  supostamente o seu namorado?"
Stark me perguntou. Mesmo na forma pssima que ele estava, ele pegou meu
olhar com o dele. A voz dele estava rouca, e ele soava assustadoramente fraco,
mas os olhos dele brilhavam com humor. "Eu sou!" Heath e Erik falaram juntos.
"Ah, pelo amor dos excrementos, Zoey, ambos so idiotas!" Afrodite disse. Stark
comeou a rir, o que virou uma tosse, o que mudou de novo para um suspiro
doloroso. Os olhos dele rolaram para trs, e como algo furtivo, ele desmaiou. Se
movendo com a rapidez que vinha naturalmente para um guerreiro Filho de
Erebus, Darius pegou Stark antes dele cair no cho. "Eu preciso levar ele para
dentro," Darius disse. Senti como se minha cabea fosse explodir. Mole nos
braos de Darius, Stark parecia no caminho para estar morto. "Eu-eu nem sei
onde  a enfermaria," eu gaguejei.
"No  um problema. Vou pegar um pingim para nos mostrar," disse Afrodite.
"Ei, voc freira!" ela gritou para uma das irms em preto-e-branco que tinha
sado para fora da abadia depois que a noite passou de caos de batalha para ps
batalha. Darius correu atrs da freira, com Afrodite seguindo ele. O guerreiro
olhou por cima do ombro para mim. "Voc no vem conosco, Zoey?" "Assim
que eu puder." Antes que eu pudesse lidar com Erik e Heath, atrs de mim um
sotaque familiar salvou o dia. "V em frente com Darius e Afrodite, Z. Eu vou
cuidar de Dumb e Dumber e me certificar que no h bicho papo aqui fora."
"Stevie Rae, voc  a melhor amiga de todos os melhores amigos." Virei e a
abraei rapidamente, amando como tranquilizadoramente slida e normal ela
parecia. Na verdade, ela parecia to normal que eu senti uma pontada estranha
quando ela deu um passo para trs e sorriu para mim e eu vi, como se fosse a
primeira vez, as tatuagens escarlates que se espalhavam da lua crescente
preenchida no meio da testa dela para baixo em cada lado de seu rosto. Um mal
estar inquieto se ameaou dentro de mim. No entendendo minha hesitao,
ela disse: "No se preocupe com esses dois nerds. Estou me acostumando a
afastar eles." Quando eu fiquei ali s olhando para ela, o sorriso brilhante que
ela estava usando diminuiu. "Ei, voc sabe que sua av est bem, certo?
Kramisha a levou de volta para dentro logo depois que Kalona foi banido e a
Irm Mary Angela acabou de me dizer que ia entrar para dar uma olhada nela."
"Sim, eu me lembro de Kramisha ajudando-a com a cadeira de rodas. Eu s..."
Minha voz sumiu. Eu era apenas o qu? Como eu poderia colocar em palavras
que eu estava assombrada por uma sensao de que tudo no estava certo com
minha melhor amiga e com o grupo de garotos que ela se aliou com, e como eu
posso dizer para a minha melhor amiga?
"Voc s est cansado e preocupada com um monte de coisas," Stevie Rae disse
suavemente. Isso foi entendimento que eu vi cintilar nos olhos dela? Ou era
outra coisa, algo mais escuro? "Eu entendo, Z, e eu vou cuidar das coisas aqui
fora. Voc apenas se certifique que Stark est bem." Ela me abraou novamente
e me deu um empurrozinho na direo da abadia. "Ok. Obrigado," eu disse
toscamente, comeando a ir na direo da abadia e ignorando totalmente os
dois nerds, que estavam parados ali olhando para mim. Stevie Rae me chamou,
"Ei, lembre Darius, ou algum para manter um olho na hora. S falta cerca de
uma hora antes do amanhecer, e voc sabe que eu e todos os calouros
vermelhos tem que estar fora do sol at a." "Sim, sem problemas. Eu vou
lembrar," eu disse. O problema era que estava ficando cada vez mais difcil para
mim esquecer que Stevie Rae no o que ela costumava ser.
DOIS Stevie Rae "Ok, vocs dois, escutem. S vou dizer isso uma vez 
ajam direito." Parada entre os dois caras, Stevie Rae colocou sua mo nos
quadris e encarou Erik e Heath. Sem tirar os olhos deles, ela gritou, "Dallas!"
Quase instantaneamente o garoto correu at ela. "O que foi, Stevie Rae?"
"Chame Johnny B. Diga a ele para pegar Heath e procurar na parte da frente da
abadia at a rua Lewis e se certificar que os corvos escarnecedores realmente se
foram. Voc e Erik peguem o lado sul do prdio. Eu vou pela travessia de
rvores na 21 e dar uma olhada." "Sozinha?" Erik disse. "Sim, sozinha," Stevie
Rae respondeu. "Voc est esquecendo que eu poderia bater o p agora
mesmo, e fazer o solo abaixo de voc tremer? Eu tambm poderia chutar voc e
sua bunda invejosa. Eu acho que posso dar conta de checar as rvores sozinha."
Ao lado dela, Dallas riu. "E eu estou achando que o vampiro vermelho com
afinidade a terra supera o vampiro azul de drama." Isso fez Heath bufar e rir; e,
previsivelmente, Erik comeou a se irritar de novo. "No!" Stevie Rae disse
antes dos garotos idiotas comearem a discutir. "Se no conseguem dizer algo
gentil, ento calem a boca." "Voc me chamou, Stevie Rae?" Johnny B disse,
vindo parar ao lado dela. "Eu vi Darius carregando o garoto das flechas para a
abadia. Ele disse que eu deveria encontrar voc."
"Yeah," ela disse com alivio. "Eu quero que voc e Heath chequem a parte da
frente da abadia na Lewis. Se certifiquem que os Corvos Escarnecedores
realmente tenham sumido."
"Eu cuido disso!" Johnny B disse, dando em Heath um soco de brincadeira no
ombro. "Anda, quarterback1, vamos ver do que voc  feito." "S prestem
ateno com as malditas rvores e sombras," Stevie Rae disse, balanando a
cabea enquanto Heath se abaixava e desviava e atingia o ombro de Johnny B
com alguns socos. "Sem problemas," disse Dallas, comeando a andar
silenciosamente com Erik. "Sejam rpidos," Stevie Rae disse para os dois
garotos. "O sol logo vai nascer. Me encontrem na frente da gruta de Maria em
meia hora, mais ou menos. Gritem se vierem algo e vamos vir correndo." Ela
observou os quatro caras para se certificar que eles estavam indo onde ela
havia os mandado, e ento Stevie Rae virou e, com um suspiro, encarou sua
prpria misso. Droga, em falar em irritante! Ela amava Zoey mais do que po
branco, mas lidar com os namorados de sua melhor amiga estava fazendo ela se
sentir dentro de um tornado! Ela costumava pensar que Erik era o cara mais
gostoso do mundo. Depois de passar alguns dias com ele, ela agora achava que
ele era o maior p no saco com um enorme ego. Heath era doce, mas ele era
apenas humano, e Z estava certa em se preocupar com ele. Humanos
definitivamente morrem com mais facilidade do que humanos ou at mesmo
calouros. Ela olhou por cima do ombro, tentando pegar um deslumbre de
Johnny B e Heath, mas a gelada escurido e as rvores tinham engolido ela e ela
no conseguia ver ningum.
No que Stevie Rae se importasse de estar sozinha para variar. Johnny B iria
cuidar de Heath. A verdade  que ela estava feliz por se livrar dele e do
ciumento Erik por enquanto. Os dois faziam ela apreciar Dallas. Ele era simples e
fcil. Ele era meio que o tipo de namorado pra ela. Os dois tinham uma coisa,
mas isso no influenciava em nada. Dallas sabia que Stevie Rae tinha muitas
1 Posio   no time de futebol americano.
coisas para lidar, ento ele deixava ela lidar. E ele estava l para as horas que ela
estava descansando. Fcil, doce e simples! Esse era Dallas. Z podia aprender
uma coisa ou duas comigo sobre lidar com caras, ela pensou enquanto ela
andava pelas rvores velhas que se alinhavam na gruta de Maria e se
espalhavam do terreno da abadia at a rua 21.
Bem, uma coisa era certa  definitivamente era uma noite horrvel. Stevie Rae
no deu doze passos antes de seus cabelos loiros curtos ficarem encharcados.
Droga, gua estava pingando at do nariz dela! Ela limpou o rosto, tirando a fria
mistura de chuva e gelo. Tudo estava to estranhamento quieto e escuro. Era
estranho no ter postes funcionando na rua 21. Nenhum carro na rua  nem
mesmo um esquadro de limpeza passando. Ela tropeou e deslizou para uma
declive. Os ps dela encontraram a estrada e s a super viso de vampiro
vermelho dela a manteve orientada. Parecia que Kalona tinha fugido e levado
todo o som e luz com ele. Se sentindo leviana, ela tirou o cabelo molhado do
rosto e se ajeitou. "Voc est agindo como uma galinha, e voc sabe o quo
idiotas galinhas so!" Ela falou em voz alta e ento falou de novo quando as
palavras dela soaram bizarramente aumentadas pelo gelo e a escurido. Porque
ela estava to agitada? "Pode ser porque voc est escondendo coisas da sua
amiga," Stevie Rae murmurou, e ento ela fechou a boca. A voz dela era alta
demais na noite escura e cheio de gelo. Mas ela ia contar a Z sobre as outras
coisas. Verdade, ela ia! No houve tempo. E Z tinha o bastante na cabea sem
mais estresse. E... e... era difcil falar sobre isso, mesmo com Zoey. Stevie Rae
chutou um galho quebrado e cheio de gelo. Ela sabia que no importava se era
duro. Ela ia falar com Zoey. Ela precisava. Mas mais tarde. Talvez muito mais
tarde.
Melhor se focar no presente, pelo menos por agora.
Apertando os olhos e passando as mos nos olhos para tentar proteger eles da
chuva gelada, Stevie Rae espiou pelos galhos de rvores. Mesmo com a
escurido e a tempestade a viso dela era boa, e ela estava aliviada por no ver
um corpo grande pairando acima dela. Achando mais fcil andar do lado da
estrada, ela caminhou pela rua 21 at a abadia, enquanto isso mantendo os
olhos fechados. No foi at ela estar quase na cerca que dividia a propriedade
das Freiras de um condmino ao lado que Stevie Rae sentiu o cheiro. Sangue.
Um tipo errado de sangue. Ela parou. Parecendo quase feral, Stevie Rae cheirou
o ar. Estava cheio do cheiro molhado e mido do gelo em cima da terra, o
cheiro de canela das rvores, e do asfalto feito por homens sobre seus ps. Ela
ignorou esses odores e ao invs disso se focou no sangue. No era sangue
humano, e nem de calouro, ento no cheirava a luz do sol e primavera  mel e
chocolate  amor e vida e tudo que ela sonhava. No, esse sangue tinha um
cheiro negro demais. Muito grosso. Havia demais de algo que no era humano.
Mas ainda era sangue, e atraiu ela, embora ela conhecesse aquela coisa errada
no fundo de sua alma. Era o cheiro de algo estranho, de outro mundo, que
levou ela at os primeiros respingos de vermelho. Na escurido tempestuosa do
quase amanhecer, mesmo a viso melhorada dela s via como manchas
molhadas contra o gelo que estava na estrada e cobria a grama. Mas Stevie Rae
sabia que era sangue. Muito sangue. Mas no havia nenhum animal ou humano
deitado ali sangrando. Ao invs disso havia um rastro de escurido liquida
engrossando no gelo, se afastando da rua at a parte densa do bosque atrs da
abadia. Os instintos predatrios dela tomaram conta instantaneamente. Stevie
Rae se movia furtivamente, mal respirando, mal fazendo qualquer som,
enquanto ela rastreava o caminho de sangue.
Foi embaixo de uma rvore grande que ela o encontrou, acocorado contra um
enorme galho quebrado como se tivesse se arrastando para se esconder e
morrer. Stevie Rae sentiu uma onda de medo passar por ela. Era um Corvo
Escarnecedor. A criatura era enorme. Mais do que ela achou que eles pareciam
 distncia. Estava deitada de lado, a cabea enfiada contra o cho, ento ela
no podia ver o rosto dele muito bem. A asa gigante ela podia ver que parecia
muito errada, obviamente quebrada, e o brao humano que estava deitado em
um estranho ngulo e coberto de sangue. Suas pernas eram humanas tambm,
e estavam curvadas como se ele tivesse morrido em uma posio fetal. Ela
lembrou de ouvir Darius disparando uma arma enquanto ele Z e a turma
cavalgaram como morcegos sados do inferno pela rua 21 at a abadia. Ento,
ele levou um tiro no cu. "Merda," ela disse baixo. "Deve ter sido uma bela
queda." Stevie Rae ps a mo sob sua boca e estava se preparando para gritar
por Dallas para que ele e os caras pudessem ajudar ela a arrastar o corpo para
algum lugar quando o Corvo Escarnecedor se mexeu e abriu os olhos. Ela
congelou. Os dois se encararam. Os olhos vermelhos da criatura se arregalaram,
parecendo surpresos e impossivelmente humano no rosto da ave.
Automaticamente, Stevie Rae se abaixou, erguendo as mos defensivamente e
tentando se centrar para chamar a terra para dar foras a ela. E ento ele falou.
"Me mate. Termine com isso," ele arfou, ofegando de dor. O som da voz dele
era to humana, to completamente inesperada que Stevie Rae soltou as mos
e deu um passo para trs. "Voc pode falar!" ela disse.
Ento o Corvo Escarnecedor fez algo que chocou Stevie Rae e mudou o curso da
vida dela. Ele riu. Era um som seco e sarcstico, e terminou num gemido de dor.
Mas foi uma risada, e emoldurou as palavras dele com humanidade. "Sim," ele
disse entre as arfadas de ar. "Eu falo. Eu sangro. Eu morro. Me mate e termine
com isso." Ele tentou sentar, como se estivesse ansioso para encontrar sua
morte, e o movimento fez ele chorar de agonia. Os olhos humanos demais dele
viraram para trs e ele caiu no cho congelado, inconsciente.
Stevie Rae se moveu antes de lembrar de sequer ter tomado a deciso. Quando
ela o alcanou, ela s hesitou por um segundo. Ele desmaiou com o rosto para
baixo, ento foi fcil para ela mover as asas dele para o lado e agarrar seus
braos. Ele era grande, realmente grande  tipo, to grande quanto um cara de
verdade, e ela se preparou para que ele fosse pesado, mas ele no era. Na
verdade, ele era to leve que foi super fcil arrastar ele, o que ela se encontrou
fazendo enquanto a mente dela gritava para ela: O que diabos? O que diabos? O
que diabos? O que diabos ela estava fazendo? Stevie Rae no sabia. Tudo que
ela sabia era o que ela no estava fazendo. Ela no estava matando o Corvo
Escarnecedor.
TRS        Zoey "Ele vai ficar bem?" eu tentei sussurrar para no acordar
Stark e aparentemente, falhei, porque os olhos fechados dele se agitaram e os
lbios dele se ergueram levemente em um doloroso fantasma de um meio
sorriso arrogante. "No estou morto ainda," ele disse. "No estou falando com
voc," eu disse em uma voz mais irritada do que eu pretendia. "Olha o
temperamento, u-we-tsi-a-ge-ya," vov Redbird me chamou a ateno
levemente enquanto a irm Mary Angela, uma das freiras beneditas, ajudava ela
na pequena enfermaria. "Vov! A est voc!" Eu corri at ela e ajudei a irm
Mary Angela a colocar ela numa cadeira. "Ela s est preocupada comigo." Os
olhos de Stark estavam fechados de novo mas seus lbios ainda tinham o
vestgio de um sorriso. "Eu sei disso, tsi-ta-ga-a-s-ha-ya. Mas Zoey  uma Alta
Sacerdotisa em treinamento e ela deve aprender a controlar suas emoes."
Tsi-ta-ga-a-s-ha-ya! Isso teria me feito rir alto se vov no estivesse parecendo
to plida e frgil, e se eu no estivesse to, bem, preocupada no geral.
"Desculpe, vov. Eu vou cuidar do meu temperamento, mas  meio difcil
quando as pessoas que eu amo ficam quase morrendo!" Eu terminei com pressa
e respirei fundo para me firmar. "E voc no deveria estar na cama?" "O que tri-
ta-ga-a-s-tanto-faz, significa?" A voz de Stark era grossa com dor enquanto
Darius espalhava um liquido cremoso em suas queimaduras, mas apesar dos
ferimentos ele soava divertido e curioso.
"Tsi-ta-ga-a-s-ha-ya," vov corrigiu a pronuncia dele, "significa galo." Os olhos
dele brilharam de humor. "Todo mundo diz que voc  uma mulher sbia." "O
que  menos interessante do que todos dizem sobre voc, tsi-ta-ga-a-s-ha-ya,"
vov disse. Stark deu um rpida risada e ento sugou o ar dolorosamente.
"Fique parado!" Darius exigiu.
"Irm, eu pensei que voc tinha dito que vocs tem um mdico aqui." Eu tentei
no soar to apavorada quanto eu me sentia. "Um mdico humano no pode
ajudar ele," Darius disse antes da irm Mary Angela poder responder. "Ele
precisa de descanso e silncio e " "Descanso e silncio est bom," Stark
interrompeu ele. "Como eu disse antes: no estou morto ainda." Ele encontrou
os olhos de Darius e eu vi o Filho de Erebus dar nos ombros e acenar com a
cabea brevemente, como se tivesse concedido algum ponto ao vampiro mais
novo. Eu deveria ter ignorado a pequena movimentao entre eles, mas minha
pacincia tinha evaporado horas antes. "Ok, o que voc no est me dizendo?"
A freira que estava ajudando Darius me deu um olhar longo e frio e disse,
"Talvez o garoto ferido precise saber que seu sacrifcio no foi feito em vo." As
palavras duras da freira me deram um choque de culpa que se fechou na minha
garganta e no me deixou responder a mulher de olhos duros. O sacrifcio que
Stark estava disposto a fazer era a vida dele pela minha. Eu engoli a secura na
minha garganta. O que valia minha vida? Eu era apenas uma garota  mal tinha
17 anos. Eu fiz besteira de novo e de novo. Eu era a reencarnao de uma
garota criada para prender um anjo cado, e isso significa que no fundo da
minha alma eu no conseguia me impedir de amar ele, mesmo quando eu sabia
que eu no deveria... no podia...
No. Eu no valia o sacrifcio da vida de Stark. "Eu j sei." A voz de Stark no
oscilou; de repente ele parecia forte e seguro. Eu pisquei para liberar minha
viso das lgrimas e encontrei os olhos dele. "O que eu fiz foi apenas parte do
meu trabalho," ele disse. "Sou um Guerreiro. Eu jurei minha vida para os
servios de Zoey Redbird, Alta Sacerdotisa e Amada de Nyx. Isso significa que
estou trabalhando para nossa deusa e ser derrubado e queimado um pouco no
significa nada se eu ajudei Zoey a vencer os malvades." "Muito bem dito, tsi-
ta-ga-a-s-ha-ya," vov disse a ele. "Irm Emily, eu te libero dos servios na
enfermaria pelo resto da noite. Por favor envie a irm Bianca aqui para ajudar.
Eu acredito que voc deveria, talvez, passar um tempo numa silenciosa
contemplao de Lucas 6:37," disse a irm Mary Angela. "Como quiser, irm," a
freira disse e saiu do quarto. "Lucas 6:37? O que  isso?" eu perguntei. "No
julgars, e no sers julgado: no condenars, e no sers condenado: perdoe, e
sers perdoado," minha av disse. Ela estava dividindo um sorriso com irm
Mary Angela quando Damien bateu suavemente na porta e a entre abriu.
"Podemos entrar? Tem algum que realmente precisa ver Stark." Damien olhou
por cima do ombro e fez um movimento de "fique aqui" atrs dele. O suave
woof! que saiu em resposta me disse que o algum era na verdade um
cachorro. "No deixe ela entrar." Stark fez uma careta de dor enquanto
abruptamente virava a sua cabea para longe para que no conseguisse ver
Damien na porta. "Diga aquele garoto Jack que ela  dele agora." "No." Eu
impedi Damien quando ele comeou a se afastar." Faa Jack trazer Duquesa."
"Zoey, no, eu " Stark comeou, mas eu ergui a mo para silenciar ele. "S
traga ela," eu disse. Ento eu encontrei os olhos de Stark. "Voc confia em
mim?" Ele olhou para mim pelo que pareceu um longo tempo. Eu vi a
vulnerabilidade e dor dele claramente, mas ele finalmente acenou uma vez e
disse, "eu confio em voc." "V em frente, Damien," eu disse. Damien virou e
murmurou algo sobre seu ombro e ento ele se moveu para o lado. Jack, o
namorado de Damien, entrou no quarto primeiro. As bochechas dele estavam
rosas e seus olhos estavam suspeitosamente brilhantes. Ele parou depois de
alguns centmetros e virou para a porta. "Entre. Est tudo bem. Ele est aqui,"
Jack disse. O labrador loiro entrou no quarto e eu fiquei surpresa por ver o quo
silenciosamente ela se movia para um cachorro to grande. Ela parou
brevemente ao lado de Jack e olhou para ele, balanando o rabo. "Est tudo
bem," Jack repetiu. Ele sorriu para Duquesa e ento limpou as lgrimas que
tinham escapado dos olhos dele e estavam deslizando por suas bochechas. "Ele
est melhor agora." Jack fez um movimento em direo a cama. A cabea de
Duquesa virou na direo que ele apontou, e ela olhou diretamente para Stark.
O garoto ferido e o cachorro s se encaram enquanto eu juro, todos seguramos
o flego. "Oi, garota linda," Stark falou hesitante, a voz dele sufocada por
lgrimas. As orelhas de Duquesa se ergueram e a cabea dela se ergueu. Stark
estendeu a mo e fez um movimento chamando ela. "Venha aqui, Duque."
Como se o comando dele tivesse quebrado uma represa dentro do cachorro,
Duquesa foi para frente, chorando e se balanando e latindo  basicamente
soando e agindo muito mais como um filhote do que os 50 quilos dela diziam
que ela era. "No!" Darius comandou. "No em cima da cama!" Duquesa
obedeceu o guerreiro e se contentou em colocar a cabea contra o lado de
Stark e deslizar seu focinho debaixo da sua axila enquanto mexia seu corpo
todo, e Stark, com o rosto brilhando de felicidade, acariciando ela e dizendo a
ela de novo e de novo o quanto ele sentiu falta dela e que boa garota ela era.
Eu no tinha percebido que estive chorando tambm, at que Damien me
entregou um leno. "Obrigado," eu murmurei, e limpei o rosto. Ele sorriu
brevemente para mim, e ento se moveu para o lado de Jack, colocando seu
brao ao redor de seu namorado e dando tapinhas em seu ombro (e entregando
a ele um leno tambm). Eu ouvi Damien dizer a ele, "Anda, vamos encontrar o
quarto que as irms tem pronto para ns. Voc precisa descansar." Jack fez um
som fungando, acenou, e deixou Damien levar ele para fora do quarto. "Espere,
Jack," Stark o chamou. Jack olhou para a cama onde Duquesa ainda tinha a
cabea pressionada contra Stark, que tinha os braos envolvidos ao redor do
pescoo do labrador. "Voc fez bem em cuidar da Duque quando eu no pude."
"No foi problema. Nunca tive um cachorro antes, ento sabia o quo bons eles
so." A voz de Jack se quebrou s um pouco. Ele clareou a garganta e
continuou. "Eu  estou feliz que voc no seja, uh, do mal e horrvel e coisas
assim, para que ela possa ficar com voc de novo."
"Yeah, quanto a isso." Stark pausou, fazendo uma careta enquanto a dor de
seus movimentos o atingia. "No estou exatamente 100% ainda, e mesmo
quando estiver, no tenho certeza de como vai ser meu horrio. Ento estou
pensando que seria um grande favor para mim se voc e eu talvez possamos
dividir Duquesa." "Mesmo?" O rosto de Jack se iluminou. Stark acenou.
"Mesmo. Voc Damien podiam levar Duque de volta para o seu quarto, e talvez
trazer ela para me ver mais tarde?" "Absolutamente!" Jack disse, e ento ele
limpou a garganta e continuou. "Yeah, como eu disse antes. Ela no deu
problema algum." "Bom," Stark disse. Ele ergueu o focinho de Duquesa com sua
mo e olhou nos olhos do labrador. "Estou bem agora, garota linda. V com Jack
para que eu possa melhorar totalmente." Eu sabia que devia ter causado agonia
a ele, mas Stark sentou e ento se curvou para beijar Duquesa e deixou o
cachorro lamber seu rosto. "Boa garota... essa  minha garota linda..." ele
sussurrou, e beijou ela de novo e disse, "V com Jack agora! V em frente!" e
ele gesticulou em direo a Jack. Depois de uma ltima lambida no rosto de
Stark, e um nico e relutante choro, ela virou de costas pra cama e foi para o
lado de Jack, balanando o rabo para ele e cheirando ele enquanto ele limpava
os olhos com uma mo e acariciava ela com a outra. "Eu vou cuidar muito bem
dela e trazer ela de volta para te ver assim que o sol se por hoje. Ok?" Stark
conseguiu sorrir. "Ok, obrigado, Jack." Ento ele caiu no travesseiro. "Ele precisa
de descanso e silncio," Darius disse a todos ns, enquanto continuava a
trabalhar em Stark.
"Zoey, talvez voc possa me ajudar a levar sua av para o quarto dela? Ela
tambm precisa de descanso e silncio. Foi uma noite longa pra todos ns,"
disse irm Mary Angela. Mudando minha preocupao de Stark para vov, eu
olhei para frente e para trs entre as duas pessoas que eu me importava tanto.
Stark pegou meu olhar. "Hey, cuide da sua av. Eu posso sentir que o sol vai
nascer logo. Eu vou apagar como uma lmpada quando isso acontecer." "Bem...
ok." Eu fui para o lado da cama dele e fiquei parada ali constrangida. O que eu
deveria fazer? Beijar ele? Apertar a mo dele? Dar um polegar erguido e um
sorriso nerd? Eu quero dizer, ele no era meu namorado oficial, mas ele e eu
tnhamos um lao que ia alm de amizade. Me sentindo confusa e preocupada e
basicamente fora da minha zona de conforto, eu coloquei minha mo no ombro
dele e sussurrei, "Obrigado por salvar minha vida." Os olhos dele encontraram
os meus e o resto do quarto sumiu. "Eu sempre vou manter seu corao seguro,
mesmo que o meu tenha que parar de bater para que isso acontea," ele me
disse suavemente. Eu me abaixei e beijei a testa dele, murmurando, "Vamos
tentar no deixar isso acontecer, ok?" "Ok," ele sussurrou. "Eu te vejo quando o
sol se por de novo," eu disse a Stark antes de finalmente correr at vov. A irm
Mery Angela e eu a levantamos, quase a carregando para fora do quarto de
Stark e pelo curto corredor para outro quarto parecido com o de um hospital.
Vov parecia pequena e frgil sobre meu brao de suporte e meu estmago se
retorceu com preocupao por ela. "Pare de se preocupar, u-we-tsi-a-ge-ya,"
ela disse enquanto Mary Angela colocava travesseiros ao redor dela e ajudava a
deixar ela confortvel.
"Eu vou pegar para voc remdios para dor," irm Mary Angela disse a vov.
"Tambm vou me certificar que as cortinas no quarto de Stark esto fechadas e
que elas esto tapando bem a luz, ento vocs tem um minuto para
conversar, mas quando eu voltar eu insisto que voc tome seu remdio para dor
e v dormir." "Voc  uma hospedeira durona, Mary Angela," vov disse. "
preciso uma para conhecer uma, Sylvia," disse a freira. Ento ela saiu do quarto
com pressa. Vov sorriu para mim e bateu na cama perto dela. "Venha sentar
perto de mim, u-we-tsi-a-ge-ya." Eu sentei ao lado de vov, enfiando minhas
pernas debaixo de mim, tentando tomar cuidado para no mexer a cama muito.
O rosto dela estava ferido e queimado do airbag que tinha salvo a vida dela.
Parte do lbio dela e sua bochecha tinham pontos. Ela tinha uma bandagem em
sua cabea e o brao direito dela estava preso em um gesso que parecia
assustador. "Irnico, no , que meus ferimentos paream to terrveis, mas so
muito menos dolosos do que as feridas invisveis dentro de voc," ela disse. Eu
comecei a dizer  vov que estava bem, mas as prximas palavras dela cortaram
o que sobrava da minha negao. "H quanto tempo voc sabe que  a
reencarnao da virgem A-ya?"
QUATRO             Zoey "Eu me senti atrada por Kalona desde o primeiro
segundo que eu o vi," eu disse devagar. Eu no iria mentir para vov, mas isso
no significava que contar a ela a verdade seria fcil. "Mas quase todos os
calouros e mesmo os vampiros foram atrados por ele  na verdade, era como
se eles estivessem sobre algum tipo de feitio que ele foi capaz de lanar." Vov
acenou. "Foi o que eu j ouvi de Stevie Rae. Mas foi diferente com voc? Mais
do que apenas essa atrao mgica que ele tem?" "Yeah. Comigo no foi como
se eu estivesse sob um feitio." Eu engoli a secura da minha garganta. "Eu no
fui enganada em pensar que ele era Erebus que tinha vindo a terra, e eu sabia
que ele tinha planejado o mal com Neferet. Eu vi a escurido dele. Mas eu
tambm queria ficar com ele  no s porque eu ainda acreditava que ele
poderia escolher ser bom, mas porque eu queria ele, mesmo sabendo que era
errado." "Mas voc lutou contra esse desejo, u-we-tsi-a-ga-ya. Voc escolheu
seu prprio caminho, o do amor e bondade e da sua deusa, assim a criatura foi
banida. Voc escolheu amor," ela repetiu devagar. "Deixe isso ser o balsamo
para a ferida que ele fez em sua alma." O sentimento apertado de pnico que
estava em meu peito comeou a se soltar. "Eu posso seguir meu prprio
caminho," eu disse, com mais convico do que eu sentia desde que percebi
que eu era a reencarnao de A-ya. Ento eu franzi. No havia como negar que
ela e eu estvamos conectados. Chame de essncia ou alma ou esprito ou o
que for  ela me ligava a um ser imortal to fortemente quanto a terra o tinha
aprisionado por sculos. "No sou A-ya." Eu repeti mais devagar, "mas no
acabei com Kalona. O que eu fao, vov?" Vov pegou minha mo na dela e
apertou. "Como voc disse, voc segue seu caminho. E agora esse caminho est
te lavando para uma cama quente e suave e um dia todo de sono."
"Uma crise por vez?" "Uma coisa por vez," ela disse.
"E est na hora de voc seguir seu prprio conselho, Sylvia," irm Mary Angela
disse enquanto entrava no quarto com um copo de gua em uma mo e uma
plula na outra. Vov sorriu para a freira e pegou o remdio dela. Eu notei que
as mos dela estavam tremendo enquanto ela colocava o remdio em sua
lngua e bebia a gua. "Vov, vou deixar voc descansar agora." "Eu te amo, u-
we-tsi-a-ge-ya. Voc se saiu bem hoje." "No teria conseguido sem voc. Eu
tambm te amo, vov." Eu me curvei e beijei a testa dela, e enquanto ela
fechava os olhos e se colocava contra seu travesseiro com um sorriso contente,
eu segui irm Mary Angela para fora do quarto e disparei perguntas para ela
assim que entramos no corredor. "Voc encontrou quartos para todos? E os
calouros vermelhos esto bem? Voc faz ideia se Stevie Rae fez Erik e Heath e
quem quer mais que seja checar a rea ao redor da abadia? Tudo est seguro
por aqui?" A irm Mary Angela ergueu a mo para impedir a inundao de
palavras. "Criana, respire e me deixe falar." Eu suprimi um suspiro e fiquei
quieta enquanto seguia ela pelo corredor enquanto ela explicava que ela e as
freiras tinham feito uma aconchegante rea como de dormitrio para os
calouros vermelhos no poro, depois que Stevie Rae disse a ela que eles
ficariam mais confortveis l embaixo. Minha turma estava l em cima nos
quartos de hspedes, e sim, os caras tinham dado um sinal positivo em relao
a nenhum sinal de Corvos Escarnecedores l fora. "Sabe, voc realmente 
incrvel." Eu sorri para ela quando paramos do lado de fora de uma porta
fechada no fim de um longo corredor. "Obrigada."
"Eu sou serva da minha Senhora, e voc no precisa se preocupar," ela disse
simplesmente e abriu a porta para mim. "Essa  a escadaria que leva para o
poro. Me falaram que a maioria dos garotos j est l embaixo." "Zoey! A est
voc. Voc tem que vir checar isso. Voc no vai acreditar no que Stevie Rae
fez," Damien disse enquanto subia com pressa as escadas em nossa direo. Eu
senti meu estmago se apertar. "O que?" Eu imediatamente fui para baixo para
encontrar ele. "Qual o problema?" Ele sorriu para mim. "No tem nada errado.
 incrvel." Damien pegou minha mo e me puxou com ele. "Damien tem razo
sobre isso," disse Irm Mary Angela, descendo as escadas atrs de ns. "Mas
acho que incrvel  a palavra errada para isso." "A palavra certa  mais tipo,
terrvel ou horrvel?" eu perguntei. Ele apertou minha mo. "Pare de ser to
preocupada. Voc derrotou Kalona e Neferet hoje  noite; tudo vai ficar bem."
Eu apertei a mo dele tambm e me fiz sorrir e parecer menos preocupada,
embora eu soubesse que dentro do meu corao, dentro da minha alma, o que
tinha acontecido hoje a noite no tinha sido um final ou sequer uma vitria.
Tinha sido um terrvel, horrvel comeo. "Wow." Eu encarei em uma descrena
chocada. "Wow ao quadrado  melhor," Damien disse. "Stevie Rae realmente
fez isso?" "Foi o que Jack me disse," Damien disse. Ele e eu estvamos lado a
lado e olhvamos na escurido para a terra escavada. "Ok  bizarro." Eu falei
meus pensamentos em voz alta.
Damien me olhou de forma estranha. "Como assim?" "Bem," eu pausei, sem ter
certeza absoluta do que eu quis dizer, embora o tnel definitivamente me fazia
sentir inquieta. "Um, , uh... realmente escuro." Damien riu. " claro que 
escuro.  pra ser escuro.  um buraco no cho." "Para mim parece mais natural
do que um buraco no cho," disse irm Mary Angela enquanto ela se juntava a
ns na boca do tnel, olhando para a escurido. "Por algum motivo me
conforta. Talvez seja por causa do seu cheiro." Ns trs cheiramos. Eu cheirei,
bem, terra. Mas Damien disse, "tem um cheiro rico e saudvel." "Como um
campo recm plantado," a freira concordou.
"Viu, no  bizarro, Z. Eu definitivamente me esconderia aqui durante um
tornado," Damien disse. Me sentido super sensvel e meio boba, eu soltei um
longo suspiro e olhei para o tnel, tentando ver com meus novos olhos e o
sentir com um instinto mais agudo. "Posso ver sua lanterna por um segundo,
irm?" ' claro." A irm Mary Angela me entregou uma lanterna grande,
quadrada e pesada que ela carregou conosco do poro principal at essa
pequena sesso que ela chama de depsito. A tempestade gelo que tinha cado
em Tulsa nos ltimos dias tinha desligado a energia da abadia  como tinha feito
com a energia da maior parte da cidade. Eles tinham geradores a gs, ento na
parte principal da abadia algumas luzes eltricas estavam ligadas, junto com
zilhes de velas que as freiras tanto gostam, mas eles no desperdiaram
energia no depsito, e a nica luz saa da lanterna da freira. Eu a apontei para o
buraco no cho.
O tnel no era muito grande. Se eu esticasse meus braos, eu podia facilmente
tocar os dois lados. Eu olhei para cima. Ele s no tocava minha cabea por
alguns centmetros. Eu cheirei de novo, tentando encontrar algum senso de
conforto que Damien e a freira obviamente sentiam. Meu nariz se
enrugou. O lugar fedia a escurido e vazio, razes e coisas que foram remexidas
acima da superfcie. Eu suspeitava que essas coisas tinham tremido e cado, o
que automaticamente fez minha pele se arrepiar e tremer. Ento eu
mentalmente me chacoalhei. Porque um tnel na terra deveria parecer to
nojento? Eu tinha afinidade com a terra. Eu podia conjurar ela. Eu no deveria
ter medo dela. Cerrando os dentes, eu dei um passo para dentro do tnel. Ento
outro. E outro. "Hey, uh, Z, no v muito longe. Voc tem a nica luz, e eu no
ia querer que a irm Mary Angela seja deixada aqui no escuro. Ela pode ficar
assustada." Eu balancei a cabea e, sorrindo, virei, apontando a lanterna em
direo a entrada e iluminando o rosto preocupado de Damien e o rosto sereno
da irm Mary Angela. "Voc no iria querer que a freira ficasse com medo do
escuro?" Damien se remexeu culpado. A irm Mary Angela colocou sua mo no
ombro dele por um momento. " gentil da sua parte pensar em mim, Damien,
mas no temo o escuro." Eu dei a Damien um olhar de no seja to maricas
quando a sensao me atingiu. O ar atrs de mim mudou. Eu sabia que no
estava mais sozinha naquele tnel. Medo cresceu na minha espinha e eu senti
uma repentina vontade de correr  sair dali o mais rpido que eu podia e nunca,
nunca mais voltar. E eu quase corri. Ento eu me surpreendi ficando irritada. Eu
tinha acabado de enfrentar um imortal cado  uma criatura que eu estava
conectada em um nvel de alma  e eu no tinha corrido. E no ia correr agora.
"Zoey? O que foi?" A voz de Damien soava distante quando eu virei para
encarar a escurido. De repente uma luz fraca, como o brilho do olhar de um
monstro subterrneo, se materializou. A luz no era grande, mas era brilhante,
temporariamente fazendo pontos pretos no meu campo de viso e eu fiquei
parcialmente cega ento quando olhei para o monstro ele parecia ter trs
cabeas, com uma selvagem crina e ombros que pareciam incompatveis e
grotescos. Ento eu fiz o que qualquer garota sensvel faria. Eu suguei o ar e dei
o meu melhor grito de garota, que instantaneamente foi bizarramente ecoado
por mais trs bocas que saram do monstro de um nico olho. Eu podia ouvir
Damien guinchando atrs de mim, e eu juro que a irm Mary Angela at mesmo
deu um suspiro guinchado e assustado. Eu estava comeando a fazer
exatamente o que eu tinha me prometido que eu faria  correr pra caramba,
quando uma das cabeas parou de gritar e deu um passo para frente entrando
na luz da lanterna. "Merda, Zoey! Qual seu problema? So s as Gmeas e eu.
Voc quase nos cagou de susto," disse Afrodite. "Afrodite?" minha mo foi para
o meu corao, tentando impedir ele de bater para fora do meu corpo. " claro
que sou eu," ela disse, passando por mim enojada. "Deusa! Se controle."
As Gmeas ainda estavam paradas no tnel. Erin estava segurando uma grossa
vela to apertado que sua mo se esbranquiou. Shaunne estava parada perto
dela, to perto que seus ombros estavam esmagados juntos. Elas pareciam
congeladas e com os olhos arregalados. "Uh, oi," eu disse. "Eu no sabia que
vocs estavam aqui." Shaunne se recuperou primeiro. "Voc acha?" Ela passou
a mo tremula delicadamente pela testa e virou para Erin. "Gmea, ela me
assustou o bastante para ficar branca?"
Erin piscou para sua melhor amiga. "Eu acho que isso no  possvel." Ela sorriu
para Shaunne. "Mas no, ela no assustou. Voc ainda  um lindo cappuccino."
A mo de Erin que no estava segurando a vela voou para seu cabelo grosso e
dourado e o tocou freneticamente. "Ela fez meu cabelo cair ou ficar de um
grisalho prematuro e nada atraente?" Eu franzi para as Gmeas. "Erin, seu
cabelo no est caindo ou ficando grisalho, e Shaunne, voc no pode se
assustar e virar branca. Jeesh, vocs me assustaram primeiro," eu disse. "Olha,
da prxima vez que voc precisar perseguir Neferet e Kalona, s grite assim,"
Erin disse. "Yeah, te faz soar como se voc tivesse perdido totalmente sua
cabea," Shaunne disse enquanto passavam por mim.
Eu segui elas para o depsito onde Damien estava se abanando e parecendo
mais gay do que de costume, e irm Mary Angela tinha acabado de fazer o sinal
da cruz. Eu coloquei a traseira da lanterna na mesa cheia de jarras de vidro que
pareciam estranhamente como fetos flutuando na luz turva. "Ento, srio, o
que vocs estavam fazendo aqui?" eu disse. "Aquele garoto Dallas nos disse que
eles chegaram aqui vindos dos depsitos," Shaunne disse. "Ele disse que era
legal aqui e que Stevie Rae tinha feito," Erin disse.
"Ento pensamos em vir aqui e ver por ns mesmas," Shaunee disse. "E porque
voc est aqui com as Gmeas?" Eu perguntei a Afrodite. "A dupla dinmica
precisava de proteo. Naturalmente elas pediram para mim." "Como vocs de
repente apareceram daquele jeito, afinal de contas?" Damien perguntou antes
da reclamao das gmeas comear.
"Fcil-fcil." Erin andou rapidamente de volta para o tnel, ainda carregando
sua vela. Ela virou para nos encarar e ento deu s mais alguns passos para
alm do que eu tinha ido. "O tnel d uma virada aqui." Ela deu um passo para
o lado e a luz dela desapareceu, ento ela deu outro passo e reapareceu. " por
isso que no nos vimos at o ltimo segundo." "Realmente  incrvel que Stevie
Rae tenha de alguma forma feito isso," Damien disse. Eu notei que ele no se
moveu mais para perto do tnel, mas ficou perto da lanterna. A irm Mary
Angela se aproximou da entrada. Ela tocou a lateral do buraco recente com
reverncia e disse, "Stevie Rae fez isso, mas ela fez com interveno divina."
"Por `interveno divina' voc est falando mais sobre a virgem-maria--s-
outra-forma-de-Nyx?" O sotaque de Stevie Rae vindo do outro lado do depsito
nos fez pular. "Sim, criana.  exatamente isso a que me refiro." "Eu no quero
te cortar, mas essa  a coisa mais estranha que j ouvi," Stevie Rae disse. Ela
andou at ns, e eu achei que ela parecia plida. Quando ela se aproximou de
mim eu senti o cheiro de algo estranho, mas o sorriso dela fez seu rosto mudar
seu fofo eu familiar. "Z, aquele enorme grito que eu ouvi saiu de voc?" "Uh,
yeah." Eu no consegui me impedir de sorrir para ela. "Eu estava dentro do
tnel e no esperava encontrar as Gmeas e Afrodite." "Bem, isso faz sentido.
Afrodite  meio que o bicho papo," Stevie Rae disse. Eu ri, e ento, agarrando a
oportunidade para mudar de assunto, eu disse, "Uh, falando em monstros, voc
encontrou algum Corvo Escarnecedor l em cima?" Os olhos de Stevie Rae
saram dos meus.
"Tudo est seguro. Nada para voc se preocupar," ela disse rapidamente. "Fico
to feliz," irm Mary Angela estava dizendo. "Aquelas criaturas eram uma
abominao  homens e bestas." Ela tremeu. "Fico aliviada por termos nos
livrado de todos eles." "Mas no era culpa deles," Stevie Rae disse
abruptamente. "Me desculpe?" A freira parecia mais do que um pouco confusa
com o tom defensivo de Stevie Rae. "Eles no pediram para nascer como so 
uma mistura por causa de estupro e maldade. Eles na verdade so vitimas." "Eu
no sinto pena deles," eu disse, me perguntando por que Stevie Rae soava
como se estivesse defendendo os horrveis Corvos Escarnecedores. Damien
tremeu. "Temos que falar neles?" "Nope, claro que no," Stevie Rae disse
rapidamente. "timo, e de qualquer forma, a razo para eu ter trazido Zoey
aqui foi para mostrar a ela o tnel que voc fez, Stevie Rae. Eu tenho que te
dizer  eu acho incrvel." "Obrigado, Damien! Foi muito legal quando descobri
que eu podia fazer isso." Stevie Rae deu alguns passos, passando por mim,
entrando na boca do tnel, onde ela foi instantaneamente cercada por
escurido total que se esticava atrs dela como o interior de uma enorme
cobra. Ela ergueu os braos para que suas palmas se pressionassem contra as
paredes de terra do tnel. De repente ela me lembrou de uma cena de Sanso e
Dalila, um antigo filme que eu vi com Damien um ms atrs. A imagem que
passou pela minha memria foi quando Dalila tinha deixado o Sanso cego
parado entre um massivo pilar que segurava o estdio cheio com pessoas
horrveis perseguindo ele. Ele ganhou sua fora mgica de volta e acabou
empurrando o pilar e se destruindo e... "No  mesmo, Zoey?"
"Huh?" Eu pisquei, perturba pela cena triste e destrutiva que estive revivendo
na minha mente.
"Eu disse, Maria no moveu a terra por mim quando fiz o tnel; o poder que
Nyx me deu fez isso. Jeesh, voc no est prestando ateno em mim." Stevie
Rae disse. Ela tirou as mos de dentro do tnel e estava me dando o olhar dela
de `o que est passando pela sua cabea agora?' "Desculpe, o que voc estava
dizendo sobre Nyx?" "S que eu no acho que Nyx e a Virgem Maria tem algo a
ver uma com a outra. A me de Jesus no me ajudou a mover a terra para fazer
esse tnel." Ela encolheu um ombro. "Eu no quero ferir seus sentimentos nem
nada disso, irm, mas  isso que eu acho." "Voc tem direito a sua prpria
opinio, Stevie Rae," disse a freira, parecendo to calma como sempre. "Mas
voc deveria saber que dizer que no acredita em algo, no faz com que seja
menos possvel que ela exista." "Bem, eu andei pensando, e pessoalmente eu
no acho uma hiptese to estranha," Damien disse. "Voc deve lembrar que
no nosso livro Calouros 101, Maria  ilustrada como uma das muitas faces de
Nyx." "Huh," eu disse. " mesmo?" Damien me deu um olhar firme que
claramente dizia voc realmente deveria ser um estudante melhor, antes de
acenar, e em sua melhor voz de professor ele continuou, "Sim.  bem
documentado que durante o afluxo de Cristianismo na Europa, santurios para
Gaea, assim como para Nyx, foram convertidos em santurios para Maria muito
antes das pessoas se converterem para o novo..." Damien continuou e eu era
um calmo espectador enquanto olhava para o tnel. A escurido era profunda e
grossa. S centmetros atrs de Stevie Rae, eu no conseguia ver nada.
Absolutamente nada. Eu encarei, imaginado formas escondidas ali. Algum ou
algo poderia estar ali a centmetros de ns e ns nem saberamos, no se ele
no quisesse ser visto. E isso me assustou.
Ok, mas isso  ridculo! Eu disse a mim mesma.  s um tnel. Ainda sim, meu
medo irracional me empurrou. O que, infelizmente, me irritou e me fez querer
empurrar de volta. Ento, como qualquer super loira idiota em um filme de
terror, eu dei um passo na escurido. E ento outro. A escurido me engoliu.
Minha mente sabia que eu estava a alguns centmetros do depsito e dos meus
amigos. Eu podia ouvir Damien tagarelando sobre religio e a deusa. Mas minha
mente no era o que estava batendo em terror contra meu peito. Meu corao,
meu esprito, minha alma  seja como for que voc quer chamar  estava
gritando para mim corra! Sai da! V! Eu senti a presso da terra como se no
fosse um buraco no cho, mas ao invs disso estivesse preenchido, me
cobrindo... me sufocando... me prendendo. Minha respirao estava ficando
cada vez mais rpida. Eu sabia que eu devia estar hiperventilando, mas eu no
conseguia me impedir. Eu queria me afastar do buraco que serpenteava dos
meus ps para dentro da escurido, mas tudo que eu consegui fazer foi dar um
passo tropeado para trs. Eu no conseguia fazer meus ps fazerem o que eu
estava mandando! Pontos de luz brilhavam em meus olhos, me cegando,
enquanto tudo mais comeava a ficar cinza. Ento eu estava caindo... caindo...
CINCO Zoey
A escurido era completa. Cegando mais do que minha viso, ela tirou todos os
meus sentidos. Eu achei que estava ofegando por oxignio e me debatendo,
tentando encontrar algo  qualquer coisa eu pudesse tocar, ouvir, ou sentir o
cheiro  qualquer coisa que me desse um senso de realidade. Mas eu no tinha
sensaes. O casulo de escurido e o barulho da frentica batida do meu
corao eram tudo que eu conhecia. Eu estava morta? No, eu achava que no.
Eu lembro que estava no tnel debaixo da Abadia, somente a alguns metros de
distncia dos meus amigos. Eu fiquei apavorada com a escurido, mas isso no
podia me fazer cair morta. Mas eu estava com medo. Eu lembro de estar com
muito medo. No havia nada a no ser essa escurido. O que estava
acontecendo comigo? Nyx! Minha mente gritou. Me ajude, Deusa! Por favor me
mostre algum tipo de luz! "Oua sua alma..." Eu achei que tinha chorado alto
com o som doce e seguro da voz da deusa em minha mente, mas quando as
palavras dela se foram, s havia um rgido silncio e escurido. Como diabos eu
deveria ouvir minha alma? Eu tentei me acalmar e ouvir algo, mas s havia
silncio  um silncio negro, vazio e de sugar a alma, como nada que eu j
tivesse experimentado. Eu no tinha nada para me guiar, eu s sabia  A
realizao me atingiu e minha mente vacilou de entendimento.
Eu tinha algo para me guiar. Parte de mim tinha experimentado essa escurido
antes. Eu no conseguia ver. Eu no conseguia sentir. Eu no podia fazer nada a
no ser virar para dentro de mim mesma, buscando a parte de mim que podia
ser capaz de fazer sentido nisso, que talvez fosse capaz de me guiar para fora
daqui. A memria passou de novo, dessa vez me levando de volta para muito
antes da noite no tnel sobre a abadia. Os anos passaram com minha
resistncia at que finalmente, finalmente, eu senti de novo. Meus sentidos
voltaram devagar. Eu comecei a ouvir mais do que meus prprios pensamentos.
Havia um tambor que pulsava ao meu redor, e dentro dele o barulho distante
das vozes de mulheres. O senso de olfato retornou para mim, e eu reconheci o
cheiro que me lembrou do tnel da abadia. Finalmente, eu podia sentir a terra
contra minhas costas nuas. Eu s tive um instante para aproveitar a sensao
dos meus sentidos voltando antes do resto da minha cincia ser fortemente
acordada. Eu no estava sozinha! Minhas costas estavam pressionadas contra a
terra, mas eu estava sendo segurada com fora contra os braos de algum.
Ento ele falou. "Oh, deusa, no! No deixe isso acontecer!" Era a voz de
Kalona, e minha reao imediata foi chorar alto e lutar para me afastar dele,
mas eu no estava no comando do meu corpo e as palavras que saram da
minha boca, no eram minhas. "Sssh, no se desespere. Estou com voc, meu
amor." "Voc me prendeu!" Mesmo enquanto ele gritava em acusao, seus
braos se apertavam ao meu redor, e eu reconheci a paixo fria de seu abrao
imortal. "Eu te salvei," minha voz estranha respondeu enquanto meu corpo se
colocava mais intimamente contra o dele. "Voc no foi feito para andar neste
mundo.  por isso que voc esteve to infeliz, to insatisfeito."
"Eu no tive escolha! Os mortais no entendem." Meus braos se enrolaram ao
redor do pescoo dele. Meus dedos passando pelo suave e pesado cabelo dele.
"Eu entendo. Fique em paz aqui comigo. Deixe sua triste inquietude. Eu vou
confortar voc." Eu senti ele se render antes dele falar as palavras. "Sim,"
Kalona murmurou. "Eu vou enterrar minha tristeza em voc e meu desesperado
desejo finalmente ser gasto." "Sim, meu amor, meu consorte, meu Guerreiro...
sim..." Foi naquele momento que eu quase me perdi dentro de A-ya. Eu no
conseguia saber onde o desejo dela terminava e minha alma comeava. Se eu
ainda tinha escolha, eu no a queria. Eu s sabia que eu estava onde estava
destinada a estar  nos braos de Kalona. As asas dele nos cobriram, impedindo
o calafrio do toque dele de me queimar. Os lbios dele estavam nos meus. Ns
nos exploramos devagar, de verdade, com um senso de maravilha e rendio.
Quando nossos corpos comearam a se mover juntos, eu conheci a completa
alegria. E ento, de repente, eu comecei a dissolver. "No!" O grito foi
arrancado da minha garganta e minha alma. Eu no queria partir! Eu queria
ficar com ele. Meu lugar era com ele! Mas, de novo, eu no estava em controle,
e eu me senti desaparecendo, voltando a terra, enquanto A-ya soluava, a voz
quebrada dela ecoando uma palavra na minha cabea: LEMBRE-SE... O tapa
queimou contra minha bochecha, e eu suguei o ar que clareou a ltima
escurido da minha mente. Eu abri meus olhos e a luz da lanterna fez eu apertar
os olhos e piscar. "Eu lembro." Minha voz soava to rouca quanto minha mente.
"Voc lembra quem voc , ou eu devia bater em voc de novo?" Afrodite disse.
Minha mente estava lenta para funcionar porque eu ainda gritava por ter sido
tirada da escurido. Eu pisquei de novo e balancei a cabea tentando clarear
ela. "No!" Eu gritei a palavra com tanta emoo que Afrodite automaticamente
se afastou de mim. "Tudo bem," ela disse. "Voc pode me agradecer mais
tarde." A irm Mary Angela tomou o lugar dela, se abaixando e tirando meu
cabelo do rosto, que estava suado e frio. "Zoey, voc est conosco?" "Sim," eu
disse com uma voz quebrada. "Zoey, o que foi? O que fez voc hiperventilar?" a
freira perguntou. "Voc no est se sentindo doente, est?" A voz de Erin era
um pouco trmula. "No est com vontade de tossir um pulmo nem nada?"
Shaunne perguntou, parecendo to chateada quanto sua gmea soou. Stevie
Rae empurrou as Gmeas para o lado para poder se aproximar de mim. "Fale
comigo, Z. Voc est realmente bem?" "Estou bem. No estou morrendo nem
nada disso." Meus pensamentos tinham se reorganizado, embora eu no
parecesse conseguir me livrar do ltimo trao de desespero que eu conheci com
A-ya. Eu entendi que meus amigos estavam assustados que meu corpo tivesse
comeado a rejeitar a Mudana. Me forando a me focar no aqui e agora eu
estiquei a mo para Stevie Rae. "Aqui, me ajude a levantar. Estou melhor
agora." Stevie Rae me puxou, tendo cuidado de manter a mo debaixo do meu
cotovelo enquanto eu balanava levemente antes de encontrar meu equilbrio.
"O que aconteceu com voc, Z?" Damien perguntou enquanto me estudava. O
que eu deveria dizer? Eu deveria admitir que tive uma memria incrivelmente
vvida de uma vida passada onde eu tinha me dado ao nosso inimigo de hoje?
Eu nem tive tempo para analisar as novas emoes que a memria tinha me
causado. Como eu ia explicar elas para meus amigos? "S nos diga, criana. A
verdade falada  sempre menos assustadora do que suposies," disse irm
Mary Angela. Eu suspirei e falei, "o tnel me assustou!" "Te assustou? Tipo,
tinha algo nele?" Damien finalmente tinha parado de me encarar e estava
olhando nervoso para a abertura. As Gmeas deram alguns passos mais para
dentro do depsito e se afastaram do tnel. "No, no tinha nada l." Eu
hesitei. "Pelo menos eu acho que no tinha. De qualquer forma, no foi isso que
me assustou." "Voc espera que a gente acredite que voc desmaiou porque
estava com medo do escuro?" Afrodite disse. Todos me encararam. Eu limpei a
garganta. "Hey, gente. Talvez tenha coisas que Zoey no queira falar," disse
Stevie Rae. Eu olhei para minha melhor amiga e percebi que se eu no dissesse
algo sobre o que tinha acabado de acontecer eu no seria capaz de enfrentar o
que eu precisava fazer em relao a ela.
"Voc tem razo," eu disse a Stevie Rae. "Eu no quero falar, mas vocs
merecem saber a verdade." Eu deixei meu olhar passar pelo resto do grupo. "O
tnel me assustou tanto porque minha alma o reconhece." Eu limpei a garganta
e continuei, "eu lembrei de ficar presa na terra com Kalona." "Voc quer dizer
por que realmente tem uma parte de A-ya dentro de voc?" Damen perguntou
suavemente. Eu acenei. "Eu sou eu, mas eu tambm sou, de alguma forma,
ainda parte dela." "Interessante..." Damien deu um longo suspiro. "Bem, o que
diabos isso significa para voc e Kalona hoje?" Afrodite perguntou. "Eu no sei!
Eu no sei! Eu no sei!" Eu falei em voz alta, o estresse e a confuso sobre o que
tinha acabado de acontecer fervendo em mim. "Eu no tenho as malditas
respostas. Tudo que eu tenho  a memria e tempo zero para process-la. Que
tal vocs darem um tempo e me deixar entender a confuso na minha cabea?"
Todo mundo se remexeu e murmurou ok, me dando um olhar de ela perdeu a
cabea. Ignorando meus amigos, e a no respondida pergunta sobre Kalona que
era quase visvel no ar ao meu redor, eu virei para Stevie Rae. "Me explique
exatamente como voc fez o tnel." Eu podia perceber pela pergunta nos olhos
azuis dela que ela estava preocupada com meu tom. Eu no tinha soado toda
`Droga! Eu acabei de desmaiar e preciso mudar de assunto porque estou to
constrangida por ser uma garota reencarnada.' Eu soava como uma Alta
Sacerdotisa. "Bem, no foi nada demais." Stevie Rae parecia nervosa e
desconfortvel, como se estivesse tentando demais ser indiferente porque ela
estava sentindo exatamente o oposto. "Hey, tem certeza que est bem? No
deveramos sair daqui e talvez pegar para voc uma coca ou algo assim? Eu
quero dizer, se esse lugar te d flashbacks, conversar em outro lugar parece
uma boa ideia." "Estou bem. Agora eu s quero saber sobre o tnel." Eu
encontrei firme o olhar dela. "Ento me diga como voc fez."
Eu podia sentir os outros, assim como a irm Mary Angela, nos observando com
curiosidade misturada com confuso, mas mantive o foco em Stevie Rae. "Ok,
bem, voc sabe que os tneis proibidos esto praticamente em todo lugar
debaixo daqueles prdios no centro, certo?" Eu acenei. "Certo." "E tambm,
lembra que eu te disse que estive fazendo reconhecimento para ver onde eles
iam?" "Yeah, eu lembro." "Ok, ento, eu encontrei a entrada meio coberta de
um tnel que Ant contou a todos vocs no outro dia  a que d para fora dos
outros que do no prdio Philtower." Eu acenei de novo, impaciente. "Bem, ele
estava cheio de sujeira, mas quando eu senti o pequeno buraco deixado, eu tirei
muita terra, enfiei meu brao, e senti uma corrente de ar. Isso me fez pensar
que provavelmente haviam mais tneis do outro lado. Ento eu empurrei, com
minha mente e minhas mos e meu elemento. E a terra respondeu."
"Respondeu? Como se tivesse tremido ou algo assim?" eu perguntei. "Mais se
movido. Como eu queria. Em minha cabea." Ela pausou. " meio difcil de
explicar. Mas o que aconteceu foi que a terra que selava o tnel acabou subindo
e eu passei pela nova abertura de um tnel realmente, realmente velho." "E
esse tnel velho era feito de terra, no alinhado com concreto, como os tneis
abaixo do depsito e no centro, certo?" Damien perguntou. Stevie Rae sorriu e
acenou, seu cabelo loiro balanando ao redor de seus ombros. "Yeah! E ao invs
de ir para o centro eu apontei para c." "Veio at aqui?" Eu tentei estimar na
cabea quantos quilmetros eram e no consegui fazer as costas.  claro, eu sou
ruim em matemtica, mas ainda sim, era uma forma.
"Nope. O que aconteceu foi que quando encontrei o tnel de terra e meio que o
abri, eu fui explorar. Ok, ele comea no prdio Philtower. Eu achei estranho e
meio legal que fosse para longe do centro." "Como voc sabia disso?" Damien
interrompeu ela. "Como voc pode adivinhar onde estava indo?" "Fci fcil para
mim! Eu sempre encontro o norte, sabe, a direo do meu elemento de terra.
Assim que encontro  eu posso encontrar qualquer coisa." "Hmm," ele disse.
"Continue," eu disse. "E ento o que aconteceu?" "Ento ele acabou. S, bem,
parou. Antes de voc me dar o bilhete sobre encontrar voc aqui no lugar das
irms, era aqui que parava tambm. Eu quero dizer, claro, eu estava planejando
voltar e checar mais, mas no era uma prioridade para mim. Quando voc me
disse que eu talvez tivesse que mover o pessoal para c, eu no consegui parar
de pensar no tnel de terra. Eu lembrei que ele vinha pra essa direo antes de
acabar. Ento voltei l. Eu pensei sobre onde eu queria ir e como eu queria que
o tnel fosse l. Ento empurrei de novo, como fiz para deixar a abertura maior,
s um pouco. Ento, bem, a terra fez o que eu disse, e aqui estamos! Ta-d!" Ela
terminou com um grande sorriso e um floreio. No silncio que cercou a
explicao de Stevie Rae, a voz da irm Mary Angela soava normal e razovel, o
que me fez gostar dela ainda mais do que eu j gostava. "Incrivel, no ? Stevie
Rae, voc e eu podemos discordar da fonte do seu dom, mas eu no entanto
estou impressionada por sua vastido." "Obrigada, irm! Eu acho que voc 
bem incrvel tambm, especialmente para uma freira." "Como voc viu aqui?"
eu perguntei.
"Bem, eu no tenho problema em ver no escuro, mas os outros garotos no so
to bons quanto eu, ento trouxe algumas lanternas do depsito." Stevie
Rae apontou para algumas lanternas a leo que eu no tinha notado antes, no
canto escuro do depsito. "Ainda sim, foi um longo caminho," Shaunee estava
dizendo. "Srio. Deve ter sido escuro e assustador," Erin disse. "Nah, a terra no
 assustadora para mim, ou para os calouros vermelhos." Ela deu nos ombros.
"Como eu disse, no foi nada demais. Na verdade, foi super fcil." "E voc
conseguiu trazer todos os calouros vermelhos aqui com segurana?" Damien
disse. "Yep!" "Quais deles?" eu perguntei. "Como assim quais deles? Isso no
faz nenhum sentido, Z," ela disse. "Eu trouxe todos os calouros vermelhos que
voc conheceu antes, alm de Erik e Heath. Em quem mais voc pensou?" As
palavras dela soavam normais, mas ela terminou com uma estranha e nervosa
risada e no me olhava nos olhos. Meu estmago se apertou. Stevie Rae ainda
estava mentindo para mim. E eu no sabia o que fazer sobre isso. "Eu acho que
talvez Zoey esteja se sentindo confusa porque ela est to exausta quanto
estaria, depois da experincia que teve hoje a noite." A mo quente da irm
Mary Angela no meu ombro pareceu to segura quanto sua voz. "Todos
estamos cansados," ela acrescentou. O sorriso dela tomou Stevie Rae, as
Gmeas, Afrodite, e Damien. "O amanhecer no vai demorar muito. Vamos te
ajeitar com o resto dos seus amigos. Dormir. Tudo vai parecer mais claro
quando estiver descansada."
Eu acenei e deixei irm Mary Angela nos guiar pelos caminhos do depsito e
pelas escadas que tnhamos descido no muito tempo atrs. Mas ao invs de
continuar a subir para o corredor da abadia, a freira abriu uma porta que eu no
tinha notado quando passei correndo atrs de Damien mais cedo. Uma escada
curta levava para a rea do poro, um poro grande de cimento que parecia
normal, que tinha sido transformado pelas freiras de uma gigante lavanderia a
um dormitrio temporrio. Tinham vrios casacos espalhados pelas duas
paredes em oposio uma a outra, cheias de cobertores e travesseiros que
pareciam aconchegantes. Havia um monte do tamanho de um garoto em uma
das camas, e o cabelo vermelho que estava saindo do cobertor que ele puxou
at quase o topo de sua cabea me disse que Elliot j estava dormindo. O resto
dos calouros vermelhos estava amontoado ao redor da rea da secadora,
sentados numa daquelas cadeiras de se abrir de metal, que sempre deixam meu
travesseiro frio, vendo uma enorme TV que estava colocada em cima da
secadora. Tinham muitos bocejos, o que realmente deve significar que j era
quase amanhecer, mas eles pareciam encantados por o que quer que fosse que
passava na TV. Eu olhei para a tela e senti todo meu rosto se quebrar num
sorriso. "A novia rebelde? Eles esto assistindo A novia rebelde?" eu ri. A irm
Mary Angel ergueu uma sobrancelha para mim. " um dos nossos DVDS
favoritos. Eu achei que os calouros fossem gostar tambm." " um clssico,"
Damien disse. "Eu costumava pensar que garotos Nazistas eram fofos," Shaunee
disse. "A no ser os ratos que delataram os Von Trapps," Erin disse. "Que 
quando eles no ficaram mais to fofos," Shaunee continuou enquanto as
gmeas pegavam as cadeiras e se juntavam aos outros calouros na frente da TV.
"Mas todo mundo gosta da Julie Andrews," Stevie Rae disse. "Ela deveria bater
naqueles malditos garotos mimados," Kramisha disse do seu lugar na frente da
TV. Ela olhou por cima do ombro e deu a irm Mary Angela um sorriso cansado.
"Desculpe sobre o `maldito', irm, mas eles so pirralhos."
"Eles s precisam de amor e ateno e entendimento, como todas as crianas,"
disse a irm. "Ok, vomito. Srio," Afrodite disse, "antes de qualquer um de
vocs comear a cantar `How do You Solve a problem like Maria?' e eu tenha
que cortar os pulsos, eu vou encontrar Darius e meu quarto." Ela sacudiu as
sobrancelhas e comeou a sair do poro. "Afrodite," irm Mary Angela chamou.
Quando Afrodite parou para olhar para ela, a freira continuou. "Eu imagino que
Darius ainda est com Stark. Dizer boa noite para ele vai estar tudo bem, mas
seu quarto est no quarto andar  voc vai dividir ele com Zoey e no com o
guerreiro." "Ugh," eu disse baixo. Afrodite virou os olhos. "Porque isso no me
surpreende?" E murmurando pra si mesma, ela continuou a se afastar.
"Desculpe, Z," Stevie Rae disse depois que ela virou os olhos nas costas de
Afrodite. "Vou ser sua colega de novo, mas acho que preciso ficar aqui. Ficar no
subsolo realmente  melhor para mim depois que o sol nascer, alm do mais
preciso ficar perto dos calouros vermelhos." "Est tudo bem," eu disse um
pouco rpido demais. Ento agora eu nem queria ficar sozinha com minha
melhor amiga? "Todo mundo ainda est l em cima?" Damien perguntou. Eu vi
ele olhar ao redor, e eu tinha certeza que ele estava procurando por Jack. Eu,
por outro lado, no estava procurando por nenhum dos meus namorados. Na
verdade, depois da mostra idiota de testosterona deles l fora, eu estava
pensando que ficar sem namorado soava cada vez melhor. E ento havia Kalona
e a memria que eu no queria ter.
"Yeah, todo mundo est l em cima na cafeteria ou na cama. Hey, Terra para
Zo! Olha isso. As freiras tem uma enorme seleo de Doritos, e eu at
encontrei coca para voc  cheia de cafena e acar," disse Heath, enquanto
pulava os ltimos trs degraus para o poro.
SEIS      Zoey "Obrigado, Heath," eu suprimi um suspiro enquanto Heath
andava at mim e, com um sorriso me oferecia um Doritos e uma lata de coca.
"Z, se voc est mesmo bem eu gostaria de ir encontrar Jack e me certificar que
Duquesa est bem, ento vou dormir por um pouco de eternidade," Damien
disse. "Sem problemas," eu disse rapidamente, sem querer que Damien dissesse
algo sobre minha memria de A-ya para Heath. "Onde est Erik?" Stevie Rae
perguntou a Heath enquanto eu abria a lata de coca. "Ele ainda est l fora
dando uma de rei do castelo." "Voc encontrou alguma coisa depois que sai?" A
voz de Stevie Rae de repente ficou to afiada que vrios calouros vermelhos
desviaram o olhar da cantoria de Maria e os Von Trapps. "Minhas coisas
favoritas." "Nah, ele  s um saco checando o que Dallas e eu j olhamos."
Dallas olhou para cima do seu lugar na TV, ou ouvir o som do seu nome. "Tudo
est bem aqui, Stevie Rae." Stevie Rae fez um movimento de venha aqui para
Dallas, e ele se apressou para se juntar a ns. Ela baixou a voz e disse, "Me
conte tudo."
"Eu j te disse l fora antes de vir pra c," Dallas disse, os olhos dele se
arrastando de volta a tela da TV e os pneis de cor creme... strudel de ma
fresca... Stevie Rae bateu no brao dele. "D pra prestar ateno? No estou
mais l fora. Estou aqui. Me conte tudo de novo." Dallas suspirou, voltou sua
ateno para ela e deu um sorriso fofo e indulgente. "Ok, ok. Mas s porque
voc perguntou de forma to gentil." Stevie Rae franziu para ele enquanto ele
continuava. "Erik, Johnny B, o Heath aqui," ele pausou e acenou para Heath, "e
eu  procuramos como voc nos disse, o que no foi divertido porque o gelo 
muito escorregadio e est super frio l fora." Ele pausou. Stevie Rae encarou
silenciosa at que ele continuou." De qualquer forma, como voc j sabe,
estvamos fazendo isso enquanto voc fazia busca na rua 21. Depois de um
tempo voltamos para a gruta. Foi quando te falamos que encontramos aqueles
trs corpos na Lewis esquina com a rua 21. Voc nos disse para cuidar deles.
Ento saiu. Ento fizemos o que voc disse, e ento Heath e Johnny B entraram
para se secar, comer, e ver TV. Eu acho que Erik ainda est l fora patrulhando."
"Porque?" A voz de Stevie Rae era to afiada. Dallas deu de ombros, "Pode ser
como Heath disse. O cara  um chato." "Corpos?" disse irm Mary Angela.
Dallas acenou. "Yeah, encontramos Corvos Escarnecedores mortos. Darius
atirou neles quando estavam voando, porque eles tinham buracos de bala
neles." A irm Mary Angela baixou a voz. "E o que voc fez com as criaturas
mortas?" "Coloquei em uma lixeira atrs da abadia como Stevie Rae disse. Est
congelando l. Eles vo ficar l. E nenhum caminho de lixo vai pegar nada to
cedo, com o gelo e tudo mais. Achamos que eles podem ficar l at decidirmos
o que fazer com eles." "Oh! Oh, nossa!" O rosto da freira ficou plido.
"Voc os colocou em uma lixeira? Eu no mandei voc colocar eles na lixeira!"
Stevie Rae praticamente gritou. A irm Mary Angela nos chamou para seguir ela,
e ns cinco samos rapidamente do poro, subindo a escadaria, at o corredor
da abadia. "Dallas, eu no acredito que voc os colocou na lixeira!" Stevie Rae
gritou assim que estvamos longe dos outros. "O que voc esperava que a
gente fizesse com eles, cavssemos um tmulo e fizemos missa?" Dallas disse,
ento ele olhou para a irm Mary Angela. "Desculpe, eu no queria blasfemar,
irm. Meu pais so catlicos." "Voc no quis ofender, tenho certeza filho,"
disse a freira, soando um pouco abatida. "Corpos... eu  eu no tinha pensando
em corpos." "No se preocupe com isso, irm." Heath deu tapinhas nas costas
dela de forma estranha. "Voc no tem que mexer com eles. Eu entendo o que
voc est sentindo. Essa coisa toda: o cara com asas, Neferet, os Corvos
Escarnecedores, bem,  tudo duro demais para " "Eles no podem ficar em
uma droga de lixeira," Stevie Rae falou por cima de Heath como se no tivesse
ouvido ele. "No  certo." "Porque no?" eu perguntei calmamente. Eu fiquei
quieta at ali porque eu estava estudando Stevie Rae, observando de perto
enquanto ela ficava mais e mais transtornada. Stevie Rae de repente no
parecia ter problemas em me olhar nos olhos. "Porque no  certo, por isso,"
ela repetiu. "Eles so monstros que so parte imortal e que teriam tentado seu
melhor para nos matar em um segundo se Kalona tivesse mandado," eu disse.
"Parte imortal e parte o que?" Stevie Rae me perguntou. Eu franzi para ela, mas
Heath respondeu antes de eu poder. "Parte ave?"
"No." Stevie Rae nem olhou para ele. Ela continuou a me encarar. "No parte
ave, essa  a parte imortal. Em seu sangue eles so parte imortal e parte
humano. Humano, Zoey. Eu sinto pena da parte humana, e eu acho que eles
merecem mais do que ser atirados no lixo." Tinha algo sobre o olhar dela  algo
sobre o som da sua voz  que realmente me incomodou. Eu respondi com a
primeira coisa que me veio  mente. " necessrio mais do que um acidente de
sangue para me fazer sentir pena de algum."
Os olhos de Stevie Rae piscaram e o corpo dela se afastou, como se eu tivesse
dado um tapa nela. "Acho que essa  uma diferena entre voc e eu." De
repente eu percebi porque Stevie Rae era capaz de sentir pena dos Corvos
Escarnecedores. De um jeito estranho, ela devia se ver neles. Ela morreu e
ento, devido o que eu suponho que ela chama de "acidente" ela ressuscitou
sem sua humanidade. Ento, devido a outro "acidente," ela conseguiu sua
humanidade de volta. Olhando assim, acho que ela sentia pena deles porque ela
sabia como era ser parte monstro e parte humano. "Hey," eu disse suavemente,
desejando que ela e eu estivssemos de volta na House of Night e pudssemos
conversar facilmente como antigamente. "Tem uma grande diferena entre um
acidente causado e algo nascer problemtico, e algo terrvel que acontece
depois que algum nasce. Por um lado voc foi feita da forma que   do outro,
algo tentou te mudar para algo que voc no ." "Huh?" Heath disse. "Eu
acredito que o que Zoey est tentando dizer  que ela entende porque Stevie
Rae pode simpatizar com os Corvos Escarnecedores mortos, mesmo quando
no tem nada em comum com eles," disse irm Mary Angela. "E Zoey est certa.
Aquelas criaturas so seres negros, e embora eu, tambm, fique desconcertada
com suas mortes, eu entendo que eles precisavam morrer." O olhar de Stevie
Rae deixou o meu. "As duas esto erradas. No  isso que estou pensando, mas
no vou mais falar sobre isso." Ela comeou a descer pelo corredor, se
afastando rapidamente de ns.
"Stevie Rae?" Eu a chamei. Ela nem olhou para mim. "Eu vou encontrar Erik, me
certificar que tudo est realmente bem l fora, e ento vou fazer ele entrar. Falo
com voc depois." Ela virou e desapareceu pela porta que eu assumi que levava
para fora, batendo ela forte. "Normalmente ela no age assim," Dallas disse.
"Eu vou rezar por ela," irm Mary Angela sussurrou. "No se preocupe," Heath
disse. "Ela volta logo. O sol est pronto para nascer." Eu passei a mo pelo meu
rosto. O que eu deveria ter feito era seguir Stevie Rae l pra fora, encurralar ela,
e fazer ela me dizer exatamente o que estava acontecendo. Mas eu no podia
lidar com mais um problema naquele instante. Eu nem tinha lidado com minha
memria de A-ya. Eu podia sentir ela no fundo da minha mente, com um
segredo culposo. "Zo, voc est bem? Voc est parecendo que precisa dormir.
Todos precisamos," Heath disse, bocejando. Eu pisquei e dei a ele um sorriso
cansado. "Yeah, isso  verdade. Vou pra cama. Mas primeiro quero checar Stark
bem rapidinho." "Muito rapidinho," irm Mary Angela disse. Eu acenei. Sem
olhar para Heath eu disse, "Ok, bem, hum. Vejo vocs as oito hora mais ou
menos." "Boa noite, criana." Irm Mary Angela me abraou e sussurrou, "e que
nossa Senhora te abenoe e cuide de voc." "Obrigada, irm," eu sussurrei em
resposta, abraando ela com fora.
Quando eu a soltei, Heath me surpreendeu pegando minha mo. Eu dei a ele
um olhar interrogativo. "Eu te levo at o quarto de Stark," ele disse. Me
sentindo derrotada, eu dei nos ombros, e ele e eu comeamos a andar pelo
corredor, de mos dadas. Ns no falamos nada; s andamos. A mo de Heath
era quente e familiar na minha e era muito fcil caminhar ao lado dele. Eu
estava comeando a relaxar quando Heath limpou a garganta. "Hey, uh, eu
quero me desculpar por aquela merda l fora mais cedo com Erik e eu. Foi
idiota. Eu no deveria ter deixado ele me atingir," Heath disse. "Voc tem razo
 voc no deveria, mas ele pode ser bem irritante," eu disse. Heath sorriu.
"Nem me fale. Voc vai largar ele logo, no vai?" "Heath, no vou falar de Erik
com voc." O sorriso dele ficou maior. Eu virei os olhos. "Voc no me engana.
Eu te conheo bem demais. Voc no gosta de caras mandes." "S cala a boca
e anda," eu disse, mas apertei a mo dele, e ele apertou a minha. Ele tinha
razo  eu no gostava de caras mandes, e ele me conhecia muito, muito bem.
Chegamos em uma virada no corredor. Tinha uma tima janela com uma alcova
na frente, completa com um banco que parecia perfeito para leitura. No
parapeito tinha uma linda estatua de Maria com vrias velas queimando em
seus lados. Heath e eu diminumos a velocidade, pausando na janela. "Isso 
muito bonito," eu disse suavemente. "Yeah, eu nunca prestei muita ateno em
Maria. Mas todas as estatuas dela iluminadas por velas so legais. Voc acha
que a freira tem razo? Maria pode ser Nyx e Nyx ser Maria?"
"No fao ideia." "Nyx fala com voc?" "Yeah, s vezes, mas o assunto da me
de Jesus no apareceu," eu disse. "Bem, eu acho que voc deveria perguntar a
ela da prxima vez." "Talvez eu pergunte," eu disse. Ficamos parados ali, de
mos dados e observando a maneira como a chama amarela quente danava ao
redor da estatua. Eu estava pensando sobre o quo bom seria se minha deusa
me visitasse durante uma poca que no estivesse cheia de estresse de vida-ou-
morte quando Heath falou, "Ento ouvi que Stark se jurou a servir voc como
Guerreiro." Eu o estudei cuidadosamente, procurando sinais de que ele
estivesse irritado ou com cimes, mas tudo que vi em seus olhos azuis era
curiosidade. "Yeah, ele jurou." "Dizem que isso  um lao muito especial."
"Yeah, ," eu disse. "Ele  o cara que no erra uma flecha, certo?" "Certo."
"Ento voc ter ele do seu lado  meio como ser protegida pelo Exterminador?"
Isso me fez sorrir. "Bem, ele no  to grande quanto Arnold, mas acho que 
uma boa comparao." "Ele tambm te ama?"
A pergunta dele me pegou desprevenida, e eu no sabia exatamente o que
dizer. Como ele fazia desde que estvamos no ensino fundamental, Heath
parecia saber exatamente a coisa certa a se dizer. "S me conte a verdade, s
isso." "Yeah, eu acho que ele me ama." "E voc a ele?" "Talvez," eu disse
relutante. "Mas no muda como me sinto sobre voc." "Mas o que isso significa
pra mim e voc hoje?" Era estranho como as palavras dele ecoavam a pergunta
de Afrodite sobre onde a memria de A-ya deixava Kalona e eu. Eu me senti
sobrepujada porque eu no tinha uma resposta para nenhum deles; eu
esfreguei a dor de cabea que estava comeando a surgir na minha tmpora
direita. "Eu acho que isso nos deixa com um Imprint e irritados." Heath no
disse nada. Ele s me olhou daquele jeito doce e triste, que dizia mais sobre o
quanto eu estava magoando ele do que uma dzia de gritos entre ns, teria
feito. Ele estava quebrando meu corao. "Heath, eu sinto muito. Eu s... eu
s..." Minha voz se quebrou e eu tentei de novo. "Eu s no sei sobre muitas
coisas agora." "Eu sei." Heath sentou no banco e estendeu seu brao para mim.
"Zo, venha aqui." Eu balancei a cabea. "Heath, no posso " "No estou
pedindo nada de voc," ele me interrompeu firmemente. "Vou te dar algo. Vem
aqui."
Quando eu apenas olhei para ele em confuso, ele suspirou, se esticando,
pegou minhas mos, e gentilmente trouxe meu corpo duro e sem resistncia no
seu colo e ento em seus braos. Ele me segurou, descansando sua bochecha no
topo da minha cabea, como ele fazia desde que ele ficou maior que eu l pela
oitava srie. Meu rosto estava pressionado contra o seu pescoo e eu inalei seu
cheiro. Era a fragancia da minha infncia  longas noites de vero sentada no
quintal perto do mosquiteiro enquanto ouvamos msica e conversvamos  de
festas depois dos jogos onde eu fiquei confortvel e onde muitas garotas (e
caras tambm) falavam sobre seus grandes passes  nas noites longas se
beijando e de paixo que vinha com a descoberta do amor. E eu percebi de
repente que enquanto eu estava respirando familiaridade e segurana, eu
tambm estava relaxando. Com um suspiro, eu me aninhei nele. "Melhor?"
Heath murmurou. "Melhor," eu disse. "Heath, eu realmente no sei " "No!"
Os braos dele se apertaram ao meu redar e ento gentis de novo. "Agora no
se preocupe com Erik ou eu ou o aquele cara novo. Agora s lembre de ns.
Lembre-se como tem sido entre ns a anos. Estou aqui por voc, Zo. Por toda a
merda que eu no consigo realmente entender, estou aqui. E pertencemos um
ao outro. Meu sangue diz isso." "Por qu?" eu perguntei, ainda em seus braos.
"Porque ainda est aqui, ainda disposto a estar comigo mesmo quando sabe
sobre Erik e Stark?" "Porque eu te amo," ele disse simplesmente. "Eu te amo
desde que consigo lembrar, e vou te amar pro resto da minha vida." Lgrimas
feriram meus olhos e eu pisquei com fora, tentando no chorar. "Mas Heath,
Stark no vai sumir. E eu no sei o que vou fazer sobre Erik." "Eu sei." Eu
respirei fundo e exalei, ento disse, "E dentro de mim existe uma conexo com
Kalona que eu no posso impedir." "Mas voc disse no a ele e o espantou."
"Eu disse, mas eu  eu tenho memrias que esto presas em minha alma, e elas
tem a ver com quem eu era numa poca diferente, e durante essa vida, eu
estava com Kalona." Ao invs de me fazer um zilho de perguntas, ou me
afastar, seus braos se apertaram ao meu redor. "Vai ficar tudo bem," ele disse,
soando como se realmente tivesse falado srio. "Voc vai dar um jeito em tudo
isso." "Eu no vejo como. Eu nem sei o que fazer com voc." "No tem nada
para fazer comigo. Estou com voc. E  isso." Ele pausou e ento acrescentou
rapidamente, como se quisesse tirar as palavras da sua boca, "se eu tenho que
te dividir com vampiros, eu vou." Ainda nos braos dele, eu me inclinei para trs
para poder encontrar seus olhos. "Heath, voc  ciumento demais para eu
acreditar que est tudo bem se eu estiver com outro cara." "Eu no disse que
por mim estaria tudo bem. Eu definitivamente no vou gostar, mas eu no
quero ficar sem voc, Zoey." "Isso  estranho demais," eu disse. Ele pegou meu
queixo com sua mo quando tentei desviar o olhar. "Yeah,  estranho. Mas a
verdade , desde que tivemos o Imprint eu tenho algo com voc que mais
ningum tem. Eu posso te dar algo que nenhum daqueles futuros grandes e
malvados Drculas sequer podem tocar. Eu posso te dar algo que nem um
imortal pode tocar." Eu encarei ele. Os olhos dele estavam brilhantes com
lgrimas. Ele parecia to mais velho do que seus 18 anos que eu quase me
assustei. "Eu no quero te deixar triste," eu disse. "Eu no quero avacalhar com
sua vida." "Ento pare de tentar me afastar de voc. Pertencemos juntos."
Ok, eu percebi que era errado da minha parte, mas ao invs de responder ele e
discutir que a gente ficar juntos no ia funcionar, eu me aninhei em seus braos
e deixei ele me segurar. O jeito que ele me segurou era perfeito. Ele no
tentou me beijar. Ele no me apalpou, ou ficou muito apertado contra mim. Ele
no tentou me pegar. Ele nem se ofereceu para ser cortado e me deixar beber
seu sangue, o que teria automaticamente deixado solta a paixo entre ns que
iria queimar nosso controle. Heath me segurou gentilmente e murmurou o
quanto me amava. Ele me disse que tudo ficaria bem. Eu podia sentir seu
batimento contra o meu. Eu podia sentir o seu sangue rico e forte, que estava
ali, to quente e prximo, mas naquele momento, o que eu precisava mais do
que o sangue com Imprinted dele era a familiaridade, nosso passado, e a fora
de seu entendimento. E naquele momento Heath Luck, meu namorado do
colgio, se tornou verdadeiramente meu consorte.
SETE Stevie Rae
Se sentindo como uma total idiota, Stevie Rae bateu a porta da abadia e entrou
na noite fria. Ela no estava irritada com Zoey, ou com a freira super gentil e
levemente delirante. Na verdade, ela no estava irritada com ningum a no ser
a si mesma. "Droga! Eu odeio estar fazendo besteira!" ela gritou consigo
mesma. Ela no queria estragar totalmente as coisas, mas parecia que ela
estava cavando uma pilha de merda que continuava a ficar cada vez mais funda
no importava o quo rpido ela cavasse. Zoey no era uma idiota. Ela sabia que
algo estava errado. Isso era bvio, mas como Stevie Rae poderia comear a
contar a ela? Tinha tanta coisa pra explicar. Ele era coisa demais para explicar. E
ela nunca quis que nada disso acontecesse. Especialmente no a parte do Corvo
Escarnecedor. Droga! Antes dela descobrir ele quase morto, ela nem teria
pensado que isso era possvel. Se algum tivesse contado a ela sobre ele antes,
ela teria rido e dito, "No, no vai acontecer!" Mas era possvel porque tinha
acontecendo. Ele aconteceu. Enquanto Stevie Rae andava pelo terreno da
abadia procurando pelo chato do Erik, que podia muito bem descobrir esse
ltimo e terrvel segredo e realmente estragar tudo, ela tentou descobrir como
diabos ela tinha se metido nessa horrvel confuso. Porque ela tinha salvo ele?
Porque ela no tinha simplesmente esperado Dallas e o resto do pessoal, e
tinha terminado com isso? Tinha sido o que ele havia falado que queria antes de
desmaiar. Mas ele falou. Ele soava to humano. E ela no foi capaz de matar
ele.
"Erik!" Onde diabos ele estava? "Erik, venha aqui!" Ela pausou sua batalha
interna e chamou a noite. Noite? Stevie Rae virou para o leste e jurou que podia
ver a escurido comeando a virar para trazer ar cores do amanhecer. "Erik!
Hora de se reportar!" Stevie Rae gritou pela terceira vez. Ela parou e olhou ao
redor do territrio vazio da abadia. O olhar de Stevie Rae passou da casa verde
que tinha se transformado em um estbulo temporrio para os cavalos que Z e
o resto da turma tinham cavalgado em sua fuga da House of Night. Mas no foi
bem a casa verde que atraiu seu olhar. Foi para cabana com cara de inocente
perto dela que ela no conseguia parar de encarar. A cabana parecia ser
totalmente normal  s uma construo adjunta sem janelas. A porta no
estava trancada. Ela saberia. Ela esteve ali dentro no muito tempo atrs. "Hey,
qual problema? Voc viu algo por aqui?" "Oh, merda!" Stevie Rae pulou e virou,
o corao batendo to rpido em seu peito que ela quase no conseguia
respirar. "Erik! Voc quase me matou de susto! D pra fazer uma droga de
barulho ou algo assim antes de assustar algum assim?" "Desculpe, Stevie Rae,
mas voc estava me chamando." Stevie Rae colocou o seu cabelo loiro atrs da
orelha e tentou ignorar o fato de que sua mo tremia. Ela no era boa nesse
negocio de sair-de-fininho-e-esconder-coisas-dos-seus-amigos. Mas ela ergueu
seu queixo e forou seus nervos a se acalmarem, e o jeito mais fcil de fazer isso
era cortando o chato do Erik. Stevie Rae cerrou os olhos para ele. "Yeah, eu
estava te chamando porque voc deveria estar l dentro com todo mundo. O
que diabos voc ainda est fazendo aqui, afinal de contas? Voc est
preocupando Zoey  como se ela precisasse de mais estresse vindo de voc
agora?" "Zoey est procurando por mim?"
Com um esforo, Stevie Rae no virou os olhos para Erik. Ele era toooo
irritante. Ele agia como o Sr. Namorado Perfeito parte do tempo, e ento
mudava para se transformar num arrogante idiota. Ela ia ter que falar com Z
sobre ele  isso se Z ainda a ouvisse. As duas no estavam, exatamente, muito
prximas ultimamente. Muitos segredos... muitas questes entre elas... "Stevie
Rae! Preste ateno. Voc disse que Zoey estava procurando por mim?" Stevie
Rae virou os olhos. "Voc deveria estar l dentro. Heath e Dallas e o resto do
pessoal est. Zoey sabe disso. Ela queria saber onde diabos voc estava e
porque no estava onde deveria estar." "Se ela estava to preocupada ela
mesmo poderia ter vindo aqui." "Eu no disse que ela estava preocupada!"
Stevie Rae surtou, exasperada pela auto absoro. "E Z tem coisas demais pra
fazer do que ficar dando uma de bab para voc." "Eu no preciso de uma
droga de bab." "Verdade? Ento porque eu tive que vir te pegar?" "Eu no sei,
porque voc veio? Eu estava entrando. Eu s queria varrer mais o permetro. Eu
achei que seria inteligente passar onde Heath deveria checar. Voc sabe que
humanos no conseguem ver nada a noite." "Johnny B no  humano e ele
estava com Heath." Stevie Rae suspirou. "S entre. Pegue algo para comer e
uma roupa quente. Um das freiras vai te dizer onde dormir. Eu vou dar uma
ltima olhada por a antes do sol nascer," Stevie Rae disse. "Se o sol nascer,"
Erik disse, olhando para o cu. Stevie Rae seguiu o olhar dele, e com um senso
de nossa-o-quo-sem-noo-eu-posso-ser, percebeu que estava chovendo de
novo, s que a temperatura ainda estava naquela linha entre congelante e no
congelante, ento o cu estava, mais uma vez, derramando gelo. "Esse tempo
horrvel no  o que precisamos," Stevie Rae murmurou.
"Bem, pelo menos vai ajudar a cobrir o sangue dos Corvos Escarnecedores," Erik
disse. O olhar de Stevie Rae foi rapidamente para o rosto de Erik. Merda! Ela
nem tinha pensado no sangue! Eles tinham seguido o sangue at a barraca? Em
falar em deixar um enorme caminho que grita AQUI ESTOU! Ela percebeu que
Erik estava esperando que ela falasse algo. "Yeah, um, voc tem razo. Talvez
eu tente chutar um pouco de gelo e quebrar uns galhos e coisas assim para
cobrir o gelo daqueles trs pssaros," ela disse de um jeito foradamente
despreocupado. "Provavelmente  uma boa ideia, caso algum humano saia
durante o dia. Quer ajuda?" "No," ela respondeu rpido demais, e ento se fez
dar nos ombros. "Com minha super habilidade de vampiro vermelho s vou
levar um segundo. No  nada demais." "Bem, ento tudo bem." Erik comeou
a se afastar, mas hesitou. "Hey, voc pode querer ter uma ateno extra nas
marcas de sangue perto da linha das rvores perto dos condminos vizinhos e a
estrada. Est bem nojento l." "Ok, yeah, eu sei o lugar." Ela com certeza sabia.
"Oh, e, onde voc disse que Zoey estava?" "Uh, Erik, eu no acredito que tenha
dito." Erik franziu, esperou, e quanto Stevie Rae apenas continuou a olhar para
ele, finalmente perguntou, "Bem? Onde ela est?" "Da ltima vez que a vi ela
estava conversando com Heath e irm Mary Angela no corredor fora do poro.
Mas eu acho que agora ela foi checar Stark em sua cama. Ela parecia muito
cansada." "Star..." Erik murmurou algo incompreensivo depois do nome do
garoto, e virou em direo da abadia.
"Erik!" Stevie Rae chamou enquanto ela silenciosamente se xingava porque era
estpido da parte dela mencionar Heath ou Stark. Ela esperou at ele olhar
sobre o ombro para ela e disse, "Como melhor amiga de Z, me deixe te dar um
pequeno conselho: ela passou por coisa demais hoje para querer lidar com
problemas de namorado. Se ela est com Heath  porque ela est se
certificando que ele est ok  no porque ela est querendo se agarrar nele. O
mesmo vale para Stark." "E?" Erik disse, seu rosto sem expresso. "E isso
significa que voc deveria pegar algo para comer, trocar de roupa, e levar sua
bunda para cama sem ir atrs dela e a incomodar." "Ela e eu estamos juntos,
Stevie Rae. Estamos saindo. Ento como o namorado dela poderia se importar o
bastante com ela para querer estar `incomodando' ela?" Stevie Rae suprimiu
um sorriso. Zoey ia acabar com ele, dividir ele ao meio, e continuar com a vida.
Ela deu nos ombros. "Tanto faz. S estou te dando um conselho, s isso." "Yeah,
bem, at mais." Erik virou e foi para a abadia. "Para um cara inteligente, ele com
certeza faz escolhas idiotas," Stevie Rae disse suavemente enquanto ela
observava ele se afastar. "Claro que eu falar isso sobre ele  o que minha me
diria sobre um porco confundido por gamb." Suspirando, Stevie Rae olhou
relutante para as latas de lixo meio camufladas perto da garagem das freiras. Ela
desviou o olhar, sem querer pensar na pilha de corpos que estavam na lixeira.
"Com o lixo." Ela disse as palavras devagar, como se cada uma tivesse seu
prprio peso. Stevie Rae admitiu para si mesma que Zoey e irm Mary Angela
podiam estar parcialmente certas em sua mini reunio de conselho com ela,
mas isso no fazia o que elas tinham dito ser menos irritante. Ok, claro, ela
exagerou, mas os caras colocarem os corpos dos Corvos Escarnecedores no lixo
tinha realmente irritado ela, e no s por causa dele. Os olhos dela passaram
pela cabana que estava quieta ao lado da casa verde.
O que eles tinham feito com os corpos dos Corvos Escarnecedores tinha
incomodado ela porque ela no acreditava que a vida poderia ser desvalorizada
 qualquer tipo de vida. Era uma coisa perigosa para se pensar que voc  como
deus e pode decidir qual vida vale e qual no vale. Stevie Rae sabia disso melhor
do que a freira ou Zoey poderiam. No apenas a vida dela, bem, na verdade, a
morte dela tinha sido mexida por uma Alta Sacerdotisa que comeou a acreditar
que ela era uma deusa, mas Stevie Rae uma vez tinha pensado que ela tinha o
direito de acabar com vidas de acordo com sua prpria necessidade ou desejo.
S de lembrar como ela estava quando ficava presa na raiva e violncia a deixa
enjoada. Ela deixou aqueles dias negros pra trs  ela fez uma escolha pelo bem
e luz e a deusa, e era nesse caminho que ela permaneceria. Ento quando
algum decidia que uma vida no significava nada, qualquer vida, ela ficava
chateada. Ou pelo menos foi isso que Stevie Rae disse a si mesma enquanto
caminhava pelo terreno da abadia, indo para longe da cabana. Fique calma,
garota... fique calma... ela continuou repetindo de novo e de novo enquanto
andava rapidamente at a vala e at a linha de rvores, em direo as manchas
de sangue que ela lembrava to bem. Ela encontrou um galho grosso e
quebrado que ainda tinha vrias folhas, e o levantou com facilidade, feliz pela
fora extra que veio com seu novo status de vampira vermelha Mudada. Usando
o galho como uma vassoura, ela varreu o sangue, pausando de vez em quando
para jogar outro galho, ou uma vez, toda a lateral de uma rvore, nas poas de
carmim. S que dessa vez no era sangue que havia ali. Se distraindo com a
msica do gostoso Kenny Chesney "(Baby) You Save Me," ela com pressa
escovou as mangas de sangue e ento seguiu o rastro de gotas que ela sabia
que encontraria, chutando o gelo e colocando galhos para cobrir a evidncia,
enquanto o caminho de sangue levava ela diretamente at a cabana.
Ela encarou dura a porta, suspirou, e ento virou, andando ao redor da cabana
at a casa verde. A porta estava destravada e a maaneta virou fcil. Ela entrou
no prdio e pausou, respirando profundamente e permitindo que o
cheiro da terra e coisas crescendo, misturada com o novo tempero de trs
cavalos que estavam temporariamente colocados ali, suavizassem seus
sentidos, e o calor do lugar derretesse o gelo que parecia ter penetrado em sua
alma. Mas ela no se permitiu descansar ali muito tempo. Ela no podia. Ela
tinha assuntos a cuidar e pouco tempo antes do amanhecer. Mesmo que o sol
ficasse escondido pelas nuvens e gelo, ainda nunca era confortvel para um
vampiro vermelho ficar do lado de fora, exposto e vulnervel, durante o dia.
No levou muito tempo para Stevie Rae encontrar o que precisava. As freiras
obviamente gostavam do jeito antigo de fazer as coisas. Ao invs de um sistema
de mangueiras modernas, interruptores eltricos, e coisas metlicas, as irms
tinham baldes, regadores com longo comprimento, orifcios perfurados feitos
para gentilmente molhar as plantas, e montes de ferramentas que eram
obviamente bem usadas e bem cuidadas. Stevie Rae encheu um balde com gua
fresca de uma das muitas torneiras, pegou um regador, algumas toalhas de uma
pilha limpa que ela encontrou em uma prateleira usada para guardar luvas de
jardinagem e vasos extras, e ento, saindo, ela pausou perto de uma bandeja de
musgo que lembrou ela de um carpete grosso e verde. Ela ficou parada ali
mordendo o lbio indecisa enquanto instinto avisava ela com sua mente
consciente, at que ela finalmente cedeu e puxou uma enorme raiz. Ento,
murmurando para si mesma sobre no saber como ela sabia o que sabia, Stevie
Rae saiu da casa verde e voltou para a cabana. Na porta ela parou e focou sua
ateno  todos os seus sentidos afiados, como um predador com habilidade de
sentir, cheirar, ver qualquer um, qualquer coisa por perto. Nada. Ningum
estava l fora. A neve a as horas tardias estavam mantendo todos seguros e
quentes do lado de dentro. "Todo mundo com alguma cabea," ela murmurou
para si mesma. Ela deu mais uma olhada, mudou sua carga para ter uma mo
livre, e ento tocou a porta. Ok  ok. S termine com isso. Talvez ele esteja
morto e voc no vai ter que lidar com o maior erro que voc cometeu. Stevie
Rae clicou a trava para baixo e empurrou a porta. Automaticamente, ela franziu
o nariz. Foi depois de sacudir a simplicidade da terra, a casa verde, esse
pequeno prdio cheirava a gs e petrleo e mofo, tudo misturando com um
cheiro errado do sangue dele.
Ela o deixou do outro lado da cabana, atrs de um moedor e as prateleiras que
tinham coisas para gramado como tesouras de jardim, fertilizantes e peas
extras para regadores de grama. Ela espiou para trs e mal conseguiu ver uma
forma negra, mas ela no se mexia. Ela escutou mas no ouviu nada a no ser o
gelo caindo no teto. Temendo o inevitvel momento quando ela teria que
enfrentar ele, Stevie Rae se forou a entrar na cabana e fechar a porta
firmemente atrs dela. Ela caminhou at o moedor e as prateleiras, at a
criatura que estava na parte distante da cabana. No parecia que ele havia se
movido desde que ela o tinha meio que arrastado, meio que carregado ele
algumas horas atrs e literalmente jogado ele no canto. Ele estava deitado
sobre si, curvado em uma posio fetal do lado esquerdo. A bala que tinha
rasgado a parte superior de seu peito, tinha rasgado sua asa quando saiu do seu
corpo, dizimando ela. A enorme asa negra estava ensangentada, e intil do seu
lado. Stevie Rae tambm achava que um dos tornozelos dele deveria estar
quebrado, j que estava horrivelmente inchado e, mesmo na escurido da
cabana, ela podia ver que parecia ferido. Na verdade, todo o corpo dele parecia
bem batido, o que no era surpresa. Ele levou um tiro no ar e os grandes
carvalhos na propriedade da abadia tinham quebrado a queda dele o bastante
para ele no ser morto instantaneamente, mas ela no tinha como saber a
extenso dos ferimentos dele. At onde ela sabia, o interior dele estava to
quebrado quanto o exterior parecia estar. At onde ela sabia, ele estava morto.
Ele com certeza parecia morto. Ela olhou para o peito dele e no sabia com
100% de certeza, mas ela no achava que tinha visto ele subir e descer com sua
respirao. Ele provavelmente estava morto. Ela continuou encarando ele,
indisposta a se mover mais para perto, e incapaz de virar e se afastar. Ela estava
maluca? Porque ela no parou para pensar antes de arrastar ele para c? Ela o
encarou. Ele no era humano. Ele no era nem animal. No era bancar Deus
deixar ele morrer; ele nunca deveria ter nascido.
Stevie Rae estremeceu. Ela continuou a ficar parada ali como se tivesse
congelado pelo horror do que tinha feito. O que os amigos dela diriam se
descobrissem que ela escondeu um Corvo Escarnecedor? Zoey iria abandonar
ela? E que repercusses a presena dessa criatura causaria aos calouros
vermelhos, para todos os calouros vermelhos? Como se eles no tivessem
coisas negras para lidar? A freira tinha razo. Ele no deveria evocar a pena
nela. Ela ia levar as toalhas e as coisas de volta para a casa verde, entrar na
abadia, encontrar Darius e dizer a ele que havia um Corvo Escarnecedor na
cabana. Ento ela deixaria o guerreiro fazer seu trabalho. Se ele j no estava
morto, Darius iria cuidar disso. Seria como acabar com o sofrimento do cara
ave. Ela soltou um longo suspiro, que ela no tinha percebido que estava
segurando, aliviada com sua deciso, e os olhos vermelhos dele se abriram para
encontrar os dela. "Termine com isso..." a voz do Corvo Escarnecedor era fraca
e cheia de dor, mas era clara e absolutamente e inegavelmente humana. E foi
isso. Stevie Rae percebeu a razo do porque ela no tinha chamado Dallas e o
resto deles quando o descobriu. Quando ele falou antes e disse a ela para mat-
lo, ele soou como um cara de verdade  um que estava machucado e
abandonado e assustado. Ela no foi capaz de matar ele l, e ela no era capaz
de abandonar ele agora. A voz dele fazia toda a diferena, porque embora ele
parecesse um ser que no deveria ser possvel, ele soava como um cara normal
que estava to desesperado e em tamanha dor que ele esperava que o pior
acontecesse com ele. No, isso era errado. Ele no esperava apenas que o pior
acontecesse com ele, ele queria que acontecesse. O que ele tinha passado era
to horrvel que ele no conseguia ver uma sada a no ser sua prpria morte.
Para Stevie Rae, embora o que ele tivesse passado fosse em grande parte por
suas prprias escolhas, isso o fazia muito, muito humano. Ela esteve l. Ela
entendia essa tamanha desesperana.
OITO        Stevie Rae Stevie Rae controlou seu automtico impulso de dar
um passo para trs, porque voz de homem ou no, e a duvida sobre sua
humanidade temporariamente deixada de lado, a verdade era que ele era um
homem-pssaro enorme, cujo sangue tinha um cheiro muito errado. E Stevie
Rae estava sozinha com ele. "Olha, eu sei que voc est machucado e tudo
mais, ento voc no est pensando direito, mas se eu fosse matar voc eu
definitivamente no teria te arrastado pra c." Ela fez sua voz soar normal e ao
invs de se afastar dele como queria, ela se firmou e encontrou aqueles olhos
vermelhos frios que pareciam to bizarramente humanos. "Porque no me
mata?" As palavras ainda eram um pouco mais do que sussurros agonizantes,
mas a noite estava to silenciosa que Stevie Rae no teve problemas em ouvir.
Ela podia ter fingido no ter ouvido o que ele disse, ou pelo menos no ter
entendido ele, mas ela estava cheia de evases e mentiras, ento ela continuou
a segurar seu olhar e disse a ele a verdade, "Bem, na verdade, isso tem muito
mais a ver comigo do que com voc, e isso torna essa uma histria meio longa e
confusa. Eu acho que eu no tenho certeza do porque eu no te mato, a no ser
pelo fato de que eu tendo a fazer as coisas do meu jeito, e eu posso
definitivamente dizer que no sou uma f de matar." Ele a encarou at que ela
quis se contorcer sobre aquele estranho olhar vermelho. "Voc deveria." As
sobrancelhas de Stevie Rae se ergueram. "Eu deveria saber, eu deveria matar
voc, ou eu deveria fazer as coisas do meu jeito? Voc vai ter que ser mais
especifico. Oh, e voc tambm deveria considerar ser menos mando. Voc no
est exatamente numa posio para me dizer o que eu deveria fazer."
Obviamente no fim da fora dele, os olhos dele comearam a se fechar, mas as
palavras dela tinham reaberto eles. Ela podia ver algum tipo de emoo
mudando a expresso dele, mas o rosto dele era to estranho, to diferente de
qualquer coisa ou qualquer um que ela conhecia, que ela no conseguia ler ele.
O bico preto dele se abriu como se ele fosse dizer algo. Daquele momento um
calafrio passou pelo corpo dele. Ao invs de falar, ele fechou os olhos com fora
e gemeu. O som estava to cheio de agonia que foi complemente humano.
Automaticamente ela deu um passo em direo a ele. Os olhos dele reabriram
e, embora estivessem cheios de dor, ela podia ver seu olhar escarlate se focar
nela. Stevie Rae parou e falou devagar e distintivamente. "Ok, o negcio  o
seguinte. Eu trouxe gua e coisas para te enfaixar, mas no estou legal com ir
at a a no ser que voc me d sua palavra que no vai tentar nada que eu no
v gostar." Dessa vez Stevie Rae tinha certeza que a emoo que ela viu dentro
daqueles olhos humanos vermelhos era surpresa. "Eu no posso me mover." As
palavras dele eram hesitantes, e era um esforo bvio para ele falar. "Isso
significa que tenho sua palavra que voc no vai me morder ou fazer qualquer
coisa que no  muito legal?" "Simmmm." A voz dele tinha ficado toda gutural e
a palavra terminou num "ssss," o que Stevie Rae no achou muito seguro. Ainda
sim, ela se ajeitou e acenou como se ele no tivesse acabado de soar como uma
cobra. "Bem. Bom. Ok, me deixe ver o que posso fazer para te fazer sentir
melhor."
Ento, antes dela colocar algum sentido em sua prpria cabea, ela andou at o
Corvo Escarnecedor. Ela juntou as toalhas e o musgo no cho ao lado dele, e
colocou o balde com gua no cho mais cuidadosamente. Ele realmente era
grande. Ela tinha esquecido disso. Bem, talvez fosse mais que ela tenha
bloqueado da sua memria, porque `esquecer' o tamanho dele era difcil. No
tinha sido exatamente fcil arrastar/carregar ele at a cabana antes de Erik ou
Dallas ou Heath ou qualquer um ver ela, embora ele fosse estranhamente leve
em comparao ao quo pesado ele parecia. "gua." A palavra foi quase um
grasnar. "Oh, yeah, claro!" Stevie Rae pulou e ento se atrapalhou com a ala da
concha pra gua. Ela caiu no cho, e to embaraada quanto estava gasta, ele
derrubou de novo  teve que pegar, limpar na toalha, e ento finalmente servir
a gua. Ela se moveu mais para perto dele. Ele se moveu fracamente,
obviamente tentando erguer o brao, mas a tentativa fez ele gemer de novo e
seu brao parecer ser capaz de apenas ficar no seu lado, to intil quanto sua
asa quebrada. Sem parar para pensar no que estava fazendo, Stevie Rae se
abaixou, ergueu o ombro dele gentilmente, virou a cabea dele pra trs, e
segurou a concha em seu bico. Ele bebeu muito. Quando ele finalmente estava
cheio, ela ajudou ele a deitar, mas no at colocar toalhas sobre sua cabea.
"Ok, eu no tenho nada para te limpar a no ser gua, mas vou fazer o meu
melhor. Oh, e eu te trouxe um pouco de musgo. Se eu colocar ele na suas
feridas, ele vai ajudar." Ela no se incomodou em explicar que ela no sabia
como ela sabia que o musgo seria bom para seus ferimentos  era apenas uma
das informaes que ela tinha de vez enquanto  vinda do nada. Um segundo
ela no fazia ideia sobre algo. No outro ela tinha certeza com, bem, consertar
um ferimento, por exemplo. Ela queria acreditar que era Nyx sussurrando para
ela, como a deusa sussurrava para Zoey, mas a verdade era que Stevie Rae no
tinha certeza. "S continue escolhendo o bem ao invs do mal..." ela murmurou
para si mesma enquanto comeava a rasgar uma tira da toalha. Os olhos do
Corvo Escarnecedor abriram e ele olhou de forma questionadora para ela. "Oh,
no se incomode comigo. Eu falo sozinha. Mesmo quando no estou sozinha. 
meio que a minha prpria verso de terapia." Ela pausou e encontrou o olhar
dele. "Isso vai doer. Eu quero dizer, eu vou tentar ser cuidadosa e tudo mais,
mas voc est bem ferido." "V em frente," ele disse naquela voz sussurrada e
cheia de dor que soava humana demais para estar saindo de uma criatura que
parecia to desumana.
"Muito bem, bem, aqui vai." Stevie Rae trabalhou o mais rpida e gentilmente
que pode. O buraco no peito dele era terrvel. Ela o encheu de gua e tirou o
mximo de galhos e sujeira possvel dele. As penas dele fizeram com que o que
ela fazia fosse super estranho. Havia um peito e pele sobre elas, mas era to
estranho! Ele tinha penas, e debaixo delas elas encontrou felpudos penachos
que eram to suaves como algodo doce da feira. Ela olhou para o rosto dele.
Ele deitou sua cabea para trs na pilha de toalhas. Os olhos dele estavam
fechados com fora, e ele estava ofegante. "Desculpe, eu sei que di," ela disse.
A nica resposta dele foi rosnar, o que, ironicamente, fez ele parecer ainda mais
com um cara. Srio  o rosnado era bem conhecido por ser um incrvel mtodo
de comunicao dos caras. "Ok, eu acho que voc est pronto para o musgo."
Ela falou mais para se acalmar do que a ele. Pegando uma parte do musgo, ela
cuidadosamente colocou na ferida. "No parece to ruim agora que no est
sangrando tanto." Ela continuou falando, embora ele mal tenha respondido a
ela. "Aqui, tenho que te mexer um pouco." Stevie Rae rolou ainda mais para
poder acertar o resto da ferida. Ele pressionou seu rosto na toalha e deu outro
gemido. Stevie Rae falou rapidamente, odiando o som agonizante. "O buraco de
sada nas suas costas  maior, mas no est to sujo, ento no vou ter que
limpar tanto." Ela tirou um grande pedao do musgo para cobrir o ferimento de
sada, mas ela terminou rapidamente. Ento ela voltou sua ateno para a asa
dele. A asa do seu lado esquerdo estava enfiada com fora contra suas costas.
No parecia estar ferida. Mas sua asa direita era outra histria. Estava
totalmente acabada  quebrada e ensangentada e pendurada sem vida no seu
lado. "Bem, eu acho que  hora de admitir que estou totalmente fora da minha
zona de conforto. Eu quero dizer, o buraco de bala foi horrvel, mas pelo menos
eu sabia o que fazer  mais ou menos. Sua asa  outra coisa. Eu no fao ideia
do que fazer para ajudar." "Ligue ela a mim. Use as tiras da toalha." A voz dele
era grave. Ele no olhou para ela e seus olhos ainda estavam fechados.
"Tem certeza? Talvez eu simplesmente devesse deixar quieto." "Menos dor  se
estiver presa," ele disse hesitante. "Bem, merda. Ok." Stevie Rae comeou a
trabalhar rasgando outra toalha em faixas longas, e ento as amarrou juntas.
"Muito bem. Vou arranjar sua asa nas suas costas meio que na mesma posio
que est sua outra asa. Tudo bem?" Ele acenou uma vez. Ela segurou o flego e
pegou a asa dele. Ele se afastou e ofegou. Ela a soltou e deu um passo para trs.
"Merda! Desculpe! Droga!" Os olhos dele se mexeram e ele olhou para ela.
Entre suspiros ofegantes, ele disse, "S.Faa.Isso." Ela cerrou os dentes, se
inclinou para frente e, bloqueando os gemidos de dor dele, arranjou a asa
quebrada numa posio que lembrava vagamente a asa intocada. Ento, mal
pausando para respirar, ela disse, "Voc vai ter que levantar um pouco para que
eu possa amarrar ao redor de voc." Stevie Rae sentiu o corpo dele ficar tenso e
ento ele se ergueu, se inclinando com seu brao esquerdo, para que estivesse
em uma posio meio virado, meio sentado  e seu torso estava longo o
bastante do cho da cabana para ela rapidamente prender as faixas de toalha
ao redor dele e assegurar a asa. "Ok, consegui." Ele caiu. Seu corpo todo
tremendo. "Vou enfaixar seu tornozelo agora. Eu acho que est quebrado
tambm." Ele acenou uma vez.
Ela rasgou mais tiras de toalha e ento enrolou seus tornozelo
surpreendentemente humano, igual a como ela lembrava que o seu tcnico de
vlei enrolava o dos companheiros de time quando ela estava no ensino mdio
em Henrietta High, a casa das Galinhas lutadoras. Galinhas lutadoras? Ok, o
mascote da cidade natal dela sempre foi bobo, mas no momento parecia super
engraado para Stevie Rae, e ela teve que morder o lbio para impedir a risada
histrica de escapar. Felizmente ela se controlou respirando algumas vezes, e
conseguiu perguntar a ele, "Voc est muito machucado em mais algum lugar?"
Ele balanou a cabea em um movimento rpido. "Ok, ento eu vou parar de
mexer com voc, porque eu acho que cuidei do pior." Quando ele acenou uma
vez concordando, ela sentou no cho ao lado dele, limpando suas mos
trmulas com o que restou das toalhas. Ento ela s ficou ali, olhando para ele e
se perguntando o que diabos ela ia fazer em seguida. "Eu te digo uma coisa," ela
disse alto, "eu espero que eu nunca mais tenha que amarrar outra asa quebrada
na minha vida." Os olhos dele se abriram, mas ele no falou. "Bem, foi
totalmente horrvel. Essa asa di mais do que um brao ou perna quebrada, no
di?" Ela estava falando porque estava nervosa, e Stevie Rae no esperava que
ele respondesse, ento ela ficou surpresa quando ele disse, "di." "Yeah, foi o
que eu pensei," ela continuou, como se eles fossem duas pessoas normais
tendo uma conversa normal. A voz dele ainda era fraca, mas parecia mais fcil
para ele falar e ela achou que imobilizar a asa dele tinha realmente ajudado no
nvel da dor. "Eu preciso de mais gua," ele disse.
"Oh, claro." Ela agarrou a concha, feliz por sua mo ter parado de tremer. Dessa
vez ele foi capaz de se manter erguido e virar para trs sua prpria
cabea. Ela s teve que jogar a gua em sua boca, ou bico, ou qualquer que
fosse a palavra certa para ela. J que ela j estava de p, Stevie Rae decidiu que
era melhor juntar os pedaos ensangentados de toalha, achando melhor levar
elas para longe da cabana. O olfato dos calouros vermelhos no era to bom
quanto o dela, mas tambm no era to pouco desenvolvido como o dos
calouros normais. Ela no queria nenhuma chance deles terem um motivo para
cheirar por aqui. Uma rpida busca na cabana e ela descobriu um saco de lixo
extra grande, em que ela enfiou os trapos. Haviam trs toalhas que ela no
tinha usado, e sem pensar muito, ela as dobrou e espalhou, cobrindo o mximo
possvel do Corvo Escarnecedor. "Voc  a Vermelha?" A voz dele a fez pular. Os
olhos dele estavam fechados e ele estava to quieto enquanto estava limpando
que ela achou que ele estava dormindo, ou talvez desmaiado. Agora aqueles
olhos humanos estavam abertos de novo e estavam nela. "No sei como
responder isso. Eu sou um vampiro vermelho, se  isso que voc quis dizer. A
primeira vampira vermelha." Ela pensou brevemente em Stark e suas tatuagens
vermelhas completas, o que fazia dele o segundo vampiro vermelho, e se
perguntou onde ele ia se encaixar no mundo deles, mas de jeito nenhum ela ia
mencionar isso para o Corvo Escarnecedor. "Voc  a Vermelha." "Bem, ok, eu
acho que sou." "Meu pai diz que a Vermelha  poderosa." "Eu sou poderosa,"
Stevie Rae disse sem hesitar. Ento ela segurou o olhar dele e continuou, "Seu
pai? Voc se refere a Kalona?" "Sim." "Ele se foi, sabe."
"Eu sei." Ele desviou o olhar dela. "Eu deveria estar com ele." "Sem ofensa, mas
pelo que eu sei do seu papai, eu acho que  melhor que voc esteja aqui e ele
no. Ele no  exatamente um cara legal. Sem mencionar que Neferet ficou
completamente maluca, e os dois so como farinha do mesmo saco." "Voc fala
muito," ele disse, e ento fez uma careta de dor. "Yeah,  um hbito." Um
hbito nervoso, mas ela no acrescentou isso. "Olha, voc precisa descansar. Eu
vou embora. Alm do mais, o sol vai comear a nascer em cinco minutos, e isso
significa que eu preciso estar dentro. A nica razo de eu poder andar l fora 
porque o cu est cheio de nuvens." Ela amarrou a bolsa perto e colocou o
balde de gua ao alcance dele  se ele fosse capaz de alcanar qualquer coisa.
"Ento, tchau. Eu, um, te vejo mais tarde." Ela comeou a se afastar, mas a voz
dele a impediu. "O que voc vai fazer comigo?" "Eu no descobri essa parte
ainda." Ela suspirou e inquieta, olhava nervosa suas unhas. "Olha, eu acho que
voc est seguro aqui por pelo menos um dia. A tempestade no vai baixar e as
freiras no vo vir aqui. Todos os calouros provavelmente vo ficar dentro at o
por do sol. At essa hora vou saber o que fazer com voc." "Eu ainda no
entendo porque voc no contou aos outros sobre mim." "Yeah. Bem, isso faz
dois de ns. Tente descansar. Eu voltarei." A mo dela estava na porta quando
ele falou de novo. "Meu nome  Rephaim." Stevie Rae sorriu por cima do ombro
pa ra ele. "Oi. Eu sou Stevie Rae.Prazer em conhec-lo, Rephaim." ***
Rephaim observou a Vermelha sair do prdio. Ele contou cem respiraes
depois que a porta se fechou, e ento ele comeou a mexeu seu corpo at que
se forou a ficar sentado. Agora que ele estava totalmente consciente ele queria
fazer o inventrio de seus ferimentos. O tornozelo dele no estava quebrado.
Doa, mas ele podia se mover. Suas costelas estavam feridas mas, de novo, ele
achava que nenhuma estava quebrada. A bala em seu peito era srio, mas a
Vermelha tinha limpado e colocado musgo. Se no criasse pstulas e
apodrecesse, ele iria curar. Ele podia mover o brao direito, embora fosse difcil,
e parecesse duro e fraco. Finalmente, ele voltou sua ateno para sua asa.
Rephaim fechou os olhos e sondou com sua mente, seguindo os ligamentos e
tendes, msculos e ossos, pelas suas costas at a extenso de sua asa
quebrada. Ele ofegou, quase incapaz de respirar, quando realmente
compreendeu a extenso total dos danos da bala, e ento a terrvel queda. Ele
nunca mais iria voar. A realidade disso foi to horrvel que a mente dele foi para
longe. Ele iria pensar na Vermelha ao invs disso, e tentar lembrar tudo que o
Pai tinha dito a ele sobre os poderes dela. Talvez ele encontrasse alguma pista
em sua memria que explicasse o comportamento incomum dela. Porque ela
no tinha matado ele? Talvez ela ainda fosse  ou no mnimo, talvez ela fosse
trair a presena dele para seus amigos. Se ela o fizesse, que assim fosse. A vida
como ele tinha conhecido j estava acabada para ele. Ele daria boas vindas a
chance de morrer lutando contra qualquer um que tentasse manter ele
prisioneiro. Mas no parecia que ela o tinha o aprisionado. Ele pensou muito,
forando sua mente a trabalhar atravs da dor e a exausto e desespero. Stevie
Rae. Esse era o nome que ela tinha dado a ele. Qual era o motivo dela para
salvar ele se no aprisionar e usar ele? Tortura. Fazia sentido que ela o
mantivesse vivo para que ela e seus aliados pudessem forar ele a dizer o que
ele sabia sobre o Pai. Que outra razo ela teria para no matar ele? Ele faria a
mesma coisa se tivesse sorte o bastante para estar no lugar dela.
Eles vo descobrir que o filho de um imortal no se entrega facilmente, ele
pensou. Estressado alm das reservas de at mesmo a grande fora dele,
Rephaim caiu. Ele tentou se posicionar para poder conseguir algum alivio da
agonia que passava pelo corpo dele a cada batida de seu corao, mas foi
impossvel. Somente o tempo podia aliviar sua dor fsica. Nada iria aliviar a dor
profunda em sua alma de nunca mais ser capaz de voar  ou nunca estar
completo. Ela deveria ter me matado, ele pensou. Talvez eu possa convencer ela
a fazer isso se ela voltar sozinha. E se ela voltar com seus aliados e tentar
torturar para conseguir os segredos de meu pai de mim, eu no serei o nico a
tremer de dor. Pai? Onde voc est? Porque me abandonastes? Esse foi o
pensamento que passava por sua mente quando a inconscincia finalmente
tomou Rephaim de novo, e finalmente, ele dormiu.
NOVE         Zoey "Hey, lembra que voc prometeu a freira que iria para
cama. E isso no significa para a cama dele." Heath apontou seu queixo para a
porta do quarto de Stark. Eu ergui a sobrancelha para Heath. Ele suspirou. "Eu
disse que iria dividir voc com seus estpidos vampiros se precisasse, mas eu
no disse que ia gostar." Eu balancei a cabea. "Voc no vai me dividir com
ningum hoje. S vou me certificar que Stark est bem, ento vou para minha
prpria cama. Sozinha. Por conta prpria. Entendeu?" "Entendi." Ele sorriu e
ento me beijou suavemente. "Te vejo logo, Zo." "Te vejo logo, Heath." Eu
observei ele se afastar pelo corredor. Ele era alto e forte e parecia muito com
um quarterback. Ele estava pronto para ir para faculdade OU com bolsa integral
ano que vem, e ento, depois da faculdade, ele ia ser ou policial ou bombeiro.
Qual fosse que ele escolhesse, uma coisa era certa  Heath seria um dos caras
bons. Mas ele poderia fazer tudo isso, ele faria tudo isso, e tambm seria o
consorte de uma Alta Sacerdotisa vampira? Sim. Diabos, sim. Eu vou me
certificar que Heath tenha o futuro que ele sonhou e planejou desde que somos
garotos. Claro, algumas partes sero diferentes. Nenhum de ns planejou o
negcio de vampiros. Uma parte vai ser difcil  tipo, bem, a parte dos vampiros.
Mas a verdade  que, eu me importo demais com Heath para forar ele a sair da
minha vida e me importo com ele para impedir que ele faa besteira em sua
vida. Ento vamos ter que fazer funcionar. Ponto. O fim.
"Voc vai entrar, ou vai ficar parada a e se estressar?" "Puxa vida, Afrodite! D
para no aparecer de fininho e me assustar?" "Ningum est vindo de fininho, e
`puxa vida', isso  um xingamento? Porque se , acho que vou ter que acordar a
Policia da Boca Suja e fazer eles te prenderem." Darius seguia Afrodite no
corredor e deu a ela um olhar de comporte-se, que fez ela suspirar e dizer,
"Ento. Stark no est morto ainda." "Deus, obrigada pela notcia. Voc me fez
sentir muito melhor," eu disse sarcasticamente. "No seja uma pedra no meu
sapato quando estou tentando ser gentil." Eu virei minha ateno para o nico
adulto responsvel na rea e perguntei a Darius, "Ele precisa de alguma coisa?"
O guerreiro hesitou por apenas um instante, mas foi o instante que eu peguei.
Ento ele disse, "No. Ele est bem. Acredito que ele v se recuperar
completamente." "Bem..." eu arrastei a palavra, me perguntando o que diabos
estava acontecendo. Stark estava mais machucado do que Darius estava
admitindo? "Eu vou dar uma olhada rpida nele, ento vou para cama." Eu ergui
uma sobrancelha para Afrodite. "Voc e eu somos colegas de quarto. O quarto
de Darius  com Damien e Jack. Uh, isso significa que voc no vai dormir com
ele porque isso iria assustar as freiras. Voc entendeu isso, no ?"
"Oh. No. Voc no acabou de me dar aquela discurso de Anne of Green
Gables2! Como se eu no pudesse me comportar com alguma decncia? Voc
lembra que meus pais compraram propriedades para Tulsa?
Meu.Pai..O.Prefeito. No acredito que tenho que lidar com essa merda."
2 Adaptaocinematogrfica do clssico livro infantil. Revivemos a aventura de Anne Follows, a partir do
momento em que ela vem viver com o campons solteiro Matt Cuthbert e a sua irm Marilla, at ao
desabrochar do seu amor por Gilbert Blythe.
Darius e eu encaramos, mudos, enquanto Afrodite dava um verdadeiro ataque.
"Eu ouvi a maldita freira. Alm do mais, no  como se essa abadia seja
exatamente romntica. Como se eu quisesse sexo quente de macaco enquanto
pingins fazem sinal da cruz e rezam? Ugh. Dificilmente. Deusa! Eu posso
derreter se ficar aqui tempo demais." Quando ela pausou para respirar, eu
inseri, "Eu no quis dizer que eu no acho que voc sabe como agir. Eu s
estava te lembrando." "Yeah? Mentira. Voc  uma pssima mentirosa, Z." Ela
andou at Darius e beijou ele com fora na boca. "Mais tarde, amor. Vou sentir
sua falta na minha cama." Ela me deu um olhar de desgosto. "S diga boa noite
para o namorado nmero 3 e leve sua traseira para nosso quarto. Eu no gosto
de ser acordada depois que me retirei para meu quarto." Afrodite jogou seu
longo e lindo cabelo loiro para trs e se afastou. "Ela  realmente incrvel,"
Darius disse enquanto olhava amorosamente para ela. "Se por incrvel voc
quer dizer um total p no saco, ento vou concordar com voc." Eu ergui minha
mo, parando o comentrio ela-no--to-ruim antes dele falar. "No quero
falar na sua namorada agora. Eu s quero saber como Stark realmente est."
"Stark est curando." Eu quase podia ver a enorme lacuna no resto da frase
dele. Eu ergui ambas as sobrancelhas para o guerreiro. "Mas..." "Mas nada.
Stark est curando." "Porque eu acho que tem mais?" Darius esperou uma
batida e ento sorriu um pouco timidamente. "Talvez porque voc seja intuitiva
o bastante para sentir que tem mais do que isso."
"Muito bem, o que foi?" " sobre energia e esprito e sangue. Ou melhor a
necessidade de Stark deles e a sua falta." Eu pisquei algumas vezes, tentando
entender exatamente o que Darius estava dizendo, e ento suguei o ar
conforme as lmpadas se acendiam na minha cabea e eu me senti uma total
idiota por no entender mais cedo. "Ele se feriu  como eu  e ele precisa de
sangue para curar, como eu precisei. Bem, porque voc no disse algo antes?
Droga!" Eu continue tagarelando enquanto minha mente corria, "Eu no quero
que ele morda Afrodite, mas " "No!" Darius interrompeu, parecendo um
pouco chateado com a ideia de Stark beber da sua namorando. "O Imprint de
Afrodite com Stevie Rae faz o sangue dela repulsivo para outros vampiros."
"Bem, diabos! Vamos pegar uma bolsa de sangue para ele ou algo assim, e eu
acho que posso tentar encontrar uma humana que ele possa morder..." Minha
voz morreu. Eu odiava, odiava, odiava, pensar em Stark bebendo de outra
pessoa. Eu quero dizer, eu j tinha que lidar com as mordidas extracurriculares
antes dele se jurar como meu Guerreiro e Mudar. Eu tinha esperado que os dias
dele mordendo outras garotas estavam para trs. Eu ainda esperava! Mas eu
no seria to egosta a ponto de meus sentimentos impedirem ele de conseguir
o que ele precisava para se curar. "Eu j dei a ele um pouco do sangue que as
irms tinham na geladeira da enfermaria. Ele no corre perigo de morte. Ele vai
se recuperar." "Mas?" Eu estava exasperada que todas as frases de Darius
pareciam ter essas enormes lacunas no fim. "Mas quando um guerreiro jura
seus servios para uma Alta Sacerdotisa, existe um lao especial entre eles."
"Yeah, j sei disso."
"Esse lao  mais do que apenas um juramento. Desde os tempos antigos Nyx
tem abenoado suas Altas Sacerdotisas e os guerreiros que as servem.
Vocs dois esto ligados pela beno da deusa. D a ele um conhecimento
intuitivo sobre voc que facilita sua proteo." "Conhecimento intuitivo? Voc
quer dizer como um Imprint?" Deusa! Isso era como ter um Imprint com dois
caras? "Um Imprint e o lao de um guerreiro so muito similares. Os dois ligam
duas pessoas juntas. Mas um imprint  uma forma mais bruta de conexo."
"Bruta? Como assim?" "Embora um Imprint acontece entre um vampiro e um
humano por quem ele se importa muito,  uma conexo que origina de sangue
e  guiado pelas nossas emoes: paixo, luxuria, necessidade, fome, dor." Ele
hesitou, obviamente tentando escolher suas palavras cuidadosamente. "Voc
experimentou um pouco disso com seu consorte, no experimentou?" Meu
aceno foi duro e minhas bochechas estavam quentes. "Contraste esse lao com
o Lao de Juramento que voc tem com Stark." "Bem, eu no tenho ele a muito
tempo. No sei muito sobre ele." Mas quando eu disse as palavras, eu percebi
que eu j sabia que a conexo que eu tinha com Stark ia alm de beber dele. Na
verdade, eu nem tinha pensando em beber dele  ou dele beber de mim.
"Conforme seu guerreiro te servir a mais tempo, voc vai entender mais do seu
lao com ele. Sua ligao com seu guerreiro significa que ele pode desenvolver a
habilidade de sentir muitas das suas emoes. Por exemplo, se uma Alta
Sacerdotisa  de repente ameaada, o guerreiro ligado a ela pode sentir o medo
dela, e seguir o rastro emocional at sua Sacerdotisa para que ele possa
proteger ela do que a ameaou." "Eu  eu no sabia disso," eu disse nervosa. O
sorriso de Darius foi seco. "Eu odeio soar como Damien, mas voc realmente
deveria encontrar um tempo para ler O livro dos Calouros."
"Yeah, isso est no topo da minha lista de coisas a fazer assim que meu mundo
parar de explodir. Ok, ento, Stark pode ser capaz de saber se estou com medo.
O que isso tem a ver com ele estar ferido?" "Sua conexo no  to simples
como simplesmente a possibilidade dele sentir seu medo.  tambm sobre
energia e esprito. Seu guerreiro pode eventualmente ser capaz de sentir muitas
das suas emoes fortes, especialmente conforme mais tempo ele passar a seu
servio." A memria da experincia muito emocional que eu dividi com A-ya
enquanto ela prendia Kalona fez meu estmago se apertar conforme Darius
explicava. "Continue," eu disse. "Um guerreiro pode absorver as emoes de
sua Sacerdotisa. Ele tambm pode absorver esprito dela, especialmente se sua
Sacerdotisa tem uma forte afinidade. Muitas vezes ele pode tocar essa
afinidade." "O que diabos isso significa, Darius?" "Significa que ele pode
literalmente absorver energia atravs do seu sangue." "Voc est dizendo que 
a mim que Stark precisa morder?" Ok, eu admito que meu corao comeou a
bater mais forte com a ideia. Srio  eu j estava mega atrada por Stark e eu
sabia que dividir sangue com ele seria uma experincia muito quente. Tambm
ia quebrar o corao de Heath, e se beber de mim deixasse Stark entrar na
minha mente e ver o que estava acontecendo com minhas memrias de A-ya?
Diabos! Diabos! Diabos! Diabos! Diabos! Diabos! Ento uma nova ideia me
ocorreu. "Hey, espere. Voc disse que Stark no podia morder Afrodite porque
ela teve um Imprint com outra pessoa e outros vampiros no querem o sangue
dela. Eu tenho um Imprint com Heath. Isso estraga meu sangue para Stark?"
Darius balanou a cabea. "No, o Imprint s muda o sangue de um humano."
"Ento o meu vai funcionar para Stark?" "Sim, seu sangue definitivamente vai
ajudar ele a se curar, e ele sabe disso, e  por isso que estou explicando tudo
para voc." Darius continuou como se eu no estivesse tendo um mini ataque
emocional bem na frente dele. "E voc tambm deveria saber que ele est se
recusando a beber de voc." "O que? Ele est se recusando a beber de mim?"
Ok, claro, um segundo antes eu estava preocupada com o que aconteceria se
Stark me mordesse, mas isso no significa que eu queria ser rejeitada por ele!
"Ele sabe que voc foi recentemente curada do ataque do Corvo Escarnecedor.
A criatura quase te matou, Zoey. Stark no quer tirar nada de voc que possa te
enfraquecer. Se ele beber de voc ele no vai apenas absorver seu sangue; ele
vai tirar esprito e energia de voc. O fato  que nenhum de ns sabe onde
Kalona e Neferet foram, e isso significa que no sabemos quando voc vai ter
que enfrentar eles de novo. Eu concordo com a deciso dele de se recusar a
beber. Voc precisa de toda sua fora." "Assim como meu Guerreiro," eu
respondi. Darius suspirou e suspirou pesado e devagar. "Eu concordo, mas ele
pode ser substitudo. Voc no pode." "Ele no pode ser substitudo!" eu falei.
"Eu no quero parecer insensvel, mas voc deve ser sbia  em todas as suas
decises." "Stark, no pode ser substitudo," eu repeti teimosa. "Como desejar,
Sacerdotisa." Ele curvou a cabea levemente, e ento de repente mudou de
assunto. "Agora que voc entende as ramificaes do Juramento de Guerreiro,
eu gostaria da sua permisso para me jurar formalmente."
Eu engoli com fora. "Bem, Darius, eu realmente gosto de voc e voc tem
cuidado bem de mim, mas eu acho que seria meio estranho ter dois caras
jurados a mim." Como se eu j no tivesse problemas o bastante com caras? O
sorriso de Darius foi rpido. Ele balanou a cabea e eu tive a distinta impresso
que ele estava tentando no rir de mim. "Voc entendeu errado. Eu
permanecerei com voc e liderarei aqueles que te guardam, mas eu gostaria de
fazer meu Juramento de Guerreiro para Afrodite   para isso que estou
pedindo sua permisso para fazer." "Voc pode se ligar a Afrodite?" "Eu posso.
Eu sei que  irregular para um vampiro Guerreiro se jurar a um humano, mas
Afrodite no  um humano normal." "Voc que me diga," eu murmurei. Ele
continuou como se eu no tivesse falado. "Ela  realmente uma profeta, o que a
coloca na mesma categoria de uma Alta Sacerdotisa de Nyx." "No vai
atrapalhar seu lao de guerreiro que ela tenha um Imprint com Stevie Rae?"
Darius deu nos ombros. "Veremos. Estou disposto a correr o risco." "Voc a
ama, no ama?" Ele encontrou meu olhar firmemente e o sorriso dele se
esquentou. "Eu amo." "Ela  seriamente um p no saco." "Ela  nica," ele
respondeu. "E ela precisa da minha proteo, especialmente nos dias que esto
por vir." "Bem, voc tem razo nisso." Eu dei de ombros. "Ok, voc tem minha
permisso. Mas no diga que no te avisei sobre a parte do p no saco."
"Eu no sonharia com isso. Obrigada, Sacerdotisa. Por favor, no diga nada para
Afrodite. Eu gostaria de fazer minha oferta privadamente para ela." "Meus
lbios esto totalmente selados." Eu fiz um fecho com meus lbios e joguei fora
a chave. "Ento te desejo boa noite." Seu punho foi para seu corao, ele fez
uma reverencia, e se foi.
DEZ       Zoey Eu fiquei no corredor, tentando entender a confuso de
pensamentos em minha cabea. Wow! Darius ia pedir para Afrodite aceitar seu
juramento de Guerreiro. Jeesh. Um vampiro guerreiro e uma profeta humana
da deusa. Huh. Quem diria? Em uma nota igualmente bizarra: Stark podia sentir
minhas emoes se elas fossem fortes o bastante. Bem, eu tinha a forte
sensao que isso seria inconveniente. E ento eu percebi que eu estava me
sentindo forte sobre me sentir forte, e tentei me acalmar, o que me estressou, o
que ele provavelmente podia sentir. Sem duvidas, eu ia me enlouquecer.
Suspirando, eu abri a porta silenciosamente. A nica luz vinha das velas para
reza  o tipo que voc encontra em uma loja que tem estranhas imagens
religiosas. Essa no era to estranha. Era rosa, tinha uma imagem bonita de
Maria, e tinha cheiro de rosa. Eu fui at o lado da cama de Stark. Ele no parecia
bem, mas ele tambm no estava to plido e horrvel quanto estava antes. Ele
parecia estar dormindo  ou pelo menos seus olhos estavam fechados  a
respirao dele era regular, e ele parecia relaxado. Ele no estava com camisa, e
o lenol hospitalar tinha sido colocado sobre seus braos ento eu s conseguia
ver a parte branca do que deveria ser uma enorme bandagem cobrindo o peito
dele. Eu lembrei o quo terrvel tinha sido a queimadura e me perguntei se,
mesmo considerando as possveis conseqncias, eu deveria cortar meu brao
como Heath tinha feito por mim, e empurrado contra a boca dele. Ele
provavelmente iria se lanar, e sem pensar, iria beber o que ele precisava para
curar. Mas ele iria se irritar quando percebesse o que eu fiz? Provavelmente. Eu
sabia que Heath e Erik certamente ficariam. Droga. Erik. Eu nem tinha
comeado a lidar com ele ainda.
"Pare de se estressar." Eu pulei meu olhar imediatamente indo para o rosto de
Stark. Os olhos dele no estavam mais fechados. Ele estava me olhando com
uma expresso que passava de divertimento a sarcasmo. "Pare de ficar
psiquicamente entreouvindo." "Eu no estava. Eu percebi vendo voc morder o
lbio que voc estava se estressando. Ento, eu acho que Darius conversou com
voc." "Yeah, ele conversou. Voc sabia de tudo isso quando fez seu Juramento
de Guerreiro para mim, no sabia?" "Yeah, a maior parte. Quer dizer, eu li sobre
isso na escola, e conversamos na aula de sociologia vampira ano passado. Mas 
diferente do que realmente viver isso." "Voc consegue sentir o que eu sinto?"
eu perguntei hesitante, quase com tanto medo de saber a verdade quanto de
no saber. "Estou comeando, s que no  como se eu conseguisse ouvir seus
pensamentos nem nada maluco assim. Eu s sinto as coisas s vezes, e sei que
no esto vindo de mim. Eu ignorei quando aconteceu da primeira vez, mas
ento percebi o que estava acontecendo e prestei mais ateno." Ele comeou a
sorrir. "Stark, eu tenho que te dizer que isso meio que me faz sentir espionada."
A expresso dele ficou totalmente sria. "No estou espionando voc. Isso no
 sobre eu te seguir com minha mente. No vou invadir sua privacidade; vou
manter voc segura. Eu pensei que voc " ele parou, desviando o olhar.
"Esquece. No  importante. Voc s deve saber que no vou usar essa coisa
entre ns para te perseguir mentalmente." "Voc achou que eu o que? Termine
o que comeou a dizer."
Ele soltou um longo e exasperado suspiro e ento encontrou meus olhos de
novo. "O que eu comecei a dizer  que eu pensei que voc confiava em mim
mais do que isso. Essa  uma das razes para mim ter decidido fazer meu
juramento, porque voc confiou em mim quando mais ningum confiou." "Eu
confio em voc," eu disse rapidamente. "Mas voc acha que vou espionar voc?
Confiar e espionar no combinam." Quando ele colocou assim, eu podia ver o
ponto dele, e uma parte do meu surto inicial comeou a sumir. "Eu no acho
que voc faria de propsito, mas se minhas emoes esto indo para voc, ou
como quer que elas passem, ento seria mais fcil para voc, bem..." eu parei
incomodada, desconfortvel com toda a conversa. "Espionar?" ele terminou por
mim. "No. No vou. Que tal isso; eu vou prestar ateno nas coisas psquicas
que recebo de voc se voc estiver assustada. Fora isso vou ignorar seus
sentimentos." Ele encontrou meus olhos e eu podia ver sua magoa ali. Droga!
Eu no queria magoar ele. "Voc vai ignorar tudo que estou sentindo?" eu
perguntei suavemente. Ele acenou e o movimento fez ele dar uma careta de
dor, mas sua voz era firme quando ele respondeu. "Tudo exceto o que eu
preciso saber para proteger voc." Sem falar, eu me estiquei devagar e peguei a
mo dele. Ele no se afastou de mim, mas ele tambm no disse nada. "Olha,
eu comecei toda essa conversa errada. Eu confio em voc. S fiquei surpresa
quando Darius me contou sobre o negcio psquico." "Surpresa?" os lbios de
Stark se ergueram. "Ok, talvez completamente surtada seja uma palavra
melhor.  s que eu tenho muita coisa acontecendo e acho que estou
estressada."
"Voc com certeza est estressada," ele disse. "E por vrias coisas voc se
refere aqueles dois caras, Heath e Erik?" Eu suspirei. "Infelizmente, sim." Ele
entrelaou os dedos nos meus. "Aqueles outros caras no mudam nada. Meu
Juramento nos liga." Por um segundo ele pareceu tanto com Heath, e eu tive
que me forar a no me irritar de novo. "Eu realmente no quero falar sobre
eles com voc agora." Ou nunca, eu pensei, mas no falei. "Entendi," ele disse.
"Eu tambm no sinto vontade de falar daqueles punks agora tambm no." Ele
apertou minha mo. "Porque voc no senta ao meu lado por um tempo?" Eu
sentei na beira da cama, sem querer forar ele demais ou machuc-lo. "No vou
quebrar," ele disse, me dando seu sorriso convencido. "Voc quase quebrou,"
eu disse. "Nah, voc me salvou. E eu vou ficar bem." "Ento, di muito?" "Eu
me sinto melhor," ele disse. "Mas esse negcio cremoso que as freiras deram a
Darius para espalhar nas queimaduras ajuda. S que meu peito estando todo
duro, est meio adormecido agora." Mas mesmo enquanto ele falava ele se
mexia inquieto, como se no conseguisse se deixar confortvel. "Como esto as
coisas l fora?" Ele abruptamente mudou de assunto antes de eu poder
perguntar pra ele mais sobre como ele se sentia. "Os Corvos Escarnecedores se
foram com Kalona?"
"Eu acho que sim. Stevie Rae e os caras encontraram 3 mortos." Eu parei,
lembrando da estranha reao de Stevie Rae quando Dallas disse que eles
tinham posto os corpos no lixo. "O que foi?" Stark perguntou. "Eu no sei
exatamente," eu respondi honestamente. "Tem coisas acontecendo com Stevie
Rae que me preocupam." "Tipo?" ele perguntou. Eu olhei para nossas mos
ligadas. O quanto eu podia contar a ele? Eu podia realmente conversar com ele?
"Sou seu guerreiro. Voc pode confiar em mim com sua vida. Isso significa que
voc tambm pode confiar em mim com seus segredos." Eu encontrei os olhos
dele, e ele continuou a sorrir docemente para mim. "Somos ligados por um
juramento. Esse  um lao forte do que acontece entre um Imprint ou mesmo
entre parceiros. Eu nunca trairei voc, Zoey. Nunca. Voc pode contar comigo."
Por um instante eu queria dizer a ele sobre minha memria de A-ya, mas ao
invs disso eu disse, "eu acho que Stevie Rae est escondendo calouros
vermelhos. Alguns maus." O sorriso fcil dele sumiu e ele comeou a sentar,
ento sugou o ar e ficou totalmente branco. "No! Voc no pode levantar!" Eu
pressionei seus ombros para trs. "Voc tem que dizer a Darius," Stark disse
atravs dos dentes cerrados. "Eu tenho que falar com Stevie Rae primeiro." "Eu
no acho que isso "
"Srio! Eu tenho que falar com Stevie Rae primeiro." Eu peguei a mo dele de
novo, tentando fazer ele compreender com meu toque. "Ela  minha melhor
amiga." "Voc confia nela?" "Eu quero confiar nela. Eu confiei nela." Meus
ombros caram em derrota. "Mas se ela no falar a verdade quando eu
conversar com ela, eu vou at Darius." "Eu preciso sair dessa maldita cama e me
certificar que voc no esteja cercada por inimigos!" "Eu no estou cercada de
inimigos! Stevie Rae no  minha inimiga." Eu enviei uma prece silenciosa para
Nyx para estar certa sobre isso. "Olha, eu escondi coisas dos meus amigos antes
 coisas ruins." Eu levantei uma sobrancelha e olhei para ele. "Eu escondi voc
dos meus amigos." Ele sorriu. "Bem, isso foi diferente." Eu no deixei ele me
provocar para ser srio. "No, no foi." "Ok, eu ouvi o que voc est dizendo,
mas ainda no estou ok com isso. Eu no suponho que possa te pedir para
trazer Stevie Rae aqui quando voc falar com ela?" Eu enruguei a testa para ele.
"Dificilmente." "Ento me prometa que voc ter cuidado e no vai sair sozinha
com ela pra algum lugar para conversar." "Ela no faria nada para me
machucar!" "Na verdade, estou assumindo que ela no pode te machucar, j
que voc tem controle dos cinco elementos e ela apenas de um. Mas voc no
sabe que tipo de poder aqueles calouros que ela est escondendo tem, ou
quantos deles existem. E eu sei algo sobre ser um calouro vermelho fodo.
Ento prometa que voc vai ter cuidado."
"Yeah, ok. Eu prometo." "timo." Ele exalou um pouco e voltou para trs. "Hey,
no quero voc preocupado comigo agora. Voc s precisa se concentrar em
melhorar." Eu respirei fundo e continuei. "Eu acho que  uma boa ideia voc
beber de mim." "No." "Olha, voc quer ser capaz de me proteger, certo?"
"Certo," ele disse, acenando fortemente. "Ento isso significa que voc tem que
melhorar o mais rpido possvel. Certo?" "Yeah." "E voc vai melhorar mais
rpido se beber de mim, ento  apenas lgico que voc faa isso." "Voc se
olhou no espelho ultimamente?" ele perguntou abruptamente. "Huh?" "Voc
faz ideia do quo cansada parece?" Eu podia sentir minhas bochechas ficando
quentes. "Eu no tive tempo para me preocupar com coisas como maquiagem e
fazer meu cabelo," eu disse defensivamente. "Eu no estou falando sobre
maquiagem ou cabelo. Estou falando sobre o quo plida voc est. Voc tem
olheiras profundas sobre os olhos." Ele olhou para baixo para onde minha
camiseta cobria a longa cicatriz que se esticava de um ombro a outro. "Como
est seu corte?"
"Bom." Com minha mo livre eu pus a mo na camiseta, embora eu soubesse
que a cicatriz no estava exposta. "Hey," ele disse gentilmente. "Eu j a vi,
lembra?" Eu encontrei os olhos dele. Sim, eu lembrava. Na verdade, ele no
tinha apenas visto minha cicatriz  ele tinha visto toda eu. Nua. Ok, agora todo
meu rosto estava quente. "No estou mencionando isso para te constranger. S
estou tentando te lembrar que voc quase morreu tambm. Precisamos que
voc tambm esteja forte, Zoey. Eu preciso que voc esteja forte e bem
tambm." "Eu vou ficar. Hey, no se preocupe comigo. Aparentemente, eu sou
praticamente impossvel de matar." Ele deu seu sorriso fofo e arrogante.
"Mantenha meu nvel de estresse em mente. Praticamente impossvel no  a
mesma coisa que impossvel." "Vou tentar lembrar disso." Ele puxou minha
mo. "Deite perto de mim por um tempinho. Eu gosto quando voc est perto."
"Tem certeza que no vou machucar voc?" "Tenho quase certeza que vai." Ele
sorriu, fazendo suas palavras serem provocadoras, "mas eu ainda quero voc
prxima. Venha at aqui comigo." Eu deixei ele me levar para baixo ento eu
estava deitada perto dele. Curvada de lado para olhar pra ele, descansando
minha cabea contra seu ombro. Ele esticou seu corpo e ps seu brao sobre
mim, me puxando mais firme contra ele. "Eu disse que no vou quebrar.
Relaxe."
Eu suspirei, e me permiti relaxar. Eu enrolei meu brao ao redor da cintura dele,
tendo cuidado para no mexer ele demais ou tocar seu peito. Stark fechou seus
olhos e eu observei o rosto dele passar de rgido e plido para relaxado e
plido conforme sua respirao se aprofundava. Eu juro que em um minuto ele
estava dormindo. Era exatamente assim que eu queria que ele estivesse para
fazer o que eu tinha decidido fazer. Eu respirei fundo, respirao de limpeza, me
centrei, e ento sussurrei, "Esprito, venha." Instantaneamente eu senti uma
agitao familiar ao meu redor, como se eu tivesse acabado de entender algo
incrivelmente mgico, enquanto minha alma respondia a infiltrao do quinto
elemento, esprito. "Agora, quieta, com cuidado, e gentilmente, v at Stark.
Ajude ele. Preencha ele. Fortalea ele, mas no o acorde." Eu falei suavemente,
mentalmente cruzando os dedos para que ele continuasse dormindo. Enquanto
o esprito me deixava eu senti o corpo de Stark se endurecer por um instante,
ento ele tremeu, ento ele soltou um longo e adormecido suspiro enquanto
esprito acalmava e esperanosamente o fortalecia. Eu observei por mais um
tempo; ento devagar, eu me separei de Stark e, com um ltimo sussurro
pedindo para ficar com ele enquanto ele dormia, eu sa do quarto, fechando a
porta gentilmente atrs de mim. Eu s dei alguns passos quando percebi que eu
no fazia ideia de para onde estava indo. Eu parei e senti meus ombros carem.
Uma freira, que estava andando com os olhos para baixo, passou por mim e me
deu um pequeno choque quando olhou para cima e nossos olhos se
encontraram. "Irm Bianca?" eu pensei ter reconhecido ela. "Oh, Zoey, sim sou
eu. Est to escuro no corredor que quase no te vi." "Irm, eu acho que estou
perdida. Voc pode apontar a direo certa para meu quarto?" Ela sorriu
gentilmente, me lembrando da irm Mary Angela, embora ela no fosse to
velha. "Continue andando por esse corredor at ver a escadaria. Suba para o
andar de cima, e eu acredito que o quarto que voc est dividindo com Afrodite
 o numero 13."
"13 da sorte," eu suspirei. "Vai entender." "Voc no acredita que fazemos
nossa prpria sorte?" Eu dei de ombros. "Na verdade, irm, estou cansada
demais para saber no que acredito no momento." Ela deu tapinhas no meu
brao. "Bem, v para cama ento. Vou rezar para nossa senhora por voc. A
interveno dela  melhor do que sorte a qualquer dia." "Obrigado." Eu fui na
direo da escadaria. Quando cheguei no andar de cima, eu estava sugando o ar
como uma senhora, e a cicatriz que se esticavam pelo meu peito estava
queimando e latejando com a batida rpida do meu corao. Eu abri a porta,
entrei no corredor, e me inclinei contra a parede, tentando recuperar o flego.
Distrada, esfreguei meu peito, fazendo uma careta porque ainda estava muito
dolorido. Eu abaixei a gola da minha camiseta, torcendo para que o ferimento
idiota no tivesse se aberto de novo. Minha respirao parou quando eu vi as
novas tatuagens que devoravam os dois lados da linha vermelha. "Eu esqueci
disso," eu sussurrei para mim mesma. "Isso  incrvel!" Com um pequeno grito
eu soltei minha camiseta e pulei to de repente que bati a cabea contra a
parede. "Erik!"
ONZE Zoey "Eu achei que voc sabia que eu estava aqui. No era como
se eu estivesse tentando me esconder." Erik estava a apenas alguns centmetros
de distncia, perto da porta que tinha o nmero 13 nela. Ele levantou e, com
seu sorriso de astro de cinema, andou at mim. "Droga, Z, estava te esperando
aqui a sculos." Ele se abaixou e, antes de eu puder dizer uma palavra, me deu
um enorme beijo. Eu me empurrei contra seu peito e sai do abrao que ele
tinha comeado a me puxar. "Erik, no estou afim de beijar." Uma sobrancelha
negra se ergueu. "Mesmo? Foi isso que voc disse a Heath tambm?" "Eu no
vou comear com isso agora." "Ento quando vai? Da prxima vez que eu tiver
que ver voc beber do seu namorado humano?" "Quer saber? Voc tem razo.
Vamos falar nisso agora." Eu podia sentir eu ficando mais e mais irritada, e no
era s o fato que eu estava cansada e estressada e que Erik estava sendo muito
insensvel que estava me deixando com raiva. Eu j cansei da atitude possessiva
de Erik. Ponto final. "Heath e eu temos um Imprint. Lide com isso ou no. E essa
 a nica discusso que vamos ter sobre isso." Eu observei a expresso dele
passar de totalmente fulo, e ento, de forma surpreendente, ele acalmou os
nervos. Os ombros dele se abaixaram e ele soltou um longo suspiro que
terminou em uma meia risada. "Voc soa exatamente como uma Alta
Sacerdotisa."
"Bem, eu no me sinto muito como uma." "Hey, desculpe." Ele se esticou e
tirou meu cabelo preto do rosto. "Nyx te deu novas tatuagens, huh?" "Yeah."
Foi quase automtico para eu abaixar a gola da camiseta e me inclinar contra a
parede para que eu ficasse fora do alcance dele. "Aconteceu quando Kalona foi
banido." "Voc se importa se eu ver?" A voz dele era profunda e sedutora  ele
atingiu o perfeito tom de namorado. Mas antes dele se aproximar mais e achar
que ele podia olhar debaixo da minha camiseta, eu ergui a mo num sinal de
pare. "Agora no. Eu s quero dormir um pouco, Erik." Ele parou de se mover
em minha direo e seus olhos se cerraram. "Ento, como est Stark?" "Ele est
ferido. Mal. Mas Darius disse que ele vai ficar bem." Eu mantive a voz
resguardada. A atitude dele estava me fazendo sentir na defensiva. "E voc
acabou de sair do quarto dele, no foi?" "Sim." Claramente frustrado, ele
passou a mo pelo seu cabelo. " simplesmente demais." "Huh?" Ele jogou os
braos para o lado e olhou para mim com um bem praticado gesto dramtico.
"Todos aqueles outros caras! Eu tenho que agentar Heath porque ele  seu
consorte e quando estou comeando a tentar me acostumar com isso, esse
outro cara aparece  Stark." Erik disse seu nome com a cara feia. "Erik, eu "
Agindo como se eu no tivesse tentado dizer nada, ele falou por cima de mim.
"Yeah, jurou ser seu guerreiro. Eu sei o que isso significa! Ele sempre vai estar
com voc." "Erik " De novo eu tentei falar, mas ele continuou falando por cima
de mim. "Ento eu vou ter que agentar ele. E como se isso no fosse ruim o
bastante, tem algo obviamente acontecendo entre voc e Kalona! Qual ! Todo
mundo viu o jeito que o cara olhou para voc," ele fez uma careta. "Como se
isso no me lembrasse de Blake?" "Pare." Eu falei a palavra suavemente, mas a
raiva e irritao que estava crescendo dentro de mim explodiu com a meno
sarcstica de Kalona, e esprito, que eu tinha recentemente conjurado, encheu a
palavra com poder que fez Erik, com os olhos arregalados, dar um passo para
trs. "Vamos acabar com isso," eu continuei. "Voc no tem que agentar
nenhum cara porque desse momento em diante voc e eu no estamos juntos."
"Hey, eu no " "No!  minha vez de falar. Terminamos, Erik. Voc  muito
possessivo, e mesmo que eu no tivesse exausta e estressada  duas coisas que
aparentemente no importam nem um pouco para voc  eu ainda no ia
tolerar sua merda." "Depois de tudo que voc me fez passar, voc acha que
pode simplesmente me abandonar assim?" "No." Sentindo esprito passar ao
meu redor eu canalizei eles nas prximas palavras e dei um passo para frente,
fazendo ele recuar pelo corredor. "Eu no acho nada. Eu sei que  assim que vai
ser. Terminamos. Agora voc precisa ir embora antes que eu faa algo que eu
possa, daqui a 50 anos, me arrepender." Eu de propsito empurrei o poder do
elemento que passava por mim, fazendo ele tropear.
O rosto dele ficou super branco. "O que diabos aconteceu com voc? Voc
costumava ser to doce. Agora voc  uma aberrao! E estou cansado de voc
me trair com todo mundo que tem um pau. Voc deveria estar com Stark e
Heath e Kalona. Eles so o que voc merece!" Ele passou com raiva por mim,
batendo a porta da escadaria. Com tanta raiva quanto ele, em marchei at a
porta do meu quarto e a abri. Afrodite quase caiu, o rosto primeiro. "Oopsie,"
ela disse, esfregando os dedos em seu cabelo perfeito. "Acho que eu estava, uh
" "Ouvindo a horrvel briga para terminar com Erik?" eu terminei por ela.
"Yeah, era isso que eu estava fazendo. E posso dizer que no te culpo. Em falar
em um chapu de burro. Alm do mais, voc com certeza no trai ele com todo
mundo que tem pau. Voc e Darius so apenas amigos. Alm do mais Damien e
Jack... bem, no que eles realmente contem, j que eles mesmos gostam de
pau. Ainda sim, aquele foi um exagero ridculo." "Voc no est me fazendo
sentir melhor." Eu passei at a cama gmea que no estava esticada e que
obviamente com aparncia de que algum tinha deitado nela. "Desculpe. No
sou muito boa na parte de fazer algum se sentir melhor." "Ento voc ouviu
tudo?" "Yep." "At a parte sobre Kalona?" "Sim, e de novo eu chamo ele de
chapu de burro." "Afrodite, o que diabos  um chapu de burro?"
Ela virou os olhos exageradamente. "Erik  um chapu de burro, sua nerd. De
qualquer forma, como eu estava tentando dizer antes de voc me interromper,
no foi legal ele ter mencionado Kalona. Alm do mais, ele j tem evidncias o
bastante com a estpida insegurana ciumenta com Heath e Stark. No era
necessrio ele mencionar o cara alado." "Eu no amo ele." " claro que no.
Voc cansou de Erik. Agora, eu sugiro que voc v dormir. A deusa sabe que eu
odeio mencionar, mas voc est uma merda." "Obrigado, Afrodite. Realmente
ajuda ouvir que pareo to horrvel quanto me sinto," eu disse sarcasticamente,
evitando completamente o fato que quando eu disse que no o amava eu quis
dizer Kalona e no Erik. "Hey, a qualquer hora. Eu estou aqui para ajudar." Eu
estava buscando uma resposta sarcstica quando notei estava deixando escapar
uma inesperada risada. Afrodite, a Rainha da Moda, estava usando uma
camisola branca que a cobria dos tornozelos ao pescoo. Como se ela tivesse
virado Amish. "Uh, o que  essa coisa linda que voc est usando?" "No
comece. Essa  a ideia dos pingins de uma camisola. Bem, eu quase consigo
entender. Eu quero dizer, elas fazem votos idiotas de castidade, e se  isso que
elas usam para dormir, o voto  praticamente desnecessrio. Srio. Essa coisa
quase me faz parecer pouco atraente." "Quase?" eu ri. "Sim, espertinha, quase.
E antes de voc ficar alegre, coloque os olhos aqui. Essa coisa dobrada no fim da
sua cama no  exatamente um lenol.  sua prpria camisola de freira." "Oh,
bem, pelo menos parece confortvel." "Conforto  para maricas e pessoas
feias."
Enquanto Afrodite comeava a voltar para cama, eu fui at a pia no canto no
quarto e lavei o rosto e usei a escova de dentes nova (que ainda estava no seu
pacote) para escovar os dentes. O mais indiferente que pude, eu disse, "Hey,
uhm posso te perguntar algo?" "Manda ver," ela disse, afofando os travesseiros.
" uma pergunta sria." "E?" "E, eu preciso de uma resposta sria." "Yeah, tudo
bem, tanto faz. Pergunte," ela disse. "Antes voc disse que sabia que Erik ficava
muito possessivo." "Isso no  realmente uma pergunta," ela disse. Eu ergui as
sobrancelha para ela no espelho. Ela suspirou. "Ok, sim, Erik  um grude."
"Huh?" Ela suspirou. "Grude. Totalmente no legal." "Afrodite, que lngua voc
est falando?" "Ingls de adolescente. Da classe alta. Voc poderia falar
tambm com um pouco de imaginao  palavres de verdade." "Deusa me
ajude," eu murmurei para meu reflexo antes de continuar. "Ok, ento. Erik foi
muito possessivo com voc tambm." "Foi o que eu disse." "E isso te deixou
irritada?"
"Yeah, definitivamente. Basicamente, isso nos separou." Eu enxagei a escova
de dentes. "Ento te deixou com raiva. Voc e Erik terminaram, mas voc
estava, bem, uh, bem..." eu mordi o lbio por um segundo e tentei de novo. "Eu
vi voc com ele e voc estava, um " "Oh, pelas merdas de deus! Voc pode
dizer sem derreter. Voc me viu descer nele." "Uh, yeah," eu disse constrangida.
"Isso tambm no  uma pergunta." "Tudo bem! Aqui vai uma pergunta: Voc
terminou com ele porque ele era um idiota possessivo, mas voc ainda tentou
ficar com ele, tanto que voc estava at fazendo aquilo. Eu no entendo
porque," eu falei, e enfiei a escova na boca. Observando o reflexo dela no
espelho, eu vi as bochechas dela corarem. Afrodite jogou seu cabelo para trs.
Ela limpou a garganta. Ento ela encontrou meu olhar no espelho. "No era
sobre querer Erik. Era sobre querer controle." "Huh?" eu disse enquanto
escovava os dente. "As coisas comearam a mudar comigo na escola mesmo
antes de voc aparecer." Eu escovava de um lado para o outro. "Que coisas?"
"Eu sabia que algo estava acontecendo com Neferet. Me incomodou, e isso era
estranho."
Eu limpei a boca e fui at minha cama, chutando meus sapatos, tirando minhas
roupas, colocando a suave e quente camisola de algodo, e subir na cama foi
uma desculpa para ficar quieta enquanto tentava descobrir como colocar em
palavras as coisas passando pela minha cabea. Mas sem eu dizer
nada, Afrodite continuou, "Voc sabe que eu costumava esconder minhas
vises de Neferet, no sabe?" Eu acenei. "E humanos morreram por causa
disso." "Yeah, voc tem razo. Eles morreram. E Neferet no se importou. Eu
sabia. Foi quando comecei a me sentir estranha. Foi tambm quando minha
vida comeou a se despedaar. Eu no queria. Eu queria continuar a vadia no
comando, que algum dia seria uma Alta Sacerdotisa e, de preferncia, mandar
no mundo. Ento eu podia mandar minha me ir direto para o inferno  e talvez
ser to poderosa que eu poderia assustar ela como ela merece se assustar."
Afrodite suspirou fundo. "No funcionou assim." "Ao invs disso voc escutou
Nyx," eu disse suavemente. "Bem, primeiro eu tentei como o inferno continuar
como a rainha do meu reino vadio, e ficar com o cara mais quente da escola,
mesmo que ele fosse um possessivo chapu de burro, era parte disso." "Faz
sentido, eu acho," eu disse. Afrodite hesitou e ento acrescentou. "Me deixa
enjoada de lembrar." "Voc se refere a fazer com Erik?" Os lbios dela se
ergueram e ela balanou a cabea, rindo um pouco. "Deusa, voc  to
puritana! No, fazer com Erik na verdade no era ruim. Me deixa enjoada
lembrar como eu fiquei quieta sobre minhas vises e basicamente caguei no
caminho de Nyx." "Bem, recentemente voc basicamente limpou o coc que
colocou no caminho de Nyx. E eu no sou puritana." Afrodite bufou. "Voc fica
realmente pouco atraente quando faz isso," eu disse.
"Eu nunca sou pouco atraente," ela disse. "Terminou com as suas no-
perguntas?" "Yeah, eu suponho." "Bom. Minha vez. Voc conseguiu falar com
Stevie Rae? Sozinha?" "Uh, uh, ainda no." "Mas voc vai?" "Uh-huh." "Logo?"
"O que voc sabe?" Afrodite disse, "Ela definitivamente est escondendo coisas
de voc." "Coisas como calouros vermelhos? Como voc me disse antes?"
Afrodite no respondeu, o que fez meu estmago se apertar. "Bem?" eu
estimulei. "O que?" "Parece que tem mais acontecendo com Stevie Rae do que
apenas esconder alguns calouros de voc." Eu no queria acreditar em Afrodite,
mas meu interior disse que ela estava falando a verdade, assim como meu
senso comum. O Imprint de Afrodite com Stevie Rae dava a ela uma conexo
com minha amiga que mais ningum tinha. Ento Afrodite sabia coisas sobre
ela. Alm do mais, no importa o quanto eu queria que fosse ao contrrio, eu
percebi que as coisas no estavam certas com Stevie Rae. "Voc no pode me
dizer algo mais especifico?" Afrodite balanou a cabea. "No. Ela  muito
fechada." "Fechada? Como assim?"
"Bem, voc sabe o quo fofa normalmente sua amiga , como a verso
alegrinha e transparente de um embaixador da boa vontade `Hey, e ai gente!
Vejam o quo gentil e doce e fofa eu sou! Yuck!Yuck!'" O exagero de Afrodite na
imitao do sotaque de Stevie Rae era um pouco bom demais, e eu franzi para
ela quando disse, "Sim, eu sei que ela  normalmente honesta e aberta, se 
isso que voc quer dizer." "Yeah, bem, ela no est mais sendo honesta e
aberta. Acredite em mim  e a deusa sabe que se pudesse tirar esse maldito
Imprint de mim  ela est escondendo algo grande que parece mais importante
do que alguns calouros vermelhos." "Droga," eu disse. "Yep," ela disse. "Mas,
hey, voc no pode fazer merda nenhuma sobre isso agora, ento v dormir.
Nosso mundo ainda vai precisar ser salvo amanh." "timo," eu disse. "Oh,
falando nisso  como vai seu namorado?" "Qual deles?" eu perguntei
desanimada. "Sr. P no Saco Arrows." Eu dei nos ombros. "Melhor, eu acho."
"Voc no deixou ele te morder, deixou?" Eu suspirei. "No." "Darius tem razo
sobre isso, sabe? Por mais irritante que seja para alguns de ns, e por mais
desqualificada que voc parea, voc  a Alta Sacerdotisa agora." "O que me faz
sentir muito melhor."
"Hey, sem problemas. Olha, o que estou dizendo  que voc precisa estar 100%,
e no drenada como um Martini extra-seco durante o brunch da minha me no
country clube." "Sua me realmente bebe Martini num brunch?" " claro que
sim." Afrodite balanou a cabea e parecia enojada. "Tente no ser to
inocente. De qualquer forma, s no faa algo idiota porque voc est caidinha
como Filme de sesso da tarde romntico por Stark." "D um tempo, pode ser?
Eu no vou fazer nada idiota!" Eu me inclinei e assoprei as velas que estavam na
mesa entre nossas camas. A escurido do quarto era reconfortante, e quando
nenhuma de ns tinha dito mais nada por um tempo, eu me senti
adormecendo, at que a voz de Afrodite me acordou de novo. "Vamos voltar
para a House of Night amanh?" "Eu acho que precisamos," eu disse devagar.
"No importa o que, a House of Night  nosso lar, e os vampiros e calouros so
nossa gente. Temos que voltar para eles." "Bem,  melhor voc dormir. Amanh
voc vai pousar bem no meio do que um dos assistentes ex-militares da minha
me chamariam de enorme tempestade fodida," Afrodite disse no melhor tom
sarcstico. Como sempre, Afrodite estava to certa quanto era irritante.
DOZE         Zoey Depois da triste, mas provavelmente certa, predio de
Afrodite, eu no achei que seria capaz de dormir, mas exausto me pegou. Eu
fechei meus olhos, e ento, por um tempo, houve um abenoado nada.
Infelizmente, beno nunca parecia durar muito tempo na minha vida. Em meu
sonho, a ilha era to azul e linda que me deslumbrou. Eu estava parada num...
eu olhei ao redor... teto de um castelo! Um daqueles castelos que parece muito
velho, feito de blocos de madeira. O telhado era muito legal. Emoldurando com
aqueles blocos de pedra que parecem dentes gigantes. Haviam plantas por toda
parte no telhado. Eu at notei limoeiros e laranjeiras, os galhos pesados e
cheios de frutas. No centro havia uma fonte na forma de uma linda mulher nua
cujas mos estavam erguidas sobre a cabea, e daquelas mos juntas flua gua
cristalina. Algo sobre a mulher de pedra parecia familiar, mas meu olhar
continuava a ser puxado do lindo jardim para uma vista ainda mais bonita que
se esticava ao redor do castelo. Segurando o flego, eu fui at a beira do
telhado e olhei para baixo e para baixo e para baixo at o brilhante mar azul. A
gua era alm de linda. Era da cor de sonhos e risada e cu de vero perfeito. A
prpria ilha era feita de gigantes montanhas, coberta com pinheiros que me
lembravam guarda chuvas gigantes. O castelo era no topo da montanha mais
alta da ilha, e enquanto olhava a distncia eu podia ver vilarejos e uma pequena
cidadezinha. Tudo estava banhado pelo brilhante mar azul, o que dava ao lugar
uma sensao de magia. Eu inalei a brisa, sentindo o cheiro de sal e laranjas. O
dia estava ensolarado  e cu super claro, mas em meu sonho a claridade no
incomodou meus olhos. Eu amei! Estava um pouco frio, e mais do que um
pouco ventoso, mas eu no me importei. Eu gostei da brisa contra minha pele.
No momento a ilha estava da cor do azul turquesa, mas eu podia imaginar como
iria parecer conforme o crepsculo se aproximava e o sol no reinasse no cu. O
azul comeou a se aprofundar, mais escuro, e mudou para safira.
O meu eu sonhador sorriu. Safira... a ilha ficaria exatamente da mesma cor das
minhas tatuagens. Eu virei minha cabea para trs e estiquei os braos,
abraando as linhas desse lugar que eu criei com minha imaginao. "Ento
parece que no posso escapar de voc, mesmo quando fujo de sua presena."
Kalona disse. Ele estava atrs de mim. A voz dele passou pela minha pele at
minhas costas, subindo meus ombros, e se envolveu ao redor do meu corpo.
Devagar, eu deixei meus braos carem dos lados. Eu no virei. " voc que
entra no sonho das pessoas, no eu." Eu estava feliz por minha voz soar calma e
controlada. "Ento voc no est disposta a admitir que voc  atrada por
mim?" A voz dele era profunda e sedutora. "Olha, eu no encontrei voc. Tudo
que eu quis quando fechei meus olhos foi dormir." Eu falei quase
automaticamente, evitando a pergunta dele e me permitindo no lembrar da
ltima memria que eu tinha da voz dele e seus braos ao meu redor. "Voc
obviamente est dormindo sozinha. Se estivesse com algum, seria muito mais
difcil para voc ser tocada por mim." Eu suprimi o desejo que a voz dele me fez
sentir e absorvi a informao  dormir com algum realmente fazia mais difcil
para ele me alcanar, como Stark tinha dito na noite anterior. "Isso no  da sua
conta," eu disse. "Voc est correta. Todos os filhos do homem que esto ao
redor de voc, ansiosos para se aproveitar de sua presena, so completamente
sob minha preocupao." Eu no me incomodei em chamar ateno dele por
ter distorcido o que eu disse. Eu estava muito ocupada tentando ficar calma e
me forando a acordar.
"Voc me afastou de voc, ainda sim me encontra em seus sonhos. O que isso
diz sobre voc, A-ya?" "Esse no  meu nome! No nessa vida!" "No nessa vida
voc diz. Isso significa que voc aceitou a verdade. Sabe que sua alma  a
reencarnao da virgem criada por Ani Yunwiya para me amar. Talvez seja por
isso que voc continua a vir at mim em seus sonhos, porque embora sua
mente consciente resista, sua alma, seu esprito, sua prpria essncia anseia
estar comigo." Ele usou a palavra antiga para o povo Cherokee  o povo da
minha av e meu. Eu conhecia a lenda. Um lindo imortal alado tinha vindo para
viver com os Cherokee, mas ao invs de ser benevolente e bom, ele era cruel.
Ele abusava das mulheres e usava os homens. Finalmente, as Mulheres Sbias
das tribos, conhecidas como Mulher Ghigua, se juntaram para criar uma virgem
da terra. Elas deram vida a A-ya, assim como dons especiais. O propsito dela
era usar a luxuria de Kalona para atrair ele para o subterrneo para que ele
pudesse ficar preso na terra. O plano delas funcionou. Kalona no conseguiu
resistir a A-ya e ele ficou preso na terra  ou pelo menos ele estava at que
Neferet o libertou. E agora que eu tinha compartilhado a memria com A-ya, eu
sabia bem demais a verdade dessa lenda. Verdade, minha mente me lembrou.
Use a fora da verdade para lutar contra ele. "Sim," eu admiti. "Eu sei que sou a
reencarnao de A-ya," eu respirei fundo, centrando minha respirao, virei, e
encarei Kalona. "Mas eu sou a reencarnao de hoje dela, o que significa que eu
fao minhas prprias escolhas, e eu no vou escolher ficar com voc."
Eu queria negar que eu tinha vindo at ele  dizer algo inteligente como Alta
Sacerdotisa  mas tudo que pude fazer foi olhar para ele. Ele era to lindo!
Como sempre, ele estava quase sem roupa. Acho que a melhor descrio seria
nu. Ele estava usando jeans, e era isso. A pele dele era bronze e perfeita. Ela
cobria seus msculos com uma suavidade que me fazia querer tocar nele. Os
olhos mbares de Kalona eram luminosos. Eles encontraram meu olhar com
calor e gentileza o que fez minha respirao se prender. Ele parecia ter 18 anos,
mas quando ele sorria ele parecia ainda mais jovem, mais garoto, mais
acessvel. Tudo sobre ele gritava cara super quente que eu deveria estar
surtando por causa dele! Mas era uma mentira. Kalona na verdade era super
assustador e super perigoso, e eu nunca podia esquecer disso  no importava o
que ele parecia ser  no importa o que memrias profundas dentro da minha
alma ansiavam para estar com ele. "Ah, ento voc finalmente est se dignando
a olhar para mim." "Bem, voc no iria embora e me deixaria em paz, ento
achei melhor ser educada," eu disse com uma forada despreocupao. Kalona
jogou sua cabea para trs e riu. O som era infeccioso e quente e muito sedutor.
Eu queria tanto que eu quase dei um passo em direo a ele quando suas asas
escolheram aquele momento para se mexer. Elas tremeram e se abriram
parcialmente ento a luz do sol brilhou contra o fundo preto, iluminando o
ndigo violeta que geralmente se escondia na escurido das penas. Ver elas era
como bater em uma parede invisvel. Eu lembrei de novo como ele era  um
perigoso imortal cado que iria gostar de roubar meu livre arbtrio e,
eventualmente, minha alma. "No entendo porque est rindo," eu disse
rapidamente. "Estou dizendo a verdade. Estou olhando para voc porque sou
educada, embora eu realmente queria que voc fosse embora e me deixasse
sonhar em paz." "Oh, minha A-ya." A expresso dele ficou sbria. "Eu nunca
posso deixar voc em paz. Voc e eu estamos ligados. Seremos a salvao, ou a
perdio, um do outro." Ele deu um passo mais para perto de mim e eu espelhei
seu movimento dando um passo para trs. "Qual ser? Salvao ou perdio?"
"Eu s posso falar por mim." Eu fiz minha voz permanecer calma, e fui at capaz
de adicionar um toque de sarcasmo, embora eu pudesse sentir a pedra fria da
balaustra da varanda se pressionando como as paredes de uma cela de priso
contra minhas costas. "Os dois soam muito ruim. Salvao? Jeesh, voc
me lembra o Povo de F, e j que eles te consideram um anjo cado, isso no te
transforma em especialista em salvao. Perdio? Bem, srio, voc ainda me
lembra das Pessoas de F. Desde quando voc se tornou tediosamente
religioso?" Em dois passos ele cruzou a distncia entre ns. Os braos dele se
tornaram barras, me enjaulando entre a balaustra de pedra e ele. As asas dele
tremeram, se abrindo ao redor dele para que ele tapasse o sol com seu prprio
brilho negro. Eu podia sentir o terrvel e maravilhoso calafrio que sempre
emanava dele. Ela deveria ter me repelido, mas no o fez. Aquele horrvel frio
me atraiu dentro da alma. Eu queria me pressionar contra ele e ser carregada
pela doce dor que ele podia trazer. "Tedioso? Pequena A-ya, meu amor perdido,
por sculos imortais tem me chamando de muitas coisas, mas tedioso no 
uma delas." Kalona veio at mim. Tinha simplesmente tanto dele! E tinha toda
aquela pele nua... eu tirei meu olhar do peito dele e olhei em seus olhos. Ele
estava sorrindo para mim, perfeitamente relaxado e em completo controle. Ele
era to gostoso que eu mal conseguia respirar. Claro, Stark e Heath e, sim, Erik,
eram caras bonitos  na verdade, caras excepcionalmente bonitos. Mas eles no
eram nada comparados a beleza imortal de Kalona. Ele era uma obra de arte, a
estatua de um deus que personificava a perfeio fsica, s que ele era ainda
mais atraente porque ele estava vivo  ele estava aqui  ele estava aqui por
mim. "Eu quero que voc d um passo para trs." Eu tentei sem sucesso impedir
minha voz de tremer. " isso que voc realmente quer, Zoey?" Ele usar meu
nome me chocou, me afetando mais do que quando ele me chamava de A-ya.
Meus dedos se pressionaram com mais fora contra o castelo de pena e eu
tentei me segurar para no cair no feitio dele. Eu respirei fundo e me preparei
para mentir e dizer a ele que sim, eu com certeza queria que ele se afastasse de
mim. Use o poder da verdade. As palavras passaram pela minha mente.
O que era a verdade? Que eu tinha que lutar pra no pular nos braos dele?
Que eu no conseguia parar de pensar sobre quando A-ya tinha se rendido a
ele? Ou a outra verdade  que eu queria ser uma garota normal cujos
problemas mais estressantes eram dever de casa e garotas malvadas? Diga a
verdade. Eu pisquei. Eu podia dizer a verdade. "Agora tudo o que eu quero 
dormir. Eu quero ser normal. Eu quero me preocupar com a escola e pagar o
seguro do meu carro e o quo estupidamente cara est a gasolina. E eu
apreciaria muito se voc pudesse fazer alguma coisa sobre isso." Eu segurei seu
olhar com o meu, deixando a verdade me fortalecer. O sorriso dele era jovem e
malicioso. "Porque voc no vem at mim, Zoey?" "Bem, sabe, isso no me
daria nenhuma das coisas que acabei de mencionar." "Eu posso te dar muito
mais do que essas coisas mundanas." "Yeah, tenho certeza que sim, mas nada
seria normal, e agora  isso que eu realmente gostaria mais do que qualquer
coisa  uma dose grande de normalidade." Ele encontrou meu olhar, e eu
percebi que ele estava esperando eu hesitar, ficar nervosa e atrapalhada, ou
pior, em pnico. Mas eu tinha dito a ele a verdade, e essa era uma pequena
vitria para mim, uma que me deu poder. Foi Kalona que finalmente desviou o
olhar, a voz dele de repente hesitante e insegura. "Eu no tenho que ser assim.
Por voc, eu poderia ser mais." Os olhos dele encontraram os meus de novo.
"Eu poderia escolher um caminho diferente onde voc estivesse do meu lado."
Eu tentei no mostrar a onda de emoes que tinham causado dentro de mim
quando ele tocou a parte de mim que A-ya tinha acordado.
Encontre a verdade, minha mente insistiu; e, de novo, eu a encontrei e falei. "Eu
queria poder acreditar em voc, mas no acredito. Voc  lindo e mgico, mas
tambm  um mentiroso. Eu no confio em voc." "Mas voc poderia," ele
disse. "No," eu disse honestamente. "Eu acho que no poderia." "Tente. Me d
uma chance. Venha at mim e me deixe me provar para voc.
Verdadeiramente, meu amor, diga apenas uma pequena palavra, sim." Ele se
curvou e, com um movimento que era gracioso e forte e sedutor, o imortal
cado sussurrou em meu ouvido, permitindo que seus lbios apenas tocassem
minha pele o bastante para mandar calafrios por meu corpo. "Se d para mim e
eu prometo que vou realizar seus sonhos mais profundos." Minha respirao
estava saindo rpida e eu pressionei minha palma com mais fora contra a
pedra nas minhas costas. Naquele instante, eu s queria dizer uma palavra, sim.
Eu sabia o que aconteceria se eu fizesse isso. Eu j tinha experimentado aquele
tipo de rendio com A-ya. Ele riu, um som profundo e confiante. "Continue,
meu amor perdido. Uma palavra, sim, e sua vida vai mudar para sempre." Os
lbios dele no estavam mais na minha orelha. Ao invs disso o olhar dele
prendeu o meu. Ele estava sorrindo em meus olhos. Ele era jovem e perfeito,
poderoso e gentil. E eu queria tanto dizer sim que fiquei com medo de falar.
"Me ame," ele murmurou. "Ame apenas a mim." Atravs do meu desejo por ele
minha mente processou o que ele estava dizendo, e eu finalmente encontrei
uma palavra diferente de sim. "Neferet," eu disse. Ele franziu. "O que tem ela?"
"Voc diz que eu deveria amar apenas voc, mas voc nem  livre. Voc est
com Neferet." Um pouco da confiana dele desapareceu. "Neferet no 
preocupao sua." As palavras dele fizeram meu corao se apertar e eu
percebi que grande parte de mim queria que ele negasse que estava com ela 
que tinha acabado. Desapontamento me trouxe fora, e eu disse, "eu acho que
ela  da minha conta. Da ltima vez que eu vi ela tentou me matar, e isso foi
quando eu te rejeitei. Eu digo sim para voc e ela vai perder a cabea  o que
resta dela. Para cima de mim. De novo." "Porque estamos discutindo Neferet?
Ela no est aqui. Olhe para a beleza que nos cerca. Considere como seria reinar
esse lugar ao meu lado  me ajudar a trazer de volta os caminhos antigos para
esse mundo que se tornou moderno demais." Uma das mos dele foi acariciar
meu brao. Eu ignorei a sensao que cresci pela minha pele e os sinos de
alarme que tocavam em minha cabea com o comentrio dele sobre trazer os
caminhos antigos de volta, e fiz meu melhor para falar como adolescente.
"Srio, Kalona, eu no quero mais drama com Neferet. Eu no acho que posso
lidar com isso." Ele jogou os braos para cima em frustrao. "Porque ainda
estamos falando da Tsi Sgili? Eu estou mandando voc esquecer dela! Ela no 
nada pra ns." No instante que os braos dele no mais me aprisionavam contra
a pedra, eu caminhei pela lateral, determinada a colocar algum espao entre
ns. Eu precisava pensar, e no podia fazer isso com os braos dele ao meu
redor. Kalona seguiu, dessa vez me colocando contra a parte mais baixa da
parede do telhado  uma brecha nos dentes de pedra. S havia apoio at os
meus joelhos. Dali para cima eu podia sentir o vento frio passando contra
minhas costas e movendo meu cabelo. Eu no precisava olhar para trs. Eu
sabia que a queda era de deixar tonta e que o mar azul esperava muito, muito
abaixo.
"Voc no pode fugir de mim." Os olhos mbares de Kalona se cerraram. Eu vi
raiva comeando a aparecer sobre aquele exterior sedutor. "E voc deve saber
que vou governar esse mundo em breve. Vou trazer de volta os caminhos
antigos, e fazendo isso vou dividir esse povo moderno, separando o trigo da
palha. O trigo ficar ao meu lado, crescendo e prosperando enquanto me
alimentam. A palha ser queimada at nada restar." Eu senti algo afundando
dentro de mim. Ele estava usando palavras poticas antigas, mas eu no tinha
duvidas que ele estava descrevendo o fim do mundo como eu o conhecia, e a
destruio de incontveis pessoas  vampiros, calouros, e humanos. Me
sentindo enjoada, eu virei minha cabea para trs e dei um olhar sem noo.
"Trigo? Palha? Desculpe, no entendi. Voc tem que traduzir para algo que eu
entenda." Ele no disse nada por um longo tempo. Ele s me estudou em
silncio. Ento, com um sorriso se formando em seus lbios, ele se estendeu e
acariciou a lateral do meu rosto com sua mo. "Voc joga um jogo perigoso,
meu pequeno amor perdido." Meu corpo congelou. A mo dele deslizou da
minha bochecha at meu pescoo, deixando um caminho de calor frio pela
minha pele. "Voc brinca comigo. Voc acha que pode agir como uma garotinha
que no entende nada a no ser o prximo vestido que vai usar ou o prximo
garoto que vai beijar. Voc me subestimou. Eu conheo voc, A-ya. Eu te
conheo bem demais." A mo de Kalona continuou a descer e eu suguei o ar
quando ele tocou meus seios. Ele esfregou seu polegar contra o ponto mais
sensvel ali e um desejo passou por mim. No importava o quanto eu tentasse
eu no conseguia me impedir de tremer com seu carinho. Ali no telhado do meu
sonho, com o mar atrs de mim e Kalona diante de mim, eu estava presa em
seu toque hipnotizante e sabia com uma terrvel certeza que no era apenas as
memrias de A-ya que me atraiam a ele. Era eu  meu corao  minha alma 
meu desejo.
"No, por favor pare." Eu quis que as palavras sassem altas e fortes, um
comando que ele no podia ignorar, mas ao invs disso eu soava fraca e sem ar.
"Parar?" Ele riu de novo. "Parece que voc perdeu sua verdade. Voc no
deseja que eu pare. Seu corpo anseia por meu toque. Voc no pode negar.
Ento pare com essa tola resistncia. Me aceite o seu lugar ao meu lado. Se
junte a mim e juntos vamos criar um novo mundo." Eu me balancei em direo
a ele, mas consegui sussurrar, "no posso." "Se voc no se juntar a mim voc
ser minha inimiga, e eu vou queimar voc com o resto da palha." Enquanto ele
falava seu olhar saiu do meu rosto e foi at meus seios. Agora ele acariciava os
dois com suas mos. Os olhos mbares dele ficaram suaves e pareciam fora de
foco enquanto ele me acariciava, enviando ondas de gelo de um desejo
indesejado por meu corpo, e uma doena para meu corao, mente, e alma. Eu
estava tremendo tanto que minhas palavras soavam tremulas. "Isso  um
sonho... apenas um sonho. Isso no  real." Eu falei como se para me
convencer. A luxuria dele por mim o deixou ainda mais sedutor. Ele sorriu
intimamente para mim enquanto continuava a acariciar meus seios. "Sim, seu
sonho. Embora existe verdade e a realidade aqui, assim como os seus desejos
mais secretos e profundos. Zoey, nesse sonho voc  livre para fazer o que
desejar  ns podemos fazer o que voc quiser."  s um sonho. Eu repeti as
palavras para mim mesma. Por favor, Nyx, deixe o poder dessa prxima verdade
me acordar. "Eu quero estar com voc," eu disse. O sorriso de Kalona era feroz
com a vitria, mas antes dele poder me trancar eu seu abrao imortal e familiar
demais, eu acrescentei, "Mas a verdade  que no importa o quanto eu queira
voc, eu ainda sou Zoey Redbird e no A-ya, e isso significa que nessa vida eu
escolhi seguir Nyx. Kalona, eu no vou trair minha deusa cedendo a voc!"
Conforme eu gritei as ltimas palavras eu me joguei para trs, para que eu
casse do telhado do castelo em direo a costa cheia de pedras muito, muito
abaixo. Atravs dos meus gritos, eu pude ouvir Kalona gritando meu nome.
TREZE          Zoey Eu sentei na cama, gritando como se algum tivesse me
jogado em uma pilha de aranhas. Meus ouvidos estavam zunindo e meu corpo
estava tremendo tanto que eu pensei que fosse vomitar, mas em algum lugar,
atravs do meu pnico, eu percebi que a minha voz no era a nica gritando. Eu
olhei na escurido, me fiz calar a boca, suguei o ar, e tentei me comportar.
Onde diabos eu estava? No fundo do oceano? Esmagada nas rochas da ilha?
No... no... eu estava na Abadia Beneditina... no dormitrio que eles
designaram para mim com Afrodite... que estava na cama do meu lado gritando
como uma louca. "Afrodite!" Eu gritei por cima dos gritos dela. "Pare! Sou eu.
Tudo est bem." O grito dela terminou, mas ela estava ofegante arfando em
pnico. "Luz! Luz!" ela disse, soando como se estivesse presa na residncia da
Terra do Ataque de Pnico. "Eu preciso de luz. E preciso ver!" "Ok  ok! Espera
a." Lembrando da vela no fim da mesa entre nossas camas, eu tateei ao redor e
senti um isqueiro. Eu tive que firmar minha mo agarrando meu pulso com a
esquerda, para poder acender a luz, e ainda precisei de cinco tentativas antes
do calor da chama da vela iluminar o rosto fantasmagoricamente branco de
Afrodite e seus olhos completamente cheios de sangue. "Ohmeudeus! Seus
olhos!" "Eu sei! Eu sei! Merda! Merda! Merda! Merda! Eu ainda no consigo
ver," ela chorou.
"No se preocupe  no se preocupe  isso aconteceu da ltima vez. Eu vou
pegar uma toalha molhada e um copo de gua, como eu fiz antes e " minha
voz se calou quando eu percebi o significado dos olhos escarlates de Afrodite, e
congelei na metade do caminho entre a cama e a pia. "Voc teve outra viso,
no ?" Ela no disse nada. Ela s enfiou o rosto nas mos e acenou enquanto
chorava. "Vai ficar tudo bem. Vai ficar tudo bem," eu continuava repetindo de
novo e de novo enquanto corri para a pia, peguei uma toalha, encharquei com
gua fria, e enchi um dos dois copos de gua ali perto. Ento corri de volta para
Afrodite. Ela ainda estava sentada na ponta da cama com seu rosto nas suas
mos. O choro dela tinha virado pequenos ofegos histricos sem lgrimas. Eu
passei por trs dela e arrumei seus travesseiros. "Aqui, beba isso. Ento deite
para que eu possa colocar a toalha molhada em cima dos seus olhos." Ela tirou a
mo do rosto e tentou pegar o copo sem enxergar. Eu guiei ela at ele e
observei enquanto ela bebia tudo com um gole s. "Vou pegar mais em um
segundo. Primeiro deite e coloque isso em cima dos seus olhos." Afrodite se
inclinou contra o travesseiro. Ela piscou cegamente para mim. Ela parecia
assustadoramente horrvel. Os olhos dela estavam cheios de sangue e pareciam
bizarros e fantasmagoricamente emoldurados por seu rosto branco demais. "Eu
posso ver o seu contorno, s um pouco," ela disse fraca. "Mas voc est toda
vermelha, como se estivesse sangrando." Afrodite terminou com um soluo.
"No estou sangrando; estou bem. Isso aconteceu antes, lembra? Mas voc
ficou bem depois que fechou os olhos e descansou um tempo." "Eu lembro. Eu
s no lembro de ter sido to ruim." Ela fechou os olhos. Eu dobrei a toalha e a
coloquei gentilmente em cima deles. Ento eu menti, "foi ruim assim da ltima
vez tambm."
As mos dela passaram pela toalha por um segundo, antes dela as colocar nas
suas laterais. Eu voltei para a pia e enchi o copo de novo. Observando o reflexo
dela no espelho eu disse, "a viso foi terrvel?" Eu vi os lbios dela tremerem.
Ela deu um longo e abatido suspiro. "Sim." Eu voltei para a cama. "Voc quer
mais gua?" Ela acenou. "Eu sinto como se tivesse acabado de correr uma
maratona pelo deserto  no que algum dia eu v fazer isso. Todo aquele suor
no  nada atraente." Feliz por ela estar soando mais como si mesma, eu sorri e
guiei a mo dela at o copo de gua de novo. Ento eu me sentei na minha
cama olhando para ela e esperei. "Eu posso sentir voc olhando para mim," ela
disse. "Desculpe. Achei que eu estava sendo paciente ao no dizer nada." Eu
pausei. "Voc quer que eu chame Darius? Ou talvez Damien? Ou os dois?"
"No!" Afrodite disse rapidamente. Eu vi ela engolir algumas vezes, e ento, em
uma voz mais calma, ela disse, "No v a lugar nenhum por um tempo, ok? Eu
no quero ficar sozinha agora  no quando no posso ver." "Ok. No vou a
lugar nenhum. Quer me contar sobre a viso?" "No, mas eu suponho que
preciso. Eu vi 7 vampiros. Elas pareciam importantes, poderosas e obviamente
todas Alta Sacerdotisas. Elas estavam em um lugar lindo. Definitivamente
dinheiro velho e no uma daquelas tendncias de rico de decorar com gosto
questionvel." Eu virei os olhos para ela, o que ela, infelizmente, no podia ver.
"A principio eu nem sabia que era uma viso. Eu achei que era um sonho. Eu
estava vendo as vampiras sentadas em cadeiras que pareciam tronos e
esperando algo bizarro e sonhador acontecer, como se fossem se transformar
em Justin Timberlake, dar um pulo, e comear a fazer um stripp para mim e
cantar sobre trazer o sexy back."
"Huh," eu disse. "Sonho interessante. Ele  totalmente um nerd quente, embora
ele esteja ficando velho." "Oh, d um tempo. Voc j tem muitos garotos para
sequer sonhar com outro. Deixe Justin para mim. Ento, de qualquer forma, elas
no viraram Justin, e nem fizeram um strip. Eu estava me perguntando o que
havia de errado quando se tornou mega bvio que eu estava tendo uma viso
porque Neferet apareceu." "Neferet!" "Yeah. Kalona estava com ela. Ela falou,
mas as vampiras no olhavam para ela. Elas no conseguiam parar de olhar que
nem idiotas para Kalona." Eu no disse isso, mas eu sabia como elas se sentiam.
"Neferet estava dizendo algo sobre aceitar as mudanas que ela e Erebus
traziam, mudando tudo, trazendo os caminhos antigos de volta... bl... bl..."
"Erebus!" Eu interrompi o bl bl dela. "Ela ainda est chamando Kalona de
Erebus?" "Yeah, e ela tambm estava se chamando de Encarnao de Nyx, ela
encurtou para Nyx, mas eu no escutei tudo que ela estava dizendo porque foi
a que eu comecei a queimar." "Queimar? Tipo, como se pegasse fogo?" "Bem,
no era exatamente eu. Foi algumas das vampiras. Era estranho  uma das
vises mais estranhas que eu j tive, na verdade. Uma parte de mim estava
observando Neferet falando com as 7 vampiras, e ao mesmo tempo outra parte
de mim estava deixando o lugar, um por uma, com elas. Eu podia sentir que
nem todas elas acreditavam no que Neferet dizia, e foi com essas vampiras que
eu permaneci. At que elas queimaram." "Voc quer dizer que elas apenas
pegaram fogo?"
"Yeah, mas foi muito estranho. Num segundo eu sabia que elas estavam
pensando coisas negativas sobre Neferet, e no prximo elas estavam pegando
fogo, mas quando queimaram elas estavam no meio de uma plantao. E no
era apenas que elas estavam queimando." Afrodite pausou e bebeu o resto da
gua. "Muitas outras pessoas estavam queimando com elas  humanos,
vampiros, e calouros. Todos estavam queimando na mesma plantao, que
parecia se expandir por todo maldito mundo." "O que?" "Yeah, foi muito ruim.
Eu nunca tive uma viso com vampiros morrendo. Bem, a no ser aquelas duas
que eu tive com voc, e voc  apenas uma caloura ento eu no conto elas."
Eu desperdicei energia franzindo para ela, o que ela no conseguia ver. "Voc
reconheceu algum fora os vampiros que queimavam? Neferet e Kalona
estavam l tambm?" Afrodite no disse nada por um momento. Ento ela se
esticou e tirou a toalha dos olhos. Ela piscou. Eu percebi que o vermelho j
estava comeando a sumir. Ela cerrou os olhos para mim. "Assim  melhor. Eu
quase consigo te ver agora. Ento, aqui  o fim da minha viso: Kalona estava l.
Neferet no estava. Ao invs disso, voc estava. Com ele. E eu quero dizer que
voc estava com ele. Ele estava em cima de voc e voc gostou. Uh, posso s
dizer, eewww, sobre ter que ver aquela cena de agarra agarra, especialmente j
que eu estava observando da perspectiva das pessoas assando enquanto voc
fazia aquilo. Basicamente estavam mais do que claro que voc estar com Kalona
fez o mundo como conhecemos acabar." Eu esfreguei minhas mos trmulas
pelo meu rosto, como se eu pudesse limpar a memria de mim como A-ya nos
braos de Kalona. "Eu nunca vou ficar com Kalona." "Ok, o que vou dizer no 
porque estou sendo uma vaca  pelo menos no dessa vez." "V em frente, e s
diga."
"Voc  A-ya reencarnada." "J concordamos nisso," eu disse, minha voz soando
mais afiada do que eu pretendia. Afrodite ergueu as mos. "Espera a. No
estou te acusando de nada.  s que uma antiga garota Cherokee cuja alma que
voc meio que est dividindo foi criada para amar Kalona. Certo?" "Sim, mas
voc precisa entender que eu.no.sou.ela." Eu anunciei cada palavra devagar e
distintivamente. "Olha, Zoey, eu sei disso. Mas eu tambm sei que voc est
muito mais atrada por Kalona do que voc quer admitir a qualquer um, e isso
provavelmente inclui voc mesma. Voc j teve uma memria de ser A-ya que
foi to forte que fez voc desmaiar. E se voc no for completamente capaz de
controlar o que sente por ele porque a atrao esteve crescendo em sua alma?"
"Voc acha que eu j no pensei nisso? Diabos, Afrodite, eu vou ficar longe de
Kalona!" Eu gritei em frustrao. "Completamente longe dele. Ento no haver
chance de eu ficar alguma vez com ele de novo, e sua viso no vai acontecer."
"No  to simples. A viso em que voc estava com ele no foi a nica que eu
tive. Na verdade, agora que estou pensando, foi mais como uma daquelas
vises idiotas que eu tive da sua morte, quando vi sua garganta ser cortada e
sua cabea basicamente cortada, e ento na mesma maldita viso eu me
afoguei com voc. Em falar em estresse." "Sim, eu lembro. Foi minha morte que
voc estava vendo." "Yeah, mas at agora eu sou a nica que experimentou
suas mortes. De novo, eu digo nada agradvel." "D para terminar de me contar
sobre suas vises?" Ela me deu um olhar longo e sofrido, mas continuou.
"Ento, a viso se dividiu, como o que aconteceu com as duas mortes diferentes
suas. Num minuto voc estava sugando a cara e fazendo aquilo com Kalona. Oh,
e eu senti agonia tambm."
"Bem, yeah, isso faz sentido. Voc estava queimando," eu disse, frustrada por
ela no conseguir s contar a viso. "No, eu senti outra agonia. Eu tenho
certeza que no estava vindo das pessoas que queimavam. Mais algum estava
l, e eles definitivamente foram sobre coao." "Coao? Isso soa muito ruim."
Meu estmago estava doendo de novo. "Yep. Muito desconfortvel. Num
minuto pessoas estavam queimando, eu sentia muita agonia, bl, bl, e voc
estava transando com o anjo maligno. Ento tudo comeou a mudar. Era
obviamente um dia diferente  em um lugar diferente. Pessoas ainda estavam
queimando e eu sentia a estranha agonia, mas ao invs de fazer com Kalona
voc saiu dos braos dele. Mas no muito para longe. E voc disse algo para ele.
O que quer que voc tenha dito, mudou tudo." "Como?" "Voc matou ele e
todo o fogo parou." "Eu matei Kalona!" "Yep. Pelo menos foi o que pareceu
para mim." "Bem, o que eu disse para ele que tinha tanto poder para fazer
isso?" Ela deu de ombros. "Eu no sei. Eu no conseguia ouvir voc. Eu estava
experimentando a viso do ponto de vista das pessoas em chamas, e sentindo
uma agonia idiota de toda parte. Eu estava um pouco ocupada com a
insuportvel dor para prestar ateno em cada slaba que voc proferiu. " "Tem
certeza que ele morreu? Ele no  para ser capaz de morrer; ele  imortal." "Foi
o que pareceu para mim. O que quer que voc tenha dito fez ele se
desintegrar."
"Ele desapareceu?" "Na verdade, foi mais como se ele tivesse explodido. Mais
ou menos.  meio difcil descrever porque, bem, eu estava queimando e
tambm ele ficou muito, muito brilhante, e foi difcil ver o que exatamente
estava acontecendo com ele. Mas eu posso te dizer que ele mais ou menos
sumiu, e quando ele desapareceu, todo o fogo parou e eu sabia que tudo ia ficar
bem." "Isso foi tudo que aconteceu?" "No. Voc chorou." "Huh?" "Yeah,
depois que voc matou Kalona, voc chorou. Muito ranho e tudo mais. Ento a
viso terminou e eu acordei com uma horrvel dor de cabea e meus olhos
doendo pra caramba. Oh, e voc estava gritando como se tivesse perdido a
cabea." Ela me deu um longo e considervel olhar. "Falando nisso, porque voc
estava gritando?" "Eu tive um sonho ruim." "Kalona?" "Eu no quero falar
nisso." "Que pena. Voc tem que falar. Zoey, eu vi o mundo queimando
enquanto voc e Kalona se divertiam. Isso no  uma boa coisa." "Isso no vai
acontecer," eu disse. "Lembre-se, voc tambm viu eu matar ele." "O que
aconteceu no seu sonho?" ela perguntou insistentemente.
"Ele me ofereceu o mundo. Ele disse que ia mudar as coisas de volta para os
caminhos antigos e ele queria que eu reinasse ao lado dele, ou algo podre
assim. Eu disse no disse no, mas sim diabos no. Ele disse que ia queimar "
oh minha deusa! "espere, voc disse que as pessoas estavam queimando em
uma plantao? Era uma plantao de trigo?" Afrodite deu nos ombros. "Eu
acho que sim. Plantaes parecem a mesma coisa para mim." Meu peito parecia
apertado e meu estmago doa. "Ele disse que ele ia separar o trigo da palha, e
queimar a palha." "O que diabos  palha?" "Eu no sei exatamente, mas eu
tenho certeza que tem algo a ver com trigo. Ok, tente lembrar. A plantao
onde eles estavam queimando  tinha coisas douradas, ou era verde, como se
tivesse milho ou algo assim, bem, que no parecesse com trigo?" "Era amarela.
E alta. E tinha grama. Eu acho que pode ser de trigo." "Ento o que Kalona
ameaou no meu sonho basicamente se tornou verdade na sua viso." "S que
no seu sonho voc no cedeu e comeou a se pegar com ele. Ou cedeu?" "No,
no cedi! Eu me joguei do topo de um penhasco, e era por isso que eu estava
gritando os pulmes para fora." Os olhos vermelhos dela se arregalaram.
"Srio? Voc pulou de um penhasco?" "Bem, eu pulei do topo de um castelo, e
o castelo estava no topo de um penhasco." "Isso parece muito ruim." "Foi a
coisa mais assustadora que eu j fiz, mas no era to ruim quanto ficar com
ele."
Eu tremi, lembrando do toque dele e o terrvel desejo da minha alma que ele fez
sentir. "Eu tenho que ficar longe dele." "Yeah, bem, voc vai precisar repensar
nisso." "Huh?" "D para prestar ateno? Eu vi Kalona dominando o mundo. Ele
estava usando fogo para matar pessoas, e por pessoas me refiro a vampiros e
humanos. E voc o impediu. Honestamente, eu acho que minha viso est te
dizendo que voc  a nica pessoa viva que pode deter ele. Ento voc no
pode fugir dele. Zoey, voc vai ter que descobrir o que voc disse que o matou e
ento voc vai ter que ir at ele." "No! Eu no vou at ele." Afrodite me deu
um longo olhar que estava cheio de pena. "Voc tem que lutar contra essa coisa
de reencarnao e destruir Kalona de uma vez por todas." Ah, diabos, era o que
eu estava pensando quando algum bateu na minha porta.
QUATORZE                  Zoey "Zoey! Voc est ai? Me deixe entrar!" Em
menos de um segundo eu estava fora da cama e na porta. Eu a abri para
encontrar Stark inclinado contra o batente da porta. "Stark?" O que voc est
fazendo fora da cama?" Ele estava usando calas hospitalares e nenhuma
camisa. O peito dele estava coberto por uma enorme atadura branca que se
envolvia ao redor do seu toro. O rosto dele era da cor de um osso, e um veio
de suor estava sobre sua testa. Ele estava respirando curto e irregularmente e
parecia que ia cair a qualquer segundo. Mas na sua mo direita ele segurava seu
arco, e ele tinha uma flecha. "Merda! Traga ele para c antes dele desmaiar. Se
ele cair, nunca vamos erguer ele de novo, e ele  grande demais pra arrastar."
Eu tentei agarrar Stark, mas me surpreendendo com sua fora, ele me afastou.
"No, estou bem," ele disse, olhando para o quarto e ao redor de ns como se
esperasse que algum pulasse para fora do armrio. "No vou desmaiar," ele
disse enquanto controlava sua respirao. Eu dei um passo na frente dele,
chamando sua ateno de volta para mim. "Stark, no tem ningum aqui. O que
voc est fazendo aqui? Voc no deveria nem estar fora da cama, muito
menos subindo escadas." "Eu te senti. Voc estava apavorada. Ento vim at
voc." "Eu tive um pesadelo, s isso. Eu no estava em perigo." "Kalona? Ele
estava no seu sonho de novo?" "De novo? A quanto tempo voc tem sonhado
com ele?" Afrodite perguntou.
"A no ser que voc esteja dormindo com algum, e eu no me refiro a apenas
um colega de quarto, Kalona pode entrar nos seus sonhos sempre que quiser,"
Stark disse. "Isso no soa bom." "So s sonhos," eu disse. "Sabemos disso com
certeza?" Afrodite perguntou. Ela dirigiu a pergunta a Stark, mas eu respondi
ela. "Bem, no estou morta. Ento so apenas sonhos." "No est morta? Voc
precisa explicar isso," Stark disse. A respirao dele tinha se nivelado, e embora
ele ainda parecesse plido, ele soava como um perigoso Guerreiro que estava
pronto para cumprir seu juramento e proteger sua Alta Sacerdotisa. "No sonho
dela, Zoey se atirou de um penhasco para fugir de Kalona," Afrodite disse. "O
que ele fez com voc?" A voz de Stark era baixa e cheia de raiva. "Nada!" eu
disse rpido demais. "Isso porque voc pulou de um penhasco antes dele poder
fazer alguma coisa," Afrodite disse. "O que ele estava tentando fazer?" Stark me
perguntou. Eu suspirei. "O mesmo de sempre. Ele quer me controlar. No 
assim que ele coloca, mas  o que ele quer, e eu no vou ceder ao que ele
quer." A mandbula de Stark se fechou com mais fora. "Eu deveria saber que
ele ia tentar te pegar atravs dos seus sonhos. Eu conheo os truques dele! Eu
deveria ter me certificado que voc dormisse com Heath ou Erik."
Afrodite bufou. "Essa  novidade. Namorado nmero 3 quer que voc durma
com o namorado 1 ou 2." "Eu no sou o namorado dela!" Stark praticamente
rosnou. "Eu sou o Guerreiro dela. Eu dei meu juramento para proteger ela. Isso
significa mais do que uma idiota paixo ou um cime ridculo." Afrodite o
encarou; pela primeira vez ela no parecia saber o que dizer. "Stark, foi apenas
um sonho," eu disse muito mais convencida do que eu me sentia. "No importa
quantas vezes Kalona me incomode em meus sonhos, o resultado vai ser o
mesmo. Eu no vou ceder a ele." " melhor voc se certificar disso porque se
voc ceder, o resto de ns vai estar numa merda sria," Afrodite disse. "O que
ela quer dizer?" "Ela teve outra viso, s isso." "S isso? Em falar em ser
depreciativa." Ela deu a Stark um longo olhar. "Ento, Garoto Flecha, se voc
dormir com Zoey, isso ir impedir Kalona de entrar nos sonhos dela?" "Dever,"
Stark disse. "Ento eu acho que voc deveria dormir com Zoey, e j que trs
definitivamente  muito cheio numa situao dessas, estou saindo fora." "Onde
voc vai?" eu perguntei. "Onde Darius estiver, e, no, eu no dou a mnima se
irritar os pingins. Srio, eu tenho uma enorme dor de cabea. Ento eu vou
apenas dormir, mas vou dormir com meu vampiro. E  s isso."
Ela pegou suas roupas e bolsa. Eu achei que ela ia para o banheiro e se trocar
antes de encontrar Darius, o que me fez lembrar que eu estava parada ali com
minha prpria camisola de av. Eu sentei na cama e suspirei. Oh, yeah, ele
j tinha me visto nua, o que era mais embaraoso do que camisola de vov.
Meus ombros caram. Deusa, para uma garota com vrios namorados, eu estava
seriamente danificada no departamento de olhe-o-quo-legal-eu-sou. Antes de
Afrodite sair pela porta, eu chamei, "No diga nada sobre sua viso at eu ter a
chance de pensar mais. Eu quero dizer," eu continuei com pressa, "voc pode
contar a Darius, mas s isso, ok?" "Eu entendi. Voc quer evitar histeria. Tanto
faz. Eu no sou muito afim de ouvir a horda de nerd e o resto dos guinchos em
massa. Durma um pouco, Z. Te vejo no por do sol." Ela deu a Stark um pequeno
aceno e ento fechou a porta atrs dela. Stark veio at minha cama, sentando
pesadamente ao meu lado. Ele fez uma careta quando a dor no seu peito deve
ter sido finalmente registrada. Ele colocou seu arco e flecha ao lado da mesa e
me deu um sorriso. "Ento, no vou precisar deles?" "Voc acha?" "O que
significa que minhas mos agora esto convenientemente livres." Ele abriu seus
braos para mim e me deu um olhar convencido. "Porque voc no vem aqui,
Z?" "Espere." Eu corri at a janela, comprando tempo enquanto me perguntava
como podia ir dos braos de um homem para o outro. "Eu definitivamente no
posso descansar at me certificar que voc no vai incinerar," eu tagarelei.
Enquanto eu estava fechando as cortinas eu no consegui resistir em espiar, e
fui recompensada com a vista de um dia que inclua pouqussima luz. Era um
mundo cinza silencioso com gelo e desnimo. Nada estava se movendo. Era
como se a vida do lado de fora da abadia, junto com as rvores e grama e a falta
de energia, tivesse congelado. "Bem, eu acho que isso explica como voc
chegou at aqui sem fritar. No tem sol l fora." Eu continuei olhando para a
janela, hipnotizada pelo mundo transformado em gelo.
"Eu sabia que no corria perigo," Stark disse da cama. "Eu podia sentir que o sol
nasceu, mas no brilhava por causa de todo o gelo e nuvens. Era seguro para
mim vir at voc." Ento ele acrescentou, "Z, d pra vir aqui! Minha mente
est me dizendo que voc est bem, mas meu instinto diz que voc ainda est
um pouco abatida." Eu virei, surpresa pelo tom convencido da voz dele ter
sumido. Eu sa da janela e pus a mo na dele, sentando na beira da cama. "Eu
estou bem  muito melhor do que voc, no momento, para voc vir correndo
para c no meio da manh ensolarada." "Quando senti seu medo, eu tive que
vir. Mesmo arriscando minha prpria vida. Isso  parte do juramento que fiz a
voc." "Mesmo?" Ele acenou, sorriu, e levantou minha mo para seus lbios.
"Verdade. Voc  minha senhora e minha Alta Sacerdotisa. Eu sempre vou te
proteger." Eu segurei o rosto dele com minha mo e no consegui para de olhar
para ele, por algum motivo isso de repente me fez chorar. "Hey, no faa isso 
no chore." Ele tirou as lgrimas da minha bochecha. "Venha aqui at mim."
Sem falar nada, eu deslizei para o lado dele, tendo cuidado para no bater no
seu peito. Ele colocou os braos ao meu redor e eu me inclinei contra ele,
esperando que o calor do seu toque pudesse limpar a memria da paixo fria de
Kalona. "Ele faz de propsito, sabe?" Eu no tinha que perguntar. Eu sabia que
ele estava falando de Kalona. Stark continuou falando. "No  real  as coisas
que ele te faz sentir.  isso que ele faz. Ele encontra a fraqueza das pessoas e a
usa." Stark pausou, e eu percebi que ele queria dizer mais. Eu no queria ouvir.
Eu s queria me enrolar, e na segurana dos braos do meu guerreiro, eu queria
dormir e esquecer.
Mas eu no podia. No depois da memria de A-ya. No depois da viso de
Afrodite. "V em frente," eu disse. "O que mais?" Os braos dele se apertaram
ao meu redor. "Kalona sabe que sua fraqueza  a conexo que voc tem com a
garota Cherokee que prendeu ele." "A-ya," eu disse. "Yeah, A-ya. Ele vai usar ela
contra voc." "Eu sei." Eu podia sentir a hesitao dele, mas finalmente Stark
disse, "Voc quer ele  Kalona, quero dizer. Ele te faz querer ele. Voc luta
contra, mas ele te atinge." Meu estmago se apertou e eu queria vomitar, mas
eu respondi Stark honestamente. "Eu sei e isso me assusta." "Zoey, eu acredito
que voc vai continuar a dizer no para ele, mas se voc algum dia ceder, voc
pode contar comigo para estar l. Eu vou ficar entre voc e Kalona, mesmo que
seja a ltima coisa que eu faa." Eu deitei minha cabea no ombro dele,
lembrando bem demais que Afrodite no tinha dito nada sobre Stark estar em
qualquer uma de suas vises. Ele virou sua cabea e me beijou suavemente na
testa. "Oh, e por sinal, bonita camisola." Uma risada inesperada escapou de
mim. "Se voc no estivesse machucado eu bateria em voc." Ele me deu seu
sorriso arrogante. "Hey, eu gosto. Me faz pensar que estou na cama com uma
menina catlica mal comportada daquelas escolas preparatrias s para
garotas. Quer me contar sobre as brigas de travesseiro nuas que voc e suas
colegas de quarto costumavam fazer?"
Eu virei os olhos para ele. "Uh, talvez mais tarde quando voc no tiver quase
morrido." "Ok, legal. Estou cansado demais para ver uma imitao mesmo."
"Stark, porque voc no bebe de mim? S um pouco," eu continuei com pressa
quando ele comeou a protestar. "Olha, Kalona no est aqui. Na verdade, pelo
meu sonho est bem claro que ele est bem longe, j que no existem ilhas
perto de Oklahoma." "Voc no sabe onde ele est. Ele podia estar te fazendo
ver ele em outro lugar no seu sonho." "No, ele est em uma ilha." Enquanto eu
falava eu senti a verdade de minhas palavras. "Ele precisou ir para a ilha
recarregar. Voc faz ideia de onde pode ser? Voc ouviu ele falar sobre uma ilha
com Neferet?" Stark balanou a cabea. "No. Ele nunca disse nada sobre isso
perto de mim, mas o fato de que  uma ilha me diz que voc o feriu. Muito." "O
que significa que estou segura agora, o que tambm significa que no tem
problema voc beber de mim." "No," ele disse firmemente. "Voc no quer?"
"No seja insana! Eu quero, mas no posso. No podemos. Agora no." "Olha,
voc precisa do meu sangue e minha energia, ou esprito, ou tanto faz, para
melhorar." Eu ergui meu queixo para ele ter uma viso clara da minha jugular.
"Ento, v em frente. Me morda." Eu fechei meus olhos e segurei o flego. Stark
riu, o que fez meus olhos se abrirem para ver ele se afogando enquanto se
curvava dolorosamente sobre seu peito, ofegando, e ento riu mais.
Eu franzi para ele. "O que  to engraado?" Stark conseguiu se controlar o
bastante para dizer, " s que parece com algo sado do filme Drcula. Voc
deveria estar perguntando se eu sou relevante para sugar seu sangue." Ele fez
uma cara bizarra e mostrou os dentes. Eu senti meu rosto corando e me afastei
dele. "Esquece. Esquea que eu mencionei alguma coisa. Vamos s dormir, ok?"
Eu comecei a rolar, mas ele me pegou pelo ombro e me virou de volta para ele.
"Espera a, espera a  estou estragando as coisas." Ele de repente estava srio.
"Zoey." Stark tocou minha bochecha. "No vou beber de voc, porque no
posso. No porque eu no quero." "Yeah, eu te ouvi antes." Eu ainda estava
constrangida e tentei virar a cabea, mas ele me forou a olhar pra ele. "Hey,
sinto muito." A voz dele tinha ficado profunda e sexy. "Eu no deveria ter rido
de voc. Eu s deveria ter te dito a verdade, mas sou novo como guerreiro. Vai
levar um tempo para mim acertar." O polegar dele acariciou meu rosto,
seguindo a linha das minhas tatuagens. "Eu deveria ter te dito que a nica coisa
que eu quero mais do que provar seu sangue  saber que voc est segura e
forte." Ele me beijou. "Alm do mais, eu no preciso beber de voc, porque eu
j sei que vou ficar bem." Ele tocou seus lbios contra os meus. "Quer saber
como sei isso?" "Uh-uhu," eu murmurei. "Eu sei porque sua segurana  minha
fora, Zoey. V dormir agora. Estou aqui." Ele deitou, se colocando do meu lado.
Logo antes dos meus olhos se fecharem, eu sussurrei, "se algum tentar me
acordar, por favor voc poder matar ele?" Stark riu. "Qualquer coisa por voc,
minha senhora."
"Bom." Eu fechei meus olhos e cai no sono com meu guerreiro me segurando
firmemente e me mantendo segura de sonhos e fantasmas do passado.
QUINZE Afrodite "Srio, garotos gays. S voltem para cama  juntos
 eesh. Eu preciso do meu vampiro pelo resto da noite." Afrodite estava parada,
com os braos cruzados, dentro do quarto que Darius, Damien, Jack, e Duquesa
estavam dividindo. Ela notou, com uma vaga irritao, que Jack, Damien e
Duquesa estavam em uma cama juntos. Claro, eles lembravam ela de
filhotinhos, mas no era exatamente justo que os pingins no tivessem
problemas com eles dormindo juntos e ao mesmo tempo banissem ela para um
quarto com Zoey. Ou pelo menos, elas tentaram. "O que foi, Afrodite? Qual o
problema?" Darius correu at ela, colocando a cabea por cima de seu peito
totalmente lindo com uma mo e colocando seu sapato com a outra. Como
sempre, Darius tinha entendido antes de todo mundo estar completamente
funcional  outra razo por ela ter se apaixonado por ele. "Tudo est bem.  s
que Zoey est dormindo com Stark. Em nosso quarto. E no acho bom ficar l
desse jeito. Ento vamos fazer uma pequena troca de quarto prpria." "Tudo
est bem com Zoey?" Damien perguntou. "Meu palpite  que agora tudo est
mais do que bem com ela," Afrodite disse. "Eu no achei que Stark estava afim
de, bem, coisas," Jack disse delicadamente. Ele parecia adormecido, com seu
cabelo amassado e olhos inchados. Afrodite pensou que ele parecia ainda mais
com um filhote do que o normal, e realmente fofo.  claro ela desviou o olhar
antes de admitir isso em voz alta. "Ele conseguiu subir no ltimo andar, ento
acho que ele est curado."
"Ooooh, Erik no vai gostar disse," Jack disse feliz. "Vai haver muito drama de
namorado amanh." "O drama acabou nesse departamento. Z chutou Erik hoje
mais cedo." "Ela chutou!" Damien disse. "Yeah, e j era hora, tambm. A merda
possessiva dele tinha que ir," Afrodite disse. "E ela est realmente bem?"
Damien perguntou. Afrodite no gostava do olhar tipicamente afiado de
Damien. Ela absolutamente no ia entrar no fato que Kalona tinha entrado no
sonho de Zoey, e que era por isso que Stark estava dormindo com ela. Ela no ia
falar sobre sua viso  algo que ela estava feliz por culpar Zoey, e
definitivamente ela iria quando no futuro, Damien ficasse irritado por ela ter
mantido a boca fechada. Ento, ela deu uma de Miss Metida, erguendo uma
sobrancelha perfeita e dando a ele a sua tpica careta de continue-a-fazer-eles-
adivinharem. "Quem  voc, a me gay dela?" Como Afrodite sabia que ele
faria, a fria de Damien cresceu. "No, eu sou amigo dela!" "Por favor. Bocejo.
Como se todos no soubssemos disso. Zoey.Est.Bem. Deusa, tente dar a ela
um espao para respirar." Damien franziu. "Eu deixo ela respirar. S estou
preocupado com ela, s isso." "Onde est Heath? Ele sabe sobre a separao
com Erik e que ela, bem, est dormindo com Stark?" Jack terminou sua frase em
um sussurro.
Afrodite virou os olhos. "Eu no podia me importar menos com onde Heath
est, e a no ser que Zoey precise de um lanchinho eu acho que ela
provavelmente tambm no est muito interessada onde ele est. Ela est
ocupada," ela anunciou claramente. Afrodite no gostava de ferir os
sentimentos de Damien e do seu namorado Jack, mas cortar eles era o nico
jeito de manter Damien longe dos assuntos dela, e isso de vez em quando nem
funcionava 100%. Ela virou para Darius, que estava parado perto dela
observando-a de perto com uma expresso que era uma mistura de diverso e
preocupao. "Pronto para ir, bonito?" " claro." Ele olhou para Damien e Jack
antes de fechar a porta. "Vejo vocs dois no por do sol." "Ok!" Jack respondeu
enquanto Damien s olhava duramente para ela. No corredor Afrodite s deu
alguns passos quando Darius pegou o pulso dela e a fez parar. Antes dela poder
dizer alguma coisa, ele ps a mo em seus ombros e a olhou nos olhos. "Voc
teve uma viso," ele disse simplesmente. Afrodite sentiu seus olhos se
encherem de lgrimas. Ela era totalmente e absolutamente louca por esse cara
enorme que a conhecia to bem, e que parecia se importar tanto com ela.
"Yeah." "Voc est bem? Voc est plida e seus olhos ainda esto injetados de
sangue." "Estou bem," ela disse, embora mesmo para seus ouvidos no tenha
soado convincente. Ele a colocou em seus braos e ela deixou ele segurar ela,
confortvel alm de qualquer palavras pela fora dele. "Foi to ruim quanto da
ltima vez?" ele perguntou. "Foi pior." O rosto afundando contra seu peito, ela
falou em uma voz to suave e doce que teria chocado quase todo mundo que
ela conhecia. "Outra viso da morte de Zoey?" "No. Dessa vez foi o fim do
mundo, mas Zoey tambm estava l." "Vamos voltar at ela?"
"No, ela realmente est dormindo com Stark. Parece que Kalona anda
entrando em seus sonhos e dormir com um cara ajuda a afastar ele." "Bom,"
Darius disse. Houve um som no fim do corredor, e Darius puxou ela em um
canto numa sombra enquanto uma freira passava, inconsciente a presena
deles. "Hey, falando em dormir  eu sei que Z  a grande Alta Sacerdotisa, mas
ela no  a nica que precisa do seu sono de beleza," Afrodite sussurrou quando
eles estavam sozinhos no corredor de novo. Darius deu a ela um olhar
considerando. "Voc tem razo. Voc deve estar exausta, especialmente depois
de ter uma viso." "Eu no estava falando sobre mim, Sr. Macho. Eu estava
pensando sobre onde podemos ir no caminho para c e bolei uma ideia  uma
ideia brilhante, se posso dizer." Darius sorriu. "E eu tenho certeza que voc
pode." " claro. De qualquer forma, eu lembro de voc ter dito as enfermeiras
pingins que Stark no deveria ser interrompido por pelo menos umas slidas 8
horas. Ento, ele no est em seu quarto muito privado, escuro, e
aconchegante. Ao invs disso ele est tragicamente vazio." Afrodite passou o
nariz pela lateral do pescoo dele, se ergueu na ponta dos ps e mordeu a
orelha dele. Ele riu e colocou o brao ao redor dela. "Voc  brilhante." No
caminho at o quarto vago de Stark, Afrodite contou a ele sobre sua viso, e
sobre o sonho de Zoey. Ele ouviu ela com a quieta ateno que tinha sido a
segunda coisa em relao a ele que tinha a atrado. A primeira sendo a
gostosura dele,  claro.
O quarto de Stark era aconchegante e escuro, iluminado por uma nica vela.
Darius colocou uma cadeira na porta, contra a maaneta, efetivamente
impedindo qualquer um de pegar eles de surpresa. Ento ele passou para uma
cmoda no canto do quarto e tirou lenis e cobertores novos, que ele ps na
cama, dizendo algo sobre no querer que ela fosse dormir nos lenis de um
vampiro ferido. Afrodite observou ele enquanto tirava suas botas e jeans, e
ento tirou seu suti debaixo de sua camiseta. Ela pensou sobre o quo
estranho era ter algum cuidando dela  algum que parecia gostar dela por ela
mesma, o que era uma surpresa total. Caras gostam dela porque ela  quente,
ou porque ela era rica, popular, e um desafio, ou, mais geralmente,
simplesmente porque ela era uma vadia. Sempre surpreendeu ela quantos caras
gostam de vadias. Caras no gostavam dela porque ela era Afrodite. Na
verdade, os caras normalmente no tiravam o tempo para descobrir quem ela
era debaixo daquele bom cabelo, pernas longas, e atitude. Mas o maior choque
de todos sobre a relao dela com Darius, e estava definitivamente se tornando
um relacionamento, era o fato de que eles no tinham transado. Ainda. Claro,
todo mundo acreditava que eles estavam fazendo como coelhos, e ela deixava
eles acreditarem que eles estavam  ela at encorajava eles a acreditarem. Mas
eles no estavam. E de alguma forma, isso no parecia estranho. Eles dormiram
juntos, e at ficaram muito, mas eles s tinham ido at a. Com uma realizao
chocante, Afrodite entendeu o que estava acontecendo entre ela e Darius  eles
estavam indo devagar e conhecendo um ao outro. Realmente, verdadeiramente
conhecendo um ao outro, e ela descobriu que gostava de ir devagar quase tanto
quanto ela gostava de conhecer Darius. Eles estavam se apaixonando! Esse
terrvel pensamento fez os joelhos de Afrodite ficarem fracos to
repentinamente que ela se afastou at a cadeira que estava no canto do quarto
e, se sentindo tonta, sentou. Darius terminou de fazer a cama e olhou confuso
do outro lado do quarto, para ela. "O que voc est fazendo a?" "S sentando,"
ela disse quieta.
Ele virou sua cabea para o lado. "Voc est mesmo bem? Voc disse que
queimou junto com os vampiros em sua viso. Voc ainda est sentindo os
efeitos disso? Voc parece plida." "Estou com um pouco de sede, e meus olhos
ainda doem, mas estou bem." Quando ela continuou sentada sem se mexer
para ir at a cama, ele deu um confuso sorriso e disse, "Voc no est
cansada?" "Yeah, yeah, estou." "Devo pegar gua para voc?" "Oh, no! Eu
mesma pego. Sem problemas." Afrodite levantou como aqueles fantoches com
barbantes e andou at a pia do lado oposto do quarto. Ela estava enchendo um
cone de papel com gua quando Darius de repente estava atrs dela. As mos
fortes dele estavam em seus ombros de novo. Dessa vez seus polegares
gentilmente comearam a massagear os msculos super tensos do seu pescoo.
"Voc carrega toda sua tenso aqui," ele disse, trabalhando do seu pescoo
para seus ombros. Afrodite bebeu a gua e ento no conseguiu se fazer mexer.
Darius massageou seus ombros silenciosamente, deixando seu toque dizer a ela
o quanto ele se importava com ela. Finalmente, ela permitiu o copo deslizar dos
seus dedos. Sua cabea foi para frente e Afrodite deu um profundo e contente
suspiro. "Suas mos so totalmente mgicas." "Qualquer coisa por voc, minha
senhora." Afrodite sorriu e se inclinou nas mos dele, se permitindo relaxar
mais e mais. Ela amava que Darius tratasse ela como se ela fosse sua Alta
Sacerdotisa, embora ela no tivesse Marca e nunca seria uma vampira. Ela
amava que ele no tinha duvidas que ela era especial para Nyx  que ela era
Escolhida pela deusa. Ele to obviamente no se importava se uma Marca vinha
junto com isso ou no. Ela amava que ele  Ohminhadeusa! Ela amava ele! Puta
merda!
A cabea de Afrodite se ergueu e ela virou to rpido que Dariu deu um curto e
surpreso passo para trs, automaticamente dando espao para ela. "O que foi?"
ele perguntou. "Eu te amo!" ela falou, e ento pressionou sua mo como se
estivesse tentando, tarde demais, impedir as palavras de sarem. O sorriso do
guerreiro foi longo e devagar. "Estou feliz por ouvir voc dizer isso. Estou
apaixonado por voc tambm." Os olhos de Afrodite comearam a se encher de
lgrimas e ela piscou muito para impedir elas enquanto ela passava por ele.
"Deusa! Isso  uma droga!" Ao invs de responder a exploso dela, Darius
simplesmente observou ela andar at a cama. Afrodite podia sentir o olhar dele
nela, enquanto ela considerava se deveria sentar na cama, ou entrar nela.
Finalmente, ela no fez nenhum dos dois, decidindo que ela no gostava da
ideia que ela criaria na cama. Ela j se sentia vulnervel e exposta o bastante
parada ali com sua camiseta, calcinha e mais nada. Ela virou para encarar
Darius. "O que?" ela surtou. Ele virou sua cabea. Um sorriso triste se ergueu no
canto de seus lbios. Ela achou que os olhos dela pareciam dcadas mais velhos
do que o resto do rosto dele. "Seus pais no esto apaixonados, Afrodite. Pelo
que voc dividiu comigo sobre eles, eles podem no serem capazes de sentir
essa emoo por ningum, e isso inclui voc." Ela ergueu seu queixo e
encontrou seu olhar. "Ento me diga algo que eu no sei." "Voc no  sua
me." Ele disse as palavras gentilmente, mas ela as sentiu como se ele tivesse
arremessado facas que tinham se encravado dentro do corao dela. "Eu sei
disso!" Ela falou atravs de lbios que de repente estavam gelados.
Darius se moveu devagar em direo a ela. Afrodite pensou o quo gracioso ele
era  o quo poderoso ele sempre parecia. Ele amava ela? Como? Por qu? Ele
no percebia que vadia horrvel ela era? "Voc sabe mesmo disso? Voc  capaz
de amar, mesmo que sua me no seja," ele disse a ela. Mas eu sou capaz de
estar apaixonada? Ela queria gritar a pergunta, mas ela no podia. Orgulho, que
falou mais alto para ela do que a compreenso nos olhos de Darius, impediu as
palavras. Ao invs disso ela fez o que a fazia se sentir segura  ela foi para
ofensiva. " claro que sei disso. Mas toda essa coisa entre ns ainda  uma
droga. A verdade  que voc  um vampiro. Eu sou humana. O mximo que
posso ser para voc seria sua consorte, e eu nem posso ser isso porque eu j
tenho um Imprint fodido com a idiota Stevie Felizinha Rae  um Imprint que eu
no pareo ser capaz de me livrar mesmo que voc me morda tambm."
Afrodite pausou, tentando no lembrar da ternura que Darius mostrou a ela
quando ele bebeu dela, embora para ele, o sangue com Imprint dela fosse
manchado. Ela tentou, sem sucesso, no pensar no prazer e paz que ela
encontrou nos braos dele, tudo sem fazer sexo com ele. "No acho que voc
esteja certa sobre isso. Voc no  apenas humana, e seu Imprint com Stevie
Rae no nos afeta. Eu vejo como mais evidncias da sua importncia para Nyx.
Ela sabe que Stevie Rae precisa de voc." "Mas voc no precisa de mim,"
Afrodite disse amargamente. "Eu preciso de voc," ele corrigiu ela firmemente.
"Para que? No estamos nem fudendo!" "Afrodite, porque voc est fazendo
isso? Voc sabe que eu te desejo, mas voc e eu somos mais do que corpos e
luxuria. Estamos conectados alm de voc."
"Eu no vejo como!" Afrodite estava perigosamente perto de chorar de novo, o
que fez ela ficar ainda mais irritada. "Eu vejo." Ele fechou o resto do espao
entre eles e, colocando uma das suas mos na dela, Darius caiu de joelhos
diante dela. "Eu preciso de pedir algo." "Oh, deusa! O que?" Ele ia fazer algo
ridculo como pedir a ela para se casar com ele? Ele colocou sua mo em punho
sobre seu corao e olhou nos olhos. "Afrodite, Amada Profeta de Nyx, eu peo
que voc aceite meu Juramento de Guerreiro. Juro a voc esse dia que eu
prometo proteger voc com meu corao, minha mente, meu corpo, e minha
alma. Eu prometo pertencer a voc antes de a todos os outros, e ser seu
guerreiro at que eu d meu ltimo suspiro nesse mundo, e alm, se nossa
deusa assim desejar. Voc aceita meu juramento?" Afrodite estava cheia de
uma incrvel alegria. Darius queria ser Guerreiro dela! Mas essa alegria teve vida
curta quando ela pensou nas repercusses de seu juramento. "Voc no pode
ser meu Guerreiro. Zoey  sua Alta Sacerdotisa. Se voc vai se jurar a algum,
tem que ser ela." Afrodite odiou dizer as palavras  e odiou ainda mais pensar
em Darius de joelhos diante de Zoey. "Zoey  minha Alta Sacerdotisa, assim
como ela  sua, mas ela j tem um Guerreiro. Eu testemunhei o entusiasmo do
jovem Stark por sua posio de juramento. Ela no precisar de outro guerreiro
protegendo ela. E tambm, Zoey j me deu sua beno para me jurar a voc."
"Ela fez isso?" O guerreiro acenou solenemente. "Era apenas o certo eu explicar
a Zoey o que eu pretendia." "Ento isso no  apenas um impulso? Voc pensou
mesmo nisso?"
" claro." Ele sorriu para ela. "Eu quero te proteger para sempre." Afrodite
balanava a cabea de lado a lado. "Voc no pode." O sorriso de Darius
desapareceu. "Meu juramento  meu para dar, ento isso no  impedimento.
Eu sou jovem, mas minhas habilidades so vastas. Eu tenho certeza que posso
proteger voc." "Eu no quis dizer isso! Eu sei que voc  bom  voc  muito
bom! Esse  o problema." Silenciosamente Afrodite comeou a chorar.
"Afrodite, eu no entendo." "Porque voc iria querer ser jurado a mim? Eu sou
uma vaca total!" O sorriso dele retornou. "Voc  nica." Afrodite balanou a
cabea. "Eu vou machucar voc. Eu sempre mago todo mundo que se
aproxima de mim." "Ento  uma coisa boa eu ser um guerreiro forte. Nyx foi
sbia em me dar para voc, e estou mais que contente com a escolha da nossa
deusa para mim." "Por qu?" Lgrimas estavam escorrendo pelas bochechas de
Afrodite agora, pingando de seu queixo e encharcando sua camiseta. "Porque
voc merece algum que te valorize alm da sade e beleza e status. Voc
merece algum que te valorize pelo que voc . Agora, eu pergunto de novo,
voc aceita meu juramento?" Afrodite olhou para seu rosto lindo e forte, e algo
dentro dela se libertou, e ela viu seu futuro no olhar honesto e intrpido dele.
"Sim, eu aceito seu juramento," ela disse.
Com um grito de alegria, Darius levantou e colocou sua profetiza nos braos.
Ento ele a segurou gentilmente at o por do sol enquanto ela chorava
para fora a triste e solido e raiva que esteve por tempo demais ligado a seu
corao.
DEZESSEIS                Stevie Rae Stevie Rae normalmente no tinha
problemas para dormir. Ok, era um clich terrvel, mas durante o dia ela dormia
como se estivesse, bem, morta. Mas no naquele dia. Naquele dia ela no foi
capaz de calar sua mente  ou, talvez fosse mais verdadeiro dizer que ela no foi
capaz de calar sua culpa. O que ela ia fazer com Rephaim? Ela deveria contar a
Zoey  era isso que ela deveria fazer. Absolutamente sem sombra de dvidas.
"Claro, e ento Z vai surtar como um gato num quarto cheio de cadeiras de
balano," ela murmurou para si mesma, e continuou a caminhar de um lado
para o outro na frente do tnel. Stevie Rae estava sozinha, mas ela continuava a
olhar furtivamente ao redor, como se esperasse que algum aparecesse. E da
se algum descesse procurando por ela? Ela no estava fazendo nada errado!
Ela apenas no conseguia dormir, s isso. Pelo menos ela desejava que fosse s.
Stevie Rae parou de andar e olhou para a calma escurido do tnel que ela tinha
feito na terra no muito tempo antes. O que diabos ela ia fazem sobre
Rephaim? Ela no podia contar a Zoey sobre ele. Zoey no entenderia. Ningum
iria. Droga, nem Stevie Rae entendia a si mesma! Ela s sabia que no podia
entregar ele  no podia trair ele para todo mundo. Mas quando ela no estava
perto dele, quando Stevie Rae no podia ouvir a voz dele e ver a dor muito
humana em seus olhos, ela estava quase na beira do pnico e preocupao que
esconder um Corvo Escarnecedor s provava que ela estava perdendo seu bom
senso.
Ele  seu inimigo! O pensamento continuava a passar por sua mente, saindo de
controle como um pssaro ferido. "No, agora ele no  meu inimigo. Agora ele
est ferido." Stevie Rae falou para o tnel, para a terra que a centrava e a
fortalecia. Os olhos de Stevie Rae se arregalaram quando atingiu ela. Era o fato
de que ele estava ferido que causou essa confuso! Se ele estivesse inteiro e
atacando ela, ou a qualquer outro, ela no teria hesitado para se proteger ou a
qualquer outro. Ento, e se eu levar ele para algum lugar onde ele possa se
curar? Sim! Essa era a resposta! Ela no tinha que proteger ele. Ela s no
queria entregar ele para ser massacrado. Se ela levasse ele em segurana para
algum lugar onde ele no fosse incomodado, Rephaim poderia melhorar e ento
escolher seu prprio futuro. Ela tinha escolhido! Talvez ele escolhesse se juntar
aos bons contra Kalona e Neferet. Talvez no. Seja como for, no seria
preocupao dela. Mas onde ele podia ir? E ento, encarando o tnel, ela
percebeu a resposta perfeita. Isso ia significar que ela ia ter que admitir alguns
dos seus segredos, e ao fazer isso ela se perguntou se Zoey poderia entender
porque Stevie Rae tinha escondido coisas dela. Ela tem que entender. Ela vai ter
que fazer escolhas bem impopulares tambm. E de qualquer forma, Stevie Rae
tinha a suspeita que Zoey no ficaria to surpresa pelo que ela tinha dito a ela;
ela provavelmente esteve por conta prpria por um tempo agora. Ento ela iria
contar a Z sobre as coisas, o que iria, pelo menos, assegurar que para onde ela
enviasse Rephaim no virasse a Central de calouros to cedo. Ele no ficaria
exatamente sozinho e totalmente seguro, mas ele estaria longe do alcance dela
e no seria mais sua responsabilidade  ou dependncia de Stevie Rae.
Se sentindo excitada e mais do que um pouco feliz por ter descoberto uma
soluo para seu terrvel problema, Stevie Rae se concentrou e checou seu
relgio interno. Ela tinha cerca de uma hora at o por do sol. Em um dia normal
ela nunca iria se safar com o que ela planejava fazer, mas hoje ela podia sentir a
fraqueza do sol, que tentava, mas falhava, brilhar atravs da espessa camada de
nuvens cinzentas, cheias de gelo que parecia ter se instaurado sobre Tulsa. Ela
tinha certeza que no pegaria fogo se fosse para fora. Ela tambm tinha certeza
que no havia freiras intrometidas por perto, com o gelo derretendo e tudo do
lado de fora da abadia congelado e escorregadio. O mesmo valia para calouros
normais. Os calouros vermelhos eram a menor de suas preocupaes, pelo
menos at o anoitecer. Eles ainda estavam enfiados no poro.  claro todo
mundo ia comear a levantar em uma hora e, se ela conhecia Z, e ela conhecia,
eles fariam uma enorme reunio para decidir o que fazer em seguida, o que
significa que Zoey iria esperar que ela estivesse presente. Stevie Rae mordia as
unhas nervosa. Era durante a grande reunio do `o que vamos fazer agora' que
ela tinha que contar a Zoey, e a todo mundo, sobre seus segredos. Cara, ela no
estava ansiosa por essa reunio. Para acrescentar mais ansiedade, tambm
havia o fato de que Afrodite teve outra viso. Stevie Rae no sabia o que ela
tinha visto, mas atravs de seu Imprint ela sentiu a agitao que a viso tinha
causado a Afrodite, agitao que cresceu e sumiu, o que provavelmente
significava que Afrodite estava dormindo. Isso era uma coisa boa porque ela no
queria que ela estivesse psiquicamente ciente o bastante para fazer ideia do
que Stevie Rae estava planejando. Ela s podia esperar que Afrodite j no
soubesse demais. "Ento  agora ou nunca. Hora de agir," Stevie Rae sussurrou
para si mesma. Sem se dar a chance de amarelar, ela foi rpida e
silenciosamente ao subir as escadas at o poro da abadia. Certa o bastante,
todos os calouros vermelhos ainda estavam deitados e totalmente apagados. O
ronco distinto de Dallas passava pelo quarto escuro, quase fazendo ela sorrir.
Ela foi at sua cama vazia e tirou o cobertor. Ento retrocedeu alguns passos
pelo poro e se moveu com confiana sobrenatural na escurido at a boca do
tnel. Sem hesitar ela entrou nele, adorando o cheio e a sensao de estar
cercada por terra. Embora ela soubesse que o que ela estava para fazer podia se
tornar o maior erro da sua vida, a terra ainda era capaz de tocar ela e acalmar
ela, suavizando seus nervos como o abrao familiar de um pai.
Stevie Rae seguiu o tnel at a primeira curva. Ali ela parou e soltou o cobertor.
Ela respirou fundo trs vezes, se centrando. Quando ela falou, sua voz
estava um pouco acima de um sussurro, mas carregava tanto poder que o ar ao
redor literalmente tremeu como ondas de calor na estrada no vero. "Terra,
voc  minha, assim como sou sua. Eu te invoco." O tnel ao redor de Stevie
Rae imediatamente se encheu com o cheiro de campo, e o som do vento
passando pelas rvores. Ela podia sentir a grama que no estava ali, abaixo de
seus ps. E isso no era tudo que Stevie Rae podia sentir. Ela sentia a terra ao
redor dela, e era essa sensao de seu elemento  um conhecimento da terra
como uma entidade viva, que Stevie Rae se prendeu. Ela ergueu seus braos a
apontou seus dedos para o baixo teto do tnel de terra. "Eu preciso que voc
abra para mim. Por favor." O teto tremeu e terra foi empurrada, devagar a
principio, e ento, com o som de uma velha mulher suspirando, a terra se abriu
acima de Stevie Rae. Ela segurou um pequeno ofegar de realizao enquanto
fazia o resto da conexo com o cheiro. Os calouros vermelhos, aqueles outros
calouros vermelhos  os que ela estava to relutante em revelar a Zoey 
tinham o mesmo cheiro. No era uma combinao perfeita, e ela duvidava que
um nariz menos afiado que o dela pudesse fazer a conexo, mas ela podia. Ela
fez. A conexo que fez seu prprio sangue frio com um pressgio. "De novo,
voc veio sozinha," Rephaim disse.
DEZESSETE                 Stevie Rae As palavras de Rephaim vieram at ela
sadas de escurido. Sem ver o mundo que ele era, a voz dele tinha uma
qualidade que o fazia soar frequentemente como um humano de partir o
corao. Isso , afinal de contas, o que o tinha salvo. A humanidade dele tinha
alcanado Stevie Rae, e ela no foi capaz de matar ele. Mas hoje ele soava
diferente, mas forte do que antes. Isso a aliviou e preocupou ao mesmo tempo.
Ento ela deixou a preocupao pra l. Ela no era uma garota indefesa que saa
correndo ao primeiro sinal de perigo. Ela definitivamente podia chutar a bunda
de algum pssaro. Stevie Rae ajeitou a postura. Ela fez a deciso de ajudar ele
escapar, e era isso que ela ia fazer. "O que voc esperava? John Wayne e a
cavalaria?" Fingindo ser sua me quando um dos irmos dela estava sendo
chato e irritante, Stevie Rae marchou para frente. A forma que tinha sido um
calombo negro no fundo da cabana entrou em foco e ela deu a ele seu melhor
olhar srio. "Bem, voc no est morto e est sentado. Ento deve estar se
sentindo melhor." Ele ergueu a cabea levemente para o lado. "Quem  John
Wayne e cavalaria?" "A cavalaria. S significa que os caras bons esto vindo
ajudar. Mas no se hesite. No tem um exrcito vindo. Apenas eu." "Voc no
se considera um dos bonzinhos?" Ele surpreendeu ela com sua habilidade de
conversar com ela, e ela pensou que se ela fechasse os olhos e desviasse o
olhar, ela podia quase se enganar e pensar que ele era um cara normal.  claro
que ela sabia melhor. Ela nunca podia fechar os olhos ao redor dele ou desviar o
olhar, e ele definitivamente no era normal em nada.
"Bem, sim, sou boa, mas no sou exatamente um exercito." Stevie Rae fez um
show bvio em olhar para ela mesma. E ele ainda parecia uma droga 
definitivamente ferido e ensangentado e quebrado  mas ele no estava
deitado todo amassado. Ele estava sentado, inclinado, a maior parte dos seus
ferimentos do lado esquerdo, contra a parede da cabana. Ele arrumou as
toalhas que ela tinha deixado em cima do seu corpo como pedaos de
cobertores. Os olhos dele eram brilhantes e alertas e nunca desviaram do rosto
dela. "Ento, voc est se sentindo melhor?" "Como voc disse, no estou
morto. Onde esto os outros?" "Eu te disse antes, o resto dos Corvos
Escarnecedores partiram com Kalona e Neferet." "No, onde esto os outros
filhos e filhas do homem." "Oh, meus amigos. Eles esto dormindo. Ento no
temos muito tempo. Isso no vai ser fcil, mas eu acho que descobri uma forma
de te tirar daqui inteiro." Ela pausou, e se impedir de morder as unhas. "Voc
consegue andar, no consegue?" "Eu farei o que precisar fazer." "Agora, o que
diabos isso significa? S me d um simples sim ou no.  meio importante."
"Simmmm." Stevie Rae engoliu com fora com o som da palavra sibilada e
decidiu que ela estava errada sobre se ela-no-olhasse-para-ele-ele-pareceria-
normal. "Muito bem, bem, vamos indo ento." "Onde voc vai me levar?"
"Tudo que consegui pensar  que preciso te levar em um lugar onde voc possa
ficar seguro e se curar. Voc no pode ficar aqui. Eles com certeza vo te
encontrar. Hey, voc no tem o problema do seu papai em ficar no subterrneo,
tem?" "Eu prefiro o cccccccu do que a terra." Ele soava amargo, praticamente
mordendo as palavras e acrescento um sibilar especial para dar nfase no `cu'.
Stevie Rae ps as mos em seu quadril. "Ento isso significa que voc no pode
ir para o subterrneo?" "Eu prefiro no ir." "Bem, voc prefere ficar vivo e
escondido no subterrneo, ou aqui e a um minuto de ser encontrado e morto?"
Ou pior, ela pensou mas no disse em voz alta. Ele no falou por um tempo e
Stevie Rae comeou a imaginar se talvez Rephaim no quisesse viver, o que era
uma ideia que ela no tinha considerado. Mas ela sups que fazia sentindo. Seu
prprio pessoal tinha abandonado ele para morrer no mundo moderno que era
um zilho de vezes diferente do que ele esteve vivo em carne e osso antes  e
aterrorizando vilarejos Cherokee. O quanto ela tinha errado por no deixar ele
morrer? "Eu prefiro viver." Pelo olhar no rosto dele, Stevie Rae pensou que
talvez o que ele disse era uma surpresa tanto para ele quanto tinha sido para
ela. "Ok. Tudo bem. Ento precisamos te tirar daqui." Ela deu um passo em
direo a ele, mas parou. "Eu preciso fazer voc prometer que vai se comportar
de novo?" "Estou muito fraco para ser um perigo para voc," ele disse
simplesmente.
"Muito bem, ento vou considerar que a promessa que voc fez mais cedo
ainda conta. S no tente nada idiota e podemos passar por isso." Stevie Rae
passou por ele e se abaixou. " melhor eu dar uma olhada em seus curativos.
Eles podem precisar ser trocados ou mais apertados antes de partirmos." Ela o
checou metodicamente, enquanto isso continuando a comentar o que ela fazia.
"Bem, o musgo parece estar funcionando. Eu no vejo muito sangue. Seu
tornozelo est bem inchado, mas no acho que esteja quebrado. No consigo
sentir nada quebrado mesmo." Ela enfaixou o tornozelo de novo e apertou as
bandagens, deixando a asa quebrada por ltimo. Stevie Rae foi para trs dele e
comeou a ajeitar as bandagens que se soltaram e Rephaim, que esteve quieto
e perfeitamente parado durante o seu exame, recuou e gemeu de dor. "Ah,
droga! Desculpe. Eu sei que a asa est mal." "Coloque mais bandagens ao meu
redor. Prenda ela mais firmemente contra meu corpo. Eu no vou ser capaz de
andar se voc no imobilizar ela completamente." Stevie Rae acenou. "Farei o
possvel." Ela rasgou mais tiras das toalhas e ele se inclinou para frente para que
ela tivesse acesso as suas costas. Ela cerrou os dentes e trabalhou rapidamente
e gentilmente, odiando a forma como ele tremia e continuava a abafar gemidos
de dor. Quando ela terminou com a asa, ela serviu gua e ajudou ele a beber.
Depois que ele parou de tremer, ela levantou e estendeu a mo para ele. "Ok,
vamos dar uma de cowboy." Ele a olhou e mesmo em seu rosto estranho, ela
podia ler a confuso. Ela sorriu. "Significa se apresentar e fazer o que for
preciso, mesmo quando  difcil pra caramba." Ele acenou, e ento devagar se
esticou e pegou as mos dela. Se segurando, ela puxou, permitindo a ele tempo
para passar seu peso e se firmar. Com um ofego doloroso, ele conseguiu ficar de
p, embora tenha colocado pouco peso em seu tornozelo ferido e no
parecesse muito firme. Stevie Rae continuou a segurar as mos dele, lhe dando
a chance de se acostumar em ficar de p, e enquanto isso ela se preocupou que
ele fosse desmaiar, e pensou o quo estranho era que suas mos parecessem
to quentes e to humanas. Ela sempre pensou em pssaros como frios e duros.
Na verdade, ela no gostava muito de pssaros  nunca gostou. As galinhas da
me dela costumavam a assustar, com sua batida de asas histrica e cacarejos.
Ela teve um breve flashback de juntar ovos e de uma galinha gorda e mal
humorada tentar bicar ela e errar seu olho por pouco.
Stevie Rae tremeu, e Rephaim soltou as mos dela. "Voc est bem?" ela
perguntou, acobertando o constrangimento que apareceu entre eles. Com um
gemido, ele acenou. Ela tambm acenou. "Aguenta a. Antes de tentar andar,
deixa eu ver se consigo achar algo para te ajudar." Stevie Rae olhou nas coisas
para jardim, finalmente pegando uma p. Ela voltou para Rephaim, medindo a
p contra ele, e com um movimento duro, quebrou o brao da p e entregou
para ele. "Use isso como bengala. Sabe, para tirar um pouco do peso do seu
tornozelo ferido. Voc pode se inclinar em mim por um tempo, mas quando
entrarmos no tnel voc vai ter que continuar sozinho, ento vai precisar
disso." Rephein pegou a p dela. "Sua fora  impressionante." Stevie Rae deu
de ombros. " til." Rephaim tentou dar um passo para frente, usando a p para
ajudar a carregar seu peso, e foi capaz de andar, embora Stevie Rae tenha visto
que causou a ele muita dor. Ainda sim, ele foi para a porta da cabana. Houve
uma pausa e ele olhou com expectativa para ela. "Primeiro, vou envolver isso ao
seu redor. Estou contando que ningum nos veja, mas tem uma chance que
uma freira intrometida esteja olhando pela janela, e ela vai me ver ajudando
algum enrolado em um cobertor. Ou pelo menos,  isso que espero." Rephaim
acenou, e Stevie Rae enrolou o cobertor ao redor dele, o posicionando sobre a
cabea dele e colocando ele na frente do seu peito para ele segurar. "Ento o
plano  seguinte: voc sabe sobre os tneis que estivemos ficando embaixo do
depsito no centro, certo?"
"Sim." "Bem, eu meio que fiz uma adio neles." "Eu no entendo." "Minha
afinidade  com o elemento terra. Eu posso controlar, mais ou menos. Pelo
menos alguns aspectos eu posso controlar. Uma das coisas que eu
recentemente descobri  que eu posso fazer isso para mover  aumentando os
tneis. E eu fiz uma ligao com o depsito e a abadia." " esse tipo de poder
que o meu pai falou quando comentou sobre voc." Stevie Rae no queria
discutir o horrvel pai de Rephaim com ele, e ela nem queria pensar sobre
porque ele esteve falando sobre ela e seus poderes. "Yeah, bem, de qualquer
forma  eu abri parte de cima do tnel e fiz isso para subir e vir at aqui. No 
muito longe dessa cabana. Vou te ajudar a chegar l. Quando estiver no tnel
quero que o siga at o depsito. Tem abrigo l, e comida. Na verdade,  bem
legal. Voc pode melhorar l." "E porque o resto dos seus aliados no vai me
encontrar naqueles tneis?" "Primeiro, eu vou selar a conexo do depsito com
a abadia. Ento vou dizer algo aos meus amigos que vai fazer eles ficarem longe
dos tneis do depsito por um tempo. E estou esperando que `um tempo' se
traduza a tempo o bastante para voc melhorar e sair de l antes deles
comearem a aparecer." "O que voc vai dizer a eles que vai impedir que eles
entrem nos tneis?" Stevie Rae suspirou e passou a mo por seu rosto. "Vou
dizer a verdade. Que existem mais calouros vermelhos  que eles esto
escondidos nos tneis do depsito  e que eles so perigosos porque eles no
fizeram a escolha do bem sobre o mal." Rephaim ficou quieto por vrios
segundos. Finalmente ele disse. "Neferet tinha razo." "Neferet! Como assim?"
"Ela ficava dizendo a meu pai que ela tem aliados entre os calouros vermelhos 
que eles podiam ser soldados na causa dela. Esses calouros vermelhos so de
quem ela fala." "Devem ser," Stevie Rae murmurou miseravelmente. "Eu no
queria acreditar. Eu queria acreditar que eles eventualmente fariam a coisa
certa  escolheriam humanidade ao invs de escurido. Eles s precisavam de
tempo para acertar as coisas em sua cabea, s isso. Eu acho que estava
errada." "So esses calouros que vo impedir seus amigos de entrarem no
tnel?" "Mais ou menos. Na verdade, sou eu que vai manter eles fora. Vou
comprar tempo  para voc para eles." Ela encontrou os olhos dele. "Mesmo
que eu esteja errada." Sem dizer mais nada, ela abriu a porta, e saiu, erguendo
os braos dele, envolvido nos ombros dela, e os dois saram na neve. Stevie Rae
sabia que Rephaim tinha que estar sentindo uma dor terrvel enquanto
andavam da cabana em direo ao buraco no cho que ela criou para o tnel.
Mas o nico som que ele fez era seu arfar. Ele se inclinou pesadamente nele, e
Stevie Rae ficou de novo surpresa por quo quente e pela familiaridade do
brao de um cara ao redor do ombro dela, misturado com um corpo cheio de
penas, que ela estava ajudando a apoiar. Ela continuava olhando ao redor,
quase segurando o flego temendo que algum, como o irritante preciso-
provar-que-sou-macho Erik, tivesse sado. O sol estava se pondo. Stevie Rae
podia sentir ele deixando o cu. Era questo de tempo antes de calouros,
vampiros, e freiras comearem a perambular. "Anda, voc est indo muito bem.
Voc vai conseguir. Temos que nos apressar." Ela continuou murmurando para
ele, encorajando Rephaim e tentando acalmar seus prprios medos culposos.
Mas ningum gritou por eles. Ningum os encontrou, e em menos tempo do
que Stevie Rae tinha antecipado, a abertura do tnel apareceu na frente deles.
"Desa, com suas mos e ps. No  muito longe. Vou te segurar por quase todo
o caminho para ajudar a te firmar."
Rephaim no perdeu tempo ou energia com palavras. Ele acenou, virou, tirou o
cobertor de cima dele, e ento, enquanto Stevie Rae segurava seu brao bom 
feliz que embora ele fosse grande e parecesse forte e slido, ele pesava menos
do que ela  com a ajuda dela ele devagar e dolosamente desapareceu na terra.
Stevie Rae seguiu ele. No tnel, Rephaim se inclinou contra a parede de terra,
tentando recuperar o flego. Stevie Rae desejou que ela pudesse deixar ele
descansar ali, mas a sensao em sua nuca estava gritando que os outros iriam
acordar e procurar por ela, e encontrar ela com um Corvo Escarnecedor! "Voc
tem que continuar. Agora. Saa daqui. V por ali." Ela apontou para a escurido
na frente deles. "Vai ficar muito escuro. Sinto muito sobre isso, mas no tenho
tempo para pegar uma lamparina para voc. Voc fica bem no escuro?" Ele
acenou. "A muito eu prefiro a noite." "Bom. Siga esse tnel at encontrar um
lugar onde ele passe de terra para paredes de cimento. Ento vire a direita. Vai
ser confuso porque quando mais perto voc chegar do depsito, mais tneis
tem. Mas permanea no principal. Ele vai estar iluminado  ou pelo menos eu
espero que ainda esteja iluminado. De qualquer forma, se voc continuar a
seguir em frente, voc vai encontrar lanternas e comida e quartos com camas e
tudo mais." "E tem os calouros negros." Ele no falou como uma pergunta, mas
Stevie Rae respondeu. "Yeah, tem. Enquanto os outros calouros vermelhos e eu
estamos vivendo aqui, eles vo ficar longe do tnel principal e dos nossos
quartos. Eu no sei o que eles esto fazendo agora que no estamos l e
honestamente no sei o que vo fazer com voc. Eu no acho que eles vo
querer te comer  voc no tem um bom cheiro. Mas no sei dizer com certeza.
Eles so " ela pausou, procurando a palavra certa. "Eles so diferentes de mim,
do que o resto de ns." "Eles so tudo escurido. Como eu disse, conheo bem
isso."
"Muito bem. Bem, vou acreditar que voc vai ficar bem." Stevie Rae pausou de
novo, sem saber o que dizer, e finalmente soltando, "Ento, acho que te vejo
por a." Ele a encarou e no disse nada. Stevie Rae se inquietou. "Rephaim. Voc
tem que ir. Agora. No  seguro aqui. Assim que voc estiver mais fundo no
tnel, vou derrubar essa parte para que ningum possa te seguir, mas voc
ainda tem que se apressar." "Eu no entendo porque voc trai sua gente para
me salvar," ele disse. "No estou traindo ningum; s no vou matar voc!" ela
gritou, e ento baixou a voz e continuou, "Porque deixar voc partir tem que
significar que estou traindo meus amigos? Eu no posso s escolher vida ou ao
invs de morte? Olha, eu escolhi o bem sobre o mal. Como eu te deixar viver 
diferente disso?" "Voc no considerou que escolher me salvar  fazer uma
escolha pelo que voc pode chamar de mal?" Stevie Rae olhou para ele um
longo tempo antes de responder. "Ento que isso fique na sua conscincia. Sua
vida agora  o que voc quiser que ela seja. Seu pai se foi. O resto dos Corvos
Escarnecedores tambm se foram. Minha me costumava cantar uma cano
boba quando eu era criana e eu fazia besteira e acabava ferida. Ela cantava que
eu precisava levantar, me limpar, e comear tudo de novo. E  isso que voc
precisa fazer. Estou te dando uma chance para isso." Stevie Rae ergueu sua
mo. "Ento, espero que da prxima vez que nos virmos, no sejamos
inimigos." Rephaim olhou de sua mo esticada para o rosto dela, e de volta a
sua mo. Ento devagar, quase relutante, ele a apertou. No um aperto de mo
moderno, mas a saudao vampira tradicional. "Eu te devo minha vida,
Sacerdotisa." As bochechas de Stevie Rae estavam quentes. "S me chame de
Stevie Rae. Eu no me sinto muito como uma Sacerdotisa agora."
Ele curvou sua cabea. "Ento  a Stevie Rae que devo minha vida." "Faa a
coisa certa e eu vou me considerar paga," ela disse. "Merry meet, marry part, e
merry meet de novo, Rephaim." Ela tentou tirar sua mo do aperto dele, mas
ele no a soltou. "Todos so como voc? Todos os seus aliados?" ele perguntou.
Ela sorriu. "Nah, eu sou mais estranha do que a maioria. Sou a primeira vampira
vermelha, e as vezes eu acho que isso me torna meio que um experimento."
Ainda segurando o brao dela, ele disse, "eu fui o primeiro filho do meu pai."
Embora ele olhasse para ela firmemente, ela no conseguia ler a expresso
dele. Tudo que ela viu na luz fraca do tnel era a forma humana de seus olhos e
seu brilho vermelho  o mesmo brilho vermelho que assombrava os sonhos dela
e as vezes sobrepujava sua prpria viso, manchando tudo com escarlate e raiva
e escurido. Ela balanou a cabea, mais para si mesma do que para ele e disse,
"ser o primeiro pode ser difcil." Ele acenou e finalmente soltou o brao dela.
Sem outra palavra, ele virou e desapareceu na escurido. Stevie Rae contou
devagar at 100, ento ergueu os braos. "Terra, eu preciso de voc de novo."
Instantaneamente, enchendo o tnel com o cheiro da campina de primavera.
Ela respirou profundamente antes de continuar. "Derrube o teto. Encha essa
parte do tnel. Feche o buraco que fizestes para mim; feche-o; torne-o slido de
novo, para que ningum possa passar por aqui." Ela deu um passo para trs
enquanto a terra enchia na frente e acima dela, e ento baixou, mudando e
solidificando at que no havia nada a no ser uma parede slida de terra na
sua frente. "Stevie Rae, o que diabos voc est fazendo?"
Stevie Rae virou, pressionando sua mo por cima do corao. "Dallas! Voc me
assustou! Droga, eu acho que voc me deu um ataque cardaco de verdade."
"Desculpe.  to difcil te surpreender que eu pensei que voc sabia que eu
estava parado aqui." O corao batendo ainda mais forte, Stevie Rae buscou o
rosto de Dallas, tentou encontrar algum sinal que ele tinha sequer uma suspeita
de que ela no estava aqui sozinha, mas ele no parecia cheio de suspeitas ou
com raiva ou trado  ele s olhava curioso e meio triste. Suas prximas palavras
reforaram que ele no estava aqui a tempo o bastante para ver Rephaim.
"Voc selou para impedir que o resto deles venha para a abadia, no foi?"
Stevie Rae acenou e tentou no demonstrar a onda de alivio que ela sentia,
aparecer em sua voz. "Yeah. Eu acho que no  inteligente dar um acesso to
fcil as freiras." "Seria como um aperitivo de velhinhas para eles." Os olhos de
Dallas brilharam travessamente. "No seja nojento." Mas ela no conseguiu se
impedir de sorrir para ele. Dallas era realmente adorvel. No apenas ele era o
namorado no oficial dela, mas ele tambm era um gnio com qualquer coisa a
ver com eletricidade ou encanamento ou basicamente qualquer coisa que voc
encontra no depsito. Rindo para ele, ele se moveu mais para perto e puxou um
dos seus cachos loiros. "No estou sendo nojento. Estou sendo verdadeiro. E
voc no pode me dizer que voc pelo menos no pensou sobre o quo fcil
sria morder uma daquelas freiras." "Dallas!" Ela cerrou os olhos para ele,
verdadeiramente chocada com o que ele tinha dito. "Diabos no pensei em
comer uma freira! No soa certo. E como eu te disse antes, no  inteligente
pensar sobre comer pessoas. No  bom para voc."
"Hey, relaxe, belezura. S estou brincando com voc." Ele olhou atrs dela para
a parede de terra. "Ento, como voc vai explicar isso para Zoey e o resto
deles?" "Eu vou fazer o que eu provavelmente deveria ter feito a um tempo.
Vou dizer a verdade." "Eu pensei que voc queria ficar quieta sobre o resto dos
calouros porque achava que eles podem dar a volta por cima e ser como ns."
"Yeah, bem, estou comeando achar que eu fiz besteira em algumas das minhas
escolhas." "Muito bem, isso depende de voc. Voc  nossa Alta Sacerdotisa.
Diga a Zoey e aos outros o que voc quiser. Na verdade, voc pode fazer isso
agora mesmo. Zoey acabou de convocar uma reunio no refeitrio. Eu vim
procurar por voc para te dizer." "Como sabia onde me encontrar?" Ele sorriu
para ela e colocou seus braos ao redor dos ombros dela. "Eu te conheo,
belezura. No foi muito difcil descobrir que voc estaria aqui." Eles comearam
a sair do tnel juntos. Stevie Rae envolveu seu brao ao redor da cintura de
Dallas. Ela se permitiu inclinar contra ele, feliz por ele ser normal e totalmente
como um cara ao lado dela. Era um alivio ter seu mundo de volta para onde ela
sabia que era certo. Ela tirou Rephaim da cabea. Ela ajudou algum que esteve
ferido, s isso. E agora ela tinha acabado com ele. Srio, ele era apenas um
Corvo Escarnecedor muito ferido. Quanto problema ele poderia causar? "Voc
me conhece, huh?" Ela bateu nele com seu quadril. Ele se pressionou contra ela
com mais fora. "No tanto quanto eu queria te conhecer, belezura." Stevie Rae
riu, ignorando o fato que ela soava meio manaca em seu esforo de ser normal.
Ela tambm ignorou o fato de que ela ainda conseguia sentir o cheiro negro de
Rephaim em sua pele.
DEZOITO Zoey Eu estava num lugar mgico e nebuloso, entre estar
acordada e dormindo quando ele me colocou contra seu corpo. Ele era to
grande e forte e duro que o contraste entre sua presena fsica e a respirao
suave e doce que formigava na lateral do meu rosto junto com os gentis beijos
que ele dava ali me fizeram tremer. Eu estava na maior parte adormecida e no
queria acordar completamente ainda, mas eu suspirei feliz e me estiquei para
que ele pudesse alcanar mais do meu pescoo. Os braos dele pareciam to
certos ao meu redor. Eu amava estar prxima dele e estava pensando o quo
feliz eu estava por Stark ser meu guerreiro quando eu murmurei adormecida,
"voc realmente deve estar se sentindo melhor." O toque dele se tornou mais
sexy e menos gentil. Eu tremi de novo. Ento minha mente grogue registrou
duas coisas simultaneamente. Primeiro: Eu no estava tremendo porque eu
gostava do que ele estava fazendo, embora eu definitivamente gostasse do que
ele estava fazendo. Eu estava tremendo porque seu toque era frio. Segundo: O
corpo que se pressionava contra mim era muito grande para ser o de Stark.
Naquele instante ele sussurrou, "Voc v como sua alma me deseja? Voc vir
at mim.  o seu destino, e meu destino  esperar por voc." Eu suguei o ar,
acordei, e sentei. Eu estava completamente sozinha. Se acalme... se acalme... se
acalme... Kalona no est aqui... tudo est bem... foi s um sonho...
Sem pensar, eu automaticamente comecei a controlar minha respirao e
firmar minhas emoes, que definitivamente estavam malucas. Stark no estava
no quarto, e a ltima coisa que eu queria que ele fizesse era vir correndo de
volta porque ele podia sentir o quo em pnico eu estava, quando eu no
estava em real perigo. Eu podia estar incerta sobre vrias coisas, mas eu tinha
certeza de uma: eu no queria que Stark comeasse a pensar que ele no podia
me deixar sozinha. Yeah, eu era louca por ele, e feliz por dividirmos um lao,
mas isso no significa que eu queria que ele acreditasse que eu no podia
funcionar sem ele. Ele era meu guerreiro, no minha bab ou assediador, e se
ele comeasse a pensar que ele tinha que cuidar de mim constantemente... me
olhando como idiota enquanto eu dormia... Eu suprimi um gemido de terror. A
porta que levava ao pequeno banheiro que meu quarto dividia com o quarto de
convidados ao lado se abriu, e Stark entrou, seu olhar indo direto para mim. Ele
estava usando jeans e uma camiseta preta da Caridade Catlica dos Gatos de
Rua, e ele estava secando seu cabelo molhado. Eu acho que devo ter me
acalmado e ajeitado a expresso de pnico em meu rosto o bastante porque
assim que ele me viu sentado na cama, sozinha e sem perigo, o olhar dele
mudou para um sorriso. "Hey, voc est acordada. Foi o que pensei. Voc est
bem?" "Yep. Bem e elegante," eu disse rapidamente. "Acabei de acordar e
quase rolei para fora da cama. Meio que assustou." O sorriso dele ficou
arrogante. "Voc provavelmente estava sentindo minha falta e do meu corpo
quente, e foi isso que te fez rolar da cama" Eu ergui uma sobrancelha para ele.
"Tenho certeza que no foi isso." A meno dele ao seu corpo (sim, era quente,
mas eu no vou deixar ele pensar que estou babando por ele) me fez estudar
ele, e eu percebi que ele parecia bem  de uma forma mais do que apenas fofa
e gostosa. Ele estava bem menos plido do que ele esteve quando
adormecemos, e ele estava muito mais firme de p. "Voc parece melhor."
"Estou melhor. Darius tinha razo  eu curo rpido. Slidas 8 horas de sono,
fora as trs unidades de sangue que comi enquanto voc estava roncando, me
fizeram sentir muito bem." Ele andou at a cama, se abaixou, e me beijou
suavemente. "Acrescente a isso eu saber que posso te manter segura dos
pesadelos de Kalona, e eu diria que estou pronto para enfrentar qualquer
coisa." "Eu no ronco," eu disse a ele firmemente, ento suspirei e envolvi meus
braos ao redor da cintura dele, me inclinando nele, deixando a fora da
presena fsica dele afastar o que permaneceu da presena de Kalona do meu
pesadelo. "Fico feliz por voc estar se sentindo melhor." Eu deveria ter dito a
Stark que Kalona ainda entrava nos meus sonhos, mesmo com ele to perto e
to focado em me proteger? Provavelmente. Talvez dizer a ele fizesse diferena
no que iria acontecer mais tarde. Ento eu estava s pensando sobre no
estragar a energia positiva que ele tinha, ento eu descansei em seus braos at
que me lembrei que nem tinha escovado meu cabelo nem nada. Passando meus
dedos por meu horrvel cabelo de recm desperta, e desviando meu rosto dele
para impedir de atingir Stark com um bafo matinal, eu me afastei do seu abrao
e corri para o banheiro. Por cima do meu ombro eu disse, "Hey, me faz um favor
enquanto tomo banho?" "Claro." Ele me deu seu sorriso arrogante, o que
mostrava o quo bem ele realmente estava se sentindo. "Quer que eu esfregue
suas costas?" "Uh, no. Mas obrigado. Eu acho." Jeesh, caras tem a mente to
pequena! "Quero que rena os calouros, vermelhos e azuis, e encontre
Afrodite, Darius, irm Mary Angela, minha av, e qualquer outro que voc
consiga pensar que precisa estar na discusso de quando e como vamos voltar
para a escola." "Prefiro esfregar suas costas, mas sem problemas. Seu desejo,
minha senhora,  minha ordem." Ele curvou sua cabea e me saudou, sua mo
sobre seu corao. "Obrigado." As palavras saram suaves. A expresso dele de
respeito e confiana de repente me fizeram sentir prestes a chorar.
"Hey." O sorriso dele sumiu. "Voc parece meio triste. Tudo est bem?" "S
estou feliz por voc ser meu guerreiro." O que eu disse era verdade, mas no
era tudo. Ele sorriu em resposta. "Voc  uma Alta Sacerdotisa de sorte." Eu
balancei a cabea para seu sorriso arrogante e pisquei as lgrimas ridculas dos
meus olhos. "S rena todo mundo, ok?" "Ok. Quer se reunir no poro?" Eu fiz
uma careta. "Definitivamente no. Que tal voc perguntar a irm Mary Angela
se podemos nos encontrar no refeitrio? Da podemos comer e conversar."
"Farei isso." "Obrigado." "Te vejo logo, minha senhora." Olhos brilhando, ele me
saudou formalmente de novo antes de sair do quarto. Mais devagar, eu entrei
no banheiro. Mecanicamente, eu escovei os dentes e entrei no banho. Eu fiquei
parada por um longo tempo deixando a gua quente cair sobre mim. E ento,
quando eu soube que pude manter minhas emoes calmas, eu pensei em
Kalona. Eu relaxei nos braos dele. Eu no estava revivendo a memria de A-ya,
e nem sobre sua influncia, mas me deixei relaxar quando ele me tocou, e o
resultado foi to aterrorizante como revelador. Tinha parecido certo estar com
ele  to certo que eu confundi ele com meu guerreiro jurado! E no tinha
parecido um sonho. Eu estava acordada demais; muito perto de conscincia
total. A ltima visita de Kalona tinha abalado meu ncleo. "No importa o
quanto voc tente lutar, sua alma reconhece ele," eu sussurrei para mim
mesma; e ento, como se meus olhos estivessem com cimes da gua que j
Caa por meu rosto, eu comecei a chorar.
Para encontrar o refeitrio eu segui meu nariz e minhas orelhas. No fim do
corredor que levava a ele, eu podia ouvir vozes familiares rindo e raspando
pratos e talheres e me perguntei brevemente se as freiras estavam realmente
tranqilas com aquela tamanha invaso de adolescentes futuros vampiros. Eu
pausei na porta de entrada grande e arqueada que dava ao grande salo,
checando como as freiras estavam se dando com o pessoal. Haviam trs
enormes mesas. Eu esperava que as freiras estivessem amontoadas juntas,
naturalmente se segregando de ns, mas elas no estavam. Claro, elas tendiam
a sentar em grupos de duas ou trs, mas elas estavam cercadas por calouros 
vermelhos e azuis  e todos estavam conversando, o que matou a imagem tpica
que eu tinha em minha cabea do refeitrio das freiras ser um lugar de reza e
uma (chata) reflexo silenciosa. "Ento, voc vai entrar ou vai ficar a?" Eu virei
para ver Afrodite e Darius parados atrs de mim. Eles estavam de mos dadas e
pareciam muito felizes e, como as gmeas diriam, felizinhos-alegres. "Merry
mett, Zoey." Darius me saudou formalmente, mas seu sorriso deu a seu gesto
calor e uma sensao casual. Eu joguei a Afrodite um olhar de viu-algum-tem-
modos antes de sorrir para o guerreiro. "Merry meet, Darius. Vocs dois
parecem felizes um com o outro. Voc deve ter encontrado um lugar para
dormir ontem." Eu pausei, olhei para Afrodite de novo, e acrescentei, "Dormir
ou algo assim." "Eles me asseguraram que dormiram." Irm Mary Angela
enfatizou a palavra quando se juntou a ns na porta. Afrodite virou os olhos
para a freira, mas no disse nada. "Darius me explicou que o anjo cado tem
visitado seus sonhos, e que Stark parece ser capaz de impedir ele," disse a freira
em seu jeito casual de ir direto ao ponto.
"O que Stark fez?" Heath parou e me deu um abrao gigante, me dando um
beijo nos lbios. "Voc precisa que eu chute a bunda dele?" "Dificilmente voc
poderia," Stark disse, se juntando a ns de dentro do refeitrio. Diferente de
Heath, ele no me agarrou, mas seu olhar era to quente e ntimo que parecia
que ele tinha me tocado tanto quanto o abrao de Heath. E de repente eu
estava me sentindo muito claustrofbica de caras. Eu quero dizer, um harm de
caras pode soar como uma boa ideia em teoria, mas eu estava rapidamente
descobrindo que, como as pernas de jeans de marca, s em teoria  uma boa
ideia. Como se para reforar meus pensamentos, Erik escolheu aquele instante
para se juntar a ns. Venus, a caloura vermelho que era a antiga colega de
quarto de Afrodite, estava praticamente colada ao lado dele. Uhg. S Ugh. "Oi
todo mundo. Cara, estou faminto!" Erik disse. Ele deu aquele sorriso quente e
grande de astro de cinema que eu costumava amar tanto. Pela minha viso
perifrica eu podia ver Heath e Stark olhando feito idiotas para Erik e Venus,
que estava definitivamente grudada ao seu lado, e foi quando eu lembrei que
nenhum dos meus outros caras sabia que eu tinha largado Erik. Eu segurei um
suspiro de pura irritao e ao invs disso ignorei ele com uma atitude gelada
que eu gostei de jogar, plantando meu prprio sorriso falso no meu rosto e
cheio de alegria. "Oi, Erik, Venus. Bem, vocs definitivamente vieram para o
lugar certo se esto com fome. Tudo est com um cheiro timo." O sorriso de
Erik falhou por s um instante, mas a habilidade de atuao dele estavam bem
armadas para fazer ele parecer que tinha movido em frente, tipo, 15 segundos
depois que terminamos. "Oi, Zoey. No te vi a. Como sempre, voc est
cercada por caras. Droga, est sempre cheio ao seu redor." Com uma sarcstica
risada ele se afastou, batendo no ombro de Stark.
"Se eu atirar uma flecha e pensar em um idiota3, voc se surpreenderia se
atingisse Erik?" Stark me perguntou em uma voz agradvel e descontrada. "No
me surpreenderia," Heath disse. "Eu posso contar para vocs garotos, por
experincia pessoal, que Erik realmente tem um timo traseiro," Venus disse
enquanto se movia para seguir Erik at o refeitrio. "Hey, Venus, eu tenho duas
palavras para voc," Afrodite disse. Venus hesitou e olhou por cima do ombro
para sua ex colega de quarto. Afrodite deu seu melhor sorriso vadia-maldosa e
disse, "Fique. Longe." Ela pausou e deu um sorriso vadio e ento disse, "Boa
sorte com isso." Foi ento que eu notei que todos no refeitrio estavam virados
em nossa direo e a conversa tinha parado. Erik fez um pequeno movimento
possessivo com sua mo e Venus praticamente trotou at ele. Passando seu
brao ao redor do dele, ela esmagou seu peito contra o cotovelo dele. E ento
os sussurros comearam como se algum tivesse acendido eles com um fsforo.
"Erik e Zoey terminaram!" "Erik com Venus!" "Zoey e Erik no esto juntos!"
Bem, diabos.
3 Ass   em ingls no coloquial pode ser traduzido para idiota. Na traduo literal  bunda.

DEZENOVE Zoey "Eu nunca gostei dele." Heath me beijou no topo
da cabea e ento arrumou meu cabelo como se eu tivesse 2 anos. "Voc sabe
que eu odeio quando voc faz isso!" Eu disse, tentando arrumar meu cabelo
que j estava uma droga porque, aparentemente, as freiras no acreditam em
chapinha. "Eu nunca gostei dele tambm." Stark pegou minha mo e a beijou.
Ento ele olhou Heath nos olhos. "Eu no gosto muito que voc e Zoey tenham
um Imprint, mas no tenho um problema com voc." "Estou legal com voc
tambm, cara," Heath disse. "Mas eu no gosto muito que voc tenha dormido
com Zo." "Hey,  parte do meu trabalhando sendo o Guerreiro dela, manter ela
segura e tudo mais." "Ok, vomito," Afrodite disse. "Por sinal, nerds
`testosteronados', vocs deveriam saber que Z largou Erik  no importa o que
ele esteja tentando fazer parecer. Mantenham em mente que ela pode fazer
isso com qualquer um de vocs se ficarem muito chatos." Ela se desenrolou de
Darius, marchou at mim, e me olhou nos olhos. "Pronta para entrar e enfrentar
a massa de ps no saco?" "Em um segundo." Eu virei para irm Mary Angela.
"Como est vov essa manh?" "Cansada. Temo que ela tenha feito demais
ontem." "Ela est bem?" "Ela ficar." "Talvez eu devesse ir at ela e "
Eu comecei a me afastar do refeitrio, mas Afrodite pegou meu pulso. "Vov vai
ficar bem. Agora posso te prometer que  melhor voc descobrir o que vamos
fazer em seguida do que se estressar com ela." "Estressar? Algum disse que
eles so estressantes?" Stevie Rae passou pelo canto do corredor com Dallas ao
seu lado. "E a, Z!" Ela me deu um grande abrao. "Desculpe por ter surtado
com voc antes. Eu acho que ns dois temos andado muito estressadas
ultimamente. Me perdoa?" ela sussurrou. " claro," eu sussurrei em resposta e
tentei no enrugar meu nariz enquanto abraava ela. Ela tinha cheiro do poro
e terra e mais alguma coisa que eu no conseguia identificar. "Hey," eu disse
rapidamente para ela. "Eu larguei Erik e ele ficou com Venus  na frente de todo
mundo." "Bem, isso  to ruim quanto sua me esquecer seu aniversrio," ela
disse alto, sem prestar ateno na nossa audincia. "Yeah," eu disse.
"Definitivamente  uma droga." "Voc tem que entrar e enfrentar ele, ou quer
botar o rabo entre as pernas e fugir?" ela perguntou com um sorriso fofo. "O
que voc acha, Ado Annie?" Afrodite disse. "Z no foge de uma luta." "Quem 
Ado Annie?" Heath perguntou. "No sei," Stark disse. " um personagem do
musical Oklahoma!" Irm Mary Angela respondeu quando tentava segurar uma
risada. "Vamos tomar caf?" sorrindo, a freira entrou no refeitrio.
Eu suspirei e tive a vontade de sair correndo pelo corredor, na direo oposta.
"Anda, Z. Vamos entrar e pegar algo para comer. Alm do mais, eu tenho coisas
para contar a todo mundo que acho que vai fazer o seu problema com
namorados virar nada." Stevie Rae agarrou minha mo, a balanou, e me puxou
para o refeitrio. Seguida por Stark, Heath, Darius, Afrodite, e Dallas,
encontramos nossos lugares ao lado da irm Mary Angela e a mesma mesa
onde Damien, Jack, e as gmeas j estavam sentadas. "Hey, Z! Voc finalmente
levantou! D uma olhada nessas panquecas seriamente gostosas que as freiras
cozinheiras fizeram para ns," Jack tagarelou para mim. "Panquecas?" meu
mundo instantaneamente se iluminou. "Yeah! Tem pratos e mais pratos disso e
bacon e bolinhos.  melhor do que o restaurante IHOP!" Ele olhou para a mesa
e gritou, "Hey! Me passe as panquecas!" Pratos comearam a se mexer, e minha
boca comeou a salivar. Eu estava seriamente afim de uma panqueca.
"Preferimos torradas," Shaunee disse. "Yeah, no  to esmagado," Erin disse.
"Panquecas no so esmagadas," Jack disse. "Merry meet, Z," Damien falou,
obviamente se desviando do assunto das panquecas. "Merry meet," eu sorri
para ele. "Hey, fora o seu cabelo horrvel voc parece melhor do que antes,"
Jack disse. "Obrigado. Eu acho." Eu disse dando uma enorme mordida na
panqueca.
"Eu acho que ela est incrvel," Stark disse de onde estava sentado um pouco
mais distnte na mesa. "Eu tambm. Eu gosto do cabelo bagunado da Zoey,"
Heath sorriu para mim. Eu estava virando os olhos para os dois quando a voz de
Erik passou pelo salo at eu. "Muito, muito lotado l." Ele estava de costas
para ns, mas isso no impediu a voz dele de se projetar arrogante. Porque
trminos de namoro no podem ser fceis? Porque Erik no podia
simplesmente no ser um chato? Porque voc magoou os sentimentos dele, o
pensamento passou por minha mente, mas eu estava cansada de me preocupar
com os sentimentos de Erik. Ele foi um idiota possessivo! E que maldito
hipcrita. Ele me chamava de vadia, mas ele levou menos de um dia para ficar
com outra pessoa. Jeesh. "Espere, Erik est com Venus?" A voz de Jack chamou
minha ateno. "Terminamos ontem a noite," eu disse, indiferente colocando
panquecas no meu prato e acenando para Erin me passar mais bacon. "Yeah, foi
o que Afrodite nos disse. Mas agora ele est com Venus? Assim do nada?" Jack
repetiu, encarando Erik e a mencionada Venus, que estava igual ao macaco
aranha em cima dele enforcando tanto ele que eu fiquei chocada por ele
conseguir comer. "Eu achei que ele fosse um cara legal." Jack soava totalmente
jovem e iludido, como se Erik tivesse acabado com sua baboseira de cara
perfeito. Eu dei de ombros. "Est tudo bem, Jack. Erik no  um cara ruim.
Somos apenas ruins juntos," eu disse, odiando em ver o quo chateado Jack
parecia. Querendo mudar de assunto, eu anunciei, "Afrodite teve outra viso."
"O que voc viu?" Damien perguntou a ela.
Afrodite olhou para mim, e eu acenei quase imperceptivelmente. "Kalona
queimando vampiros e pessoas." "Queimando elas?" Shaunne falou. "Parece
com algo que eu deveria ser capaz de desencorajar. Eu sou a Srta. Fogo." "Voc
est certa, Gmea," Erin disse. "Compartilhadoras de crebro  vocs no
estavam na viso." Afrodite apontou seu garfo para as Gmeas. "Fogo e sangue
e horror e outras coisas estavam. Shaunee e Erin cerraram os olhos para
Afrodite. "Onde estava Zoey?" Damien perguntou. O olhar de Afrodite
encontrou o meu e ela respondeu. "Zoey estava l. Em uma viso isso era uma
coisa boa. Na outra, nem tanto." "O que isso significa?" Jack perguntou. "A viso
era confusa. Parece que o que eu vi era uma espada de dois gumes." Para mim
era bvio que ela estava protelando, e eu estava abrindo a boca para dizer a ela
ir em frente e contar a todo mundo quando Kramisha, que estava sentada na
mesa a minha direita, ergueu seu brao e acenou para um pedao de papel que
ela estava segurando. "Eu sei o que significa," ela disse. "Ou eu sei parte do que
significa. Eu escrevi antes de ir para cama ontem." Ela sorriu para a irm Mary
Angela. "Depois que terminamos de vir o filme da freira." "Fico feliz que voc
tenha gostado, querida," irm Mary Angela disse. "Eu gostei, mas eu ainda acho
que aqueles garotos eram maus."
"O que voc est segurando?" Afrodite perguntou. "Voc poderia ser um pouco
paciente," Kramisha disse. "E mostrar alguma educao.  para Zoey, de
qualquer forma. Aqui, passe para ela." O pedao de papel foi passado de pessoa
a pessoa at chegar a mim. Como todos provavelmente suspeitavam, era um
dos poemas de Kramisha. Eu dei um suspiro. Conforme eu lia na minha mente,
Afrodite disse, "Por favor me diga que no  outro daqueles poemas profticos.
Deusa, eles me do dor de cabea." "Melhor guardar Tylenol," eu disse. Eu li a
primeira linha para mim mesma, pisquei, e ento olhei para Afrodite. "O que
voc acabou de dizer? Algo sobre uma espada?" "Ela disse que voc estar l
com Kalona era uma espada de dois gumes. Foi isso que me fez te dar o poema
agora, ao invs de esperar para uma hora mais privada." O olhar afiado de
Kramisha encontrou Erik, ento ela acrescentou, "eu tenho mais cabea do que
algumas pessoas, em expor meus assuntos em pblico." "Essa  a primeira linha
do poema, `Uma espada de dois gumes'," eu disse. "Isso  assustador," disse
Stevie Rae. "Yep," eu disse, encarando o poema. "Assustador  uma boa palavra
para isso." "O que voc quer fazer sobre isso?" Damien me perguntou. "Eu
quero pegar o poema e, com a ajuda dos meus amigos, entender. Mas quero
fazer isso em casa," eu disse simplesmente. Damien sorriu e acenou. "Casa. Isso
soa legal." Eu olhei para Afrodite. "O que voc acha?"
"Eu acho que sinto falta do chuveiro Vichy do meu quarto," ela disse. "Darius?"
"Temos que voltar antes de nos concentrar em seguir em frente." "Shaunee e
Erin?" Elas se olharam, e ento Erin disse, "Casa. Definitivamente." "Stevie
Rae?" "Bem, eu tenho algo para dizer a vocs antes de voc tomar a grande
deciso." "Ok, v em frente," eu disse. Eu observei Stevie Rae inalar
profundamente e ento soprar atravs de seus lbios, como se ela estivesse
fazendo um teste de asma. As palavras dela seguiram por seu flego e ela falou
rpida e claramente, deixando o que ela disse passar pelo salo. "Tem mais
calouros vermelhos do que os que esto aqui. Eles no mudaram quando eu
mudei como os que esto aqui. Eles ainda so ruins. Eu acho  eu acho que eles
ainda podem estar conectados com Neferet." Ela virou na minha direo seus
olhos me imploraram para entender. "Eu no disse nada para voc porque eu
queria dar a eles uma chance. Eu pensei que se eles encontrariam sua
humanidade de novo se ficassem em paz e pudessem pensar nas coisas por
conta prpria, ou talvez eu pudesse ajudar eles. Sinto muito, Z. Eu no queria
causar problemas e nunca quis mentir para voc." Eu no podia ficar com raiva
de Stevie Rae. Tudo o que eu podia fazer era sentir alivio por ela finalmente ter
dito a verdade. "s vezes voc no pode contar a seus amigos tudo que
gostaria," eu disse. Stevie Rae soltou o ar em um soluo. "Oh, Z! Voc no me
odeia?"
" claro que no," eu disse. "Eu tive que esconder alguns segredos horrveis,
ento eu entendo." "Onde eles esto?" A pergunta de Damien podia parecer
dura, mas sua voz era gentil, seus olhos castanhos quentes cheios de
entendimento. "Eles esto nos tneis do depsito.  por isso que selei o tnel
de terra que fez todos chegarem aqui. Eu no queria que nenhum deles nos
seguisse e causasse problemas para as freiras." "Voc deveria ter nos avisando
ontem," Darius disse. "Teramos postado guardas enquanto todos dormiam."
"Tem calouros vermelhos marotos na outra ponta do tnel?" Irm Mary Angela
tinha encontrado o rosrio pendurado em seu pescoo. "Oh, irm, vocs no
esto em perigo. Darius, no precisvamos ter postado guardas, eu prometo!"
Ela rapidamente explicou. "Aqueles outros garotos so muito afetados pela luz
do sol. Eles nunca iriam se mover enquanto o sol est presente, nem mesmo
pelos tneis." O franzido de Darius dizia que ele ainda teria colocado guardas.
Irm Mary Angela no disse nada, mas eu vi os dedos dela passando pelas
contas do rosrio. Foi ento que eu notei que nenhum dos calouros vermelhos
estava falando. Eu olhei para o nico outro vampiro vermelho que existe. "Voc
sabia sobre os outros calouros?" "Eu? Diabos, no. Eu teria te contado
imediatamente," Stark disse. "Eu deveria ter te dito imediatamente. Eu
realmente sinto muito por no ter feito isso," Stevie Rae disse. "s vezes a
verdade no pode ser simplesmente revelada e  difcil descobrir como revelar
ela," eu disse a ela, e ento olhei ao redor para os outros calouros vermelhos.
"Vocs todos sabiam, no sabiam?" Kramisha falou. "Sabamos. No gostamos
dos outros garotos. Eles so ruins."
"Eles tem um cheiro ruim tambm," a pequena Shannoncompton disse do lado
mais distante da mesa. "Eles so uma droga," Dallas disse. "E eles nos lembram
do que costumvamos ser." "Isso  algo que no gostamos de lembrar," disse o
musculoso Johnny B. Eu voltei minha ateno de volta a Stevie Rae. "Tem mais
alguma coisa que voc queira me dizer?" "Bem, eu no acho que seja
inteligente voltar para os tneis do depsito agora, ento ir para casa, para a
Hosue of Night parece bom para mim." "Ento est decidido. Vamos para casa,"
eu disse.
VINTE         Zoey "Sou a favor de voltarmos para onde pertencemos, mas
sua av deveria ficar aqui," Afrodite disse de repente. "No sabemos com o que
vamos ter que lidar na House of Night." "Sua viso mostrou outra coisa?" eu
perguntei, notando que ela estava olhando para Stevie Rae ou invs de mim.
Afrodite balanou a cabea devagar. "No, eu te contei tudo que vi na minha
viso. Eu s tenho um pressentimento, s isso." Stevie Rae riu nervosa. "Bem,
nossa, Afrodite, estamos todos nos sentindo nervosos e inquietos, o que faz
sentido. Acabamos de afastar um super bicho papo, mas no  motivo para
assustar Zoey." "No estou assustando ela, alegrinha," Afrodite disse. "S estou
sendo cuidadosa." " uma sbia antecipao de perigo," Darius disse pensativo.
J que no havia nada errado em ter cuidado, eu abri a boca para concordar
com os dois quando Stevie Rae virou para Darius e numa voz fria disse, "S
porque voc fez seu Juramento de Guerreiro a ela no significa que tem que
concordar com tudo que ela diz." "O que?" Stark disse. "Voc deu a Afrodite seu
juramento?" "Mesmo?" Damien disse. "Wow, to legal," Jack disse. Erik bufou
da mesa atrs de ns. "Estou chocando que Zoey tenha permitido e no tenha
apenas te acrescentado a sua coleo particular."
Eu agentei o bastante. Eu gritei para ele, "Oh, v pro inferno, Erik!" "Zoey!" A
irm Mary Angela ofegou. "Desculpe," eu murmurei. "No se desculpe,"
Afrodite disse, olhando para Stevie Rae." Inferno no  um palavro.  um lugar.
E algumas pessoas precisam ser mandadas para l." "O que?" Stevie Rae disse
inocentemente. "Voc no queria que todos soubessem sobre voc e Darius?"
"Meus assuntos so meus assuntos," Afrodite disse. "Como eu estava dizendo
antes," Kramisha acenou. "No  certo colocar seus assuntos pessoais em
pblico." Ela virou seus olhos escuros para Stevie Rae. "Eu sei que voc  nossa
Alta Sacerdotisa e tudo mais, ento eu no quero ser desrespeitosa, mas eu
acho que voc foi criada para ser melhor que isso." Stevie Rae pareceu
instantaneamente arrependida. "Voc tem razo, Kramisha. Eu acho que eu no
achei que fosse nada demais. Eu quero dizer, todo mundo ia descobrir mais
cedo ou mais tarde." Ela sorriu para mim e deu de ombros. "O juramento de um
guerreiro no  exatamente algo que voc possa esconder." "No estou
interessada em suas desculpas, no sou Zoey. Eu no vou acreditar
automaticamente em tudo que voc diz." "Ok, chega!" eu gritei. Raiva e
frustrao acrescentaram poder as minhas palavras, e eu vi vrios garotos se
encolherem. "Todos vocs precisam ouvir e entender uma coisa. No podemos
ter uma grande luta, com o fim do mundo, contra o mal e ainda discutir uns com
os outros! Stevie Rae e Afrodite  superem o fato de que vocs tem um Imprint
e aprendam a no constranger uma a outra." Eu vi magoa nos olhos de Afrodite
e choque nos de Stevie Rae, mas continuei.
"Stevie Rae, no esconda coisas importantes de mim, mesmo que ache que tem
bom motivo." Eu olhei para Erik, que tinha virado em sua cadeira para
poder me encarar. "E Erik, temos problemas muito maiores do que voc ficar
irritado porque eu larguei voc." Eu ouvi Stark rir e olhei para ele. "Voc
tambm no tem passe livre." Stark ergueu sua mo como se estivesse se
rendendo. "S estou rindo porque Erik o Grande foi colocado em seu lugar." "O
que  uma droga j que voc pode sentir o quanto tudo isso com voc Erik e
Heath est me magoando." O sorriso convencido de Stark sumiu. "Darius, est
uma confuso gelada l fora, mas voc acha que pode dirigir o Hummer de volta
para a House of Night?" eu perguntei. "Sim," disse o guerreiro. "Quem cavalga
bem?" Instantaneamente vrias mos se ergueram como se eu fosse uma
professora maldosa e todos estivessem com medo de ter problemas. "Shaunne,
voc e Erin podem montar o cavalo que trouxe vocs aqui." Eu olhei ao redor
para os garotos ainda de mo erguida. "Johnny B, voc e Kramisha podem ir em
outra gua?" "Yep, podemos," ele disse. Kramisha acenou, e os dois abaixaram
as mos. "Stark, voc cavalga comigo na Persephone," eu disse sem olhar para
ele. "Damien, Jack, Afrodite, Shannoncompton, Venus, e..." Eu encarei a morena
cujo nome eu no conseguia lembrar. "Sophie," Stevie Rae disse hesitante,
como se ela estivesse com medo que eu fosse cortar a cabea dela. "E Sophie.
Vocs vo com Darius no Hummer." Eu olhei para Stevie Rae. "Pode se certificar
que o resto dos calouros vermelhos e Erik cheguem na House of Night em
segurana?" "Se  isso que voc quer que eu faa, ento  o que eu farei," ela
disse.
"Bom. Terminem o caf e vamos para casa." Eu levantei e olhei para todas as
freiras. "Eu aprecio vocs terem nos ajudado mais do que serei algum dia capaz
de expressar. Enquanto eu viver, as irms Beneditinas tero uma Alta
Sacerdotisa como amiga." Ento eu virei e parti. Enquanto eu passava por Stark,
eu vi ele comear a levantar, mas eu olhei nos olhos dele e balancei a cabea.
"Vou dizer tchau para vov  sozinha." Eu podia ver que tinha magoado ele,
mas ele s me saudou com respeito e disse, "Como quiser, minha senhora."
Ignorando o silncio que eu deixei, eu sa do refeitrio, sozinha. "Ento, u-we-
tsi-a-ge-ya, voc irritou todo mundo?" Vov disse depois de me ouvir contar
tudo enquanto eu balanava para frente e para trs ao lado da cama dela.
"Bem, no todo mundo. Eu magoei algumas pessoas ao invs de deixar eles com
raiva." Vov me estudou por um longo tempo. Quando ela finalmente falou
suas palavras eram tipicamente simples, mas diretas. "Isso no  do seu feitio,
ento voc deve ter tido um bom motivo para agir de forma to incomum."
"Bem, estou assustada e confusa. Ontem eu me sentia como uma Alta
Sacerdotisa. Hoje, sou apenas uma garota de novo. Eu tenho problema com
namorados e uma melhor amiga que parece estar escondendo coisas de mim."
"E tudo isso significa que nem voc ou Stevie Rae so perfeitas," vov disse.
"Mas como eu sei que isso  tudo que significa? E se eu sou uma vadia
superficial e Stevie Rae virou m?"
"Somente o tempo vai mostrar se sua confiana em Stevie Rae foi precipitada. E
eu acho que voc deveria parar de ser to dura consigo mesma por se sentir
atrada por mais de um garoto. Voc est fazendo bons julgamentos sobre os
relacionamentos em sua vida. Pelo que voc disse, o comportamento de Erik
era controlador e grosseiro. Tem muitas moas que
teriam ignorado isso porque ele , como voc colocou, to quente!" vov fez
uma m imitao de adolescentes. "Voc vai aprender a balancear Heath e
Stark, muitas Alta Sacerdotisas aprendem. Ou no vai, e vai decidir o homem
que  certo para voc. Mas, querida, isso  algo que voc tem muitos, muitos
anos para decidir." "Eu suponho que voc tenha razo," eu disse. " claro que
tenho razo. Sou velha. O que significa que eu tambm posso ver que tem mais
incomodando voc do que os garotos ou Stevie Rae. O que foi, Zoeybird?" "Eu
tive uma memria de A-ya, vov." A afiada inspirao de vov foi a nica
indicao de seu choque. "A memria envolvia Kalona?" "Sim." "Agradvel ou
no?" "Os dois! Comeou assustadora, mas conforme fui ficando mais e mais
prxima de A-ya, mudou. Ela amava ele, vov. E eu podia sentir isso." Vov
acenou e falou devagar. "Sim, u-we-tsi-age-ya, isso faz sentido. A-ya foi criada
para amar ele." "Isso me assusta e me faz sentir fora de controle!" eu chorei.
"Sssh, filha," vov acalmou. "Todos somos afetados por nosso passado, mas
est ao nosso alcance impedir que isso dite o que faremos." "Mesmo num nvel
de alma?" "Especialmente na alma. Se pergunte de onde seus dons se
originam." "Bem, de Nyx," eu disse.
"E a deusa deu os dons a seu corpo ou a sua alma?" "Minha alma,  claro. Meu
corpo  s uma casca para minha alma." Eu estava surpresa com a firmeza em
minha voz. Eu pisquei surpresa. "Eu tenho que lembrar que  minha alma agora,
e tratar A-ya como eu trataria uma antiga memria do meu passado." Vov
sorriu. "Ah, a, eu sabia que voc ia encontrar o centro de novo. Quando voc
comete um erro, seja ele dessa vida ou no, aprenda com ele  eles vo se
tornar oportunidades." No se meu erro permitir que Kalona queime o mundo,
eu pensei, e quase disse em voz alta, mas ento vov fechou os olhos. Ela
parecia to cansada e machucada e velha que fez meu estmago se apertar e eu
me sentia mais do que um pouco enjoada. "Desculpe por soltar tudo isso em
voc, vov," eu disse. Ela abriu os olhos de novo e deu tapinhas na minha mo.
"Nunca se desculpe por falar o que pensa para mim, u-we-tsi-a-ge-ya" Eu beijei
vov levemente na testa, tomando cuidado para no machucar nenhum dos
seus cortes e contuses. "Eu te amo, vov." "E eu amo voc, u-we-tsi-a-ge-ya.
V com a deusa, e a beno dos nossos ancestrais." Minha mo tinha acabado
de tocar na maaneta quando uma voz passou entre ns, soando mais forte e
sbia do que nunca. "Segure a verdade, u-we-tsi-a-ge-ya. Nunca esquea, como
nosso povo sempre soube, existe um profundo poder em palavras que falam a
verdade." "Vou tentar meu melhor, vov." "E  isso que eu sempre peo de
voc, minha Zoeybird."
VINTE E UM Zoey A cavalgada de volta a House of Night foi lenta
e estranha e constrangedora. Foi lenta porque mesmo com Shaunee e eu
direcionando fogo para esquentar os cascos dos cavalos, para que eles
pudessem trotar pela rua 21 e nos levar para rua Utica (que estava
completamente escura), ainda era uma pista escorregadia, gelada e difcil. Foi
estranho porque tudo estava escuro. Aqui o que acontece quando a sua cidade
fica sem luz: ela no parece certa. Soa simples, especialmente vindo de uma
garota que deveria ser uma das filhas da noite ou algo assim, mas o mundo no
parece o mesmo quando as luzes se apagam. E foi constrangedor porque
Shaunee e Erin ficavam olhando para mim como achassem que eu era uma
bomba que podia explodir. Johnny B e Kramisha mal falaram comigo, e Stark,
que estava atrs de mim em minha gua, Persephone, nem colocava as mos na
minha cintura. Eu? Eu s queria ir para casa. Darius dirigiu o Hummer atrs de
ns no que eu tenho certeza que deve ter parecido com uma multido para ele,
embora trs cavalos mal conseguiu firmar um trote. Os calouros vermelhos,
liderados por Stevie Rae e Erik, seguiam o Hummer. Fora o carro e trotar dos
cavalos, a noite estava silenciosa e escura, embora de vez em quando, de forma
bizarra, um galho cedesse sobre o peso do gelo e, com um terrvel crack! o
galho quebrava. Viramos a esquerda na Utica antes de eu dizer qualquer coisa.
"Ento voc nunca mais vai falar comigo?" eu perguntei a Stark. "Eu falo com
voc," ele disse. "Porque parece que deveria haver um `mas' no final dessa
frase?"
Ele hesitou e eu podia praticamente sentir a tenso que irradiava dele.
Finalmente ele deu um longo suspiro e disse, "Eu no sei se deveria ficar bravo
com voc, ou se deveria dizer que sinto muito pela merda da confuso que
aconteceu no refeitrio." "Bem, o refeitrio no foi sua culpa. Ou pelo menos, a
maior parte no foi." "Yeah, sabe, eu sei disso, mas eu tambm sei que seus
sentimentos foram feridos com o negcio do Erik." Eu no sabia o que dizer
sobre isso, ento cavalguei em silncio por um tempo at que Stark limpou a
garganta e disse, "Voc foi bem dura com todo mundo." "Eu tinha que terminar
com a discusso, e esse pareceu o jeito mais rpido." "Da prxima vez tente
dizer algo como, `gente, parem de discutir!' Eu no sei, talvez seja s eu, mas
isso faz mais sentido do que surtar contra seus amigos." Eu segurei a vontade de
ser grossa e dizer que eu gostaria de ver ele se sair melhor. Ao invs disso
pensei no que ele disse. Ele podia ter razo. Eu no me sentia confortvel com o
fato que eu tinha surtado com todo mundo  especialmente j que vrios desse
`todo mundo' eram meus amigos. "Eu vou tentar fazer melhor da prxima vez,"
eu finalmente disse. Stark no ficou feliz. Ele no virou um cara duro e me
amparou. Ele apenas descansou suas mos em meus ombros, apertou, e disse,
"O fato de que voc ouve outras pessoas  uma das coisas que eu mais gosto
em voc." Eu podia sentir minhas bochechas esquentando com seu inesperado
elogio. "Obrigado," eu disse suavemente. Eu passei os dedos pela crina fria de
Persephone, gostando de como suas orelhas se mexiam em resposta. "Voc 
realmente uma boa garota," eu disse a ela.
"Pensei que voc tinha notado que eu no sou uma garota," Stark disse com um
sorriso convencido em sua voz. "Eu notei." Eu ri e a tenso entre ns evaporou.
As Gmeas, Johnny B, e Kramisha olharam para ns com sorrisos tentadores.
"Ento, uh, voc e eu estamos bem?" eu perguntei a ele. "Voc e eu sempre
estamos bem. Sou seu guerreiro, seu protetor. No importa o que mais esteja
acontecendo, eu sempre vou cuidar de voc." Quando minha garganta se
clareou o bastante para eu falar, eu disse, "Ser meu guerreiro pode nem sempre
ser um trabalho fcil." Ele riu, um riso cheio e alto e longo. Ele tambm deslizou
seus braos pela minha cintura e disse, "Zoey, s vezes ser seu guerreiro vai ser
uma merda total." Eu ia mencionar que, s talvez, a me dele fosse uma droga,
mas os braos dele deslizaram ao meu redor e seu toque era reconfortante.
Ento eu murmurei algo sobre ele ser cheio de coc, e me deixei relaxar contra
ele. "Sabe," ele disse. "Se voc puder esquecer toda a loucura que a tempestade
est causando, e toda a confuso Kalona-Neferet, o gelo podia realmente
parecer legal.  quase como se ela tivesse nos tirado do mundo real e nos
transportando para uma estranha terra invernal. Como um lugar que a Bruxa
Branca realmente gostaria." "Ooohhh, O Leo, a Bruxa e o Guarda-Roupa! Esse
foi um timo filme." Ele limpou a garganta. "Eu no vi." "Voc no viu?" Meus
olhos se arregalaram e eu olhei por cima do ombro para ele. "Voc leu o livro?"
"Livros," ele disse, dando uma nfase especial no plural. "C.S. Lewis escreveu
muito mais do que apenas um livro de Nrnia."
"Voc leu?" "Eu li," ele disse. "Huh," eu disse, me sentindo confusa (como vov
teria dito). "Qual problema nisso? Ler  legal," ele disse defensivamente. "Eu
sei!  legal que voc leia. Na verdade  quente que voc l." E era. Eu adoro
quando caras bonitos mostram seu crebro. "Mesmo? Bem, voc
definitivamente vai ficar interessada no fato que eu acabei de ler To Kill a
Mockingbird." Eu sorri e acotovelei ele. "Todo mundo leu esse." "Eu li cinco
vezes." "Capaz." "Yep. Eu posso citar partes." "Isso  coc." E ento Stark,
grande, malvado, guerreiro macho, ergueu sua voz, fez um sotaque sulista de
garotinha, e disse, "Tio Jack? O que  uma senhora vadia?" "Eu no acho que
essa  a citao mais importante daquele livro," eu disse, mas ri de qualquer
forma. "Ok, e quanto a: `A professora mais vadia arrogante que j nasceu no
vai me obrigar a fazer nada!' Essa  minha favorita."
"Voc tem uma mente maluca, James Stark." Eu estava sorrindo e me sentindo
quente e feliz quando viramos na longa entrada que levava a House of Night. Eu
estava pensando o quo mgica ela parecia, iluminada e acolhedora, quando
notei que havia mais luz do que o normal saindo geradores da escola e das
lanternas a leo antigas. Ento eu percebi que a luz no saa de nenhum dos
prdios da escola. Ao invs disso estava saindo de uma rea entre o Templo de
Nyx e a propriedade da escola. Eu senti Stark ficar tenso instantaneamente. "O
que  isso?" eu perguntei. "Pare os cavalos," ele disse. "Whoa." Eu fiz
Persephone parar, chamando Shaunee e Johnny B para que parassem seus
cavalos tambm. "O que est acontecendo?" "Fiquem de olhos abertos. Fiquem
prontos para cavalgar de volta a abadia. Vo e vo rpido se eu mandar. E no
esperem por mim!" foi tudo que Stark disse antes de desmontar Persephone e
correr at o Hummer. Eu virei e vi que Darius j estava saindo do Hummer e
Heath tomou seu lugar no banco do motorista. Os dois guerreiros conversaram
brevemente, e ento Darius chamou Erik e todos os calouros vermelhos
masculinos at ele, mais Stevie Rae. Eu estava me aprontando para guiar
Persephone at o Hummer quando Stark correu at mim. "O que foi?" eu
perguntei. "Algo est pegando fogo no territrio da escola." "Da para saber o
que ?" eu perguntei a Shaunee. "No sei," Shaunee disse, enrugando a testa
em concentrao. "Mas parece sagrado." Sagrado? O que diabos? Stark pegou a
rdea de Persephone para chamar minha ateno. "Olhe sobre as rvores."
Eu olhei para a direita, para o as rvores de Bradford que se alinhavam no
caminho que levava para a House of Night. Tinha coisas sobre elas  sombras
entre sombras de formas amassadas. Meu estmago se retorceu quando
percebi o que estava vendo. "Corvos Escarnecedores," eu disse. "Esto mortos,"
Kramisha disse. "Temos que checar. Temos que ter certeza," Stevie Rae disse.
Ela tinha se apresentado junto com os calouros vermelhos homens e Erik.
"Faremos isso," Darius disse. Ento, pegando uma faca com cada mo, tiradas
do bolso de sua jaqueta de couro, ele disse a Stark, "Fique com Zoey."
Acenando para Stevie Rae e Erik para seguir ele, ele foi em direo as rvores.
No levou muito tempo. "Mortos," ele chamou, depois de pausar em cada um.
Quando o grupo se juntou a ns de novo, eu no consegui me impedir de notar
o quo branco estava o rosto de Stevie Rae. "Voc est bem?" eu perguntei a
ela. Ela olhou para mim, os olhos mais do que um pouco vidrados. "Yeah," ela
disse rapidamente. "Tudo bem.  s que..." A voz dela morreu e seu olhar
voltou para os calombos sobre as rvores. " porque eles cheiram mal."
Kramisha disse. Olhamos para ela. "Bem,  verdade. Os Corvos Escarnecedores
tem algo nojento em seu sangue." "Seu sangue cheira mesmo errado. Eu sei
porque tive que limpar onde Darius atirou em alguns deles que estavam no cu
na abadia," Stevie Rae falou rapidamente, como se o assunto a deixasse
desconfortvel. "Foi esse o cheiro que senti em voc!" Eu estava aliviada por
finalmente identificar o cheiro estranho.
"Todo mundo precisa se focar no aqui e agora," Darius disse. "No sabemos o
que est acontecendo aqui." Ele fez uma meno em direo a escola e as
chamas que iluminavam o corao dela. "O que  isso? A escola realmente est
em chamas?" Stevie Rae falou seus pensamentos em voz alta. "Eu posso te dizer
o que ." A voz surpreendeu todos ns a no ser os cavalos que montvamos, o
que deveria ter me alertado instantaneamente sobre quem estava parada nas
sombras no campo ao lado da alameda. " uma pira funerria," disse Lenobia,
Professora de estudos eqestres, e uma das poucas vampiras adultos que ficou
ao nosso lado depois que Kalona e Neferet assumiram a escola. Ela foi direto
para os cavalos, saudando eles, os checando, e geralmente nos ignorando at
ela ter certeza que eles estavam bem. Finalmente, olhando para cima, enquanto
acariciava o focinho de Persephone, ela disse, "Merry meet, Zoey." "Merry
meet," eu respondi automaticamente. "Voc matou ele?" Eu balancei a cabea.
"Ns o expulsamos. O poema de Kramisha tinha razo. Quando ns cinco nos
juntamos, fomos capazes de banir ele com amor. Mas quem " "Neferet est
morta ou fugiu com ele?" ela interrompeu minha pergunta. "Fugiu. Para quem 
a pira funerria?" eu no podia esperar mais pra perguntar. Os olhos azuis
lindos de Lenobia encontraram os meus. "Anastasia Lankford perdeu sua vida. O
ltimo ato que o filho favorito de Kalona, Rephaim, fez antes de chamar seus
irmos para seguir voc at a abadia, foi cortar a garganta dela."
VINTE E DOIS                  Zoey Eu ouvi o arfar horrorizado de Stevie Rae
ecoar por todos que nos cercavam, mas Darius no hesitou. "Tem algum Corvo
Escarnecedor ainda vivo aqui?" "Nenhum. Que a alma deles apodrea na maior
profundidade do Outromundo," Lenobia disse amargamente. "Mais algum
morreu?" eu perguntei. "No, embora tenham vrios feridos. Eles encheram a
enfermaria. Neferet era nossa nica curandeira, e agora que ela..." A voz de
Lenobia morreu. "Ento Zoey precisa ir at os feridos," Stark disse. Lenobia e eu
enrugamos nossas testas de forma questionadora a ele. "Eu? Mas eu " "Voc 
o mais perto que temos de uma Alta Sacerdotisa. Se tem calouros feridos e
vampiros na House of Night, eles precisam de sua Alta Sacerdotisa," Stark disse
simplesmente. "Especialmente se ela tem uma afinidade com esprito. Voc
poderia definitivamente ajudar a suavizar os feridos," Darius acrescentou. "Voc
est correto,  claro," Lenobia disse, tirando seu longo cabelo branco aloirado
do rosto. "Desculpe. A morte de Stasia me atingiu profundamente. No estou
pensando claramente." Ela sorriu para mim, mas foi muito mais como um careta
com os lbios erguidos do que um sorriso de verdade. "Sua ajuda  bem vinda e
necessria, Zoey." "Eu farei o que puder." Eu coloquei confiana em minha voz,
mas a verdade era que s a ideia de pessoas machucadas fazia meu estmago
se retorcer.
"Todos vamos ajudar." Stevie Rae falou. "Se uma afinidade pode ajudar, talvez
cinco possam ajudar cinco vezes." "Talvez," Lenobia disse, ainda parecendo
derrotada e triste. "Vai trazer esperana de volta." Eu olhei surpresa para trs e
vi Afrodite se mover para o lado de Darius e envolver sua mo na dele. Lenobia
deu um olhar cptico. "Eu acho que voc ver que as coisas mudaram na House
of Night, Afrodite." "Tudo bem. Vamos trazer uma boa mudana." Afrodite
disse. "Yeah, mudana  quase nosso lema," Kramisha disse. Vrios outros
garotos fizeram sons de concordncia. Eu estava to orgulhosa deles que eu
quase desatei a chorar. "Eu acho que estamos todos prontos para estar em
casa," eu disse. "Casa." Lenobia repetiu a palavra com uma voz triste e suave.
"Ento me sigam para ver o que nosso lar se tornou." Ela virou, fez um som
enforcado, e, como um, os trs cavalos seguiram ela sem qualquer comando
nosso. Da entrada principal da escola nos movemos para o estacionamento, que
foi onde Darius apontou para Heath estacionar o Hummer, e todos pausamos
para desmontar e reagrupar. A beira do prdio dos professores a enfermaria
bloqueavam nossa vista do centro da escola ento, ansiosos, tudo que
podamos ver eram sombras danando feitas pelas chamas. Fora o som do fogo
consumindo a madeira, a escola estava absolutamente silenciosa. " ruim"
Shaunee disse suavemente. "Como assim?" eu perguntei.
"Eu posso sentir a tristeza pelas chamas.  ruim," ela repetiu. "Shaunee est
correta," Lenobia disse. "Eu vou levar os cavalos para o estbulo. Querem vir
comigo, ou preferem..." A voz dela sumiu enquanto seu olhar era atrado para
as sombras da fogueira feita entre os antigos carvalhos que cresciam no centro
da nossa escola. "Vamos para l," eu disse, apontando em direo ao corao
da escola. " melhor encarar." "Sigo vocs assim que os cavalos foram
cuidados," Lenobia disse. Ela desapareceu na escurido com os cavalos ao seu
encalo. A mo de Stark era quente e firme no meu ombro. "Lembre-se, Kalona
se foi, e Neferet tambm. Isso deixa calouros e vampiros para voc lidar, o que
deve ser simples depois do que voc passou," ele disse. Heath foi para o meu
lado. "Ele tem razo. Mesmo lidar com calouros vermelhos e vampiros no  to
ruim quanto Neferet e Kalona." " nosso lar, no importa o que aconteceu,"
disse Darius. "Yeah, lar. J era hora de voltarmos," Afrodite disse. "Vamos ver
que tipo de confuso Neferet deixou para ns," eu disse abruptamente. Stark e
Heath, liderando todo mundo pela calada que ia at a uma fonte bonita e o
jardim fora da entrada do prdio dos professores e das portas de madeira como
de um castelo, ao lado de uma torre pequena que era o centro da mdia.
Finalmente, a rea central da escola ficou visvel. "Oh, deusa!" Afrodite ofegou.
Meus ps pararam sem que eu conscientemente dissesse a eles para fazer isso.
A cena era to horrvel que eu no consegui me fazer seguir em frente. A pira
funerria era uma enorme fogueira que tinha sido colocada sobre e ao redor de
um banco de madeira. Eu sabia que era um banco porque embora
estivesse queimando, a estrutura ainda estava completamente reconhecvel,
assim como o corpo que estava no topo dele. Professora Anastasia, a linda
esposa do nosso professor de esgrima, Dragon Lankford, tinha sido vestida com
algo longo e florido e coberta por uma mortalha de linho branco. Horrvel, o
corpo dela ainda podia ser visto atravs dele. Os seus braos estavam cruzados
sobre seu peito e seu longo cabelo caa em direo ao cho, se erguendo e
crepitando na fogueira. Um terrvel barulho, com o choro de uma criana com
corao partido, perfurou a noite, e meu olhar, que estava fixado na pira, foi
para um lugar perto da cabea do bando. Dragon Lankford estava ali de joelhos.
Sua cabea estava abaixada e seu longo cabelo estava virado para frente,
embora no escondesse o fato de que ele estava chorando. Ao lado dele, um
grande gato que eu reconheci como Shadowfax, seu Mane Coon, se inclinou
nele, encarando seu rosto. Em seus braos havia um delicado gato branco que
estava ronronando e lutando para se libertar, aparentemente querendo se jogar
na pira com sua vampira. "Guinevere," eu sussurrei. " a gata de Anastacia." Eu
pressionei minha mo na minha boca, tentando segurar o soluo que estava
crescendo ali. Shaunee se afastou rapidamente de ns e andou at a pira,
ficando muito mais perto do que eu poderia ficar. Ao mesmo tempo, Erin se
moveu para o lado de Dragon. Ento Shaunee ergueu seus braos e chamou
alto, "Fogo! Venha at mim!" Eu ouvi a voz suave de Erin pedindo que a gua se
juntasse a ela. Enquanto a pira e o corpo de repente foram engolfados em
chamas camufladas, Dragon foi cercado por uma fria bruma que me lembrou
lgrimas. Damien se moveu para perto de Erin. "Vento, venha at mim," ele
disse. Eu observei ele direcionar uma brisa suave para soprar para longe o
terrvel cheiro de carne queimando. Stevie Rae se juntou a Damien. "Terra,
venha at mim," ela disse. Instantaneamente a brisa que tinha soprado para
longe o cheiro de morte foi preenchido com a doura delicada de uma campina,
trazendo a mente imagens da primavera, de coisas florescendo, e dos prados
verdejantes da nossa deusa.
Eu saiba que minha parte era a prxima. Cheia de tristeza andei at Dragon e
gentilmente coloquei minha mo em seu ombro, que tremia com o choro. Eu
ergui outra mo e disse, "esprito venha at mim." Quando eu tendi a linda
onda que era o elemento se reunindo ao meu chamado, eu continuei, "Toque
Dragon, esprito. Suavize ele e Guinevere e Shadowfax. Ajude o pesar deles a ser
suportvel." Ento eu me concentrei em direcionar o esprito atravs de mim,
at Dragon e os dois gatos devastados. Guinevere parou de rosnar. Eu senti o
corpo de Dragon se contrair e devagar a cabea dele se ergueu e seus olhos
encontraram os meus. Eu lembrei que da ltima vez que eu tinha visto ele, ele
estava lutando contra trs Corvos Escarnecedores. "Abenoado seja, Dragon,"
eu disse suavemente. "Como algum dia ser suportvel, Sacerdotisa?" A voz
dele era rouca. Ele soava completamente quebrado. Eu senti um pnico
instantneo  um instante de Eu tenho 17 anos! Eu no posso ajudar ele! Ento,
como um circulo perfeito, esprito passou de Dragon, para mim, e de volta ao
professor de esgrima, e eu tirei fora do meu elemento. "Voc ver ela de novo.
Ela est com Nyx agora. Ela ou vai esperar por voc nos prados da deusa, ou ela
renascer e sua alma ir encontrar voc de novo durante esta vida. Voc pode
suportar porque sabe que o esprito nunca realmente desaparece  ns nunca
realmente morremos." Os olhos dele buscaram os meus, e eu segurei meu olhar
firme. "Voc derrotou eles? As criaturas se foram?" "Kalona e Neferet se foram.
Assim como os Corvos Escarnecedores," eu assegurei a ele. "Bom... bom..."
Dragon curvou sua cabea e eu ouvi ele rezando suavemente para Nyx, pedindo
a deusa para cuidar de sua amada at que eles se encontrassem de novo. Eu
apertei seu ombro mais uma vez, me sentindo como uma intrusa, e me afastei
para permitir a ele privacidade com seu pesar. "Abenoado seja, Sacerdotisa,"
ele disse sem erguer sua cabea.
Eu provavelmente deveria ter dito algo maduro e sbio em resposta, mas ento
eu estava to cheia de emoo que no conseguia falar. Stevie Rae de
repente estava ao meu lado, Damien ao lado dela. Erin se afastou de Dragon
para parar do meu outro lado, e Shaunee parou ao lado dela. Ficamos parados
quietos, respeitosamente, um circulo no lanado mas presente enquanto o
fogo magicamente aumentado de Shaunee levava os ltimos restos da concha
fsica de Anastasia. O silncio que nos cercava foi quebrado apenas pelo som
das chamas e da reza murmurada de Dragon. E foi ento que um novo
pensamento me atingiu. Eu olhei ao redor da pira. Dragon a tinha colocado no
meio do pavimento que circulava entre o Templo de Nyx e o prdio principal da
escola. Era uma boa escolha  havia muito espao para uma fogueira. Tambm
tinha muito espao para outros professores e calouros, que deveria estar l, se
posicionar ao lado de Dragon e mandando rezas para Nyx por Anastasia, assim
como seu parceiro, sem interromper a dor dele, mas sendo testemunhas
silenciosas de que amavam e apoiavam ele. "Ningum est aqui com ele," eu
disse baixo, sem querer que Dragon ouvisse o nojo na minha voz. "Onde diabos
esto todos?" "Ele no deveria estar aqui sozinho," Stevie Rae disse, limpando
as lgrimas do seu rosto. "No  certo." "Eu estava com ele at sentir os cavalos
se aproximando," Lenobia disse, se juntando a ns. "E quanto a todos os
outros?" eu perguntei. Ela balanou a cabea, o nojo que eu senti espelhado no
rosto dela. "Os calouros esto em seus dormitrios. Os professores em seus
quartos. Todos os outros esto na enfermaria  todos os outros que teriam se
importado de ficar ao lado dele, quero dizer." "Isso no faz sentido." Eu no
conseguia entender. "Como os estudantes e professores no se importam de
ficar com ele?" "Kalona e Neferet podem ter sumido, mas seu veneno ainda
permanece," Lenobia disse enigmaticamente.
"Voc precisa ir para a enfermaria," Afrodite disse, vindo por trs de ns. Eu
notei que ela continuou a olhar da pira para Dragon. "V," Lenobia disse. "Eu
permanecerei aqui com ele." "Ns tambm," Johnny B disse. "Ele era meu
professor favorito antes de, voc sabe." Eu sabia. Johnny B se referia antes dele
morrer e voltar a vida. "Todos vamos ficar com ele," Kramisha disse. "No 
certo ele estar sozinho, e voc e seu circulo tem coisas para fazer l dentro." Ela
virou seus olhos para a enfermaria. "Vamos," ela chamou, e o resto dos
calouros vermelhos saram das sombras para tomar seus lugares ao lado de
Dragon, criando um circulo ao redor da pira. "Eu vou ficar tambm," Jack disse.
Ele estava chorando, mas no hesitou em tomar seu lugar no circulo que os
calouros vermelhos estavam fazendo. Duquesa ficou perto dele, seu rabo e
orelhas baixas como se ela realmente entendesse. Sem dizer nada, Erik foi para
o lado de Jack. Ento Heath me surpreendeu por preencher o lugar ao lado de
Erik. Ele acenou para mim solenemente antes de baixar sua cabea. Eu no
estava certa da minha voz, ento eu simplesmente virei e, com meu circulo me
seguindo, junto com Afrodite, Stark e Darius, entramos na House of Night.
VINTE E TRS                    Zoey A enfermaria da escola no era muito
grande. Na verdade, era como trs pequenos quartos como de hospital em um
dos andares do prdio dos professores. Ento no foi surpresa haverem garotos
feridos dividindo um quarto. No que eu no tenha ficado chocada por ver as
trs paletas, cada uma cheia de calouros feridos, espalhados no corredor. Os
garotos feridos piscaram em surpresa enquanto meu grupo pausava na entrada.
"Zoey?" Eu olhei para cima tentando no encarar os garotos feridos  e para
no sentir o cheiro do sangue que parecia estar no ar ao nosso redor  para ver
dois vampiros correndo em minha direo. Eu os reconheci como assistentes de
Neferet, o equivalente as enfermeiras, e tive que pensar muito para lembrar
que a loira alta se chamava Sapphire, e a baixa, asitica Margareta. "Voc est
ferida tambm?" Sapphire perguntou, olhando para mim rapidamente. "No,
estou bem. Todos estamos bem," eu assegurei a ela. "Na verdade, estamos aqui
para ajudar." "Sem um curandeiro fizemos tudo que pode ser feito por eles,"
disse Margareta. "Nenhum dos calouros corre perigo imediato de morrer,
embora nunca se sabe como um ferimento vai afetar a Mudana, ento 
sempre possvel que vrios deles possam " "Ok, yeah, eu entendi." Eu cortei
ela antes que ela pudesse dizer `morrer' em voz alta e obviamente na frente dos
garotos que podiam muito bem morrer. Jeesh, em falar em no ter educao.
"No estamos aqui por causa de nossa habilidade mdica," Damien explicou.
"Estamos aqui porque nosso circulo  poderoso, e com ele podemos ser capazes
de suavizar aqueles que foram feridos."
"Nenhum dos outros calouros que no esto feridos est aqui," disse Sapphire,
como se isso fosse motivo para ns tambm no estarmos aqui. "Nenhum dos
outros calouros tem afinidade com os elementos," eu disse. "Verdade, fizemos
tudo o que pudemos," Margareta respondeu friamente. "Sem uma Alta
Sacerdotisa " Dessa vez Stark a cortou. "Temos uma Alta Sacerdotisa, ento 
hora de voc ir para o lado e deixar ela, e seu circulo, ajudarem esses garotos."
"Yeah, se afaste," Afrodite disse, literalmente indo at a cara da vampira. As
duas vampiras se afastaram, embora eu pudesse sentir seu olhar gelado e
desaprovador. "Qual diabos  o problema delas?" Afrodite perguntou numa voz
baixa enquanto entravamos no corredor. "No fao ideia," eu disse. "Eu nem
conheo elas." "Eu conheo," Damien disse suavemente. "Eu fui voluntario na
enfermaria quando era terceiranista. Elas sempre foram rgidas. Eu pensei que
era porque elas tinham que lidar com calouros morrendo." "Rgidas?" Shaunee
disse. "Traduza para ele, pode ser, Stevie Rae?" Erin disse. "Rgido significa
`firme e meio srio.' Sabe, vocs deveriam ler mais." "Eu ia dizer isso," Stark
disse. Damien suspirou. Incrivelmente, eu tive que dar um sorriso. As
circunstancias eram ruins, mas meus amigos serem como normalmente eram
fez tudo parecer s um pouco mais leve.
"Horda de nerds, foco. Estamos aqui para ajudar os calouros. Dour Um e Dour
Dois no so importantes," disse Afrodite. "Referencias ao Dr. Seuss. Eu gostei,"
Stark disse, me dando um olhar olhe-para-mim-eu-sempre-leio-livros-quentes.
Afrodite franziu para ele, "eu disse, Foco, no `flerte'." "Stevie Rae?" Um cara
chamou do corredor, nos interrompendo. "Drew?" Stevie Rae disse, e ento ela
correu para o lado dele. "Drew, voc est bem? O que aconteceu? Seu brao
est quebrado?" O brao do garoto estava em uma tala. Um dos seus olhos
estava roxo e inchado, e seus lbios estavam cortados, mas ele conseguiu sorrir
para Stevie Rae. "Estou muito feliz por voc no estar mais morta." Ela sorriu.
"Hey, eu tambm. E posso te dizer que eu no recomendo morrer e voltar a
vida, ento voc tem que descansar bem." Ento ela ficou sbria enquanto seus
olhos voltavam a olhar seus ferimentos, e ela acrescentou rapidamente, "Mas
voc vai ficar bem. Voc no tem que se preocupar com isso." "No  nada
demais. No quebrei o brao. Ele s deslocou quando eu estava lutando com o
Corvo Escarnecedor." "Ele tentou salvar Anastasia." Meu olhar seguiu a voz da
garota para dentro da enfermaria ao lado de onde Drew estava deitado. A porta
estava aberta e eu podia ver uma caloura meio inclinada na cama com um brao
em um daqueles apoio de alumnio que tem nas camas de hospital. Todo seu
brao estava aberto. Tambm havia um horrvel corte na lateral do seu pescoo
que desaparecia dentro da camisola hospitalar. "Ele quase conseguiu. Drew
quase salvou ela." "Quase no  bom o bastante," Drew disse.
"Quase  melhor do que muitos garotos fizeram," disse a garota. "Pelo menos
voc tentou." "O que diabos aconteceu, Denio?" Afrodite perguntou, passando
por mim e indo at a garota. De repente eu percebi quem era a garota. Ela e
suas duas amigas, Enyo e Pempheredo (nomeadas pelas irms Gorgon e Scylla),
eram parte do circulo de vadias de Afrodite antes de eu chegar na House of
Night e, como a prpria Afrodite disse, a vida dela implodir. Eu me preparei para
Denio fazer um comentrio duro para Afrodite, j que nenhuma das `amigas'
dela realmente permaneceram sua amiga quando ela caiu da graa de Neferet e
eu fui substituda como Lder das Filhas Negras. Felizmente, a resposta da
garota no foi odiosa, embora ela soasse frustrada e mais do que um pouco
irritada. "Nada aconteceu. Bem, isso , a no ser que voc tenha enfrentado os
malditos pssaros. Ento eles te atacam. Ns"  ela gesticulou com seu brao
bom ao redor da enfermaria  "enfrentamos eles. Assim como Dragon e
Anastasia." "Eles atacaram a professora Anastasia enquanto Dragon estava
lutando com vrios deles no ptio. Ele no estava perto o bastante para ajudar
ela. Ele nem viu acontecer," Drew disse. "Eu agarrei um deles e a puxei, mas
outro veio por trs de mim." "Eu agarrei esse," Denio disse. Ela apontou para o
corredor. "Ian tentou ajudar quando a coisa se virou para cima de mim. O Corvo
Escarnecedor quebrou a perna dele como um galho." "Ian Bowser?" eu
perguntei, enfiando a cabea pela porta aperta para onde Denio tinha
apontado. "Yeah, sou eu," disse o garoto magricela mas meio fofo que tinha
uma perna enfaixada com gesso at a altura da sua coxa. Ele parecia meio
branco demais contra os lenis. "Isso parece doer," eu disse. Eu conhecia ele
da aula de teatro. Ele tinha uma enorme queda pela professora Nolan  antes
dela ser assassinada mais ou menos um ms atrs.
"Eu j me senti melhor," ele disse, tentando sorrir. "Yeah, todos j nos sentimos
melhor," disse uma garota mais distante no corredor. "Hanna Honeyyeager! Eu
no te vi a," Damien disse, se movendo ao meu redor at o lado da garota. Eu
podia entender porque ele no tinha notado ela antes dela falar alguma coisa.
Ela estava coberta com um grande edredom, no qual ela desaparecia porque ela
era seriamente a pessoa mais branca que eu j vi. Sabe, uma daquelas loiras
que tem uma pele que nunca se bronzeou e ela sempre parecia coradinha ou
embaraada ou surpresa. Eu s conhecia ela por causa de Damien. Eu ouvi ele
falando com ela sobre flores  aparentemente a garota era um gnio com
qualquer coisa que florescia. Eu lembrei disso sobre ela, e o fato de que todo
mundo chamava ela pelo nome e sobrenome, tipo como a Shannoncompton, s
que no juntavam os dois. "O que aconteceu com voc, querida?" Damien se
abaixou ao lado dela e pegou sua mo. Sua cabea loira estava envolvida numa
bandagem que tinha manchas de sangue em sua testa. "Quando a professora
Anastasia foi atacada, eu gritei para os Corvos Escarnecedores. Um monte," ela
disse. "Ela tem uma voz bem aguda," disse um garoto do ltimo quarto, que eu
no conseguia nem ver. "Bem, aparentemente os Corvos Escarnecedores no
gostam de vozes agudas," disse Hanna Honeyyeager. "Um deles me derrubou."
"Espera a." Erin marchou pelo corredor em direo ao quarto do garoto que eu
no conseguia ver. " voc. T.J?" "Erin!" "Oh.Minha.Deusa!" Erin gritou e correu
para o quarto dele.
Logo atrs dela, Shaunee gritou, "Cole? E quanto ao Cole?" "Ele no enfrentou
eles," T.J respondeu em uma voz tensa, o que fez Shaunee parar perto da porta
aberta do quarto dele como se ela tivesse levado um tapa no rosto. "No
enfrentou? Mas..." A voz de Shaunee sumiu, como se ela estivesse muito
confusa. "Oh, merda, garoto! Olhe para suas mos!" A exclamao de Erin
ecoou para fora do quarto de T.J. "Mos?" eu repeti. "T.J  um boxeador. Ele
at ganhou nos Jogos de Vero contra vampiros," Drew explicou. "Ele tentou
derrubar Rephaim. No funcionou como ele esperava, e o cara rasgou suas
mos." "Oh, deusa, no." Eu ouvi Stevie Rae dizer suavemente, suas palavras
cheias de horror. Eu estava olhando para Shaunee que estava do lado de fora do
quarto de T.J, parecendo como se ela no soubesse o que fazer consigo mesma,
o que me deu um pssimo sentimento. Cole e T.J eram melhores amigos, e eles
estavam saindo com as gmeas. T.J estava saindo com Erin; Cole com Shaunee.
Os dois casais tinham sado muito juntos. Tudo que eu conseguia pensar era,
"Como um enfrentou os Corvos Escarnecedores e outro no?" "Exatamente o
que eu gostaria que fosse explicado para mim." Eu no tinha percebido que
tinha falado em voz alta at o comentrio de Darius. O garoto no corredor
respondeu a ele. "S aconteceu. Os estbulos pegaram fogo, ento Neferet e
Kalona surtaram. Os Corvos Escarnecedores ficaram malucos. Se voc ficasse
fora do caminho deles eles no mexiam com voc, e era isso que estvamos
fazendo at que um deles agarrou a professora Anastasia. Ento alguns de ns
tentaram ajudar ela, mas a maior parte dos calouros s correu para os
dormitrios."
Eu olhei para a garota. Ela tinha um cabelo ruivo e olhos que eram de um
brilhante e lindo azul. Seus dois bceps estavam enfaixados, e um lado do seu
rosto estava roxo e inchado. Eu juro que nunca a tinha visto antes na vida.
"Quem diabos  voc?" eu perguntei.
"Sou Red4." Ela sorriu timidamente e deu nos ombros. "Yeah, meu nome 
obvio, mas essa sou eu. Um, vocs no me conhecem porque acabei de ser
Marcada. Logo antes da tempestade de gelo. A professora Anastasia era minha
mentora." Ela engoliu com fora e piscou as lgrimas. "Sinto muito," eu disse,
pensando sobre o quo horrvel deve ser para ela ser recm Marcada, recm
tirada de sua famlia e tudo que ela conheceu, e jogada no meio dessa confuso.
"Eu tentei ajudar ela tambm," Red disse. Uma lgrima escapou e deslizou por
seu rosto. Ela a limpou, fazendo uma careta porque o movimento causou dor ao
seu brao. "Mas aquele enorme Corvo Escarnecedor cortou meu brao e me
jogou contra uma rvore. Eu no consegui fazer nada a no ser olhar quando ele
" A voz dela se quebrou num soluo. "Nenhum dos professores ajudaram
vocs?" Darius perguntou, sua voz soando rspida, embora fosse bvio que sua
raiva no estava dirigida a Red. "Os professores sabiam que os Corvos
Escarnecedores tinham simplesmente ficado muito excitados porque Neferet e
seu consorte estavam muito chateados. Sabamos mais do que agitar eles ainda
mais," disse Sapphire em uma voz cortada de onde ela e Margareta ainda
estavam paradas na entrada da enfermaria. Incrdula, eu virei para encarar ela.
"Eles simplesmente ficaram muito excitados? Voc est brincando comigo?
Aquelas criaturas estavam atacando calouros da House of Night e nenhum de
vocs fez nada para ajudar porque no queriam agitar eles?" "Imperdovel!"
Darius quase cuspiu a palavra.
4 Red   = Vermelho.
"E quanto Dragon e a professora Anastasia? Eles obviamente no caram na sua
teoria de no agitar eles," Stark disse. "Voc no saberia mais sobre o que
aconteceu do que qualquer um, James Stark? Eu lembro que voc era muito
prximo de Neferet e Kalona. Eu at lembro de te ver sair da escola com eles,"
disse Margareta. Stark deu um passo na direo dela, seus olhos comeando a
brilhar em um tom perigosamente vermelho. Eu agarrei o pulso dele. "No!
Lutar contra os nossos no  como vamos vencer isso," eu disse para ele antes
dele chegar at as duas vampiras. "Stark foi com Neferet e Kalona porque ele
sabia que eles estavam me atacando e Afrodite e Damien e Shaunee e Erin e
toda uma abadia cheia de freiras." Com cada `e' eu dei um passo em direo a
Sapphire e Margareta. Eu podia sentir a fora Elemental do esprito, que eu to
recentemente tinha chamado para suavizar Dragon, passando perigosamente
ao meu redor. As vampiras tambm sentiram, porque as duas tropearam vrias
passos de distncia de mim. Eu parei e controlei meu temperamento, baixando
minha voz e presso sangunea. "Ele lutou conosco contra eles. Neferet e Kalona
no so o que vocs pensam que so. Eles so um perigo para todos. Mas agora
eu no tenho tempo para tentar convencer vocs de algo que deveria ser bvio
para vocs quando aquele cara alado explodiu do cho em uma chuva de
sangue. Agora estou aqui para ajudar esses garotos, e j que vocs parecem ter
um problema com isso, eu acho que  uma boa ideia vocs voltarem para seus
quartos como o resto da House of Night." Parecendo chocadas e ofendidas, as
duas vampiras voltaram para a entrada e correram pela escada que levava para
o quarto dos professores. Eu suspirei. Eu disse a Stark que no podamos vencer
isso brigando contra os nossos, e ento eu os ameacei. Mas quando virei para o
grupo na enfermaria, eu encontrei sorrisos, salvas, e batida de palmas. "Eu
quero mandar essas vacas longe desde que chegamos aqui," disse Danio do seu
quarto enquanto sorria para mim. "E eles chamam ela de Terrvel," Afrodite
disse, obviamente se referindo ao fato de que Denio, em Grego, significa
terrvel.
"S sou boa em sentir o que outras pessoas esto sentindo. Eu no posso
derrubar eles com um elemento ou cinco," Denio disse. Ela esfregou seu brao
ferido distrada ento voltou sua ateno para Afrodite. "Hey, eu no deveria
ter sido uma vaca com voc nos ltimos meses. Desculpe por isso." Eu esperava
que Afrodite fosse dar uma de superior. Eu quero dizer, Denio foi horrvel com
ela  assim como todos os supostos amigos de Afrodite. "Yeah, bem, todos ns
fizemos besteira. Deixa isso pra l," Afrodite disse, me surpreendendo
totalmente. "Voc soa bem adulta," eu disse a ela. "Voc no tem um circulo
para lanar?" ela disse. Eu sorri para ela porque eu juro que as bochechas dela
ficaram coradas. "Na verdade, eu tenho." Eu olhei de Stevie Rae para Damien e
Shaunee, e ento chamei, "Erin, d pra parar de bancar a enfermeira por tempo
o bastante para entrar nesse circulo?" Ela saiu do quarto de T.J como um
daqueles palhaos em caixas que abertas, do um pulo. "Yep, fcil fcil." Eu
notei que ela e Shaunee no olharam uma para a outra, mas eu no tinha
tempo ou energia para entender o problema das Gmeas naquele momento.
"Ok, ento, que lado  o norte, garota terra?" eu perguntei a Stevie Rae. Ela
marchou para ficar do lado oposto a entrada do corredor. "Aqui definitivamente
 o norte." "Muito bem. O resto de vocs sabe o que fazer," eu disse. Como
profissionais eles foram para seus lugares: Damien tomou a posio no leste
para ar, Shaunee sul para fogo, Erin oeste para gua, e Stevie Rae firmemente
posicionada no norte para a terra.
Quando eles estavam prontos eu tomei meu lugar no centro do circulo.
Comeando com Damien no leste, eu chamei cada elemento para nosso circulo,
me movendo na direo do relgio, at que eu terminei chamando o esprito
at eu. Eu fechei meus olhos enquanto lanava, e quando o circulo estava
completo, eu os abri para ver um fio prateado brilhando ligando ns cinco. Eu
joguei minha cabea para trs, ergui os braos, e gritei com a alegria de ser
tocada pelos cinco elementos. " bom estar em casa!" Meus amigos gritaram,
felizes e completos, preenchidos pelos seus elementos e, mesmo que s por um
momento, capazes de esquecer o caos e a dureza que nos cercava. Mas no a
dor. Eu no ia esquecer o motivo do porque lancei o circulo, embora era fcil
ficar presa na emoo dos elementos. Eu me centrei e me acalmei. Em uma voz
forte e confiante comecei a falar. "Ar, fogo, gua, terra e esprito  eu chamei
vocs aqui para nosso circulo por uma razo especifica. Nossos amigos calouros
na House of Night foram feridos. No sou uma curandeira. Eu no sou nem
tecnicamente uma Alta Sacerdotisa." Eu pausei e olhei para o circulo,
encontrando o olhar de Stark. Ele piscou para mim. Eu sorri e continuei. "Mas
meu propsito  claro. Eu gostaria que vocs por favor tocasse esses garotos
feridos. Eu no posso curar eles, mas eu peo que vocs suavizem e fortaleam
eles, para que eles possam se curar. Na verdade, eu acho que  isso que todos
queremos  uma chance de nos consertar. Em nome de Nyx, e atravs do poder
dos elementos, preencham esses calouros!" Concentrando minha mente, corpo,
e alma, eu abaixei minhas mos, imaginando que estava os elementos atravs
de mim e para os garotos feridos. Eu ouvi exclamaes de surpresa e prazer, e
mesmo alguns arfares de ar enquanto os cinco elementos cercavam a
enfermaria, preenchendo os calouros. Eu fiquei ali, sendo um condutor vivo
para os elementos at que meus braos doeram e suor se derramou do meu
corpo. "Zoey!" eu disse, "Chega! Voc ajudou eles. Feche o circulo."
Eu ouvi Stark, e percebi que ele estava falando comigo a um tempo, mas eu
estava to concentrada e a tanto tempo que ele literalmente teve que gritar
para finalmente me transpassar. Exausta, eu soltei minhas mos e sussurrei
sinceros agradecimentos e despedidas para os cinco elementos, e ento de
alguma forma, perdi minhas pernas e ca no cho de bunda.
VINTE E QUATRO Zoey "No, eu no preciso de uma cama
na enfermaria," eu repeti pela terceira vez para Stark, que ficava andando de
um lado para o outro e parecendo muito preocupado. "E no tem camas extras
mesmo." "Hey, estou me sentindo bem melhor," Denio disse. "Voc pode vir
para minha cama, Z." "Obrigado, mas no obrigado," eu disse a ela. E ento
ergui minha mo para Stark. "S me ajude a levantar, pode ser?" Ele franziu pra
mim, mas me ajudou a levantar. Eu fiquei muito parada para que ningum
percebesse que o mundo estava girando como um maluco mini tornado ao meu
redor. "Eu acho que ela parece pior do que eu me sinto," disse Drew de onde
estava no cho. "Ela pode ouvir voc," eu disse. "E estou bem." Eu deixei minha
levemente borrada viso vagar de garoto ferido para garoto ferido. Todos
estavam parecendo melhor, o que me deu uma enorme sensao de alivio. Eu
tirei o `se certifique que esses garotos no esto sentindo dor e morrendo de
forma horrivel' da minha lista mental de coisas a fazer. Hora para o prximo
item da lista. Eu segurei um suspiro porque eu no queria desperdiar oxignio.
"Ok, as coisas esto melhores aqui. Ento, Stevie Rae, precisamos ver onde os
calouros vermelhos vo ficar quando o sol nascer antes dele nascer." "Boa ideia,
Z," disse Stevie Rae, que estava sentada no cho perto de Drew. Eu lembrei que
ela meio que tinha uma queda por ele antes de morrer e voltar a vida, e eu
reconheci para mim mesma que ver ela flertar com ele, quando eu pensava que
ela provavelmente tinha alguma coisa com aquele calouro vermelho chamado
Dallas, me deu um momento de alegria egosta. Podia ser maldade minha, mas
com certeza seria legal se minha melhor amiga e eu pudssemos conversar
sobre o como enfrentar problemas com vrios caras.
"Z? Voc acha que essa  uma boa ideia?" "Oh, desculpe, o que?" eu percebi
que Stevie Rae estava falando comigo enquanto eu esperava que ela
acumulasse um zilho (ou pelo menos dois) namorados. "Eu disse que os
calouros vermelhos podiam ficar em quartos vazios. Deve ter o bastante,
mesmo que eles tenham que dormir 3 em cada quarto. Podemos nos certificar
que as janelas estejam cobertas. No  to boa quanto no subterrneo, mas vai
servir, pelo menos at que essa estpida tempestade de gelo pare e a gente
possa pensar em outra coisa." "Ok, ento vamos fazer isso. Enquanto a situao
dos quartos est sendo concertada, ns"  eu anunciei a palavra
cuidadosamente, colocando meu circulo mais Afrodite, Darius, e Stark 
"precisamos conversar com Lenobia." Minha gangue acenou, todo mundo
aparentemente ligado no fato de que precisamos rapidamente ser informados
sobre o que tinha acontecido na House of Night enquanto no estvamos.
"Vocs todos vo ficar bem," eu disse aos garotos machucados enquanto minha
gangue dizia tchau e comevamos a nos movimentar em direo a sada. "Hey,
obrigado, Zoey," Drew chamou. "Voc  realmente uma boa Alta Sacerdotisa 
mesmo que voc no seja realmente uma ainda," Ian gritou do seu quarto. Eu
no tinha certeza se o elogio dele necessitava de um agradecimento ou no, eu
estava parada na entrada da enfermaria, olhando para os garotos e pensando
que, fora o fato que eles tinham acabado de lutar contra Corvos Escarnecedores
e testemunhado o assassinato de uma professora, eles todos pareciam to
normais.
Ento eu percebi. Eles pareciam normais. Um dia antes, quase todo mundo na
escola, com exceo do meu grupo, Lenobia, Dragon, e Anastasia, tinham
cado no feitio carismtico de Kalona e Neferet, e no tinham agido
normalmente. Eu voltei para a enfermaria. "Eu tenho uma pergunta para todos
vocs. Pode soar estranho, mas eu preciso de respostas honestas, mesmo que
seja constrangedor." Drew sorriu por cima do meu ombro, onde eu tinha
certeza que minha melhor amiga estava parada. "Pergunte o que quiser, Z.
Qualquer amigo de Stevie Rae  legal para mim." "Uh, obrigado, Drew." Eu dei
um jeito de no virar os olhos pra ele. "Mas essa pergunta  para todos vocs. O
negcio  o seguinte: Vocs achavam que havia algo errado com os Corvos
Escarnecedores, ou mesmo Kalona e Neferet, antes da professora Anastasia ser
atacada?" No surpreendentemente, Drew respondeu primeiro. "Eu no
confiava no cara alado, mas no sabia porque." Ele deu nos ombros. "Eu no sei,
talvez porque ele tem asas.  s to estranho." "Eu achava ele quente, mas
aqueles filhos homem-pssaro dele eram muito nojentos," disse Hanna
Honeyyeager. "Yeah, os Corvos Escarnecedores eram nojentos, mas Kalona era
velho, e eu no conseguia entender como muitas calouras tinham uma queda
por ele," disse Red. "Eu quero dizer, George Clooney  quente e tudo mais, mas
ele tambm  velho, e eu no ia querer, tipo, fazer com ele. Ento eu no
entendi porque praticamente todo mundo queria Kalona." "E quanto ao resto
de vocs?" eu perguntei para o resto deles. "Como voc disse antes, Kalona
explodiu do cho. Isso  bizarro." Denio pausou, olhou para Afrodite, e ento
continuou. "Alm do mais, alguns de ns sabem a um tempo que Neferet no 
exatamente o que ela parecia ser." "Yeah, voc sabia, mas no fez nada sobre
isso." A voz de Afrodite no era odiosa ou fula. Ela s estava comentando, e
fazendo um comentrio bem ruim.
Denio ergueu seu queixo. "Eu fiz algo sobre isso." Ela gesticulou para a
bandagem em seu brao. "S que foi tarde demais." "Nada parecia certo desde
que a professora Nolan foi morta," Ian disse do seu quarto. "O negcio com
Kalona e os Corvos Escarnecedores eram mais da mesma sensao." "Eu vi o
que ele estava fazendo com meus amigos," T.J disse do ltimo quarto no
corredor. "Eles eram como zumbis e acreditavam em qualquer coisa que ele
dizia. Quando tentei falar com eles sobre qualquer coisa, tipo, como eles tinham
tanta certeza que ele realmente era Erebus que tinha vindo a terra, eles ficavam
irritados e riam de mim. Eu no gostei dele desde o inicio. E aqueles malditos
pssaros eram do mal. Eu no sei porque ningum conseguia ver." "Nem eu,
mas isso  algo que vamos descobrir," eu disse. "Agora nenhum de vocs deve
se preocupar com isso. Kalona se foi, e Neferet e os Corvos Escarnecedores
tambm. S melhorem. Ok?" "Ok!" Eles gritaram em resposta, soando muito
mais saudveis do que pareciam quando os vi. Por outro lado, canalizar os cinco
elementos me fez sentir um coc, e eu estava feliz por Stark ter agarrado meu
cotovelo e me emprestado sua fora enquanto samos do prdio. Incrivelmente,
o gelo e a chuva tinham parado. As nuvens que cobriam o cu a dias tinha
rachaduras nelas nas quais eu pude olhar a noite estrelada. Meu olhar se moveu
para o centro da escola. O fogo que tinha consumido completamente a pira de
Anastasia tinha comeado a se apagar, embora Dragon ainda estivesse de
joelhos na frente dele; Lenobia estava ao lado dele, uma mo em seu ombro. O
circulo feito de calouros vermelhos mais Erik, Heath, e Jack, se esticava ao redor
da pira esfumaada. Eles estavam quietos, testemunhando seu respeito por
Dragon e sua amada. Eu chamei meu grupo para me seguir at as sombras.
"Precisamos conversar, mas no precisamos fazer isso com uma audincia.
Stevie Rae voc pode delegar a tarefa de conseguir quartos para seus garotos a
algum?"
"Claro, Kramisha  to organizada que ela tem quase transtorno obsessivo-
compulsivo. Alm do mais, ela era uma sextanista quando morreu e voltou a
vida. Ela sabe todo tipo de coisa sobre esse lugar." "Bom. Coloque ela nisso." Eu
virei para Darius. "Os corpos dos Corvos Escarnecedores tem que desaparecer 
agora. Se tivermos sorte, essa tempestade vai finalmente clarear, o que significa
que humanos vo comear a andar por a assim que amanhecer. Eles no
podem encontrar aquelas criaturas." "Vou cuidar disso," Darius disse. "Vou
pegar as calouros vermelhos homens para me ajudar." "O que voc vai fazer
com os corpos?" Stevie Rae perguntou. "Queimar eles," Shaunee respondeu,
ento olhou para mim. "Se no tiver problema por voc." " perfeito," eu disse.
"S no os queime perto da pira de Anastacia. Seria demais para Dragon lidar."
"Queime eles na parede leste. Onde seu pai nojento explodiu da terra." O olhar
de Afrodite foi para Shaunee. "O velho carvalho que se quebrou quando Kalona
escapou, voc pode fazer ele queimar?" "Eu posso fazer qualquer coisa
queimar," Shaunee disse. "Ento v com Darius e os caras, e se certifique que
cada pena dessas criaturas seja queimada alm de qualquer reconhecimento.
Ento vocs dois nos encontram no meu quarto. Combinado?" "Combinado."
Darius e Shaunee falaram juntos. Eu pensei que era estranho que Erin no
tivesse dito nada a sua gmea, mas Shaunee comeou a seguir Darius at o
circulo de calouros vermelhos, e ento ela chamou, "Eu te conto tudo que voc
perder, Gmea."
" claro que vai, Gmea." Shaunee disse sorrindo sobre seu ombro para Erin.
"Ok, precisamos de Lenobia conosco." Eu olhei para onde a mestra dos cavalos
estava ao lado de Dragon. "Mas no sei como afastar ela disso." "S diga a ele,"
Darmien disse. Eu dei um olhar de confuso. "Dragon entende o quo perigoso
Kalona e Neferet so. Ele vai entender que precisamos de Lenobia." O olhar de
Damien foi at o vampiro, que ainda estava de joelhos. "Ele vai ficar a at sofrer
e ele sentir que est tudo bem em sair. No podemos mudar isso ou apressar
ele. Ento s diga que precisamos de Lenobia." "Voc  um garoto inteligente,
sabia?" eu disse. "Afirmativo," ele disse com um sorriso. "Muito bem." Eu
respirei fundo. "Stevie Rae  explique a Kramisha o que ela precisa fazer. O
resto de vocs pode me encontrar no meu quarto. Vou assim que pegar
Lenobia." "Z, vou dizer a Jack para ajudar Kramisha," Damien disse. "Seu quarto
no  to grande. Alm do mais, eu posso contar ele sobre as coisas mais tarde.
Agora ns precisamos resolver as coisas." Eu acenei e comecei a me dirigir at
Lenobia e Dragon. Ao meu redor eu podia ver Darius e Stevie Rae tirando o
pessoal de lado e falando baixo com eles. Damien acariciou a cabea de
Duquesa enquanto falava com seu namorado.
Atravs de tudo isso Stark ficou ao meu lado. Eu no tive que procurar por ele.
Eu podia sentir ele. Eu sabia que se eu tropeasse, ele ia se certificar que eu
no casse. Eu tambm sabia que ele entendia melhor do que qualquer um
exatamente o quanto canalizar os elementos na enfermaria tinha exigido de
mim. Como se tivesse lido minha mente, ele sussurrou, " melhor voc sentar
logo. E eu vou encontrar algo pra voc comer e beber." "Obrigado," eu sussurrei
em resposta. Ele pegou minha mo e juntos fomos at Lenobia e Dragon. Os
gatos estavam quietos, embora os dois estivessem pressionados contra o corpo
de Dragon. Seu rosto ferido estava molhado de lgrimas, mas ele tinha parado
de chorar. "Dragon, eu preciso que Lenobia venha comigo por um tempo. Eu
no quero deixar voc aqui sozinho, mas eu realmente preciso falar com ela."
Ele olhou para mim. Eu pensei que nunca tinha visto ningum parecer to triste.
"Eu no estarei sozinho. Shadowfax e Guinevere ficaro comigo, e nossa deusa
estar comigo," ele disse. Seu olhar voltou para a pira. "No estou pronto para
deixar Anastasia ainda." Lenobia apertou o ombro dele. "Eu vou retornar logo,
meu amigo," ela disse. "Eu estarei aqui," Dragon disse. "Eu vou esperar com
Dragon. Kramisha no precisa mesmo de mim. Ela j tem calouros o bastante
para dar ordens," Jack disse para mim. Ele e Damien tinham se juntado a ns.
Duquesa parou a vrios centmetros de distncia e estava deitada na grama com
seus nariz em suas patas. Os gatos no prestaram ateno nela. "Eu gostaria de
ficar com voc, se voc no se importar," ele terminou, falando nervosamente
com Dragon. "Obrigado, Jack," Dragon disse, sua voz presa num soluo. Jack
acenou, limpou suas lgrimas, e sem dizer mais nada, sentou ao lado de Dragon
e comeou a gentilmente acariciar Shadowfax.
"Muito bem," eu disse suavemente para Jack. "Estou orgulhoso de voc,"
Damien sussurrou para Jack e beijou ele suavemente na bochecha, o que fez
Jack sorrir atravs das lgrimas. "Ok," eu disse. "Vamos nos reunir no meu
quarto." "Lenobia, Zoey tem que fazer um desvio na cozinha," Stark disse
abruptamente. "Ela e eu encontramos voc no dormitrio assim que possvel."
Lenobia acenou distraidamente, j andando em direo aos dormitrios com
Damien, Erin, e Afrodite. "Porque voc " Eu comecei, mas Stark me cortou. "S
confie em mim. Isso  o que voc precisa." Ele pegou meu cotovelo e me guiou
em direo ao centro dos prdios da escola onde uma entrada ao hall levava ao
refeitrio. Estavmos quase na porta quando ele disse, "V para o refeitrio. Eu
tenho que pegar algo e j volto." Muito cansada para questionar ele, eu entrei.
Era estranho ver o quo deserto estava. O lobby estava iluminado por lmpadas
que normalmente brilhavam a essa hora da noite. Eu olhei para o relgio. J
passava da meia noite. As aulas deveria estar ocorrendo. Deveriam ter calouros
e vampiros por toda parte. Eu desejei que o lugar estivesse lotado. Eu desejei
que eu pudesse voltar no tempo e fazer os dois meses passados desaparecerem
para que eu pudesse voltar a me preocupar sobre Afrodite ser uma garota
malvada e Erik ser um gostoso intocvel. Eu queria voltar no tempo para
quando eu no sabia nada sobre Kalona ou A-ya ou morte e destruio. Eu
queria normalidade. Eu queria tanto que eu me sentia doente.
Eu andei devagar para o refeitrio, que tambm estava vazio, e escuro como o
corredor em que eu estive. No havia cheiro de comida gostosa,
nenhum amontoado de garotos conversando sobre outros garotos, nenhum
professor fazendo cara feia para os alunos que traziam escondido Doritos. Eu
tropecei em um banco de piquenique  como o que eu geralmente
compartilhava com meus amigos e deixei meus joelhos cederem, sentando
pesadamente na madeira bem polida. Porque Stark tinha me dito para vir aqui?
Ele ia tentar cozinhar algo para mim? Por um segundo a viso dele com um
avental preso ao redor da sua cintura foi quase engraada. Ento eu percebi
porque ele tinha me trazido para c. Uma das geladeiras da enorme cozinha da
escola era cheio de unidades de sangue humano. Naquele momento ele
provavelmente estava pegando vrias unidades de sangue e trazendo para mim
para que eu bebesse como suco de caixinha. Ok, eu sei que  nojento, mas a
ideia fez minha boca salivar. Stark tinha razo. Eu tinha que recarregar, e uma
unidade de sangue (ou duas) seria uma boa maneira de fazer isso. "Zo! A est
voc! Stark disse que voc estaria aqui." Eu pisquei surpresa e virei para ver
Heath andando para dentro do refeitrio  sozinho. E de repente eu entendi
que estava apenas parcialmente certa. Stark tinha ido buscar sangue para mim,
mas ao invs de sair de um refrigerador de ao inoxidvel da cozinha, meu
sangue estava vindo do jogador de futebol americano gostoso, Heath. Ah,
diabos.
VINTE E CINCO Rephaim Andar era uma dificuldade. Mesmo
no espao insignificante que  o limite entre a mente consciente e a
inconsciente, mesmo antes dele sentir completamente a dor que passava por
seu corpo abusado, Rephaim estava ciente do cheiro dela. A principio ele
pensou que estava de volta na cabana e o pesadelo tinha recm comeado 
logo antes do acidente quando ela chegou, no para matar ele, mas para trazer
gua e fazer curativos. Ento ele percebeu que era quente demais para ele
ainda estar na cabana. Ele se mexeu levemente e a dor que passou por seu
corpo lhe trouxe a total conscincia, e com a conscincia veio a memria. Ele
estava cado no cho, no tnel que ela o tinha enviado, e ele odiava. No era um
dio que chegava a parania, como o do seu pai. Rephaim simplesmente
desprezava o sentimento de estar confinado dentro da terra. No havia um cu
acima dele  nenhum mundo verde e florescendo embaixo dele. Ele no podia
levantar vo no subterrneo. Ele no podia  O pensamento do Corvo
Escarnecedor parou abruptamente. No. Ele no pensaria na sua asa
permanentemente ferida e que o que isso significava pelo resto de sua vida. Ele
no podia pensar nisso. Ainda no. No enquanto seu corpo ainda estava fraco.
Ao invs disso, Rephaim pensou nela. Era fcil fazer isso, cercado pelo cheiro
dela como ele estava. Ele se mexeu de novo, dessa vez tendo mais cuidado com
sua asa ferida. Com seu brao bom ele puxou o cobertor por si mesmo se
enterrou, como um ninho, no calor da cama. Cama dela.
Mesmo no subterrneo havia um estranho e ilgico senso de segurana que
veio at ele, de estar em algum lugar que ela chamava dela. Ele no entendia
porque ela tinha essa singular afeio por ele. Rephaim seguiu as direes de
Stevie Rae, tropeando pela agonia e exausto at que ele percebeu que o que
ele estava seguindo era o cheiro da Vermelha. Ela tinha levado ela para uma ala,
aparentemente vazia dos tneis. Ele parou na cozinha e se forou a comer e
beber. Geladeiras! Esse era um dos muitos milagres que a era moderna esteve
absorvendo nos longos anos em que ele foi um esprito. Ele passou o que
pareceu ser uma eternidade observando e esperando... sonhando com o dia
que ele ia poder tocar e sentir o gosto e realmente viver de novo. Rephaim
tinha decidido que gostava de geladeiras. Mas no tinha certeza se ele gostava
do mundo moderno. No pouco tempo em que seu corpo foi devolvido a ele, ele
percebeu que a maioria dos humanos modernos no tinha real respeito pelo
poder dos antigos. Os Corvos Escarnecedores no contavam os vampiros entre
o rank dos antigos. Eles no eram nada mais do que atrativas coisas para se
brincar. Diverses e distraes. No importa o que o pai dele diz, eles no so
dignos de reinar ao lado dele. Era por que a Vermelha lhe permitiu viver?
Porque ela era muito fraca e ineficiente  muito moderna para dar os passos
que ela devia ter dado e matado ele. Ento ele pensou na fora que ela havia
exibido, e no apenas a sua fora fsica, que era impressionante. Ela comandava
o elemento da terra to perfeitamente que esta se partia ao meio para
obedec-las. Isso no era uma fraqueza. At mesmo seu pai falara dos poderes
da Vermelha. Neferet tambm, avisou que a lder dos Vermelhos no devia ser
subestimada.
E ali estava ele, levado a cama dela por seu cheiro, onde ele praticamente se
aninhava. Com um grito de desgosto, ele cambaleou para fora do calor
confortvel das cobertas, almofadas e do colcho grosso e vacilou enquanto
levantava. Ficou de p, apoiado  mesa que estava perto da cama, lutando para
manter-se firme e no permitindo que a escurido implacvel daquele lugar lhe
dominasse. Ele planejaria seu caminho at a cozinha. Iria comer e beber de
novo. Acenderia toda a luz que pudesse achar. Rephaim aceitaria se recuperar,
e ento deixaria esse lugar sepulcral e retornar para acima da terra para achar
seu pai  para achar seu lugar no mundo. Rephaim empurrou o lenol que servia
de porta para o quarto de Stevie Rae e mancou at o tnel. Eu j estou melhor...
mais forte... eu no preciso usar uma bengala para caminhar, ele disse a si
mesmo. A escurido era quase completa. Haviam lampies intermitentes, mas
muitos estavam derretendo. Rephaim aprumou seu passo. Ele iria arrumar os
lampies depois de se alimentar. Ele at beberia os sacos de sangue que achara
em um dos refrigeradores, embora isso no o atrasse. Seu corpo precisava de
combustvel para se consertar, assim como os lampies precisavam de
combustvel para queimar. Lutando contra a agonia causada por cada
movimento, Rephaim seguiu a curva no tnel e finalmente entrou na cozinha.
Ele abriu o primeiro refrigerador e estava retirando um pacote de presunto
fatiado dela quando sentiu a lmina fria de uma faca nas suas costas. "Um
movimento que eu no goste, menino-pssaro, e eu corto sua medula espinhal
ao meio. Isso vai mat-lo de vez, no vai?" Rephaim manteve-se absolutamente
parado. "Sim, isso me mataria." "Ele parece meio morto para mim, de qualquer
jeito," disse outra voz feminina. ", essa asa est toda fodida. No parece que
ele possa fazer qualquer coisa com a gente," disse um homem. A faca no saiu
de sua espinha. "Outros nos subestimando foi o que nos trouxe aqui. Ento,
nunca subestime ningum. Entendeu?" disse a voz que pertencia  faca.
"Sim, desculpe, Nicole." "Entendi." "Ento, menino-pssaro,  assim que ns
vamos fazer: eu vou dar um passo para trs e voc vai se virar  bem devagar.
No tenha nenhuma ideia. Minha faca no vai estar em voc, mas Kurtis e Starr
tem armas. Faa um movimento errado e vai estar to morto como se eu tivesse
cortado sua espinha." A ponta da faca apertou-se contra Rephaim forte o
bastante para tirar sangue. "Ele cheira mal!" disse a voz masculina que
pertencia a Kurtis. "Ele nem est comendo direito." Nicole o ignorou.
"Entendeu, menino-pssaro?" "Entendi." A faca deixou sua espinha e Rephaim
ouviu o som de ps se movendo. "Vire-se." Rephaim fez como ela mandou e se
viu encarando trs calouros. As luas crescentes vermelhas em suas testas os
identificavam como parte do rebanho Vermelho. Mas ele percebeu
instantaneamente que apesar de eles tambm serem vermelhos, eles eram
diferentes de Stevie Rae como a lua era do sol. Ele olhou para Kurtis, um calouro
grande, e para Starr, uma menina comum de cabelo claro, rapidamente, embora
eles apontassem pistolas para ele. Era em Nicole que ele focava sua ateno.
Era bvio que ela era a lder. Ela tambm era quem sugara seu sangue, algo que
Rephaim nunca esqueceria.
Ela era uma pequena caloura com longo cabelo escuro e olhos to castanhos
que pareciam ser pretos. Rephaim olhou naqueles olhos e sentiu um momento
de completo choque  Neferet estava l! Nos olhos infantis da caloura
espreitava a distinta escurido e inteligncia que Rephaim tinha visto muitas
vezes no olhar da Tsi Sgili. Aquele reconhecimento chocou o Corvo
Escarnecedor to profundamente que por um momento ele s conseguiu
encarar, seu nico pensamento foi Pai sabe que ela tem a habilidade de se
projetar? "Droga! Ele parece ter visto um fantasma," Kurtis disse, a arma indo
para cima e para baixo conforme ele ria. "Eu pensei que voc disse que no
conhecia nenhum Corvo Escarnecedor," disse Starr, seu tom claramente
suspeitoso. Nicole piscou, e a familiar sombra de Neferet se fora, deixando
Rephaim se perguntando se ele tinha imaginado a presena dela. No. Rephaim
no imaginava coisas. Neferet esteve presente, mesmo que apenas um instante,
dentro da caloura. "Eu nunca vi uma dessas coisas antes na minha vida." Nicole
virou para Starr, embora tenha continuado a manter seu olhar em Rephaim.
"Est dizendo que acho que sou uma mentirosa?" Nicole no tinha erguido a
voz, mas Rephaim, que estava acostumado em estar na presena de poder e
perigo, reconheceu essa sensao em particular como agresso que mal era
controlada. Starr obviamente reconheceu tambm, e ela instantaneamente se
afastou. "No, no, no. Eu no quis dizer nada disso.  s que  estranho ele
ter surtado quando te viu." "Isso foi estranho," Nicole disse suavemente. "E
talvez devssemos perguntar a ele porque. Ento, garoto-ave, o que voc est
fazendo aqui em nosso territrio?" Rephaim notou que Nicole no tinha feito a
pergunta que insinuou que ia perguntar. "Rephaim," ele disse, trazendo fora a
sua voz. "Meu nome  Rephaim."
Os olhos dos trs calouros se arregalaram, como se estivessem surpresos por
ele ter dado seu nome. "Ele soa quase normal," Starr disse. "Ele  qualquer
coisa menos normal, e  melhor lembrar disso," Nicole surtou. "Responda a
pergunta, Rephaim." "Eu escapei nos tneis depois de ser ferido por um
guerreiro da House of Night," ele disse verdadeiramente. Os instintos de
Rephaim, que tinham servido a ele por sculos, disseram a ele para no falar
nada sobre Stevie Rae, mesmo que esses provavelmente fossem os calouros
que ela esteve protegendo, eles no eram realmente parte do grupo dela, e
nem a seguiam. "O tnel entre aqui e a abadia desmoronou," disse Nicole.
"Estava aberto quando eu entrei." Nicole deu um passo em direo a ele e
cheirou o ar. "Voc cheira a Stevie Rae." Rephaim fez um gesto de desprezo
com sua mo boa. "Eu estou fedendo ao cheiro da cama que dormi." Ele
levantou sua cabea para o lado, como se tivesse confuso pelo que ela disse.
"Voc disse que eu carrego o cheiro de Stevie Rae. Ela no  a Vermelha, sua
Alta Sacerdotisa?" "Stevie Rae  uma vampira vermelha, mas no  nossa Alta
Sacerdotisa!" Nicole rosnou, e os olhos dela assumiram um brilho vermelho.
"No  sua Alta Sacerdotisa?" Rephaim forou. "Mas havia uma sacerdotisa
vampira vermelha chamada Stevie Rae que enfrentou com um grupo de
calouros meu pai e sua rainha. Ela tinha suas marcas. Ela no  sua Alta
Sacerdotisa?" "Essa foi a batalha em que voc se feriu?" Nicole ignorou a
pergunta dele para fazer sua prpria.
"Foi." "O que aconteceu? Onde est Neferet?" "Se foi." Rephaim no escondeu
a amargura em sua voz. "Ela fugiu com meu pai e meus irmos que ainda esto
vivos." "Onde eles foram?" Kurtis perguntou. "Se eu soubesse disso, no estaria
escondido na terra como covarde. Estaria no lado do meu pai, onde eu
perteno." "Rephaim." Nicole deu a ele um longo olhar considerando. "Eu ouvi
esse nome antes." O Corvo Escarnecedor permaneceu em silncio, sabendo que
era melhor para ela entender quem ele era sem que ele se gabasse sobre sua
posio como um idiota. Quando os olhos dela se arregalaram, ele sabia que ela
lembrou onde ela tinha ouvido seu nome. "Ela disse que voc  o favorito de
Kalona  o seu filho mais poderoso." "Sim,  quem eu sou. Quem  ela que falou
sobre mim?" De novo, Nicole ignorou a pergunta dele. "O que cobria a porta do
quarto em que voc dormia?" "Um cobertor." "O quarto de Stevie Rae," disse
Starr. " por isso que voc tem o cheiro dela." Nicole agiu como se Starr no
tivesse falado. "Kalona fugiu sem voc, mesmo que voc seja seu favorito."
"Simmmm." Rephaim soltou um silvo de raiva que veio com reconhecimento.
Nicole falou com Kurtis e Starr. "Sabe isso tem que significar que eles vo voltar.
O garoto pssaro  o favorito de Kalona. De jeito nenhum ele vai deixar ele aqui
pra sempre. Como somos os favoritos dela. Ele vai voltar por ele; ela vai voltar
por ns." "Voc fala da Vermelha, Stevie Rae?" Em um movimento to rpido
que seu corpo virou um borro, Nicole se moveu para o lado de Rephaim, ps
suas mos ao redor dos seus ombros feridos, e num movimento ergueu o
grande Corvo Escarnecedor do cho, e bateu ele contra a lateral do tnel. Os
olhos brilhando em vermelho, ela respirou uma respirao ranosa no rosto
dele e disse, "Entenda isso, garoto pssaro. Stevie Rae, ou Vermelha como voc
fica chamando ela, no  nossa Alta Sacerdotisa. Ela no  nossa chefe. Ela no
 uma de ns. Ela  intima de Zoey e o resto, e isso no  legal. V, no temos
uma Alta Sacerdotisa, temos uma rainha, o nome dela  Neferet. Agora, qual 
dessa obsesso com Stevie Rae?" Agonia passou por Rephaim. Sua asa
quebrada estava em chamas, iluminando seu corpo com uma agonia quente e
branca. Com tudo dentro dele ele desejou que ele estivesse inteiro de novo
para que pudesse destruir essa arrogante caloura vermelho com uma batida de
seu bico. Mas ele no estava inteiro. Ele estava fraco e ferido e abandonado.
"Meu pai quer capturar ela. Ele disse que ela  perigosa. Neferet no confia
nela. No estou obcecado. Sou o nico seguindo a vontade de meu pai," ele
falou atravs da dor. "Que tal a gente ver se voc realmente est dizendo a
verdade," Nicole disse. Ento ela apertou seu j apertado aperto no brao dele,
fechou seus olhos, e baixou sua cabea.
Inacreditavelmente, Rephaim sentiu as palmas dela comearem a se esquentar.
Aquele calor irradiou atravs dele, passando por sua corrente
sangunea, pulsando com o ritmo frentico de seu corao, e batendo contra
seu corpo. Um tremor passou por Nicole, ento ela abriu os olhos e ergueu sua
cabea. O sorriso dela era tolo. Ela continuou a segurar ele contra a parede por
um longo minuto antes de soltar ele. Olhando para ele estava cado no cho, ela
disse, "Ela salvou voc." "Mas que porra?" Kurtis gritou. "Stevie Rae salvou
ele?" Starr disse. Nicole e Rephaim agiram como se nenhum dos dois tivesse
falado. "Ela salvou," Rephaim arfou, lutando para controlar sua respirao para
que no desmaiasse. Ele no disse mais nada, tentando entender o que havia
acabado de acontecer enquanto respirava apesar da dor excruciante em sua
asa. A caloura vermelha fez algo com ele quando lhe tocou  algo que deu a ela
uma viso de sua mente, talvez at de sua alma. Mas ele sabia que era diferente
de qualquer ser que ela j havia tocado; seus pensamentos seriam difceis, se
no impossveis de ler, no importasse seus talentos. "Por que Stevie Rae faria
isso?" Nicole lhe perguntou. "Voc viu a minha mente. Voc sabe que eu no
tenho ideia de por que ela fez o que fez." "Isso  verdade," ela disse
lentamente. "Tambm  verdade que eu no encontrei sentimentos negativos
que voc tenha com relao a ela." "No sei se entendi. Sentimentos negativos?
Isso no faz sentido para mim."
Ela zombou. "Sem sentido  como se voc fizesse sentido? Sua mente  a coisa
mais estranha que eu j vi. Ento  assim, menino-pssaro, voc diz que
ainda est fazendo o que seu pai lhe disse para fazer. No mnimo, isso devia
significar que voc quer capturar ela  talvez mat-la." "Meu pai no queria
mat-la. Ele queria que a levassem at ele intacta para que ele pudesse estud-
la, e talvez usar seus poderes," Rephaim disse. "Tanto faz. Mas, veja, o
problema , quando eu olhei para seu crebro de pssaro, eu no achei nada
dizendo que voc estava atrs dela." "Por que eu estaria atrs dela nesse
instante? Ela no est aqui." Nicole balanou sua cabea. "No, isso  esquisito.
Se voc quer pegar Stevie Rae, voc quer peg-la, estando ela aqui ou no."
"Isso no  lgico." Nicole encarou ele. "Olha, o que eu preciso saber : voc
est conosco ou no?" "Com vocs?" "Sim, conosco. Ns vamos matar Stevie
Rae." Ela falava com certeza enquanto se deslocava com sua velocidade
sobrenatural ao lado dele e segurava seu brao com seu aperto de ferro. O
bceps de Rephaim se aqueceu instantaneamente enquanto ela invadia seus
pensamentos. "Ento, qual a sua escolha? Est conosco ou no?" Repahim sabia
que ele precisava responder. Nicole podia no ser capaz de ler todos os seus
pensamentos, mas ela certamente tinha poder o bastante para descobrir coisas
que ele preferiria manter escondidas. Fazendo a deciso rapidamente, ele
encontrou o olhar escarlate da caloura vermelha com o seu e disse
sinceramente, "Eu sou o filho de meu pai." Ela olhou para ele, sua mo
queimando a pele de seu brao e seus olhos brilhando vermelhos. Ento ela
abriu seu sorriso astuto novamente "Boa resposta, menino-pssaro, porque
essa  a principal coisa que achei dentro de sua cabea de pssaro. Voc
certamente  o filho de seu pai."
Ela o soltou. "Bem-vindo ao meu time. E no se preocupe. J que seu pai no
est aqui nesse momento, eu no acho que ele v se importar se Stevie Rae
estar viva ou morta quando voc peg-la." "E morta  mais fcil," Kurtis disse.
"Definitivamente," Starr disse. Nicole riu, soando tanto como Neferet que as
penas na nuca de Rephaim se arrepiaram. Pai! Cuidado! Sua mente guinchou, A
Tsi Sgili  mais do que ela parece!
VINTE E SEIS                 Zoey "Heath, o que voc est fazendo aqui?"
Heath apertou seu peito como se eu tivesse atirado nele e deu uma volta,
fazendo um barulho de ofego zombado. "Sua frieza me mata, baby!" "Voc 
um nerd," eu disse. "Se alguma coisa vai te matar,  sua absoluta falta de bom
senso. Ento, o que voc est fazendo aqui? Eu pensei que voc estava l fora
queimando os pssaros com Darius e Shaunee." "Bem, eu ia, porque eles
definitivamente precisam da minha fora sobre humana para ajud-los." Ele
balanou as sobrancelhas para mim e se flexionou. Ento ele sentou no banco
ao meu lado. "Mas Stark me encontrou e disse que voc precisava de mim 
ento aqui estou." "Stark estava errado. Voc deveria voltar e ajudar Darius."
"Voc parece mal, Zo," ele disse, toda a brincadeira desaparecendo de sua voz.
Eu suspirei. "Passei por muita coisa, s isso  como todos ns." "Bem, yeah,
passamos. Mas eu vou ficar bem. Eu s preciso de um dia para poder dormir. S
isso." Heath me observou por um tempo sem falar, ento ele estendeu sua mo
para mim. Foi um reflexo automtico para me envolver meus dedos nos dele.
"Zo, estou tentando muito no ficar louco por voc ter uma coisa especial com
Stark  algo que voc no tem comigo."
" um lao de guerreiro. S posso ter com um vampiro." Eu disse as palavras
apologeticamente, e eu senti muito  muito por continuar a magoar o cara com
quem eu estive apaixonada desde o ensino fundamental. "Yeah, eu ouvi sobre
isso. De qualquer forma, o que eu estava dizendo  que estou tentado lidar com
o negcio com Stark, mas fica muito mais difcil quando voc me afasta." Eu no
podia dizer nada porque eu sabia exatamente o que ele estava mesmo falando.
Era por isso que Stark tinha enviado ele para c. Heath queria que eu bebesse
dele. S de pensar nisso fez minha boca salivar e minha respirao acelerar. "Eu
sei que voc quer," ele sussurrou. Incapaz de encontrar seus olhos, eu encarei a
nossas mos ligadas. Na luz fraca do deserto refeitrio as tatuagens em minhas
palmas eram quase invisveis e nossas mos pareciam to comuns  to
parecidas como a tantos anos atrs, que fez meu estmago se apertar. "Voc
sabe que eu quero." Eu encontrei o olhar dele. "Eu sei que quer. Mas eu no
posso, Heath." Eu esperava que ele explodisse e ficasse fulo, mas ao invs disso
ele deflacionou. Seus ombros caram e ele balanou a cabea. "Porque voc no
me deixa te ajudar da nica forma real que eu posso?" Eu respirei fundo e disse
a ele a completa verdade. "Porque eu no posso lidar com a parte do sexo
agora." Ele piscou surpreso para mim. "Essa  a nica razo?" "Sexo  uma
grande razo," eu disse. "Bem, yeah, no que eu saiba por experincia, mas eu
ainda entendo o que voc est dizendo."
Eu senti minhas bochechas se esquentarem. Heath ainda era virgem? Eu tinha
certeza que depois que fui Marcada e deixei a vida humana e vim para House of
Night, minha ex melhor amiga tinha ido atrs dele. Na verdade, eu sabia que a
vadia da Kayla tinha ido atrs dele. "E quanto a Kayla? Eu pensei que vocs dois
tinham ficado depois que eu parti." Ele deu uma risadinha sem humor. "Bem
que ela queria. No apenas no, mas diabos no. Eu no estava com Kayla. S
existe uma garota para mim." A falta de humor deixou seu rosto e ele riu para
mim. "E embora voc seja uma importante Alta Sacerdotisa e tecnicamente no
mais uma `garota', voc ainda  minha garota." De novo, eu no sabia o que
dizer. Eu sempre pensei que quando eu transasse pela primeira vez seria com
Heath, mas ento eu fiz uma enorme confuso e perdi minha virgindade com
Loren Blake, o que foi totalmente o maior erro da minha vida. Eu ainda ficava
enjoada e mais do que um pouco culpada. "Hey, pare de pensar em Blake. Voc
no pode mudar o que aconteceu com ele, ento vamos esquecer." "Voc l
mentes agora?" "Eu sempre fui capaz de entrar na sua cabea, Zo." O sorriso
dele sumiu. "Bem, eu acho que no fui capaz de fazer isso muito bem
recentemente." "Desculpe por tudo isso, Heath. Eu odeio que magoa voc."
"No sou mais um garoto. Eu sabia no que estava me metendo quando subi na
minha caminhonete e dirigi at Tulsa para te ver. No tem que ser fcil entre
ns, mas tem que ser honesto."
"Ok. Eu quero ser honesta tambm. Ento estou dizendo a verdade quando digo
que eu no posso me permitir beber de voc. Eu no posso lidar com o que vai
acontecer entre ns por causa disso. No estou pronta para transar, mesmo
que o mundo todo no estivesse indo pro inferno e desmoronando ao nosso
redor." "Inferno e desmoronando  voc parece sua av quando diz isso."
"Heath, mudar de assunto no vai me fazer mudar de ideia. No vou transar,
ento no vou beber de voc." "Jeesh Zo, no sou um idiota; eu entendi isso,"
ele disse. "Ento no vamos transar. Passamos muitos anos no transando.
Somos experientes nisso." "Tem mais nisso do que s querer um ao outro. Voc
sabe o que Imprint faz com ns dois. Foi intenso o bastante antes, quando eu
estava to ferida que quase morri. Seria assim 10 vezes se eu beber de voc
agora." Heath engoliu com fora e passou a mo pelo cabelo. "Yeah, ok, eu sei
disso. Mas o que estou dizendo  o seguinte  o Imprint vai para os dois lados,
certo? Enquanto voc bebe meu sangue voc sente o que eu sinto, e eu sinto o
que voc sente." "Yeah, a coisa  prazer e sexo," eu disse. "Ok, ento, ao invs
de me focar na parte do sexo, vamos nos focar na parte do prazer." Eu ergui as
sobrancelhas para ele. "Voc  um cara, Heath. Desde quando voc no se foca
na parte do sexo?" Ao invs de responder brincando como eu esperava, a
expresso dele era absolutamente sria. "Quando te pressionei sobre sexo?"
"Teve aquela vez na casa da rvore." "Voc estava na quarta srie. No conta.
Alm do mais, voc me quebrou todo."
Ele no sorriu, exatamente, mas suas sobrancelhas estavam enrugadas. "E
quanto aquela vez na sua caminhonete no vero passado no lago?" "Voc no
pode contar isso tambm. Voc estava usando um biquni novo. E eu no
pressionei nada." "Suas mos estavam em cima de mim." "Bem, tinha muita
coisa sua aparecendo!" Ele pausou, baixando a voz para um nvel normal de
novo. "Meu ponto , estamos juntos a um longo tempo. Podemos
definitivamente ficar juntos sem fazer sexo. Eu quero transar com voc? Diabos,
sim. Eu quero fazer sexo com voc quando sua cabea est uma confuso por
causa daquele Blake e suas preocupaes com tudo que tem acontecido, e voc
no quer transar comigo? Diabos, no! Diabos, diabos, no." Ele colocou seus
dedos sobre meu queixo e me fez olhar para ele. "Eu prometo que isso no ser
sobre sexo porque voc e eu, o que temos, significa mais do que sexo. Me deixe
fazer isso por voc, Zoey." Minha boca se abriu antes de eu poder impedir e eu
me ouvi sussurrar, "Ok." O sorriso dele era como se ele tivesse vencido o
campeonato mundial. "Excelente!" "Mas nada de sexo," eu disse.
"Absolutamente nada. S me chame de Heath Sem Sexo. Diabos, meu nome do
meio  Sem Sexo." "Heath." Eu coloquei um dedo em seus lbios para calar ele.
"Voc est nerdiando isso." "Oh, yeah. Ok," ele murmurou sobre meu dedo.
Ento ele soltou minha mo e buscou no bolso do seu jeans, tirando um
canivete. Ele tirou seu casaco e abriu o canivete. A lmina parecia
estranhamente como um brinquedo de criana no escuro refeitrio.
"Espera a!" Eu meio que gritei quando ele comeou a colocar a faca na lateral
do seu pescoo. "O que?" "Um. Aqui? Vamos fazer isso aqui?" Ele ergueu a
sobrancelha para mim. "Porque no? No vamos transar, lembra?" " claro que
lembro," eu disse. " s que, bem, algum pode entrar." "Stark est guardando
a porta. Ningum vai passar por ele." Isso me chocou e fiquei quieta. Eu quero
dizer, essa era a ideia de Stark, mas guardar a porta para certificar que Heath e
eu tivssemos privacidade? Isso era s  O cheiro do sangue de Heath me
atingiu e todos os pensamentos sobre Stark desapareceram da minha mente.
Meus olhos encontraram o pequeno corte vermelho que estava no ponto suave
onde seu pescoo encontrava seu ombro. Ele clamou, colocando sua faca na
mesa e abrindo seus braos para mim. "Vem aqui, Zo.  apenas voc e eu agora.
Mais ningum para voc pensar. Mais ningum para voc se preocupar. Vem
c," ele repetiu. Eu fui para seus braos e inalei seu cheiro: Heath, sangue,
desejo, casa, e meu passado todos envolvidos juntos em um abrao forte e
familiar. Quando minha lngua tocou a linha escarlate eu senti um calafrio e
sabia que ele estava suprimindo um gemido de puro desejo. Eu hesitei, mas era
tarde demais. Seu sangue explodiu na minha boca. Incapaz de me impedir, eu
pressionei meus lbios contra a pele dele e bebi. Naquele momento eu no me
importei que no estava pronta para sexo, ou que o mundo ao meu redor era
uma enorme bola de caos, ou at mesmo que estvamos no meio do refeitrio
enquanto Stark guardava a porta (e provavelmente estava vivenciando tudo que
eu estava sentindo). Naquele momento tudo que eu me importava era Heath e
seu sangue e seu corpo e seu toque.
"Sssh." A voz de Heath tinha ficado profunda e meio spera, mas
estranhamente suave. "Est tudo bem, Zo. Eu posso s me sentir bem e nada
mais. Pense sobre o quo forte isso te faz. Voc precisa ficar forte, lembra?
Voc tem, tipo, um zilho de pessoas contando com voc. Eu estou contando
com voc; Stevie Rae est contando com voc; Afrodite est contando com
voc, embora eu ache que ela  uma vadia. At Erik conta com voc  no que
algum se importe com ele..." As palavras de Heath continuaram sem parar.
Enquanto ele falava uma coisa estranha acontecia. A voz dele deixou de ser
profunda e spera. Ele comeou a soar s como Heath  como se ele e eu
estivssemos sentados aqui conversando sobre coisas normais e eu no
estivesse sugando o sangue de seu pescoo. Ento, sem eu ter conscincia, a
vontade de sentimentos que me preencheu enquanto eu bebia dele mudou de
puro sexo para outra coisa. Algo que eu consegui pensar. Algo que eu podia
lidar. No me entenda mal, ainda era gostoso. Muito, muito gostoso. Mas
gostoso estava mexido com o que eu s posso descrever como normal, e o
normal tornou aquilo administrvel. Ento quando me senti fora e
rejuvenescida eu fui capaz de me afastar. Feche agora, eu pensei, e lambi a linha
que sangrava no pescoo de Heath, automaticamente mudando as endorfinas
na minha saliva de coagulantes para anticoagulantes. Eu observei o
sangramento parar e o pequeno ferimento comear a curar, deixando apenas
uma pequena e magra linha para trair ao mundo o que estava acontecendo
conosco. Meus olhos se ergueram para encontrar o olhar de Heath. "Obrigado,"
eu disse. "A qualquer hora," ele disse. "Eu sempre estarei aqui por voc, Zo."
"Bom, porque eu sempre vou precisar de voc para me lembrar quem eu
realmente sou."
Heath me beijou. Foi um beijo gentil, mas era profundo e ntimo e cheio de um
desejo que eu sabia que ele estava segurando, esperando para que eu
finalmente dissesse sim para ele. Ao invs disso, eu quebrei o beijo e me
aconcheguei nos olhos dele. Eu senti ele suspirar, mas o abrao no falhou
enquanto ele me segurava com fora. O som da porta do refeitrio se abrindo
fez ns dois pularmos. "Zoey, voc realmente deveria ir ao dormitrio. Eles
esto esperando por voc," Stark disse. "Ok, yeah, estou indo," eu disse, saindo
dos braos de Heath e ajudando ele a colocar seu casaco. " melhor eu
encontrar Darius e aqueles caras e dar uma incrvel ajuda humana com aquelas
coisas," Heath disse. Como garotos culpados, andamos juntos at onde Stark
estava, sem qualquer expresso, segurando a porta. "Stark." Heath acenou para
ele. "Obrigado por me trazer at ela." " parte do meu trabalho," Stark disse
afiadamente. "Bem, eu acho que voc merece um aumento," Heath disse a ele
com um sorriso, ento ele se abaixou e me deu um rpido beijo antes de dizer
tchau e correr pela porta que levava at ao ptio central da escola. "No  a
parte do meu trabalho que eu gosto," eu ouvi Stark murmurar enquanto ns
dois observvamos Heath desaparecer l fora. "Como voc disse,  melhor
irmos ao dormitrio," eu disse, comeando a andar pelo corredor que levava
para o dormitrio mais prximo. Stark me seguiu  junto com um
desconfortvel silncio. "Ento," ele finalmente disse, sua voz soando contida.
"Isso  uma droga5." Eu falei antes de pensar, e as palavras ridculas pareceram
sair da minha boca por conta prpria. "Yep. Yep foi. Literalmente." Ento,
incrivelmente, eu ri. Ok, em minha defesa, eu estava me sentindo muito bem. O
sangue de Heath me fez sentir melhor do que eu me sentia desde que Kalona
tinha sado da terra para avacalhar com minha vida. "No  engraado," Stark
disse. "Desculpe. Foi uma piada ruim," eu disse, rindo de novo, e ento fechei a
boca. "Vou fingir que voc no est rindo e no sentiu tudo que sentiu l
dentro," Stark disse com uma voz contida. Mesmo com minha onda de sangue,
eu entendi que deve ter sido muito difcil para Stark vivenciar um prazer to
intenso que outro cara trouxe para mim, e perceber o quo ligados Heath e eu
realmente ramos. Eu passei meu brao ao redor de Stark. A principio ele foi
frio e duro, e mal respondeu, como se eu estivesse me segurando a uma
esttua, mas conforme continuamos a andar ele descongelou e eu senti ele
relaxar. Logo antes dele abrir a porta do dormitrio das garotas para mim, eu
olhei para ele e disse, "Obrigado por ser meu guerreiro. Obrigado por se
certificar que eu fique forte, mesmo que tenha machucado voc." "De nada,
minha senhora." Ele sorriu para mim, mas ele parecia velho e muito, muito
triste.
5 Zoey usa a palavra sucked. Em ingls pode ser sugar/chupar que  o que ela estava fazendo, mas
tambm no sentido coloquial pode ser "uma droga".

VINTE E SETE Zoey "Voc quer uma coca tambm?" Eu chamei
por cima do meu ombro para Stark, que estava esperando impaciente por mim
em um salo muito silencioso e estranho do nosso dormitrio. Eu digo estranho
porque estava silencioso, embora um monte de calouros, caras e gurias,
estavam sentados nas cadeiras na frente das TVs de tela plana. Srio. Eles s
estavam sentados e encaravam. Sem falar. Sem rir. Nada. Eles no olharam para
cima quando Stark e eu entramos. Na verdade, eu estava semi-certa que alguns
dos garotos nos deram olhares do dio, mas ainda no falaram nada. "No,
estou bem. S pegue sua coca e vamos subir," ele disse, j andando em direo
as escadas. "Ok, ok. Estou indo. Eu s " E eu dei um encontro numa garota
chamada Becca. "Jeesh, desculpe!" Eu disse, dando um passo para trs. "No te
vi porque eu estava " "Yeah, eu sei o que voc estava fazendo. O que voc
sempre est fazendo. Voc estava olhando um cara." Eu franzi. Eu no conhecia
Becca muito bem. S que ela tinha uma enorme queda por Erik. Oh, e eu peguei
Stark mordendo e praticamente estuprando ela  antes dele escolher o caminho
do bem e se jurar a mim como Guerreiro.  claro, Becca no lembrava da parte
do estupro. Ela s lembrava do prazer de ser mordida, de novo graas ao idiota
que Stark costumava ser. Ainda sim, eu no dei permisso a ela para cair com
esse ridculo comportamento pra cima de mim. Mas eu no tinha tempo para
acertar as coisas com ela e, honestamente, eu no me importava se ela era uma
pilha grande de eu-tenho-inveja-da-Zoey. Ento eu fiz uma das bufadas nada
atraentes de Afrodite e passei ao redor dela at a geladeira, abri, e comecei
minha busca por coca. "Voc fez isso, no fez? Voc estragou tudo."
Eu suspirei. Eu encontrei minha lata de coca e virei. "Se voc se refere a, se eu
me livrei de Kalona, que no  Erebus que veio a terra mas na verdade um
imortal cado do mal, e afastei Neferet, que no  mais Alta Sacerdotisa de Nyx,
mas uma maldosa Tsi Sgili que quer dominar o mundo, ento sim. Sim, com a
ajuda de alguns amigos eu fiz isso." "Porque voc acha que sabe de tudo?" "Eu
definitivamente no sei tudo. Se soubesse, eu saberia porque voc ainda no
consegue enxergar que Kalona e Neferet e os Corvos Escarnecedores so do
mal, mesmo depois que eles mataram a professora Anastasia." "Os Corvos
Escarnecedores s mataram ela porque voc os irritou fugindo e brigando com
Kalona, que vrios de ns acham que ele  realmente Erebus." "Se liga, Becca.
Kalona no  Erebus. Ele  o pai dos Corvos Escarnecedores. Ele os criou
estuprando mulheres Cherokee. Erebus no faria isso. Isso ocorreu a vrios de
vocs?" Ela agiu como se no tivesse ouvido uma palavra do que eu disse.
"Tudo estava bem quando voc no estava. Agora voc voltou e tudo est uma
confuso de novo. Eu queria que voc tivesse ido embora para sempre e
deixado o resto de ns fazer o que queremos fazer." "O resto de vocs? Voc
quer dizer os garotos na enfermaria que quase foram mortos por seus amigos
alados. Ou voc se refere a Dragon, que ainda estava em luto pela morte da sua
esposa, sozinho?" "Isso s aconteceu por sua causa. Nenhum de ns foi atacado
antes de voc fugir." "Srio, voc no est ouvindo uma palavra do que estou
dizendo?" "Hey, Becca." Stark estava parado na porta da cozinha, atrs de
Becca. Ela virou a cabea, jogou seu cabelo para trs, e deu a ele um sorriso de
flerte. "Hey, Stark."
"Erik  carne livre," ele disse. Ela piscou e parecia um pouco confusa. "Ele e Zoey
terminaram," ele acrescentou. "Oh, mesmo?" Ela tentou soar indiferente, mas
sua linguagem corporal mostrou seu prazer. Ela olhou para mim. "J era hora
dele te chutar." "Ao contrrio, sua... sua... vadia!" eu disse. Becca deu um passo
em minha direo, erguendo sua mo como se ela fosse tentar me bater, o que
me chocou tanto que eu nem pensei em chamar um dos elementos para
derrubar ela. Felizmente, Stark no estava chocado, e ele se meteu rapidamente
entre ns. "Becca, eu j fiz mal o bastante para voc. No me faa te jogar para
fora daqui. S se afaste," ele disse, parecendo muito como um guerreiro
perigoso. Becca se afastou instantaneamente. "Oh, tanto faz. Como se eu me
importasse com ela para estragar minhas unhas?" Ela virou e saiu. Eu abri minha
coca e dei um longo gole antes de dizer, "Bem, isso foi muito perturbador."
"Yeah, eu devo estar enlouquecendo. O verdadeiro eu nunca impediria uma
briga de garotas." Eu virei os olhos para ele. "Voc  to homem. Anda, vamos
subir onde est menos maluco." Samos da cozinha e passamos pelo salo
principal para chegar as escadas, o que significou voltar na loucura. Becca era
toda sussurros com vrios garotos amontoados, embora tenha parado de falar
para me olhar feio, que era o mesmo olhar de matar que os outros garotos
estavam me dando tambm. Eu aumentei o ritmo e praticamente voei para
cima.
"Ok, isso foi bizarro," Stark disse enquanto amos ao meu quarto. Eu s acenei.
Era difcil para mim encontrar palavras que descreviam como parecia para mim
que quase todos na escola, meu lar, obviamente me odiavam. Abrindo a porta
do meu quarto, eu instantaneamente fui atacada por uma bola laranja de pelo
que se aninhou nos meus braos enquanto ela dava um `mee-uf-owed' como
uma senhora descontente. "Nala!" Eu ignorei a irritao dela e a beijei no nariz,
o que fez ela espirrar no meu rosto. Eu ri e passei minha coca para a outra mo
para no derrubar em meu gato. "Eu senti sua falta, garotinha." Eu pressionei
meu rosto no seu pelo suave, o que fez ela parar de reclamar e comeou sua
maquina de ronronar. "Quando voc terminar de se agarrar com sua gata,
temos coisas para discutir  coisas importantes," Afrodite disse. "Oh, no seja
to odiosa," Damien disse a ela. "Odeio isso, Damien," Afrodite fez um gesto
rude para ele. "Parem!" Lenobia falou antes de eu poder dizer a eles para
ficarem quietos. "O corpo de uma boa amiga ainda est esfriando l fora e no
estou com vontade de ouvir briga de adolescentes." Afrodite e Damien
murmuraram desculpas e pareciam desconfortveis, o que eu decidi que era
uma excelente deixa para eu comear a falar. "Ok, ento, cada um daqueles
garotos l embaixo me odeia." "Mesmo? Eles estavam sendo Stepfords quando
chegamos," Damien disse. "Mesmo," Stark disse. "Eu quase tive que tirar aquela
Becca de cima de Zoey." Eu podia ver o olhar nos rostos de Afrodite e Damien
que eles estavam lembrando do passado no to bom de Stark. Nenhum deles
disse nada. "Isso no me surpreende," Lenobia disse.
Eu olhei para a mestra de cavalos. "O que est acontecendo? Kalona se foi. Para
muito longe. Eu acho que ele nem est mais nesse pas. Como ele ainda pode
estar afetando os calouros?" "E vampiros," Damien acrescentou. "Nenhum
professor fora voc foi ficar com Dragon. Isso significa que o resto deles ainda
est sobre a influncia de Kalona tambm." "Ou esto simplesmente permitindo
que medo os derrote." Lenobia disse. " difcil dizer se eles esto com medo, ou
se o demnio comeou algo neles que ainda funciona, embora ele no esteja
mais presente." "Ele no  um demnio," eu me ouvi dizer. Lenobia me deu um
olhar afiado. "Porque voc diria isso, Zoey?" Eu me mexi desconfortvel
escrutnio dela e sentei na minha cama, colocando Nala no meu colo. " s que
eu sei coisas sobre ele, e uma delas  que eu sei que ele no  um demnio."
"Que diferena faz como chamamos ele?" Erin perguntou. "Bem, nomes
verdadeiros so poderosos," Damien disse. "Tradicionalmente usar o nome
verdadeiro de algum em um feitio ou ritual pode ter mais fora do que enviar
energia de forma geral, ou at mesmo usando seu primeiro nome." "Voc tem
razo, Damien. Ento no vamos chamar Kalona de demnio," Lenobia disse. "E
tambm no vamos esquecer que ele  do mal, como aqueles outros garotos
so," Erin disse.
"Mas nem todos so," eu disse. "Aqueles garotos na enfermaria no esto sob o
feitio de Kalona, e nem Lenobia e Dragon  nem Anastasia estava. Mas por
que? O que vocs tem que todo mundo no tem?" "J decidimos que Lenobia e
Dragon e Anastasia tem dons vindos de Nyx," Damien disse. "Ok, ento o que
tem de especial com aqueles garotos que enfrentaram os Corvos
Escarnecedores?" Afrodite disse. "Hanna Honeyyweager pode fazer florescer
flores," Damien disse. Eu o encarei. "Flores? Srio?" "Yeah." Damien deu nos
ombros. "Ela tem uma tima mo." Eu suspirei. "O que mais sabemos sobre os
garotos na enfermaria? " "T.J  um timo boxeador," Erin falou. "E Drew  um
timo lutador," eu disse. "Mas alguma dessas habilidades so verdadeiros
dons?" Lenobia disse. "Vampiros so talentosos. Esse  o normal e no uma
exceo." "Algum sabe alguma coisa sobre aquele garoto Ian Bowser?" eu
perguntei. "Eu s conheo ele da aula de teatro. Ele costumava ser caidinho
pela professora Nolan." "Eu conheo ele," Erin disse. "Ele  um doce." "Ok, ele 
um doce," eu disse, me sentindo sobrepujada com a tarefa impossvel. Os
garotos eram gentis e bons com coisas, mas ser bom em algo no  igual a ter
um dom de Nyx. "E quanto aquela garota nova, Red?" "Nenhuma de ns a
conhece." Damien olhou para Lenobia. "Voc conhece?"
Lenobia balanou a cabea. "No, s que sua mentora era Anastasia, e ela tinha
se tornado prxima o bastante dela em apenas alguns dias para arriscar sua vida
para salvar sua professora." "O que no significa nada especial sobre ela a no
ser que ela fez a escolha certa e " minhas palavras morreram quando percebi o
que estava dizendo. De repente eu estava rindo. " isso!" Todo mundo me
olhou que nem idiota. "Ela perdeu a cabea," Afrodite disse. "Estava fadado a
acontecer mais cedo ou mais tarde." "No, eu no perdi a cabea. Eu a
encontrei. Encontrei a resposta. Deusa,  to bvio! Aqueles garotos no so
dotados. Eles so apenas garotos que fizeram a escolha certa." Ningum disse
nada por vrios segundos, e ento Damien pegou o fio da meada. "Como na
vida. Nyx deu a todos ns escolhas." Eu sorri para ele. "E alguns de ns
escolhem sabiamente." "Alguns fazem besteira," Stark disse. "Deusa! 
realmente bvio," Lenobia disse. "No tem mistrio no feitio de Kalona." "
sobre escolhas," Afrodite disse. "E verdade," eu acrescentei. "Faz sentido."
Damien falou. "Eu no conseguia entender porque s 3 professores foram
capazes de ver atravs de Kalona. Eu sempre pensei que todos os vampiros aqui
tinham dons especiais dados pela deusa." "E a maior parte ," Lenobia disse.
"Mas com dom ou no, encontrar a verdade e seguir o caminho certo  sempre
uma escolha." Stark falou suavemente enquanto seu olhar se envolvia no meu.
"Isso  algo que nenhum de ns deve esquecer." "E pode ser por isso que Nyx
nos trouxe aqui. Para nos lembrar que seus filhos tem livre arbtrio," Lenobia
disse. Esse  todo meu ponto com A-ya. Eu tenho a escolha de no seguir o
caminho dela. Mas isso no significa que Kalona tambm tem livre arbtrio, e
pode escolher o bem ao invs do mal? A ideia passou pela minha mente. Eu a
afastei e disse, "Ok, ento, alguma ideia de onde seguimos daqui?"
"Absolutamente. Voc segue Kalona. Vamos com voc," Afrodite disse. Quando
todos a encaramos, ela continuou, "Olha, Kalona provou que  do mal, ento
vamos fazer a escolha de destruir ele." Antes de qualquer um poder dizer algo,
Afrodite acrescentou, "No  impossvel. Uma das minhas vises mostrou Zoey
o derrubando." "Vises?" Lenobia disse. Afrodite brevemente recapitulou as
duas vises que teve, deixando de lado a parte especifica de que na viso "no
to boa" eu me juntei a Kalona. Ento quando ela terminou, eu limpei a
garganta, dei um grande sorriso, e disse, "Na viso ruim eu estava com Kalona.
Tipo com ele. Ns ramos amantes." "Mas na outra viso voc destruiu ele,"
Lenobia disse. "Isso era claro, mesmo que todo o resto fosse uma confuso,"
Afrodite disse. "Ento, como eu estava dizendo antes, ela tem que ir at ele."
"Eu no gosto disso," Stark disse. "Nem eu," Lenobia disse. "Eu queria saber
mais  ter mais detalhes sobre o que causou cada viso acontecer." "Deusa! Sou
uma idiota," eu disse, buscando em meu bolso pelo pedao de papel que pus
ali. "Eu esqueci do poema de Kramisha."
"Ugh, eu tambm,"Afrodite disse. "Eu odeio poesia." "Um fato que me encanta,
minha beleza," Darius disse quando entrava no quarto com Stevie Rae e
Shaunee. "Algum com sua inteligncia deveria gostar." Afrodite deu a ele um
doce sorriso. "Eu gostaria que voc lesse para mim, mas de novo, eu gosto de
qualquer coisa que voc l para mim." "Nojento," Shaunee disse, indo at Erin.
"Totalmente," Erin concordou, sorrindo para sua gmea. "Bom, no perdemos a
parte do poema," Stevie Rae disse, sentando perto de mim e acariciando Nala.
"Eu estava me perguntando com o que Kramisha bolou." "Ok, bem, eu vou ler
em voz alta," eu disse, e comecei: Uma espada de dois gumes Um lado destri
Um libera Eu sou seu N grdio Voc vai me liberar ou me destruir? Seguir a
verdade voc dever: Encontre-me gua Purifique-me com fogo Nunca mais
presa pela terra O ar vai sussurrar para voc O que o esprito j sabe: Que
mesmo quebrada Tudo  possvel Se voc acreditar. Ento ambos seremos livres
"Eu odeio dizer isso, mas at eu posso perceber que  de Kalona para voc,"
Afrodite falou atravs do grosso silncio que seguiu minha leitura.
"Yep, parece isso para mim tambm," disse Stevie Rae. "Ah, diabos," eu
murmurei.
VINTE E OITO Zoey "Eu no gosto disso," Stark disse. "Voc j
falou isso," Afrodite disse. "E nenhum de ns gosta, mas isso no faz o poema
idiota sumir." "Profecia," Damien a corrigiu. "Os poemas de Kramisha so
profecias em sua natureza." "O que no  necessariamente, uma coisa ruim,"
Darius disse. "Se temos uma profecia, isso tambm significa que temos um
aviso." "Ento esses poemas mais as vises de Afrodite combinadas criam uma
poderosa ferramenta para ns." Lenobia disse. "Interpretamos a ltima,"
Lenobia me lembrou. "Vamos decifrar essa tambm." "No importa o que
acontea, eu acho que todos ns concordamos que Zoey tem que seguir
Kalona," Darius disse. " para isso que fui criada," eu disse, o que
definitivamente chamou a ateno de todo mundo. "Eu odeio isso. Eu no sei o
que fazer. Na maior parte do tempo eu sinto como se estivesse numa bola de
neve gigante rolando montanha abaixo no meio do inverno, mas no posso
ignorar a verdade." Eu lembrei dos sussurros de Nyx e acrescentei, "Existe
poder na verdade, assim como tem poder em fazer a escolha certa. A verdade 
que estou conectada com Kalona. Eu lembro da conexo, e lembrar dela
dificulta ainda mais para mim lidar com Kalona, mas algo dentro de mim o
derrotou uma vez. Eu acho que eu tenho que achar esse algo e fazer a escolha
de derrotar ele de novo." "Dessa vez, talvez de vez?" Stevie Rae disse. "Eu
seriamente espero que sim," eu disse. "Bem, dessa vez voc no estar
sozinha," Stark disse.
"Isso mesmo," disse Damien. "Absolutamente," Shaunee disse. "Yep," Erin
acrescentou. "Todos por um e um por Zoey!" Stevie Rae disse. Eu olhei para
Afrodite. Ela suspirou dramaticamente. "Tudo bem. Onde a orda de nerds vai,
eu vou tambm." Darius colocou seu brao ao redor dela. "Voc tambm no
estar sozinha, minha beleza." Foi apenas mais tarde que eu percebi que Stevie
Rae no tinha dito nada sobre se juntar a ns. "Todo essa solidariedade  bom,
mas no podemos agir porque no sabemos onde Kalona est," disse Lenobia.
"Bem, em meu sonho eu encontrei ele em uma ilha. Na verdade, no topo de um
castelo numa ilha," eu especifiquei. "Alguma coisa parecia familiar?" Damien
perguntou. "No. Mas era muito bonita. A gua era incrivelmente azul, e haviam
laranjeiras por toda a parte." "Isso no restringe a busca," Afrodite disse.
"Laranjeiras esto por toda  Florida, Califrnia, e o Mediterrneo. Todos esses
lugares tem ilhas." "Ele no est na Amrica." Minha resposta foi automtica.
"Eu no sei como sei disso, mas eu sei." "Ento consideramos como a verdade,"
Lenobia disse.
A confiana dela em mim me fez sentir bem, mas nervosa, e meio enjoada ao
mesmo tempo. "Ok, bem," Stevie Rae disse. "Talvez voc saiba mais coisas
sobre onde ele est, mas voc no precisa pensar nisso por um tempo, para que
voc possa pensar." "Felizinha, voc est fazendo muito sentido," Afrodite
disse. "Aqui, eu traduzo o sotaque Okie para ingls." Afrodite virou para mim.
"Sem pensar nisso voc sabia que ele no est nos EUA. Talvez voc esteja
tentando demais descobrir isso. Talvez voc s precise relaxar e eu vou at
voc." "Foi exatamente isso que eu disse," Stevie Rae murmurou. "Eles so
como gemas," Shaunee disse. "Hilrio," Erin concordou. "Caladas!" Afrodite e
Stevie Rae falaram juntas, o que fez as Gmeas convulsionarem em risadas.
"Hey, o que  to engraado?" perguntou Jack enquanto passava pela porta. Eu
notei que ele ainda tinha rastros de lgrimas em suas bochechas e que seus
olhos pareciam assombrados. Ele foi at Damien e sentou perto dele. "Nada
engraado. As Gmeas esto apenas sendo as Gmeas," ele disse a Jack. "Muito
bem, chega disso. No  produtivo e no est nos ajudando a descobrir onde
Kalona pode estar," Lenobia disse. "Eu sei onde Kalona est," Jack disse, muito
de forma `alis'. "Como assim, voc sabe onde Kalona est?" Damien disse
enquanto olhava que nem bobo para Jack.
"Bem, ele e Neferet, isso . Fcil." Ele ergueu seu iPhone. "Internet, e meu
Vamp Twitter est maluco. Est em toda a net as noticias sobre a morte de
Shekinah de repente e misteriosamente, e Neferet aparecendo em Veneza no
Alto Conselho dizendo que ela  Nyx reencarnada e Kalona  Erebus que veio a
terra, ento ela deveria ser a prxima Vampira Alta Sacerdotisa." Ns o
encaramos. Eu sei que minha boca definitivamente estava aberta. Jack franziu
para ns. "No estou inventando. Prometo. Vocs podem ver tudo aqui." Ele
ofereceu seu iPhone de novo, que Darius pegou. Enquanto ele futricava a tela,
Damien colocou seus braos ao redor de Jack e o beijou na boca. "Voc 
brilhante!" ele disse a seu namorado. Jack sorriu e todo mundo comeou a falar
ao mesmo tempo. Todos exceto Stark e eu. No meio do caos Heath entrou no
quarto. Ele hesitou apenas por um segundo, e ento andou at a cama e sentou
perto de mim no lado que Stevie Rae no estava ocupando. "Ento, o que est
acontecendo, Zo?" "Jack encontrou Kalona e Neferet," Stevie Rae disse a ele.
"Isso  bom," Heath disse. Seu olhar encontrou o meu e ele acrescentou,
"Espera ai, talvez no seja bom." "Porque no seria bom?" Stevie Rae
perguntou. "Pergunte a Zoey," Heath disse. "Qual problema, Zoey?" Damien
perguntou, calando todo mundo. "No era em Veneza," eu disse. "Tenho
certeza disso. No meu sonho Kalona no estava em Veneza. Eu quero dizer, eu
nunca estive l, mas eu vi fotos e, me corrija se eu estiver errada, mas
definitivamente no existem montanhas em Veneza, certo?" "Nenhuma,"
Lenobia disse. "Estive l vrias vezes."
"Talvez no seja ruim que voc no tenha ido para onde ele est no seu sonho.
Talvez isso signifique que os sonhos no so to reais quanto voc acha que eles
so," Afrodite disse. "Talvez." "No parece certo," Stark disse. Eu suprimi um
suspiro de irritao porque era bvio que ele estava psiquicamente me
entreouvindo. Afrodite ignorou Stark e continuou falando. "Lembra nas minhas
vises como eu vi Neferet e Kalona na frente de um grupo com sete vampiros
poderosos?" Eu acenei. "O Alto Conselho Vampiro!" Lenobia se intrometeu. "Eu
no sei porque no pensei nisso imediatamente." Ela balanou a cabea,
claramente irritada consigo mesma. "E eu concordo com Afrodite. Zoey, talvez
voc esteja dando muita importncia a esses sonhos. Kalona est manipulando
voc," ela disse gentilmente, como se esperasse que eu fosse surtar. "No,
estou te dizendo, Kalona no estava em Veneza, ele estava " eu parei
enquanto uma memria voltava e eu senti vontade de me bater na testa. "Puxa
vida! Kalona no estava em Veneza no meu ltimo sonho, mas sonhei que ele
estava em Veneza em um dos meus sonhos. Ele disse que gostava de l, que ele
sentia um lugar de poder e..." Eu esfreguei minha testa como se tentasse
massagear meu crebro para que funcionasse melhor. "Eu lembro  ele disse
que ele sentia algum tipo de poder antigo ali e ele entendia porque eles tinham
escolhido ele." "Ele deve ter se referido a ns  vampiros," Lenobia disse. Eu
pensei sobre o sonho e franzi em confuso. "Mas eu no acho que onde
estvamos no sonho era Veneza. Eu quero dizer, eu vi aquele lugar famoso com
as gndolas e o grande relgio, mas era a distncia. No estvamos l."
"Z, sem querer ser m nem nada, mas voc nunca faz seu dever de casa?" Stevie
Rae disse. "Huh?" eu disse. "Ilha So Clemente," Lenobia disse. "Huh?" eu repeti
brilhantemente. Damien suspirou. "Voc tem seu Livro de Calouros 101 por
aqui?" Eu apontei meu queixo em direo a mesa. "Est l. Eu acho." Ele
levantou, buscou na confuso que estava minha escrivaninha, e ento tirou o
livro dos calouros. Ele folheou, em dois segundos (ele tinha memorizado o
negcio todo?), e ento me entregou o livro aberto. Eu pisquei chocada quando
reconheci o lindo palcio da cor salmo que foi o palco para meus sonhos com
Kalona. "Aqui definitivamente  onde Kalona estava em meus outros sonhos. Na
verdade, estvamos nesse banco, bem aqui." Eu apontei para a foto. Afrodite de
repente saiu de Darius e foi olhar por cima do meu ombro. "Merda! Eu deveria
ter reconhecido esse lugar. Eu juro que eu ter virado humana me `idiotizou'."
"Afrodite, o que foi?" Stark perguntou, se aproximando de mim.
" o palcio que ela viu na segunda viso da minha morte," eu respondi por ela.
Eu suspirei. "Eu sei que isso vai soar idiota, mas at agora eu esqueci. Eu quero
dizer, eu lembro de perceber nos meus sonhos que esse poderia ser o lugar que
voc descreveu quando me afoguei, mas quando eu acordei... bem..." eu pausei
e encontrei os olhos de Stark. "Eu acordei e fiquei distrada." Eu vi
entendimento passar pelos olhos dele enquanto ele compreendia que foi ele
que me acordou do meu sonho  da primeira vez que ele dormiu comigo 
quando ele estava comeando a escolher entre bem e mal. "Alm do mais," eu
acrescentei rapidamente, "voc me viu me afogar porque eu estava sozinha.
Isso foi quando todos estavam com raiva de mim. No estou mais sozinha,
ento essa viso no vai se realizar." Eu olhei de Stark para Afrodite quando ela
no disse nada, e vi que ela estava encarando Stark. "Voc no estava
completamente sozinha na segunda viso da morte que eu tive de voc,"
Afrodite disse devagar. "Eu vi o rosto de Stark logo antes de voc ser morta. Ele
estava l." "O que! Isso  mentira! Eu nunca vou deixar ela se machucar," Stark
praticamente explodiu. "Eu no disse que voc era responsvel. Eu s disse que
voc estava l," Afrodite disse friamente. "O que mais voc viu?" Heath
perguntou, sentando direito e parecendo to guerreiro quanto Stark tinha
parecido. "Afrodite teve duas vises de Zoey morrendo," Damien falou. "Em
uma ela foi decapitada por um Corvo Escarnecedor." "Isso quase aconteceu!"
Heath falou. "Eu estava l. Ela ainda tem a cicatriz." "O ponto abaixo da minha
cabea no foi cortado. E agora que meu crebro est funcionando, vamos nos
certificar que eu no me afogue. E Afrodite no viu em nenhuma das vises"
"Mas voc tem certeza que a viso da segunda morte acontece na Ilha de So
Clemente no lugar do Alto Conselho?" Lenobia perguntou. Afrodite apontou
para o livro que ainda estava aberto no meu colo. "Aqui. Esse  o palcio que eu
vi quando ela estava morrendo." "Ok, ento, vamos ter que ter muito cuidado,"
eu disse. "Vamos ter que nos certificar que voc tenha," Lenobia disse.
Eu fiquei sentada al tentando no mostrar o quo claustrofbica eu estava
comeando a me sentir. Isso significava que ningum nunca iria me deixar
sozinha? Stark no disse nada. Ele no precisava. A linguagem corporal dele
telegrafou sua frustrao. "Espera a. Eu acabo de perceber algo," Damien
pegou o livro de calouros de mim e virou as pginas. Quando ele olhou para
mim, seu sorriso era vitorioso. "Eu sei onde  a ilha de Kalona, e voc tem razo
no  em Veneza." Ele virou o livro para minha frente e disse, " aqui que voc
estava no seu sonho?" Damien tinha aberto o livro em uma pgina que tinha
muitos textos (que eu claramente no li), e uma ilustrao de uma ilha bonita,
cheia de montanhas e cercada por um mar azul. Na ilustrao eu podia ver o
contorno de um castelo que era muito familiar. " isso," eu disse solenemente.
" ai que eu estava no meu ltimo sonho. Onde diabos fica isso?" "Itlia, ilha
Capri," Lenobia respondeu por ele. " a antiga localizao do primeiro Alto
Conselho Vampiro. S se moveu para Veneza depois de 79 D.C" Eu estava feliz
por ver vrios rostos em duvida. Damien obviamente no era um deles. Em sua
voz de professor ele disse, "Vampiros eram os patronos de Pompia. Vesuviu
entrou em erupo em agosto de 79 D.C" Todo mundo ainda estava piscando
sem entender, como peixinhos dourados tolos, ento ele suspirou e continuou.
"Capri  uma ilha no muito longe de Pompia." "Oh, yeah, eu lembro de ler
algo sobre isso num capitulo do livro de histria," Stevie Rae disse. Eu no
lembrava porque eu no tinha lido o captulo, e pela forma como Shaunee e
Erin estavam se remexendo, elas tambm no tinham lido. Grande surpresa.
"Ok, isso  interessante, e, yeah, essa  a ilha. Mas porque ele iria para l se o
Alto Conselho no  l a um zilho de anos?" eu perguntei.
"Ele quer trazer de volta os caminhos antigos," Stark disse. "Ele disse isso vrias
vezes." "Ento ele est no palcio em So Clemente ou em Capri?" eu disse,
ainda confusa. "O twitter dizer que foi para a frente do Alto Conselho com
Neferet apenas algumas horas atrs. Ento ele est l agora," Jack disse. "Mas
aposto que a base dele  em Capri," Stark disse. "Ento parece que vamos viajar
para a Itlia," Damien disse. "Eu espero que vocs camponeses tenham seus
passaportes prontos," Afrodite disse.
VINTE E NOVE Zoey "Oh, no seja to odiosa, Afrodite," Stevie
Rae disse. "Voc sabe que todos os calouros recebem passaportes assim que
so Marcados.  parte de toda aquele coisa de `eu sou um adolescente
emancipado'." "Que bom que eu tenho um passaporte," Heath disse. "Embora
eu no seja Marcado." Para me impedir de gritar `voc no vai  voc vai ser
morto com certeza' para Heath e constranger ele pra caramba, eu me fiz focar
na parte da logstica. "Algum sabe como vamos chegar a Itlia?" "De primeira
classe, eu espero," Afrodite murmurou. "Essa vai ser a parte simples.
Simplesmente vamos pegar o jato da House of night," Lenobia disse. "Ou
melhor, voc e seu grupo vo. Eu vou autorizar, mas no vou." "Voc no vai
conosco?" Meu estmago caiu. Lenobia era sbia e estimada na comunidade
vampira, tanto que Shekinah respeitava ela. Precisvamos que ela fosse
conosco. Eu precisava que ela fosse conosco! "Ela no pode," Jack disse.
Olhamos para ele surpresos. "Ela tem que ficar aqui com Dragon e se certificar
que a escola no seja completamente tomada pelo lado negro, porque o que
quer que seja que Kalona pode fazer, ele ainda estava fazendo, mesmo que no
esteja aqui." Lenobia sorriu para Jack. "Voc est absolutamente certo. No
posso deixar a House of Night agora." O olhar dela passou pelo quarto, tocando
cada um de ns e finalmente indo parar em mim. "Voc pode liderar eles. Voc
esteve liderando eles. S continue fazendo o que quer que seja que voc estava
fazendo."
Mas eu fiz besteira! Mais de uma vez! E eu nem sei se posso confiar em mim
mesma ao redor de Kalona! Eu queria gritar. Ao invs disso, eu tentei falar com
uma voz adulta. "Mas algum tem que dizer ao Alto Conselho o que realmente
est acontecendo com Neferet e Kalona. Eu no posso fazer isso. Sou s uma
caloura." "No, Zoey, voc  nossa Alta Sacerdotisa, a primeira Alta Sacerdotisa
caloura, e eles vo ouvir voc porque Nyx est com voc.  bvio para mim. Era
bvio para Shekinah. Ser bvio para eles tambm." Eu no tinha certeza, mas
todo mundo estava me dando grandes sorrisos de encorajamento, o que
realmente me fez querer vomitar as tripas para fora. Ao invs de vomitar, ou
minha segunda opo, comear a chorar, eu disse, "Quando partimos?" "Assim
que possvel," Lenobia disse. "No fazemos ideia de quanto dano Kalona est
fazendo agora. Pense no desastre que ele causou aqui em apenas questo de
dias." "Est quase amanhecendo. Teremos que esperar o sol se por." A voz de
Stark era apertada de frustrao. "Porque eu imagino que a tempestade de gelo
acabou, e o sol vai estar visvel, e isso significa que Stevie Rae e eu vamos fritar
no avio." "Vocs partem aqui no por do sol," Lenobia disse. "At l, arrumem
as coisas, comam, e descansem. Eu vou cuidar do que precisa ser feito." "Eu no
acho que Zoey deveria ficar na ilha So Clemente," Stark disse. Ele virou para
Darius buscando suporte. "No concorda que  uma m ideia para ela ficar
exatamente onde Afrodite viu ela se afogar?" "Stark, ela tambm me viu ser
decapitada bem aqui em Tulsa. Mas no aconteceu, porque meus amigos no
deram suas costas para mim. Onde estou no  importante como o fato que eu
sei que estou em perigo, e cercada por pessoas que vo me dar apoio." "Mas
ela me viu com voc! Se eu no posso te proteger, quem pode?" "Eu posso,"
Darius disse.
"Ar pode tambm," Damien disse. "Fogo pode chutar umas bundas," Shaunee
disse. "Eu tenho gua, e eu com certeza no vou deixar Zoey se afogar," Erin
disse indignada. "Terra sempre vai proteger Zoey," Stevie Rae disse, embora a
expresso em seus olhos parecesse triste. "Eu sou uma humana irritante, mas
ainda sou boa. Se algum passar por Darius, voc, e a horda de nerds, eles vo
ter que passar por mim," disse Afrodite. "Acrescente mais um irritante a esse
humano, calouro, e vampira a essa sopa," Heath disse. "Viu," eu disse a Stark
enquanto piscava com fora para impedir que lgrimas enchessem meus olhos
de transbordar. "Nem tudo  com voc. Estamos nisso juntos." O olhar de Stark
segurou o meu, e eu podia ver o quo torturado ele estava. Ter um juramento
com uma Alta Sacerdotisa que fosse morta, era o pesadelo de todo guerreiro.
S para mencionar isso Afrodite tinha visto ele l, e me viu ser morta, e isso foi
o bastante para abalar completamente a confiana de Stark. "Eu realmente vou
ficar bem. Prometo," eu disse. Ele acenou e ento desviou o olhar, como se ele
no pudesse suportar encontrar meu olhar por mais tempo.
"Muito bem. Vamos nos ocupar. Levem pouca coisa. No vo ter tempo de
carregar muita bagagem. Cada um de vocs deve levar uma mochila com o
essencial," Lenobia disse. Eu vi Afrodite ficar branca de horror e eu tive que
tossir para esconder uma risada. "Encontro vocs no refeitrio ao por do sol."
Ela comeou a sair, ento pausou na porta. "Zoey, se certifique de no dormir
sozinha. Vamos manter Kalona fora da sua cabea o mximo possvel. No
queremos que ele tenha nem ideia de que voc est indo atrs dele." Eu engoli
com fora, mas acenei. "Yeah, ok." "Abenoado seja," ela disse. "Abenoado
seja," todos falamos, at mesmo Heath. Lenobia fechou a porta, e ningum
disse nada por alguns momentos. Eu acho que estvamos todos um pouco
atordoados e no tnhamos entendido bem o fato de que amos para a Itlia
falar diante do Alto Conselho Vampiro. Ou pelo menos, eu ai falar. Ah, diabos.
Eu ia ter que falar na frente do Alto Conselho Vampiro. Ou talvez eu vou at ela,
na frente de todos aqueles vampiros velhos e poderosos e ter uma diarria e
me cagar. Yep. Isso certamente iria impressionar o Conselho. "nica" seria
apenas uma das palavras que eles iam me chamar. A pergunta de Jack impediu
minha mente semi-histrica de continuar a tagarelar. "O que vamos fazer com
Duquesa e os gatos?" Eu olhei para Nala, ronronando ao meu lado, e disse, "Uh-
oh." "No podemos levar eles," Stark disse. "No tem como." Ento soando
mais como ele mesmo, "Mas eles vo ficar fulos quando voltarmos.
Especialmente esses gatos. Gatos so rancorosos." Afrodite bufou. "E voc est
me dizendo. Voc conheceu meu gato? Falando nisso, eu vou passar um tempo
de qualidade com ela enquanto pego alguma coisa para comer e fao as malas."
Ela deu a Darius um sorriso modesto. "Se voc quiser estar nesse tempo de
qualidade, est convidado." "No tem que pedir duas vezes," ele disse.
"Abenoado seja, Sacerdotisa," ele me disse antes de pegar a mo dela e ir para
o quarto dela para fazer s-a-deusa-queria-saber o que. " melhor cuidarmos
das nossas coisas tambm," Damien disse.
"No acredito que devemos lavar uma mochila de roupas. Onde todos os meus
sapatos vo caber?" Jack perguntou. "Eu acho que s devemos levar um par de
sapatos," Heath disse prestativo. Jack ainda estava ofegando em horror
enquanto ele e Damien saam. Isso me deixou com Stark e Heath e Stevie Rae.
Antes das coisas ficarem mega embaraosas, Stark me surpreendeu dizendo,
"Heath, voc pode dormir com Zoey?" "Hey, cara, at onde eu sei, eu sempre
dormi com Zoey." Eu soquei ele no brao, mas ele ainda sorria como um nerd.
"O que voc vai fazer?" eu perguntei a Stark. Ele no me olhava nos olhos. "Eu
quero checar o permetro antes do amanhecer, e vou ver se Lenobia precisa de
ajuda com os arranjos. Ento vou pegar algo para comer." "Onde voc vai
dormir?" "No escuro." Ele virou para mim, fez uma reverencia formal com o
punho sobre o seu peito. "Abenoado seja, minha senhora." Antes de eu poder
dizer qualquer coisa a mais para ele, ele partiu. O silncio ficou pesado. "Ele
surtou por causa da viso de Afrodite," Stevie Rae disse, saindo da minha cama
e foi mexer nas gavetas que costumavam ser dela antes dela morrer e voltar a
vida. Eu estava feliz por ter feito Neferet e os vampiros me darem algumas
coisas dela de volta, ento ela tinha coisas pra remexer. "No deixe Stark te
magoar, Zo," Heath disse. "Ele est irritado consigo mesmo, no com voc."
"Heath, eu aprecio que voc esteja tentando me fazendo se sentir melhor, mas
 estranho demais que voc esteja do lado de Stark." "Hey, estou do seu lado,
baby!" Ele me deu um encontro no ombro, e ento se esticou de forma bvia
antes de passar o brao ao meu redor. "Uh, Heath, voc pode me fazer um
grande favor?" Stevie Rae perguntou. "Claro!" "Voc pode ir at a cozinha  que
passa pelo salo e tem que virar a direita  e tentar pegar algo para ns
comermos? Eles sempre tem vrios sanduches na geladeira. Voc pode
procurar batatinhas, mas o mais perto que voc vai chegar provavelmente so
pretzels ou aquelas batatinhas assadas saudveis." "Yuck," Heath e eu falamos
ao mesmo tempo. "Ento est tudo bem? Voc pode fazer isso?" "Yeah, Stevie
Rae, sem problemas." Heath me abraou e me deu um beijo preguioso na testa
antes de sair da cama. Na porta, ele sorriu para Stevie Rae e disse, "Mas da
prxima vez que voc quiser falar sozinha com Zo, voc s precisa dizer. Sou um
humano e jogo futebol, mas no sou idiota." "Vou manter isso em mente para a
prxima vez," ela disse. Ele piscou para mim e saiu. "Deusa, ele tem muita
energia," eu disse. "Z, eu no posso ir com vocs para a Itlia," Stevie Rae falou
sem enrolar. "O que? Voc precisa! Voc  a terra. Eu preciso de todo meu
circulo l." "Voc fez o circulo sem mim antes. Afrodite pode dar uma mo se
voc ajudar ela."
"Ela no pode ser terra. Ela foi afastada," eu disse. "Mas eu sei que voc deu
esprito para ela antes, e funcionou bem. S de esprito de novo." "Stevie Rae,
eu preciso de voc." Minha melhor amiga baixou a cabea e pareceu
completamente derrotada. "Por favor, por favor no diga isso. Eu preciso ficar.
Eu no tenho escolha. Os calouros vermelhos precisam mais de mim do que
voc." "Eles no precisam mais," eu disse ansiosa. "Eles esto aqui na escola,
com vrios vampiros adultos. Mesmo que os vampiros adultos estejam agindo
estranho, a presena deles ser o bastante para impedir seu pessoal de rejeitar
a mudana." "No  s isso. No  s eles." "Oh, no! Stevie Rae, voc no
continua a pensar naqueles calouros ruins." "Sou a Alta Sacerdotisa deles," ela
disse baixo, implorando com seus olhos para mim entender. "Eles so minha
responsabilidade. Enquanto voc no est, antes de voc ter que descer l e
fazer algo horrvel com eles, eu posso tentar mais uma vez alcanar eles  fazer
eles recuperarem sua humanidade." "Stevie Rae " "Zoey! Me escute!  uma
escolha. Eu fiz a certa. Stark fez a certa. Os garotos esto todos no caminho
certo tambm, e ns costumvamos ser maus. Como eu disse, voc sabe o quo
horrvel costumava ser para ns, mas isso mudou. Estamos diferente agora
porque estamos escolhendo ser diferentes. Eu no posso me impedir de
acreditar que aqueles outros garotos podem escolher o bem tambm. S me
deixe tentar." "Talvez eles devessem ter morrido, e  por isso que no
conseguem pegar sua humanidade de volta," eu disse suavemente.
"Eu no posso acreditar nisso, pelo menos no agora." Stevie Rae foi para sua
antiga cama do meu lado, como ela costumava fazer antes do nosso mundo
comear a explodir diante de ns. "Eu quero ir com voc. Realmente quero.
Heck, Z, voc est em mais perigo do que eu! Mas eu tenho que fazer o que 
certo, e isso  tentar alcanar aqueles outros garotos e dar a eles mais uma
chance. Voc entende?" "Yeah, entendo.  s que eu vou realmente sentir sua
falta e eu queria que voc viesse comigo." Lgrimas encheram os olhos de
Stevie Rae. "Vou sentir sua falta tambm, Z. Tem sido horrvel esconder coisas
de voc. Foi to assustador que voc no entenderia." "Eu sei como  ter
segredos.  uma droga." "Srio, isso  falar o bvio," ela disse. "Ainda seremos
melhores amigas, certo?" "Sempre seremos melhores amigas," eu disse.
Sorrindo, ela se lanou em mim e ns nos abraamos com tanta fora que Nala
acordou, reclamando para ns como se ela fosse a me de algum. Heath
escolheu esse instante para entrar no quarto. Os braos cheio de comida, ele
parou e encarou. "Sim! Eu morri e fui para o cu de garota-com-garota!"
"Ohminhadeusa!" eu disse. "Heath, voc  to nojento quanto um animal morto
na estrada  um animal morto, fedido, nojento, na estrada no meio do vero."
"Eesh, isso  nojento," eu disse. "Bem, esse  seu namorado." "Mas eu trouxe
comida," ele disse.
"Tudo bem, voc est perdoado," eu disse. "Hey, s pra voc saber, vou dormir
bem aqui na minha velha cama. Ento no vai ter ningum se apalpando e se
agarrando porque eu no estou legal com isso." Stevie Rae estava falando com
Heath, mas eu respondi. "Uh, eu tenho trs palavras para garotas que ficam
com seus namorados com outras garotas no quarto: No  certo. Ento voc
no precisa se preocupar com o que acontece aqui." Eu bati na minha cama.
"Heath vai se comportar porque j conversamos em como nossa relao 
baseada em mais do que sexo. Certo, Heath?" Stevie Rae e eu o espetamos com
nossos olhos. "Certo. Triste e trgico, mas certo," ele admitiu relutante. "Bom.
Vamos comer, ento eu vou ajudar Z a fazer as malas, e ento podemos dormir.
Finalmente," Stevie Rae disse. *** Eu estava adormecendo, enrolada nos braos
fortes e familiares de Heath, quando me atingiu que Heath realmente no podia
vir conosco. "Heath," eu sussurrei. "Temos que conversar." "Mudou sua vida
sobre no ficar?" ele sussurrou em resposta. Eu acotovelei ele. "Ow, o que?" ele
disse. "Eu no quero que voc fique bravo, mas voc no pode ir comigo at a
Itlia." "O diabo que eu no posso."
"Seus pais nunca vo te deixar perder tanta aula." "Estamos nas frias de
inverno." "No, voc estava num feriado por causa da tempestade. A
tempestade se foi. Voc vai voltar para aula em um dia," eu disse. "Ento eu
vou fazer meu dever quando voltar." Eu tentei uma ttica diferente. "Voc tem
que ficar aqui e se concentrar nas suas notas.  seu ltimo semestre antes de ir
para a faculdade. Se voc fizer besteira com suas notas agora, voc vai fazer
besteira com sua bolsa." "Olha,  simples. Broken Arrow tem aquele negcio
online de notas, lembra?" "Como eu podia esquecer algo totalmente irritante
enquanto meus pais eram capazes de olhar minhas notas e deveres todo dia?"
Ento eu fechei minha boca porque tinha acabado de perceber o que eu disse.
"Viu! Eu posso pegar meus trabalhos online. Eu vou ficar ligado. Voc pode at
me ajudar. Ou, melhor ainda, Damien pode me ajudar. Sem querer ofender, Zo,
mas eu acho que ele  um estudante melhor que voc." "Eu sei que ele , mas
essa no  a questo. Seus pais nunca vo deixar voc ir." "Eles no podem me
impedir. Tenho 18 anos." "Heath, por favor. Eu j me sinto mal o bastante com
todo o coc que eu trouxe a sua vida. No me faa responsvel por estragar seu
ltimo semestre na escola, te deixar de castigo antes de voc partir para a
faculdade, e colocar sua vida em perigo." "Eu te disse antes que posso cuidar de
mim mesmo," ele disse.
"Tudo bem, vamos fazer um acordo. Ligue para os seus pais quando acordarmos
e pea a eles para vir a Itlia comigo. Se eles falarem sim, ento voc pode vir
comigo. Se no, voc fica aqui e volta sua bunda para a aula." "Eu tenho que
contar sobre Kalona e tudo mais?" "Eu no acho que  inteligente que o pblico
em geral saiba que existe um imortal cado e uma ex Alta Sacerdotisa maluca
tentando dominar o mundo. Ento, no, voc no tem que dizer a eles essa
parte." Ele hesitou e ento disse, "Ok, posso viver com isso." "Promete?"
"Prometo." "Bom, porque eu vou ouvir a conversa toda para que voc no seja
capaz de me cocozar." "Voc sabe que essa palavra no existe, Zo." " minha
palavra real. V dormir, Heath." Ele apertou seus braos ao meu redor. "Eu te
amo, Zo." "Eu te amo tambm." "Eu vou te manter segura." Eu adormeci com
os braos de Heath ao meu redor e um sorriso no rosto, meu ltimo
pensamento consciente foi sobre o quo forte ele parecia e que eu tinha que
dizer a ele que eu realmente apreciava o quo forte ele tem se mantido. Meu
prximo pensando no foi consciente e no foi calmo: O que diabos estou
fazendo no telhado desse castelo de novo?
TRINTA Zoey Era o mesmo telhado do castelo; no havia dvidas. As
laranjeiras estavam cheias de frutas gordas que mandavam uma brisa fria. No
centro estava a mesma fonte com forma de uma mulher nua com gua caindo
de suas mos. Vendo ela duas vezes, eu percebi porque ela parecia to familiar.
Ela me lembrava Nyx, ou pelo menos um dos rostos que eu vi a deusa usar. E
ento eu lembrei o que eu aprendi sobre esse lugar  que era o antigo lugar
onde ficava o Alto Conselho Vampiro original, ento fazia sentido que a fonte
parecesse com a deusa. Eu queria sentar ao lado dela e respirar o cheiro do
citrus e do mar. Eu no queria virar para onde meus instintos estavam me
dizendo para virar  e ver quem eu sabia que eu iria ver. Mas, como uma bola
de neve descendo uma montanha, eu no parecia conseguir controlar a
avalanche que passava por mim, ento eu virei na direo que minha alma
estava me levando. Kalona estava abaixado perto da beira dos `dentes' do
telhado do castelo. Suas costas estavam viradas para mim e ele estava de
joelhos. Ele estava vestido, ou melhor, no vestido, como da ltima vez que
estivemos aqui  ele usava jeans e s isso. Suas asas negras estavam abertas ao
redor dele, deixando apenas seus ombros bronzeados visveis. Sua cabea
estava abaixada, e ele no parecia saber que eu estava ali. Como se eu no
pudesse impedir eles, meus ps se moveram at ele, e enquanto eu me
aproximava, eu percebi que ele estava ajoelhado exatamente onde estive
parada quando me atirei do telhado. Eu no estava longe dele quando vi seus
ombros ficarem tensos. Suas asas bateram e ento sua cabea estava erguida e
ele olhou por cima do seu ombro. Ele estava chorando. Lgrimas faziam
caminhos molhados pelo seu rosto. Ele parecia esmagado, quebrado,
completamente derrotado. Mas no instante que ele me viu, sua expresso
mudou. Seu rosto foi preenchido com uma alegria to incrvel que minha
respirao literalmente ficou presa com sua incomparvel beleza. Ele levantou,
e com um grito de felicidade veio at mim.
Eu achei que ele fosse me puxar para seus braos, mas no ltimo segundo ele se
olhou para que apenas uma mo estivesse erguida como se ele fosse
tocar minha bochecha, mas seus dedos pararam perto da minha pele, hesitaram
por um instante, e ento, sem me tocar, sua mo caiu do seu lado. "Voc
voltou." "Sonhos no so reais. Eu no morri," eu disse, embora fosse difcil
para mim falar. "O reino dos sonhos  parte do Outromundo; nunca subestime
o poder do que acontece aqui." Ele limpou seu rosto com as costas de sua mo,
me surpreendendo de novo, e deu uma risada embaraada. "Eu devo parecer
tolo para voc. Eu sabia que voc no estava morta,  claro. Ainda sim pareceu
to real  to horrivelmente familiar." Eu o encarei, sem saber o que dizer. No
saber como reagir a essa verso de Kalona  a verso que parecia e agia mais
como um anjo do que um demnio. Ele me lembro o Kalona que tinha se
rendido a A-ya, por vontade prpria se permitindo ficar preso do abrao dele
com uma vulnerabilidade que ainda me assombrava. Era um enorme contraste
da ltima vez que eu tinha visto ele aqui, quando ele estava no modo super
sedutor, me apalpando, e... Eu cerrei os olhos para ele. "Como exatamente
posso estar aqui de novo? No estou dormindo sozinha, e eu no me refiro
apenas a minhas amigas. "Estou dormindo nos braos de um cara humano com
quem tenho um Imprint. Ele e eu somos definitivamente mais do que amigos.
Voc no deveria ser capaz de chegar aqui." Eu apontei para minha cabea.
"No estou na sua cabea. Voc nunca me chamou em seus sonhos. Eu atraio
sua essncia at mim. A invaso  minha, no por algum convite seu." "No foi
isso que voc disse antes." "Eu menti antes. Estou falando a verdade agora."
"Porque?"
"Pela mesma razo de eu ter sido capaz de te trazer aqui mesmo que voc
esteja nos braos de outro. Dessa vez  pela primeira vez  meus motivos so
puros. No estou tentando manipular voc. No estou tentando te seduzir. E
vou falar apenas a verdade para voc." "Como voc pode esperar que eu
acredite nisso?" "Se voc acredita ou no, no muda a natureza da verdade.
Voc est aqui, Zoey, quando no deveria estar. Isso no  prova o bastante
para voc?" Eu mordi meu lbio. "Eu no sei. No sei quais so as regras aqui."
"Mas voc sabe sobre o poder da verdade. Voc me mostrou isso durante nosso
ltimo encontro. Voc no pode se valer desse poder para julgar a veracidade
do que estou dizendo?" Graas a Damien, eu sabia que veracidade significava
verdade, ento eu no estava por aqui mordendo um lbio com uma cara de
desentendimento por no ter entendido o que ele disse. Eu estava com uma
cara de desentendimento porque no sabia como responder a ele. Kalona
estava me confundindo. Finalmente eu abri a boca para dizer a ele que no, eu
no podia contar com o poder da verdade quando eu no fazia ideia sobre o
que ele estaria mentindo, mas ele ergueu uma mo e impediu minhas palavras.
"Voc me perguntou uma vez se eu sempre fui o que sou agora, mas s fui
evasivo e menti. Hoje quero te dar a verdade. Voc vai permitir, Zoey?" De
novo, ele me chamou de Zoey! Ele nem uma vez tinha me chamado de A-ya,
como ele gostava. E ele no estava me tocando. Nenhum um pouco. "Eu  eu
no sei," eu disse como uma idiota e dei um passo para trs, esperando que a
atuao de cara-legal sumisse e o sedutor imortal reaparecesse. "O que voc vai
fazer para me mostrar?" Seus olhos mbares lindos escureceram com tristeza.
Ele balanou a cabea. "No, Zoey. Voc no precisa temer que eu v tentar
fazer amor com voc. Se eu tentar passar da verdade para a seduo, esse
sonho se quebraria e voc se encontraria acordando nos braos de outro
homem. Para eu e mostrar o que voc precisa ver, voc s precisa pegar minha
mo."
Ele a estendeu, forte e de aparncia normal. Eu hesitei. "Te dou meu juramento
que minha pele no ir te queimar com o poder frio da luxuria que eu tenho por
voc. Eu sei que voc no tem motivos para confiar em mim, ento eu peo que
voc confie na verdade. Me toque, e voc ver que no estou mentindo para
voc."  s um sonho. Eu me lembrei. No importa o que ele diz sobre o
Outromundo, um sonho  um sonho. Isso no  real. Mas a verdade  real, seja
no mundo dos sonhos ou na realidade, e a triste verdade  que eu queria pegar
a mo dele. Eu queria ver o que ele precisava me mostrar. Ento eu ergui minha
mo e pressionei minha palma na dele. Ele tinha dito a verdade. Pela primeira
vez, sua pele no me congelou com a paixo e poder que eu no podia aceitar,
mesmo quando no conseguia me afastar totalmente. "Eu quero te mostrar
meu passado." A mo que no segurava a minha passou em nossa frente como
se estivesse limpando uma janela invisvel, uma vez, duas vezes, trs vezes.
Ento o ar oscilou e com um horrvel som de algo se rasgando algo se abriu
diante de ns, como se ele tivesse aberto um pedao do reino dos sonhos.
"Agora contemple a verdade!" Com o comando dele o cu rasgado tremeu e
ento, como se uma enorme TV tivesse repentinamente se ligado, eu comecei a
ver pedaos do passado de Kalona. A primeira cena que eu vi me deixou sem
flego tamanha beleza. Kalona estava l, semi nu como sempre, mas dessa vez
ele segurava uma longa espada com aparncia perigosa enquanto a outra mo
estava nas suas costas, e suas asas eram de um branco puro! Ele estava parado
do lado de fora de uma porta de mrmore magnfica de um tempo. Ele parecia
perigoso e nobre  muito como um guerreiro. Enquanto eu observava, sua
expresso dura mudou para algo mais suave, e enquanto a mulher subia as
escadas do templo, ele sorriu para ela com uma adorao bvia.
Merry meet, Kalona, meu guerreiro. A voz dela ecoou do passado e eu ofeguei.
Eu no precisava ver o rosto da mulher. Eu instantaneamente reconheci a voz
dela. "Nyx!" eu gritei. "De fato," Kalona disse. "Eu era o guerreiro jurado de
Nyx." O Kalona da viso seguiu a deusa para dentro de seu templo. A cena
mudou, e de repente Kalona estava usando duas espadas para lutar com algo
que eu no conseguia ver. A coisa era preta e continua a mudar de forma. Num
instante era uma enorme serpente, no outro era uma boca aberta com dentes
brilhantes, e no outro parecia ser uma criatura parecida com uma aranha com
garras e presas. "O que  isso?" "S um aspecto do mal." Kalona falou
suavemente, como se as palavras fossem difceis para ele dizer. "Mas voc no
estava no reino de Nyx? Como mal poderia chegar l?" "Mal est em toda parte,
assim como o bem est em toda parte.  a forma como o mundo e Outromundo
foram feitos. Tem de haver equilbrio, at no reino de Nyx." " por isso que ela
precisava de um guerreiro?" eu perguntei, observando a cena mudar de novo
para mostrar uma campina. Os olhos dele nunca estavam parados, mas
constantemente observando a rea ao redor e atrs da deusa. Uma espada em
sua mo. A outra estava pronta em seu cinto. "Sim,  por isso que ela precisa de
um guerreiro," ele disse. "Precisa." Eu provei a palavra, e ento consegui olhar
do Kalona do passado para o do presente. "Se ela ainda precisa de um
guerreiro, ento porque voc est aqui ou invs de l?"
A mandbula dele se apertou e seus olhos se encheram de dor. A voz dele era
quebrada quando ele me respondeu. "Olha ali, e voc ver a verdade." Eu
foquei meu olhar de volta nas cenas que mudavam para ver Nyx parada diante
de Kalona. Ele estava de joelhos na frente dela, e como ele tinha estado quando
entrei nesse sonho, ele estava chorando. Essa encarnao de Nyx parecia tanto
com a estatua de Maria na gruta das freiras Beneditinas que eu senti uma onda
de choque. Mas enquanto eu continuava a olhar, eu vi que algo estava errado
com Nyx. Diferente da beleza serena da Maria das freiras, a expresso de Nyx
era dura e parecia estranhamente mais como uma pedra do que a estatua. Por
favor no faa isso, minha deusa. A voz de Kalona passou por ns. Soava como
se ele estivesse implorando. Eu no fao nada, Kalona. Voc tem uma escolha.
Eu dou at a meus guerreiros livre arbtrio, embora eu no exija que eles
sabiamente. Eu estava chocada por quo fria Nyx soava. Por um segundo, ela
me lembrou de como Afrodite costumava ser. Eu no posso me impedir. Eu fui
criado para sentir isso. No  livre arbtrio.  predestinao. Ainda sim como sua
deusa eu te digo que o que voc  no  predestinado. Sua vontade modelou
voc. Eu no posso impedir o que sinto! No posso impedir o que eu sou! Voc,
meu guerreiro, est enganado; portanto, voc deve pagar as conseqncias do
seu erro. Nyx ergueu um brao perfeito e apontou seus dedos para Kalona. O
guerreiro foi erguido e arremessado para trs, descendo e descendo. Kalona
caiu. Eu observei.
Eu observei ele gritar em agonia enquanto ele caia e caia. Quando ele
finalmente pousou, amassado, quebrado, e ensangentado, em um campo que
me lembrava o TallGrass Prairie6, as asas dele tinham passado de branco para
um preto como de um corvo, como so hoje. Com um choro cheio de dor,
Kalona ergueu sua mo e limpou a viso do passado. Enquanto o ar ao nosso
redor tremia e se tornava o jardim do castelo de novo, ele soltou minha mo e
se afastou para sentar em um banco debaixo de uma laranjeira. Ele no disse
nada. Ele s ficou sentado ali olhando o azul do mediterrneo. Eu segui, mas
no sentei ao lado dele. Ao invs disso, parei na frente dele, estudando ele
como se eu pudesse julgar a verdade em seus olhos. "Porque ela te expulsou? O
que voc fez?" Os olhos dele encontraram os meus. "Eu a amei demais." A voz
dele era to sem emoo que ele parecia um fantasma. "Como voc pode amar
demais uma deusa?" eu perguntei automaticamente, mesmo quando a resposta
bvio veio at mim. Existem diferentes tipos de amor  eu estava super ciente
disso. Kalona amou Nyx do jeito obviamente errado. "Eu tinha cimes. Eu at
odiava Erebus." Eu pisquei chocada. Erebus era o consorte de Nyx, seu eterno
amante. "Meu amor por ela me fez quebrar meu juramento. Eu estava to
obcecado com ela, eu no conseguia mais proteg-la. Eu falhei como guerreiro
dela." "Isso  terrvel," eu disse, pensando em Stark. Ele s era jurado a mim a
dias, e eu j sabia que seria como arrancar uma parte de sua alma se ele
falhasse comigo. E por quanto tempo Kalona foi o guerreiro de Nyx? Sculos?
Quanto tempo era um pedao de eternidade?
Incrdula, eu percebi que eu estava sentindo pena de Kalona. Eu no podia
sentir pena dele! Claro, ele teve seu corao partido e caiu do reino da deusa,
6 http://virtual.parkland.edu/lstelle1/len/biface_guide/chert/documents/images/tall_grass.jpg

mas ento ele se tornou um cara mal. Ele se tornou o mal que ele costumava
lutar. Ele acenou sua cabea e, como se pudesse ouvir meus pensamentos, ele
disse, "eu fiz coisas terrveis. Eu continuo a fazer elas. Cair me mudou. Ento,
por tanto tempo fiquei atordoado por dentro. Eu busquei e busquei, sculo
depois de sculo, tentando encontrar algo, algum para preencher a ferida
ensangentada que Nyx tinha deixado em minha alma. Quando encontrei ela,
eu no sabia que ela no era real, que ela era uma iluso criada para me
prender. Eu fui por vontade prpria para os braos dela. Voc sabia que quando
ela comeou a mudar sua forma para barro do qual ela foi feita, ela chorou?"
Meu corpo tremeu. Eu sabia do que ele estava falando. Eu vivenciei isso com
ela. "Sim." Minha voz era um rouco sussurro. "Eu lembro." Os olhos dele se
arregalaram em choque. "Voc lembra? Voc tem as memrias de A-ya?" Eu
no queria admitir a extenso da memria de A-ya, mas eu sabia que no podia
mentir. Ento eu modelei uma pequena parte da verdade e disse a ele com
palavras apertadas. "S uma. Eu s lembro de dissolver. E eu lembrei de A-ya
chorando." "Estou feliz por voc no se lembrar de mais nada, porque o esprito
dela ficou comigo, preso na escurido, por um longo tempo. Eu no podia tocar
ela, mas eu podia sentir a presena dela. Eu acho que foi a nica coisa que me
manteve so." Um calafrio passou por seu corpo e eu vi suas mos comeando a
se erguer, como se ele estivesse literalmente tentando afastar a memria. Ele
ficou quieto por um longo tempo. Eu achei que ele tinha terminado de contar o
passado, e estava tentando superar o choque e a descrena na minha mente
para encontrar uma pergunta para fazer a ele quando ele comeou a falar de
novo. "Ento A-ya se foi. Foi quando eu comecei a chamar ela. Eu sussurrei
minha vontade de estar livre para o mundo, e ento o mundo finalmente me
ouviu." "Voc no quer dizer que Neferet te ouviu?"
" verdade que ela me ouviu, mas no foi apenas a Tsi Sgili que respondeu meu
chamado." Eu balancei minha cabea. "Voc no me chamou na House of Night.
Nyx me Marcou.  por isso que estou aqui." "? Eu devo falar apenas a verdade
ou nosso sonho desaparecer, ento no estou tentando te persuadir fingindo
que sei mais do que sei. S vou dizer o que eu acredito, e o que eu acredito 
que voc me ouviu tambm. Ou pelo menos a parte de voc que uma vez foi A-
ya ouviu e reconheceu minha voz." Ele hesitou, e ento acrescentou, "Talvez a
mo de Nyx estivesse guiando sua reencarnao. Talvez a deusa mandou voc
para " "No!' Eu no podia mais ouvir. Meu corao estava batendo com tanta
fora que eu pensei que ele ia pular do meu peito. "Nyx no me mandou para
voc, bem como no sou realmente A-ya. No importa que eu tenha uma
memria aleatria dela. Nessa vida sou uma garota de verdade, com livre
arbtrio e mente prpria." A expresso dele mudou de novo. Seus olhos
suavizaram e ele sorriu com ternura. "Eu sei, Zoey, e  por isso que eu tenho
lutado tanto com meus sentimentos por voc. Eu acordei da terra querendo a
virgem que tinha me aprisionado, para encontrar uma garota com livro arbtrio
lutando contra mim." "Porque voc est fazendo isso? Porque voc soa assim?
Voc no  esse cara!" Eu gritei para ele, tentando gritar a terrvel e
maravilhosa forma como as palavras dele estavam me fazendo sentir.
"Aconteceu quando eu ca. Eu me vi cair de novo, e nessa viso tambm meu
corao sendo quebrado de novo. Eu no consegui suportar. Eu jurei a mim
mesmo que se eu pudesse atrair voc para mim mais uma vez eu iria te mostrar
a verdade." "Se isso realmente  a verdade, ento voc sabe que voc se tornou
o mal que costumava lutar contra."
Ele desviou o olhar, mas no antes de eu ver vergonha em seus olhos. "Sim, eu
sei." "Eu escolhi um caminho diferente. Eu no posso amar o mal. E essa  a
verdade," eu disse. Os olhos dele voltaram instantaneamente para mim. "E se
eu escolher rejeitar o mal? O que acontece?" As perguntas dele me pegaram
desprevenida, ento eu falei a primeira coisa que veio a minha cabea. "Voc
no pode rejeitar o mal, no enquanto estiver com Neferet." "E se eu s sou
mal com Neferet? E se a verdade  que se eu estivesse com voc, eu poderia
escolher o bem?" "Impossivel." Eu estava balanando minha cabea para frente
e para trs, para frente e para trs. "Porque voc chama de impossvel?
Aconteceu antes. Voc sabe porque voc causou a escolha para o bem. O
guerreiro que est ligado a voc  prova disso." "No. Essa verso sua no 
real. Voc no  Stark. Voc  um imortal cado, amante de Neferet. Voc
estuprou mulheres  fez das pessoas seus escravos  matou pessoas. Seus filhos
quase mataram minha av. Um deles matou a professora Anastasia!" Eu me
agarrei em todas as coisas negativas que eu pude e atirei elas contra ele. "Os
calouros e professoras na House of Night comearam a questionar Nyx por sua
causa. Eles ainda esto agindo de forma errada. Escolha deles ou no, eles esto
cheios de medo e dio e cimes, como voc estava com Nyx!" Ele agiu como se
eu no estivesse parada ali gritando com ele. Ele simplesmente disse, "Voc
salvou Stark. Voc no pode me salvar tambm?" "No!" eu gritei. E eu sentei
na cama.
"Zo, est tudo bem. Estou contigo." Heath estava ali, limpando o sono dos seus
olhos com sua mo e esfregando minhas costas com a outra. "Oh, deusa," eu
disse, dando um longo e trmulo suspiro. "Qual problema? Pesadelo?" "Yeah,
yeah. Estranho pesadelo." Eu olhei para a cama do outro lado do quarto. Stevie
Rae no tinha se movido. Nala estava aninhada em seu ombro. Minha gata
espirrou para mim. "Traidora," eu disse a ela, tentando me forar a soar normal
de novo. "Bem, ento, volte a dormir. Essa troca de dia pela noite est
finalmente funcionando para mim e eu quero continuar treinando," Heath
disse, abrindo seus braos para mim deslizar neles de novo., "Oh, yeah, sinto
muito." Eu deitei, curvada numa bola que era assustadoramente similar a uma
posio fetal. "Volte a dormir," Heath repetiu dando um grande bocejo. "Tudo
est bem." Eu fiquei deitada acordada por um longo tempo desejando
desesperadamente que isso fosse verdade.
TRINTA E UM Zoey Quando acordamos perto do crepsculo eu
no conseguia suportar pensar em Kalona e no sonho, ento eu me concentrei
em Heath. "Ok, hora de ligar para seu pai e me para que eles possam te dizer
para ir pra casa." "Voc est bem, Z?" Stevie Rae perguntou enquanto secava o
cabelo. Ela e eu tnhamos enfiado coisas na minha mochila enquanto Heath
tomava banho, ento ns revezamos em nos aprontar. A pergunta dela me fez
perceber que em todo aquele tempo eu no tinha feito muito mais do que
murmurar respostas monossilbicas para qualquer coisa que ela e Heath diziam.
"Yep, estou bem. S vou sentir falta de Heath, s isso," eu menti. Ok, bem, no
era bem uma mentira, porque eu ia sentir falta de Heath enquanto
estivssemos na Itlia, mas no era por isso que eu no estava afim de
conversar. Kalona era o motivo de eu no estar afim de conversar. Eu temia que
se eu falasse muita coisa o sonho de ontem a noite iria comear a sair pela
minha boca e eu ia contar tudo a Stevie Rae, e eu no queria fazer isso na frente
de Heath. No, tinha mais do que s isso. Eu no queria contar a ningum sobre
a nova verso de Kalona que eu vi. Eu no queria ouvir eles dizerem que era
fumaa e espelhos. O abrao de Heath me fez pular. "Aw, isso  doce, Zo," ele
disse, inconsciente a terrvel decepo que estava na minha cabea. "Mas voc
no vai ter que sentir minha falta. Eu tenho um bom pressentimento sobre essa
ligao telefnica." Eu balancei minha cabea para ele. "De jeito nenhum sua
me vai deixar voc ir para a Itlia comigo." "No com voc, talvez. Mas com a
sua escola  isso  outra coisa."
Antes de eu poder dizer qualquer coisa ele pegou seu telefone, e o seu lado da
conversa comeou: "Hey, me, sou eu." "Yep, estou bem." "Yep, ainda estou
com Zoey." Ele pausou ento olhou para mim e disse, "Mame te mandou um
oi." "Diga a ela oi por mim." Ento eu sussurrei: "Anda logo!" Ele acenou. "Hey
me, falando na Zo, ela e alguns garotos da House of Night vo para a Itlia.
Veneza na verdade, bem, mais como uma ilha perto de Veneza. Voc sabe, So
Cle-alguma coisa. Onde o Alto Conselho de vampiros se renem e tudo mais. Eu
quero saber se posso ir com eles." Eu podia ouvir a voz da me dele se
erguendo e tive que suprimir um sorriso. Eu sabia que a me dele iria surtar. 
claro eu no sabia a carta que Heath tinha na manga. "Espera a, me. No tem
nada demais.  como aquela viagem que eu queria fazer com o professor de
espanhol no vero passado, mas no pude ir porque os treinos de futebol
estavam comeando. Lembra?" Ele acenou para o que quer que fosse que sua
me estava dizendo. "Yeah,  um negcio da escola. Ficaremos fora 8 dias,
como na viagem de espanhol. Na verdade, eu acho que posso usar meu
espanhol porque italianos so, tipo, um primo." Ele pausou de novo, e ento
disse, "Ok, yeah, isso  legal." "Ela disse que eu tenho que pedir pro papai," ele
sussurrou, cobrindo o telefone com sua mo.
Ento eu ouvi uma voz profunda do outro lado da linha, e Heath disse, "Hey,
pai. Yeah, estou bem." Ele esperou um pouco enquanto seu pai falava, e ento
continuou, "Yeah,  basicamente isso.  uma viagem escolar. Eu posso fazer
dever de casa online." Heath sorriu em resposta ao que o pai dele estava
dizendo. "Mesmo? Eles esto cancelando as aulas pela prxima semana porque
estamos sem energia no bairro?" Ele ergueu suas sobrancelhas para mim.
"Wow, isso torna essa viagem super conveniente. E, escuta isso pai, j que
vamos viajar pelo jato da House of Night, e ficar em uma ilha com vampiros, no
vai custar nada." Eu cerrei os dentes. Eu no podia acreditar que ele estava
lidando com seus pais to facilmente.  claro, era verdade que mesmo que
Nancy e Steve Luck fossem boas pessoas e bons pais, eles no tinham nenhuma
noo sobre coisas adolescentes. Srio. Heath bebia a anos e eles nunca
notaram, nem quando ele chegava em casa fedendo a vmito e cerveja. Ugh.
"timo, pai! Brigado!" A exuberncia de Heath me fez piscar e me refocar nele
e no no tagarelar da minha mente. "Yeah, eu vou ligar para vocs todo dia."
Ele pausou enquanto seu pai dizia algo. "Oh, eu quase esqueci disso. Ok, bem,
enquanto Zo e o resto se arruma, eu passo em casa e pego meu passaporte
algumas roupas. Diga a mame que s devemos levar uma mochila, para no
ficarmos enlouquecendo com bagagem. Ok, te vejo daqui a pouco! Tchau!"
Sorrindo como se estivesse de volta no ensino fundamental e tivesse acabado
de receber um chocolate extra durante a hora do lanche, ele desligou. "Isso foi
doente," Stevie Rae disse. "Eu esqueci da viagem de espanhol," eu disse. "Eu
no. Ento parece que preciso ir para casa e pegar meu passaporte e tudo mais.
Te encontro no aeroporto. No v sem eu!" Ele me beijou rapidamente, pegou
seu casaco, e saiu do quarto como se quisesse escapar antes de eu poder dizer a
ele de uma vez por todas, que no importa o que os pais sem noo dele tinham
dito, ele no ia. "Voc realmente vai deixar ele ir com vocs?" Stevie Rae disse.
"Yeah," eu disse aptica. "Eu acho que vou." "Bem, ficou feliz. Sem querer ser
m nem nada disso, mas acho uma boa ideia pelo negcio do sangue." "Negcio
de sangue?"
"Z, ele  o humano com quem voc teve um Imprint. O sangue dele  super bom
para voc. Voc vai estar em uma situao perigosa, confrontando Kalona e
Neferet no Alto Conselho, ento voc pode precisar de um sangue super-bom-
pra-voc." "Yeah, acho que voc est certa." "Ok, Z. Qual o problema?" Eu
pisquei para ela. "Como assim?" "Voc est agindo como um zumbi. Ento me
conte sobre o `estranho' sonho que te acordou." "Eu achei que voc estava
dormindo." "Era isso que eu queria que voc pensasse caso voc e Heath
quisessem se agarrar." "Com voc no quarto? Isso  nojento," eu disse.
"Verdade, mas eu estava tentando ser educada." "Jeesh," eu disse. "Nojento. Eu
seriamente no faria isso." "E eu no vou deixar voc mudar de assunto. O
sonho  lembra? Me conte." Eu suspirei. Stevie Rae era minha melhor amiga, e
eu realmente deveria falar com ela. "Era sobre Kalona," eu disse. "Ele entrou no
seu sonho mesmo com voc dormindo com Heath?" "No. Ele no entrou no
meu sonho," eu disse verdadeiramente, embora de forma evasiva. "Foi mais
como uma viso do que um sonho." "Uma viso do que?"
"Do passado dele. Muito tempo atrs. Antes dele cair." "Cair? De onde?" Eu
respirei fundo e contei a verdade. "Do lado de Nyx. Ele costumava ser guerreiro
dela." "Ohminhadeusa!" Ela sentou na cama. "Tem certeza?" `Sim... no... eu
no sei! Parecia real, mas no tenho certeza. Eu no sei como posso ter
certeza," Ento minha respirao se prendeu. "Oh, no." "O que?" "Na memria
que eu tive de A-ya, ela disse algo sobre Kalona no ser feito para andar nesse
mundo." Eu engoli e juntei minhas mos para me impedir de tremer. "E ela
chamou ele de guerreiro." "Uh-oh. Voc quer dizer que ela sabia que ele era
guerreiro de Nyx antes de cair?" "Oh, deusa, eu no sei." Mas eu sabia. No meu
corao eu sabia que A-ya estava tentando confortar Kalona com familiaridade.
Ele foi um guerreiro uma vez; ele iria querer ser um guerreiro de novo. "Talvez
devssemos falar com Lenobia sobre " Stevie Rae comeou. "No! Stevie Rae,
prometa que no vai contar a ningum. Eles j sabem que eu tive uma memria
de estar com Kalona. Acrescente isso a viso de Afrodite, e eles iriam surtar
achando que eu ia perder a cabea e ficar com ele de novo  e isso no vai
acontecer." Eu disse como se tivesse falado srio, e eu falei. Eu no me importei
que isso me fez ficar enjoada. Eu no podia estar com Kalona. Como eu disse a
ele, era impossvel.
Mas eu no tinha que me preocupar com Stevie Rae me delatando. Ela estava
acenando a cabea e olhando para mim com olhos cheios de entendimento.
"Voc quer entender ele sozinha, no ?" "Yeah. Parece idiota, no parece?"
"No," ela disse firmemente. "s vezes as coisas simplesmente no so da conta
de ningum. E algumas coisas que parecem totalmente impossveis acabam
sendo diferentes do que esperamos." "Voc realmente acha isso?" "Espero que
sim," ela disse ansiosa. Parecia que Stevie Rae queria dizer algo mais, mas foi
interrompida por uma batida na porta de Afrodite. "D para vocs se
apressarem? Todo mundo j comeu e temos um jato para pegar." "Estamos
prontas," Stevie Rae disse, e ento jogou a mochila para mim. "Eu acho que
voc deve seguir o que o seu instinto est te dizendo, como Nyx sempre disse.
Claro, voc fez besteira no passado. Eu tambm. Mas ns duas escolhemos
estar no lado de nossa deusa, e  isso o que conta no fim." Eu acenei, de
repente achando difcil falar. Stevie Rae me abraou. "Voc vai fazer a coisa
certa. Eu sei que vai," ela disse. Minha risada soava mais como um soluo, e eu
disse, "Yeah, mas depois de quantos erros?" Ela sorriu para mim. "A vida 
sobre cometer erros. E estou comeando a achar que no seria to excitante se
fosse perfeita." "Eu podia fazer um reverncia agora mesmo," eu disse.
Ns estvamos rindo quando samos para o corredor e nos juntamos a irritada
Afrodite. Eu notei que a `mochila' dela era uma Betsey Johnson7, e que estava
to cheia que se desdobrando. "Eu acho que isso  trapaa," eu disse,
apontando para a bolsa dela. "No estou trapaceando. Estou improvisando."
"Bolsa bonita," Stevie Rae disse. "Eu amo uma Betsey Johnson." "Voc 
country demais para uma Betsey," Afrodite disse. "No sou," Stevie Rae disse.
" sim," Afrodite disse, e complementou com "Prova A  esses jeans horrveis.
Cordas de amarrar? Srio? Eu tenho duas palavras para voc: Up. Date." "Oh,
no. Voc no acabou de falar mal das minhas cordas..." Eu deixei as duas
discutindo enquanto ia para o refeitrio. Na verdade, eu mal as escutei. Minha
mente estava a quilmetros de distncia em um telhado no meio de um sonho.
O refeitrio estava cheio, mas bizarramente, muito silencioso enquanto
Afrodite, Stevie Rae, e eu nos juntvamos as Gmeas, Jack, e Damien, que j
estavam comendo bacon e ovos. Como eu esperava, eu estava atraindo muitos
olhares de quero te matar, especialmente de uma das mesas cheias de garotas.
"Ignore eles. Eles so idiotas," Afrodite disse. " to estranho que Kalona ainda
esteja mexendo com a cabea deles," Stevie Rae disse enquanto enchamos
nossos pratos e continuvamos a olhar sobre nossos ombros para o silencioso e
mal humorado refeitrio. " escolha deles tambm," minha boca disse antes de
eu poder impedir.
7 http://www.betseyjohnson.com/

"Como assim?" Stevie Rae perguntou. Eu engoli uns ovos e disse, "Eu me refiro
aos garotos,"  eu pausei e acenei meu garfo para o resto do salo para dar
nfase  "os que esto nos olhando feio e sendo to insanamente horrveis,
esto escolhendo ser assim. Yeah, Kalona comeou, mas eles esto escolhendo
seu prprio caminho. " A voz de Stevie Rae era suave com entendimento, mas
no menos insistente. "Isso pode ser verdade, Z, mas voc tem que lembrar que
est acontecendo por causa de Kalona  bem, ele junto com Neferet." "O que 
verdade  que Kalona  uma merda m, e Zoey tem que lidar com ele de uma
vez por todas," Afrodite disse. Meus ovos de repente pareciam menos
saborosos. Estvamos todos em uma mesa, comendo e tentando fingir que as
pessoas no estavam nos matando com seu olhar, quando Stark se juntou a ns.
Ele parecia cansado, e quando o olhar dele encontrou o meu, eu reconheci a
tristeza em seus olhos. Eu tinha visto nos olhos de Kalona quando ele falou de
Nyx. Stark acreditava que tinha falhado comigo. Eu sorri para ele, querendo tirar
a preocupao do rosto dele. "Oi," eu disse suavemente. "Oi," ele disse. Ento
ns percebemos que nossa mesa, assim como o refeitrio inteiro, estava nos
olhando e ouvindo. Stark limpou sua garganta, pegou uma cadeira, baixou sua
voz e disse, "Darius e Lenobia j esto no aeroporto. Eu vou lev-los no
Hummer." Ele olhou em volta, e eu vi sua expresso relaxar um pouco. "Ento,
eu imagino que voc tenha mandado Heath para casa?" "Para pegar seu
passaporte," Stevie Rae afirmou.
 claro que isso causou um pequeno alvoroo em nossa mesa. Eu suspirei e
esperei que a tempestade passasse. Quando todos finalmente calaram a boca,
eu disse, "Sim, Heath vem conosco. Fim." Afrodite ergueu uma sobrancelha
loira. "Bem, suponho que faa sentido trazer o sanguemvel com voc. At o
Menino Flecha com cara feia tem que concordar com isso." "Eu disse `fim'
porque no vou falar sobre isso. E no chame Heath de sanguemvel." "No 
nada educado," disse Stevie Rae. "Que se dane," disse Afrodite, claramente sem
pensar, j que as Gmeas comearam a dar risadinhas automaticamente.
"Stevie Rae no vem conosco," eu interrompi a diverso das Gmeas. "Isso quer
dizer que quando ns circularmos, Afrodite estar representando esprito." Isso
calou as Gmeas. Todos olhavam para Stevie Rae. "Eles podem no ser salvos,"
disse Damien solenemente. "Eu sei, mas vou tentar mais uma vez." "Ei, me faa
um favor, sim?" Afrodite disse. "Poderia por favor no morrer? De novo. Eu
tenho certeza de que seria muito desconfortvel para mim." "Eu no vou
morrer," Stevie Rae respondeu. "Prometa que no vai voltar l sozinha," disse
Jack. " uma promessa que voc precisa fazer," concordou Stark.
Eu no disse nada. Eu no estava mais to convencida quanto ao modo certo de
fazer as coisas. Por sorte, meu silncio no foi percebido porque, naquele
momento, os calouros vermelhos fizeram sua entrada, e o refeitrio
inteiro passou de ficar boquiaberta com relao a ns para ficar boquiaberta e
sussurrando sobre eles. "Melhor ter certeza de que eles estejam bem," Stevie
Rae falou. Ela levantou e sorriu para ns. "Vocs vo se apressar e ajeitar as
coisas l para que possam voltar para casa aqui." Ela me abraou, sussurrando,
"Voc vai fazer a coisa certa." "Voc tambm," eu sussurrei de volta. Ento, ela
se afastou e eu assisti ela tomar conta dos calouros vermelhos (que acenaram
para ns quando entraram na fila). Stevie Rae agia to normalmente, falando
com seus filhos como se eles no tivessem pisado no refeitrio pela primeira
vez desde que cada um deles havia morrido, que o grupo comeou a relaxar
instantaneamente, ignorando olhares e sussurros. "Ela  uma boa lder," eu
disse, pensando alto. "Eu espero que ela no entre em confuso," Afrodite
disse. Eu olhei de Stevie Rae para ela, e ela encolheu os ombros. "Algumas
pessoas  especialmente mortos-vivos malignos  no podem ser lideradas."
"Ela far a coisa certa." Eu repeti as palavras de Stevie Rae. "Sim, mas e eles?"
Afrodite perguntou. Eu no tinha resposta para isso, ento eu peguei meus
ovos. "Vocs esto prontas?" Stark finalmente perguntou. "Estou," eu disse.
Todos os outros acenaram as cabeas, ento pegamos nossas mochilas e fomos
para a porta. Stark e eu estvamos atrs.
"Ei, Zoey." A voz de Erik me fez parar. Stark ficou comigo, seus olhos
observando meu ex-namorado. "Oi, Erik," eu disse na defensiva. "Boa sorte,"
ele disse. "Obrigada." Eu estava surpresa pela sua expresso neutra e falta da
escria de Venus ao seu lado. "Voc vai ficar na escola e ensinar teatro de
novo?" "Sim, mas s at conseguirmos um professor novo. Ento, se eu no
estiver aqui quando voc voltar, eu s quero que saiba que, hm"  Ele olhou de
Stark para mim, e ento encerrou com  "que eu desejei boa sorte." "Oh, ok.
Bem, obrigada de novo." Ele acenou e saiu da cafeteria caminhando rpido,
provavelmente subindo para o refeitrio dos professores. "Uh. Isso foi estranho,
mas legal da parte dele," eu disse. "Ele finge demais." ", eu sei disso, mas estou
feliz que ele disse algo legal antes de partirmos. Eu odeio esse lance
desconfortvel de ex-namorado. "Mais uma razo pra estar feliz que no sou
tecnicamente seu namorado," Stark disse. O resto do grupo estava bem longe
de ns, ento tivemos um momento de privacidade. Eu estava tentando
entender se Stark estava perto de falar com dio no seu comentrio sobre no
ser meu namorado ou no quando ele perguntou, "Estava tudo bem noite
passada? Voc me acordou uma vez." "Tudo estava bem."
Ele hesitou e ento disse, "Voc no mordeu Heath de novo." No foi uma
pergunta, mas eu respondi de qualquer jeito, apesar de que minha voz soou
mais azeda do que eu queria. "No. Eu estava bem, ento no precisava." "Mas
eu vou entender se voc fizer," ele disse. "Podemos no falar disso agora?"
"Claro, tudo bem." Caminhamos mais alguns passos e estvamos quase no
estacionamento, ento ele diminuiu a velocidade, nos dando mais um momento
de privacidade. "Est brava comigo?" ele perguntou. "Por que eu estaria brava
com voc?" Ele ergueu os ombros. "Bem, primeiro foram as vises de Afrodite.
Ela v voc em perigo. Perigo srio. Mas ou ela me v e eu no fao nada, ou ela
no me v. E agora, Heath vem conosco para a Itlia..." Suas palavras sumiram,
fazendo com que ele parecesse frustrado. "Stark, as vises da Afrodite podem
mudar. Fizemos isso vrias vezes. Uma vez, eu mesma fiz. Vamos mudar a do
afogamento, tambm. Alis, voc provavelmente a mudar. Voc no deixar
nada de ruim acontecer comigo." "Mesmo que eu tenha um problema em sair
na luz do sol?" Finalmente, eu entendi uma das razes para que meu risco o
incomodasse tanto  ele achava que podia no conseguir estar l quando eu
precisasse. "Voc vai descobrir como ter certeza de que eu estarei a salvo,
mesmo que no possa estar comigo fisicamente." "Voc acredita nisso?" "Do
fundo do meu corao," eu disse com sinceridade. "No h nenhum outro
vampiro que eu ia querer como meu guerreiro. Eu confio em voc. Sempre."
Stark parecia ter tido um zilho de pesos tirados de suas costas. " bom ouvir
voc dizendo isso." Eu parei e olhei diretamente para ele. "Eu teria dito isso
antes, mas pensei que voc j soubesse. "Eu acho que sim. Aqui." Stark tocou o
peito na regio do corao. "Mas meus ouvidos precisavam ouvir." Eu caminhei
at seus braos e afundei meu rosto contra seu pescoo. "Eu acredito em voc.
Sempre," eu repeti. "Obrigado, minha senhora," ele sussurrou enquanto seus
braos fortes me abraavam apertado. Eu dei um passo para trs e sorri para
ele. De repente, Kalona parecia muito distnte e Stark preenchia meu presente.
"Vamos dar um jeito em tudo isso, e depois disso ficaremos juntos  um
Guerreiro e sua senhora." " isso que eu quero," ele disse com firmeza. "E pro
inferno com todo o resto." "Sim. Pro inferno com todo o resto." Eu me recusava
a pensar em Kalona. Ele era um talvez  um talvez grande, assustador e confuso.
Stark era um com certeza. Eu segurei sua mo e, puxando-o para mim... sempre
comigo... em direo ao Hummer, disse. "Venha, Guerreiro, vamos para a
Itlia."
TRINTA E DOIS                    Zoey "Leva 7 horas para chegar a Veneza,"
Lenobia explicou. Ela nos encontrou no checkpoint vip. "Quando pousarem,
ser tarde da noite l. Tentem dormir o mximo que conseguirem no avio. O
Alto Conselho vai se reunir depois do anoitecer, e  esperado que vocs estejam
alertas." "Como Stark vai lidar com o sol?" eu perguntei. "Eu avisei as
necessidades de Stark ao Alto Conselho. Eles me asseguraram que Stark ficar
protegido do sol. Voc deve saber que eles esto bem ansiosos em conhecer ele
e extremamente curiosos sobre esse novo tipo de vampiro." "Curiosos como em
querendo me estudar como um rato de laboratrio?" Stark disse. "No vamos
deixar isso acontecer," Darius disse. "Eu acho que devemos manter em mente
que o Alto Conselho  formado pelas sete mais sbias e antigas Alta
Sacerdotisas vivas hoje. Elas no se comportam de forma inumana, e nem so
imprudentes," Lenobia disse. "Ento elas so todas meio como Shekinah?" Jack
disse. "Shekinah era a Vampira Alta Sacerdotiza, ento era nica, mas cada
membro do conselho  eleito pelo corpo de vampiros, para sua posio. A
posio  delas por 50 anos, e ento um novo membro  eleito. Nenhum
membro pode se reeleger. Os membros do conselho so de toda parte, e so
conhecidos por sua sabedoria." "O que significa que devem ser inteligentes o
bastante para no cair na de Kalona e Neferet," eu disse.
"No  com espertos que temos que nos preocupar," Afrodite disse. " com a
escolha. Tem muitos vampiros espertos da nossa House of Night que ficaram do
lado de Kalona e Neferet." "Afrodite tem razo," Damien disse. "Ento
precisamos estar preparados para tudo," Darius disse. "Exatamente o que
penso," Stark concordou. Lenobia acenou solenemente. "Lembrem-se, o
resultado disso pode mudar o mundo como conhecemos." "Bem, merda. Sem
presso nisso," Afrodite disse. Lenobia deu a ela um olhar afiado, mas no disse
nada. Ao invs disso ela me surpreendeu olhando para Jack. "Acredito que voc
deveria permanecer aqui," ela disse a ele. "Oh, de jeito nenhum! Eu vou onde
Damien vai," Jack disse. "Onde Damien est indo  perigoso," Lenobia disse.
"Ento vou com ele em dobro!" "Eu acho que ele deveria ir," eu disse. "Ele 
parte de ns. Alm do mais," eu continuei, seguindo meu instinto e sabendo
pela sensao de que estava certa dentro de mim, que estava dando voz a algo
que Nyx queria que todos ouvissem, "Jack tem uma afinidade." "O que? Eu
tenho?" Eu sorri para ele. "Eu acho que voc tem. Sua afinidade  com a magia
do mundo moderno  tecnologia." Damien sorriu. " verdade! Jack entende
qualquer coisa de audiovisual ou computao. Eu s pensei que ele fosse um
gnio de informtica, mas ele  um tcnico genial da deusa ao quadrado."
"Ohmeudeus! Quo legal  isso?" Jack disse. "Ento voc tem razo, Zoey. Jack
deveria ir com voc. Nyx deu a ele esse dom por algum motivo, e esse motivo
pode muito bem ser de grande uso para voc." "Yeah, e tambm " Eu estava
me preparando para contar a ela sobre nosso outro viajante, quando Heath
apareceu, sua mochila no ombro. "Seu consorte vai tambm?" Lenobia
terminou por mim, com uma sobrancelha erguida para Heath. "Pode ter
certeza!" Heath disse, colocando seu brao ao meu redor. "Nunca se sabe
quando Zo pode precisar de uma mordida." "Ok, Heath, todo mundo sabe
disso." Eu podia sentir minhas bochechas esquentando e propositalmente
mantive meu olhar em Stark. "Como o consorte da Alta Sacerdotisa, voc ter
permisso de entrar na Cmara do Conselho," Lenobia disse a Heath. "Mas voc
no poder falar." "Tem muitas regras sobre como agir na Cmara do Conselho,
no tem?" Damien disse. Meu estmago se retorceu. "Regras?" "Tem," Lenobia
disse. " um antigo sistema designado para prevenir o caos, ainda sim, para dar
chances iguais a quem fala. Voc deve seguir as regras, ou ser escoltado para
fora da Cmara." "Mas eu no sei as regras!" " por isso que minha amiga, Erce,
Mestra de cavalos para a ilha So Clemente, vai encontrar voc no aeroporto.
Ela vai levar vocs para seus quartos na ilha e relatar a vocs a etiqueta no
Conselho." "Eu no posso dizer nada?"
"Voc  incapacitado?" Afrodite perguntou a Heath. "Foi isso que Lenobia
acabou de te dizer." "Eu nem tenho certeza que voc ter sequer permisso
para entrar na Cmara do Conselho," Lenobia disse a Afrodite. "O que? Mas
eu..." As palavras dela morreram. A verdade era que, tecnicamente, Afrodite era
humana. Uma humana anormal, mas ainda sim. "Erce est requerendo que voc
esteja presente," Lenobia continuou. "Veremos se eles te admitem ou no."
"Porque vocs no vo indo para o avio? Eu preciso conversar com Lenobia por
um segundo." "Vocs partem pelo porto 26," Lenobia disse. "Abenoados
sejam, e que Nyx esteja perto de vocs." "Abenoado seja!" todo mundo disse,
e ento foram em direo a segurana. "Como esto os calouros feridos?" eu
peguntei. "Muito melhores. Obrigado pelo que fez por eles," ela disse. Eu
dispensei o agradecimento. "S estou feliz por eles estarem melhor. E quanto a
Dragon?" "Em profundo luto." "Sinto por isso," eu disse. "Derrote Kalona.
Impea Neferet. Isso ir ajudar Dragon." Eu ignorei o pnico que crescia dentro
de mim e mudei de assunto. "O que voc vai fazer com os calouros vermelhos?"
"Considerei isso, e o que eu acredito que devemos fazer  honrar a vontade da
Alta Sacerdotisa deles. Eu vou falar com Stevie Rae quando voltar para escola e
vamos decidir o que ela acha ser melhor para seu povo." Parecia estranho ouvir
Lenobia chamar Stevie Rae de Alta Sacerdotisa, mas um estranho bom. "Voc
precisa saber que existem mais calouros vermelhos alm dos que esto com
Stevie Rae." Lenobia acenou. "Darius me informou." "O que voc vai fazer em
relao a eles?" "Como os outros, essa deciso deve incluir Stevie Rae.  uma
situao difcil. No sabemos exatamente o que eles se tornaram  ou no se
tornaram." Lenobia ps sua mo no meu ombro. "Zoey, voc no deve permitir
o que est acontecendo aqui te distrair. Se concentre em Kalona e Neferet e no
Alto Conselho. Confie que vou cuidar da House of Night." Eu suspirei. "Ok, eu
vou. Ou pelo menos vou tentar." Ela sorriu. "Eu informei o Alto Conselho que
consideramos voc nossa Alta Sacerdotisa." Eu senti uma pequena onda de
choque. "Srio?" "Srio. Voc , Zoey. Voc mereceu. E voc est ligada a Nyx
de uma forma que nenhum outro calouro ou vampiro esteve. Continue
seguindo a deusa e nos orgulhe," ela disse. "Vou tentar ao mximo." "E  isso
que pedimos de voc. Abenoada seja, Zoey Redbird." "Abenoada seja," eu
disse. Ento eu segui minha turma at o porto 26, tentando no pensar muito
sobre o fato que de que uma Alta Sacerdotisa de Nyx no tinha que ficar
sonhando com o guerreiro de sua deusa. "Vov, oi! Como est se sentindo?
"Oh, Zoeybird! Estou melhor hoje. Eu acho que o fim da tempestade me
fortaleceu. Gelo  lindo, mas apenas em pequenas doses," disse vov. "Hey,
voc no pense que isso significa que voc pode voltar para fazenda de lavanda.
Por favor prometa que voc vai deixar a irm Mary Angela cuidar de voc por
um tempo." "Oh, no tema, u-we-tsi-a-ge-ya. Eu prefiro a companhia da boa
irm. Voc vir me ver hoje  noite? Como esto as coisas na escola?" "Bem,
vov,  por isso que estou ligando. Estou me aprontando para ir para Veneza no
jato da escola. Kalona e Neferet esto l, e parece que eles esto mexendo com
o Alto Conselho." "Isso  ruim, u-we-tsi-a-ge-ya. Voc no vai entrar nessa
batalha sozinha, vai?" "De jeito nenhum, vov. A turma toda est comigo, alm
de Heath." "Bom. No se sinta envergonhada de usar a conexo dele com voc;
 a ordem natural das coisas." Lgrimas queimaram contra minha garganta. O
constante amor de vov, no importava o quo vampiro-monstrosa minha vida
tenha se tornado, era a fundao para todo meu mundo." Eu te amo, vov," eu
falei. "E eu tambm te amo, u-we-tsi-a-ge-ya. No se preocupe com uma velha
mulher. Se foque no que precisa fazer. Estarei aqui quando voc ganhar a
batalha." "Voc soa to confiante." "Tenho confiana em voc, u-we-tsi-a-ge-ya,
e tenho certeza que voc tem a deusa em seu favor."
"Vov, eu tive um sonho muito estranho sobre Kalona." Eu baixei minha voz,
embora eu tenha me afastado de onde o resto do pessoal estava
esperando no porto para nosso avio estar pronto para embarcarmos. "Eu vi
que Kalona nem sempre foi mal. Ele costumava ser guerreiro de Nyx." Vov
ficou quieta por vrios minutos. Finalmente, ela disse, "isso parece mais como
uma viso do que um sonho." Eu podia sentir que ela estava certa. "Uma viso!
Ento isso significa que  verdade?" "No necessariamente, mas d mais
importncia ao que voc viu ao invs de um simples sonho. Parecia
verdadeiro?" Eu mordi o lbio, ento admiti, "Sim, parecia que eu estava vendo
a verdade." "Lembre de misturar sua sensao com o bom senso. Oua seu
corao, mente, e alma." "Estou tentando." "Pese seus sentimentos com lgica
e razo. Voc no  A-ya. Voc  Zoey Redbird, e voc tem livre arbtrio. Caso se
torne demais, olhe para seus amigos, especialmente Heath e Stark. Eles esto
conectados com voc, tambm Zoey, e no com o fantasma de uma antiga
virgem Cherokee." "Voc tem razo, vov. Eu vou lembrar. Eu sou eu, e isso no
vai mudar." "Zo! Estamos embarcando!" Heath chamou. "Eu preciso ir, vov. Te
amo!" "Eu tambm de amo, u-we-tsi-a-ge-ya." Eu entrei no avio me sentindo
renovada pelo amor de minha av. Ela tinha razo. Eu precisava balancear o que
eu sabia sobre Kalona e o que eu pensava que talvez soubesse sobre ele.
Minha atitude positiva foi reforada pelo jato legal que iramos voar. Era de
primeira classe com enormes assentos de couro at janelas super grossas, que
eu imediatamente abaixei. "O sol no est l fora agora, nerd," Afrodite disse.
"S estou cuidando disso agora caso eu esquea"  eu fiz citaes no ar ao redor
da palavra  "de fechar mais tarde." "Eu no vou queimar seu guerreiro,"
Afrodite disse. "Ento meu guerreiro teria coisa demais para fazer." "Eu nunca
estarei muito ocupado para voc," Darius disse, sentando ao lado dela e
erguendo o brao que os separava para que eles pudessem se aninhar.
"Vmito," Erin disse. "Indo para o fim do avio para no termos um enjoou
"Afrodinal," Shaunee disse. "Tem servio de bebida nesse avio?" Damien
perguntou. "Espero que sim. Eu to afim de uma coca," eu disse, adorando que
todos soavam to normal quanto eu de repente me sentia. "Lenobia disse que
estaramos por conta prpria nesse vo, mas aposto que se voc fuar por a
depois que estivermos no ar, vai encontrar algo para beber," Darius disse. "Eu
sei onde eles guardam a coca," Stark disse. "Esse  o avio que eu voei para vir
de Chicago para c. Vou pegar assim que decolarmos." Ento ele gesticulou para
o assento vazio perto dele. "Senta comigo?" "Hey, Zo!" Heath me chamou mais
no fundo do avio. "Eu guardei um lugar pra voc aqui."
Eu suspirei. "Quer saber, eu acho que vou sentar aqui sozinha e tentar dormir.
Fuso horrio  matador," eu disse, escolhendo um assento no meio do caminho
entre Heath e Stark. "Vou tomar Xanax. Eu sei como voar," Afrodite disse. "Vou
estar pronta pra ir para as lojas no segundo que pousarmos em Veneza."
"Lojas?" Shaunee chamou. "Compras?" Erin disse. "Talvez devemos nos juntar a
Afrodite," Shaunee disse. "Excelente ideia, Gmea," Erin concordou. Eu sorri
para mim mesma enquanto as Gmeas se moviam para o assento na frente de
Afrodite, que fez uma careta para elas, mas se lanou rapidamente numa lista
de possibilidade de compras em Veneza. "Aqui." Stark me entregou um
cobertor e travesseiro. "Fica frio no avio s vezes, especialmente quando voc
est tentando dormir." "Obrigado," eu disse. Eu queria dizer a ele que eu teria
gostado de me aninhar contra ele, mas que eu no ia gostar de ver como isso
faria Heath se sentir (que agora estava num grande debate com Jack sobre se
Computador ou Macs  da Apple  so melhores). "Hey, est tudo bem. Eu
entendo," Stark disse, baixando sua voz. "Voc  o melhor guerreiro do
mundo." Ele sorriu aquele sorriso arrogante que eu gostava tanto e beijou
minha testa. "V dormir. Vou manter uma orelha psquica em seus sentimentos.
Se as coisas ficarem estranhas, eu te acordo." "Estou contando com isso," eu
disse.
Eu me aninhei com o cobertor e travesseiro que meu guerreiro tinha me
trazido, e adormeci quase antes de estarmos no ar. Se eu sonhei, eu no
lembrei de nada.
TRINTA E TRS                     Stevie Rae "Eu ainda discordo de voc,"
disse Lenobia. "Mas sou eu quem decido, certo?" disse Stevie Rae. "Sim. Mas eu
quero que voc reconsidere. Deixe-me ir com voc. Ou mesmo Dragon  ele
poderia acompanh-la." "Dragon ainda est muito abatido pela morte de
Anastasia, e voc est no comando aqui. Do jeito que as coisas esto, no acho
que voc devia deixar a escola agora," disse Stevie Rae. "Olha, eu vou ficar bem.
Eu os conheo. Eles no vo me machucar, e mesmo que tenham perdido cada
pedao do que restou de suas mentes e tentem fazer algo comigo, no podem.
Eu vou invocar a terra e derrubar eles ou coisa assim. No se preocupe. Eu lidei
com eles antes. Dessa vez, tenho a esperana de convenc-los a voltar comigo.
Acho que voltar a escola ajudaria eles." Lenobia acenou com a cabea em
aprovao. "Isso faz sentido. Traga-os de volta para onde se sentiram normais
pela ltima vez e talvez eles consigam recuperar essa sensao." "Isso  mais ou
menos o que eu pensei." Stevie Rae parou, e ento retomou com uma voz
mansa e triste, "Eu ainda discuto comigo mesmo s vezes. H momentos em
que sinto que a escurido est to prxima de mim que eu poderia toc-la. E eu
vejo isso no meu grupo  aqueles que tambm encontraram suas humanidades.
Nem sempre  fcil para eles." "Talvez voc sempre tenha uma escolha. Talvez a
linha que separa bem do mal seja sempre mais tnue para voc e seus calouros
vermelhos." "Mas isso nos faz maus? Ou inteis?"
"No,  claro que no." "Ento voc sabe por que eu tenho que voltar ao
depsito e falar com essas crianas de novo. Eu no posso dar as costas para
eles. Zoey no deu as costas  Stark, mesmo que ele tenha me dado um tiro  o
que foi um saco e nada legal da parte dele, a propsito  mas ficou tudo bem no
final." "Voc ser uma boa Alta Sacerdotisa, Stevie Rae." As bochechas de Stevie
Rae ficaram quentes. "Eu no sou uma Alta Sacerdotisa. Sou apenas tudo aquilo
que eles tem." "No, voc  uma Alta Sacerdotisa. Acredite nisso. Acredite em si
mesma." Ela sorriu para Stevie Rae. "Ento, quando vai voltar ao depsito?"
"Acho que vou ter certeza de que os calouros vermelhos daqui esto em seus
lugares. Sabe como , arranjar os quartos e conseguir roupas para eles vestire, e
todas essas coisas. Alm disso, eles precisam voltar a todas as suas aulas, o que
 um saco porque as turmas mudam a cada semestre. Mas quero voltar ainda
esta noite." "Esta noite? Tem certeza de que no prefere esperar at amanh?
Se estabelecer aqui primeiro?" "Bem, a verdade  que eu no sei se podemos
nos estabelecer aqui." "Claro que sim. A House of Night  seu lar." "Era nosso
lar. Agora, ns preferimos descansar sob a terra durante o dia." Stevie Rae deu
seu sorriso nervoso. "Faz parecer que eu devia estar em um daqueles filmes de
terror idiotas, n?" "No, na verdade, faz sentido. Voc morreu. Quando isso
acontece com qualquer um de ns, tudo de nossos corpos volta a terra. Quando
voc ressuscitou, voc manteve uma conexo com a terra que ns no
possumos," ela disse. " usado como poro e no  particularmente habitvel,
mas com algum esforo..."
"Quem sabe," disse Stevie Rae. "Vamos ver o que acontece com as crianas do
depsito. Ns realmente gostvamos daquilo ali, e estvamos arrumando tudo
muito bem, tambm." "Eu acho que no h razo pela qual no possamos
transportar seus calouros vermelhos de um lado para outro de nibus. Crianas
humanas fazem isso todos os dias." Stevie Rae sorriu. "A grande limosine
amarela!" Lenobia riu. "De qualquer jeito, vamos fazer dar certo com seu grupo.
Vocs so parte de ns e esse  o seu lar." "Lar... isso soa bem," Stevie Rae
disse. "Ok,  melhor eu me preparar para sair e quero chegar ao depsito antes
que feche para o amanhecer." "D a si mesma bastante tempo. Eu no a quero
presa ali, e a previso para Oklahoma  de tempo ensolarado. Travis Meyers at
disse que pode ficar com uma temperatura maior que congelante por tempo o
bastante para acabar com todo esse gelo." "Trav  meu homem do tempo
favorito, e no se preocupe. Eu volto antes do amanhecer." "Perfeito, ento
voc ter tempo para me contar como foi." "Virei direto para c." Stevie Rae
comeou a se levantar e ento mudou de ideia. Ela tinha que perguntar 
Lenobia acharia uma pergunta totalmente esquisita  e ela tinha que perguntar.
"Hm, ento, os Corvos Escarnecedores foram bem ruins, hein?" A expresso
serena de Lenobia mudou para desgosto. "Eu rezei para Nyx que tivessem sido
banidos desse mundo quando seu pai foi forado a fugir de Tulsa." "Voc ouviu
falar neles antes? Quer dizer, antes de terem sado do cho?"
Lenobia balanou a cabea negativamente. "No. No sabia nada sobre eles.
Nunca nem tinha ouvido da lenda Cherokee. Mas eu reconheci algo sobre eles
muito facilmente." "Mesmo? O qu?" "Maldade. Eu combati o mal antes, e eles
eram apenas mais um de seus rostos sinistros." "Voc acha que eles so
totalmente malignos? Quer dizer, eles so parcialmente humanos." "No
humanos  parcialmente imortais." "Sim, isso que eu quis dizer." "E os imortais
dos quais eles fazem parte so completamente malignos." "Mas e se Kalona
nem sempre foi como ele  agora? Ele veio de algum lugar. Talvez ele fosse bom
l, e se isso for verdade, pode haver algo de bom nos Corvos Escarnecedores."
Lenobia estudou Stevie Rae silenciosamente antes de responder. Ento, ela
falou baixo, mas com convico. "Sacerdotisa, no deixe a compaixo que sente
pelos calouros vermelhos afetar sua percepo sobre o mal. Ele existe em nosso
mundo. Tambm existe no Outromundo.  tangvel l, assim como  aqui. H
uma diferena entre uma criana problemtica e uma criana criada pelo mal e
nascida do estupro." "Isso  basicamente o que a Irm Mary Angela disse,
tambm." "A freira  uma mulher sbia." Lenobia pausou antes de continuar,
"Stevie Rae, voc sentiu algo que eu deveria saber?" "No!" ela disse
apressadamente. "Eu estava s pensando, nada demais. Sabe, sobre o bem e o
mal e as escolhas que fazemos. Ento pensei que talvez alguns dos Corvos
Escarnecedores sejam capazes de escolher tambm."
"Se eles tinham tal habilidade, eles escolheram o mal h muito tempo," Lenobia
disse. "Sim, tenho certeza de que voc est certa. Bem,  melhor eu ir. Vou
voltar aqui e ver voc antes do amanhecer." "Eu estarei esperando por voc.
Que Nyx esteja convosco, Sacerdotisa. E abenoada seja." "Abenoada seja."
Stevie Rae correu para fora dos estbulos, como se a distncia das palavras que
ela disse pudesse afast-la de sua culpa. O que ela estava pensando quando
falou aquelas coisas sobre Rephaim para Lenobia? Ela precisava calar a boca e
esquec-lo. Mas como podia esquec-lo quando havia a possibilidade de v-lo
de novo quando voltasse ao depsito? Ela no devia t-lo mandado para l. Ela
devia ter pensado em outra coisa. Ou ento, ela deveria ter entregado ele! No.
No, era tarde demais para pensar nisso. Agora, tudo que Stevie Rae podia fazer
era controle de danos. Primeiro, contatar os calouros vermelhos. Depois, lidar
com a questo de Rephaim. De novo. Claro que ele podia nem ser um problema.
Os calouros vermelhos podiam no t-lo achado. Ele no cheirava a comida,
nem estava em um estado que lhe permitisse atac-los. Ele devia estar
escondido no tnel mais escuro e apertado, cuidando de seus ferimentos. Ou
podia ter morrido. Quem sabe o que pode acontecer a um Corvo Escarnecedor
quando uma infeco ruim aparece? Stevie Rae suspirou e puxou o telefone do
bolso de seu canguru. Rezando para que o sinal tivesse voltado a funcionar nos
tneis, ela mandou uma mensagem para Nicole. Preciso ver voc esta noite. Ela
no precisou esperar muito pela resposta.
Ocupada. No volto at o amanhecer. Ela fez careta para o telefone e
respondeu. Volte antes. Ela estava comeando  regular o passo quando Nicole
conseguiu responder. Esteja l s seis. Stevie Rae quis apertar os dentes. Seis
horas era s uma hora e meia antes do amanhecer. Porcaria! Nicole a irritava
tanto. Ela era o maior problema l embaixo. O resto das crianas eram s
seguidores. No era legal, mas no era como ela era. Stevie Rae lembrou de
como Nicole tinha sido antes de morrer. Ela tinha sido uma garota ruim na
poca, e aquilo no tinha mudado. Na verdade, tinha piorado. Ento, o que
Stevie Rae precisava era chegar at Nicole. Se ela desse as costas para a
escurido, era provvel que o resto das crianas a seguisse. Ok. Stevie Rae
mandou a mensagem, e ento adicionou, Algo estranho acontecendo? Ela
segurou a respirao, esperando o celular tocar. Nicole contaria caso ela tivesse
encontrado um Corvo Escarnecedor. Provavelmente, ela acharia que Rephaim
no traria problemas, ou ento ela o mataria logo de cara, sem pensar em nada.
De qualquer jeito, ela deixaria escapar isso para Stevie Rae  isso a faria se
sentir poderosa e no controle. Procurando comida. Comida viva. Quer se juntar
a ns?
Stevie Rae sabia que no adiantava lembrar Nicole que eles no deviam comer
gente. No, nem os sem teto ou motoristas ruins (os quais eles gostavam
se seguir e agarrar enquanto estivessem saindo de seus carros). Ela s
respondeu: No. Te vejo s seis. Hahahahahaha Stevie Rae colocou o telefone
de volta no bolso. Ia ser uma noite longa, especialmente aquela hora e meia
entre as seis e o amanhecer.  Rephaim         "Ento, esse  o plano, menino-
pssaro. Est pronto para isso?" Sem aviso nem convite, a lder dos calouros
vermelhos, Nicole, entrara no quarto de Stevie Rae, o qual Rephaim tomara
para si, chutara a cama para acord-lo, e ento comeou a falar de seu plano
para prender Stevie Rae no telhado de um prdio. "Mesmo se conseguir atrair a
vermelha para um telhado perto do nascer do sol, como pretende mant-la l
em cima?" "A primeira parte  fcil porque no  qualquer prdio.  esse
prdio. Tem duas torres l em cima, bonitas e com decorao e outras merdas
de quando esse lugar era alguma coisa. Elas so abertas para o cu porque ele 
o telhado. Achamos uma grande grade de metal que podemos acorrentar no
topo de uma delas. No tem como ela sair. Ela  forte, mas de jeito nenhum ela
conseguiria quebrar metal. Alm do mais, l em cima no tem terra que ela
possa alcanar. Ela estar presa, e quando o sol vier ela vai fritar como um
hamburguer." "Por que ela estaria no telhado, mesmo que seja o desse
prdio?" "Isso  ainda mais simples. Ela estar l porque voc a colocar l."
Rephaim no falou nada at ser capaz de controlar seu choque, e ento
escolheu as palavras com cuidado. "Voc acha que eu posso fazer a Vermelha ir
ao telhado de um prdio perto do amanhecer? Por que eu seria capaz disso?
No sou forte o bastante para derrot-la e carreg-la," ele disse, soando mais
chateado que curioso. "Voc no precisa. Ela te salvou. E ela precisou fazer isso
sem contar a ningum. Para mim, isso quer dizer que voc significa alguma coisa
para ela. Talvez muita coisa." Nicole zombou da ideia. "Stevie Rae  pattica.
Sempre achando que pode salvar o mundo e toda essa merda.  por isso que ela
 estpida o bastante para voltar aqui perto do amanhecer. Ela pensa que pode
nos salvar. Bem, ns no queremos ser salvos!" Nicole comeou a rir e, quando
a risada tomou conta dela, Rephaim viu a sombra negra de Neferet escorrer de
seus olhos e manchar seu rosto como se ela estivesse ficando histrica. "Por
que ela iria querer salvar vocs?" A pergunta de Rephaim fez Nicole parar de rir
como se ele a tivesse estapeado. "Qu? voc acha que no merecemos
salvamento?" Rpida como um pensamento invejoso, ela foi at a cama e
agarrou seu brao bom pelo pulso. "Que tal se eu ver o que voc pensa?" Ela o
encarou enquanto seu brao queimava com o calor da invaso psquica, e
enquanto esse calor se espalhava pelo seu corpo e alma, Rephaim se
concentrou em uma s coisa: sua raiva. Nicole largou seu pulso e deu um passo
para longe dele. "Uau," ela riu sem jeito, desconfortvel. "Voc est puto. Por
que isso?" " porque fui ferido e deixado para trs para lidar com crianas e
seus joguinhossss!" Nicole voltou a invadir seu espao pessoal e rosnou, "Isso
no  um joguinho! Vamos nos livrar de Stevie Rae para que possamos fazer as
merdas que precisamos fazer, do jeito que dissemos a Neferet que faramos.
Ento, voc vai ser legal e nos ajudar a prend-la, ou deixamos voc fora disso e
vamos para o Plano B?" Rephaim no hesitou. "O que voc quer que eu faa?"
O sorriso de Nicole lhe lembrou o de um lagarto. "Vamos lhe mostrar as escadas
que levam at a torre  aquela do lado do telhado oposto quela rvore
estpida. No vou arriscar que ela consiga atra-la para perto dela e us-la como
escudo. Ento, voc vai subir naquela torre e esperar. Fique todo detonado,
como se tivssemos arrastado voc at l depois de lhe dar uma surra e sugado
quase todo o seu sangue. O que  exatamente o que direi a Stevie Rae que
fizemos, mas terei certeza que ela saiba que voc est vivo. Por um fio." "Ela vai
subir para me salvar," disse Rephaim em uma voz perfeitamente sem emoo.
"De novo. Sim. Estamos contando com isso. Assim que ela subir a torre,
mantenha-se encolhido. Vamos largar a grade l em cima e acorrent-la. O sol
vir. Stevie Rae vai queimar. Ento, ns lhe deixaremos sair. V, simples." "Vai
funcionar," afirmou Rephaim. ", e veja s isso. Se voc decidir no ltimo
segundo que no est conosco, Kurtis ou Starr vo atirar em voc e ns vamos
larg-lo na torre de qualquer jeito. Funciona desse jeito, tambm. Porque, veja
bem, voc  o plano A e B. Voc s estar mais morto em um que no outro."
"Como voc disse antes, meu pai ordenou que eu levasse a Vermelha at ele."
", mas no vejo seu pai em nenhum lugar aqui perto." "No sei por que faz
esse jogo comigo. Voc j admitiu saber que meu pai no me abandonou. Ele
vai voltar por seu filho preferido. Quando ele fizer, eu terei a Vermelha para
ele." "E no tem problema ela estar assada?" "O estado de seu corpo no me
interessa desde que eu esteja de posse dele."
"Bem, voc pode ficar com ele. Eu no quero comer ela, ento no quero seu
corpo." Ela inclinou a cabea para um lado e o avaliou com o olhar. "Eu vi no seu
crebro de passarinho e sei que est puto, mas tambm vi que est sentindo
muita culpa. Por que isso?" "Eu devia estar ao lado do meu pai. Qualquer outra
coisa  inaceitvel." A gargalhada dela no tinha humor. "Voc  o filho de seu
pai, no  mesmo?" Ela comeou a passar por baixo do lenol que servia de
porta para o quarto. Enquanto saia, ela falou, "Durma um pouco. Voc tem
algumas horas antes que ela chegue. E, se precisar de qualquer coisa, Kurtis
estar l fora com sua arma. Ele pegar o que for para voc. Apenas fique aqui
dentro at eu chamar. Entendido?" "Sssssim." A caloura Vermelha saiu e
Rephaim voltou a se acomodar no ninho que fizera na cama de Stevie Rae.
Antes de voltar a mais um sono curativo, seu nico pensamento era o desejo de
que a Vermelha tivesse deixado ele morrer debaixo daquela rvore.
TRINTA E QUATRO Zoey Quando pousamos no aeroporto
de Veneza eu s estava acordada a um nano segundo. Eu juro que dormi o
tempo todo, e o nico sonho que tive foi sobre eu e um castor dos estranhos
comercias do jogo Scrabble (que eu no jogo) e eu ganhar um zilho de pares de
sapatos dele (e ele nem tem ps). O sonho foi estranho, inofensivo, e eu dormi
como uma criana nas frias de vero. A maioria do resto da turma estava
limpando lgrimas de seus olhos e assoprando seus narizes. "O que diabos
aconteceu com todo mundo?" eu perguntei a Stark enquanto saamos pelo
nosso porto. Em alguma hora durante o voou ele foi para o assento na minha
frente. Ele apontou com seu ombro para todos atrs de ns, incluindo Heath,
que estava com os olhos meio enevoados. "Eles acabaram de ver Milk. Fez
todos eles chorar como bebs." "Hey, esse filme  bom. E super triste tambm,"
eu disse. "Yeah, eu vi quando lanaram, mas queria manter minha
masculinidade calma, ento decidi vir pra c e ler." Ele ergueu o livro do seu
colo, que eu notei que se chamava Minha Estao Perdida de um cara chamado
Pat Conroy. "Voc realmente l, hein?" "Yep. Realmente leio." "Uma estao
perdida? Como ele escreveu sobre isso?" "Voc realmente quer saber?" "Yeah,
 claro que quero," eu disse.
"Ele escreveu o livro para mostrar que sofrimento pode ser a fonte de fora."
"Huh," eu disse, no to brilhante e nem leitora muito esperta. "Ele  meu autor
favorito," Stark disse, um pouco timidamente. "Eu vou ter que dar uma olhada."
"Ele no escreveu livro para garotas," Stark disse. "Esse  um terrvel
esteriotipo!" eu comecei, e estava pronta para me lanar numa lio sobre o
misogino (uma palavra que aprendi com Damien enquanto lamos A Carta
Escarlate na aula de literatura) ideia de que livros masculinos so para homens e
livros inteis, fofos e inteis so para garotas quando o avio deu uma pequena
guinada e parou. Ns todos meio que ficamos nos olhando, sem ter certeza do
que fazer, mas em apenas um segundo mais ou menos a porta do cockpit se
abriu e a co-piloto vampiro saiu com um sorriso. "Bem vindos a Veneza," ela
disse. "Eu sei que pelo menos um de vocs tem necessidades especiais, ento
paramos diretamente no nosso hangar privativo." Eu podia ouvir as Gmeas
abafando o riso sobre Stark ter "necessidades especiais", mas ns ignoramos
elas. "Erce vai encontrar vocs aqui. Ela vai ser sua escolta para a Ilha So
Clemente. Tenham certeza de levar todas as suas coisas com vocs, e
abenoados sejam." Ento ela se moveu para a porta e, com alguns flips das
alavancas levantadas, abriu o avio. Houve algum barulho, e ento ela disse,
"vocs podem descer." "Eu vou primeiro," eu disse a Stark, que j estava de p,
seu livro guardado em sua mochila que estava pendurada em seu ombro. "Eu
quero me certificar que no tem realmente nenhum sol para te fritar." Stark ia
discutir comigo, mas Darius passou por ns dois com um rpido, "Fique aqui. Eu
vou ver se  seguro."
"Ele est dando uma de guerreiro," Afrodite disse, descendo na frente de todo
mundo que ficou com sua bolsa da Betsey Johnson. "Eu gosto quando ele fica
cheio de testosterona, mas eu queria que ele tivesse lembrado de carregar
minha bolsa." "Ele precisa das mos livres caso tenha que defender voc," Stark
disse a ela, com a parte do "sua idiota" deixada da frase, mas implcita. Ela
cerrou os olhos para ele, mas Darius apareceu de novo no avio. "Tudo est
bem." Ento viramos, como ovelhas, e enchemos a porta. A vampira parada na
beira da escada que levava ao avio era alta e tinha uma aparncia de realeza, e
era to negra quanto Lenobia era bela, mas ela ainda definitivamente me
lembrava uma Mestre de Cavalos. Erce tinha aquele jeito calmo que Lenobia
tambm tinha. Eu decidi que deve ser algo em relao  afinidade delas com
cavalos. Elas so calmas e sbias porque cavalos, que so os animais mais legais
do mundo, fora gatos, escolhem pessoas que so leves e inteligentes. "Eu sou
Erce. Merry meet, Zoey." Os olhos escuros dela me encontraram
instantaneamente, embora eu estivesse descendo as escadas atrs de Stark e
Darius. "Merry meet," eu disse a ela. Ento o olhar dela foi para Stark. Eu vi os
olhos dela se arregalarem enquanto ela absorvia as tatuagens vermelhas dele
com padres intrincados de flechas do lado da lua crescente no meio da testa
dele. "Esse  Stark," eu disse, precisando quebrar o que estava vindo como um
silncio constrangedor. "Merry meet, Stark," ela disse. "Merry meet," ele
respondeu automaticamente, embora ele soasse contido.
Eu entendia como ele se sentia, mas estava me acostumando com os vampiros
e calouros encarando minhas tatuagens. "Stark, eu cuidei para ter certeza que
nosso barco tenha cortinas e janelas escuras, apesar do por do sol ser dentro de
uma hora, e ter estado nevado o dia todo, ento o brilho do sol ainda  fraco." A
voz dela era musical e boa de ouvir, to boa que eu levei um momento para
ouvir o que ela estava dizendo. "Barco?" eu disse. "Como ele vai at o barco?"
"Bem, est bem aqui, Zo." Heath, que estava deslizando escada abaixo com seus
ps para cima e mos sobre o trilho, apontou seu queixo em direo a um lado
do hangar. Saindo do cho de uma das extremidades do prdio estava uma
doca grande e retangular com uma grande porta que me lembrava uma
garagem com uma sada fechada. Na outra estava um polido aparentemente
preto barco de madeira. A parte de cima frontal era de vidro, e eu podia ver
dois altos vampiros em p l na cabine. Atrs deles escadas de madeira polida
levavam para baixo no que devia ser a rea de passageiros. Eu disse "deve ser"
porque, mesmo que tivessem janelas ao longo da lateral do barco, elas eram,
realmente, completamente cobertas. "Se o sol esta atrs das nuvens, eu posso
suportar," disse Stark. "Ento  verdade que a luz do sol no  simplesmente
desconfortvel para voc? Ele ir literalmente queimar voc?" Eu conseguia
ouvir a curiosidade na voz dela, e isso no soava forado ou "oh-meu-deus voc
 muito estranho". Ela soava honestamente preocupada. "Luz solar direta me
mataria," Stark disse sem enrolao. "Sol de fundo ou indireto estaria em algum
lugar entre muito perigoso a desconfortvel." "Interessante," ela refletiu.
"Eu acho que interessante  um jeito de ver isso. Eu geralmente penso nisso
como irritante e inconveniente," Stark disse. "Ns vamos ter tempo para
compras antes do encontro com o Alto Conselho?" Afrodite perguntou. "Ah,
voc deve ser Afrodite." "Sim, merry meet, que seja. Ento podemos ir fazer
compras?" "Eu temo que vocs no iro ter tempo. Vai levar meia hora para
chegar a ilha, ai ento eu iria acomodar vocs e, mais importante, dar um
resumo a vocs sobre as regras do Conselho. Na verdade, ns temos que ir indo
agora." Ela comeou nos conduzir ao barco. "Eles vo me deixar falar perante
eles, ou eu no sou boa o suficiente agora que eu sou apenas uma humana?"
Afrodite disse. "A regra sobre humanos no tem nada haver sobre eles no
serem bons o suficiente para falar diante o conselho," Erce disse enquanto nos
movamos da parte parecida com uma doca do hangar e embarcvamos no
barco, entrando em um escura e luxuosa cabine. "Consorte vem h muito
tempo sendo permitidos na cmara do Conselho por causa da importncia deles
para seus vampiros." Ela pausou a e sorriu para Heath, que era totalmente e
obviamente humano. "Eles no tem permisso para falar perante o Alto
Conselho porque humanos no tem o que dizer sobre polticas e problemas
vampiricos." Heath suspirou dramaticamente, se ajeitando perto de mim e,
ignorando Stark, que estava sentado no meu outro lado, colocou seu brao
possessivamente ao redor dos meus ombros. "Eu irei acotovelar a merda de
voc se voc no abaixar o brao e agir direito," eu sussurrei. Heath sorriu
timidamente e tirou seu brao, entretanto ele no se afastou de mim.
"Ento isso significa que eu posso atender a toda poderosa reunio do
Conselho, mas tenho que calar a boca como o doador de sangue ali?" Afrodite
perguntou. "Para voc eles fizeram uma exceo. Voc pode atender, e poder
falar, mas voc ter que seguir todas as regras do Conselho." "O que significa
nada de compras agora," Afrodite disse. " isso mesmo o que significa," Erce
disse. Eu estava impressionada pela pacincia dela. Lenobia teria
provavelmente arrancado a cabea de Afrodite fora depois da atitude de
espertinha dela. "Poder todo o resto de ns ir para a reunio do Conselho
tambm? Oh, oi e merry meet, eu sou Jack," ele disse. "Vocs todos esto
convidados a reunio perante o Conselho." "E sobre Neferet e Kalona? Eles
estaro l tambm?" eu perguntei. "Sim, apesar de agora Neferet se ato
denominar a encarnao de Nyx, e Kalona diz que seu nome real  Erebus."
"Isso  mentira," eu disse. O sorriso de Erce era amargo. "Isso, minha jovem e
incomum caloura,  exatamente o porque voc est aqui." Ns no dissemos
muito mais durante o resto da viajem. O motor do barco ligou e era alto e muito
mais que um pouco desorientador dentro da cabine do barco. Balanava muito,
e eu estava ocupada concentrando em no vomitar meu estmago. A
velocidade do barco diminuiu, junto com o rolar e balanar na gua, sinalizando
nossa chegada na ilha, quando a voz de Darius superou o barulho da mquina.
"Zoey!" Ele e Afrodite estavam sentados em um dos assentos duas filas atrs de
mim e eu tive que girar ao redor da minha cadeira para v-lo. Stark se virou
comigo, ento ns dois nos levantamos ao mesmo tempo. "Afrodite, qual o
problema?" eu corri at ela. Ela estava segurando sua cabea com as mos
como se ela estivesse com medo que isso estivesse perto de explodir. Darius
estava observando sem poder fazer nada. Ele continuava tocando um dos
ombros dela, murmurando coisas que eu no conseguia ouvir para ela, e
tentando fazer ela olhar para ele. "Oh, Deusa! Minha cabea est me matando.
Que merda  essa?" "Ela est tendo uma viso?" Erce disse, vindo por trs de
mim. "Eu no sei. Provavelmente," eu disse. Eu me ajoelhei em frente a Afrodite
e tentei fazer com que ela olhasse para meus olhos. "Afrodite,  Zoey. Me diga o
que voc esta vendo." "Eu estou muito quente. Muito quente inferno!" Afrodite
estava dizendo. Seu rosto tinha se tornado corado e suado, mesmo que
estivesse na verdade fresco no barco. Com olhos esbugalhados e em pnico ela
olhou ao redor, apesar de eu achar que ela no estava vendo o interior do caro
pequeno barco. "Afrodite, fale comigo! O que a sua viso est mostrando?" Ela
olhou para mim ento, e eu percebi que os olhos dela estavam claros e o no
dolorosamente cheio de sangue que tinha comeado a aparecer com cada viso
dela. "Eu no estou vendo nada." Ela engoliu ar, ainda abanando seu rosto
suado. "No  uma viso:  Stevie Rae e o nosso maldito Imprint. Alguma coisa
est acontecendo com ela. Algo muito, muito ruim."
TRINTA E CINCO                       Stevie Rae Stevie Rae sabia que ela ia
morrer, e que dessa vez seria definitivo. Ela estava assustada, mais do que na
vez em que sangrou at a morte nos braos de Zoey e cercada por seus amigos.
Dessa vez era por traio e no um fato biolgico. A dor em sua cabea era
terrvel. Ela tocou cuidadosamente a parte de trs de sua cabea. Sua mo
voltou encharcada de sangue. Seus pensamentos estavam confusos. O que
havia acontecido? Stevie Rae tentou sentar-se, mas uma tontura terrvel a
impediu e, com um gemido, ela vomitou, chorando com a dor que o movimento
causara. Ento, ela caiu de lado e rolou para longe do vmito. Foi a que seu
olhar nublado por lgrimas chegou  grade de metal acima dela e o cu alm
daquilo  um cu que estava ficando cada vez menos cinza e mais azul. Suas
memrias retornaram rapidamente e o pnico fazia com que sua respirao
sasse em arfadas curtas. Eles prenderam ela e o sol estava nascendo! Mesmo
agora, com a grade acima de sua cabea e a lembrana da traio fresca em sua
memria, Stevie Rae no queria acreditar naquilo. Outra onda de nusea a
tomou e ela fechou os olhos, tentando readquirir o equilbrio. Enquanto seus
olhos se mantivessem fechados, ela podia controlar a tontura horrvel e seus
pensamentos clarearam. Os calouros vermelhos fizeram isso. Nicole se atrasou
para o encontro. No que isso fosse chocante, mas Stevie Rae estava irritada e
cansada de esperar, ento estava prestes a sair dos tneis vazios e voltar 
House of Night quando Nicole e Starr finalmente surgiram no poro. Elas
estavam rindo e fazendo piadas uma com a outra, e era bvio que tinham
acabado de se alimentar  suas bochechas estavam coradas e seus olhos
brilhavam vermelhos com o sangue fresco. Stevie Rae tentou falar com elas. Na
verdade, ela tentou convenc-las a retornar  House of Night com ela.
As duas calouras vermelhas passaram um tempo longo sendo sarcsticas e
dando desculpas cretinas para no ir com ela: "Nah, os vampiros no nos
deixam comer porcaria e ns adoramos uma!" e "a Escola de Ensino Mdio Will
Rogers  no final da rua com a Quinta. Se eu quiser ir  escola, vou at l 
depois de escurecer  para jantar." Mesmo assim, ela tentou ser sria e lhes dar
boas razes para voltar para a escola, no s porque  seu lar, mas porque h
muito sobre ser uma vampira que elas ainda no sabiam  que nem Stevie Rae
sabia. Elas precisavam da House of Night. Elas riram dela, a chamaram de velha,
e afirmaram que estavam muito bem no depsito, especialmente agora que o
tinham para si. Foi ento que Kurtis entrou no poro, parecendo sem flego e
animado. Stevie Rae lembrou-se de ter um mal pressentimento no segundo em
que ps seus olhos nele. A verdade  que ela nunca gostou daquela criana. Ele
era um fazendeiro de porcos grande e burro de Oklahoma que pensava que
mulheres estavam um passo abaixo dos sunos na escala caipira de valor.
"Beleza, eu achei e mordi ele!" Ele vangloriava-se. "Aquela coisa? Voc s pode
estar brincando. Ele tinha um cheiro horrvel." Nicole havia dito. ", e como
voc fez para ele ficar quieto enquanto o comia?" Starr perguntou. Kurtis
limpou a boca com a manga da roupa. Uma mancha de vermelho surgiu em sua
camisa e o cheiro dela atingiu Stevie Rae, chocando-a por completo. Rephaim!
Aquele era o sangue de Rephaim. "Eu o nocauteei primeiro. No foi difcil, com
aquela asa quebrada e tal." "Do que voc est falando?" Stevie Rae vociferou
para Kurtis.
Estupidamente, ele piscou para ela. Ela estava prestes a segur-lo e sacudi-lo,
talvez at abrir a terra para que ela engolisse seu corpo imenso e estpido,
quando ele finalmente respondeu. "Estou falando do menino-pssaro. Como
vocs chamam eles, Corvos Escarnecedores? Um deles apareceu aqui.
Estivemos perseguindo ele por todo o depsito. Nikki e Starr cansaram de
procurar ele e foram dar uma mordida nos clientes noturnos do Taco Bell, mas
eu estava com vontade de comer frango. Ento, continuei perseguindo ele. Tive
que encurral-lo no telhado de uma daquelas torres, voc sabe, aquela mais
distante, longe da rvore." Kurtis apontou para cima e para a esquerda. "Mas eu
peguei ele." "Ele tinha um gosto to ruim quanto o cheiro?" O choque e a
curiosidade de Nicole eram to bvios quanto sua repulsa. Kurtis encolheu seus
ombros largos. "Ei, eu como qualquer coisa. Ou qualquer um." Todos caram na
gargalhada. Menos Stevie Rae. "Voc tem um Corvo Escarnecedor no telhado?"
"Sim. No sei por que diabos ele estava aqui em primeiro lugar. Ainda mais
machucado daquele jeito." Nicole ergueu uma sobrancelha para ela. "Pensei
que voc tinha dito que era seguro voltar  House of Night porque Neferet e
Kalona se foram. Parece que eles deixaram algumas coisas para trs, hein?
Talvez eles nem tenham realmente ido embora." "Eles se foram." Stevie Rae
disse, indo em direo  porta para o poro. "Ento, nenhum de vocs vai voltar
para a escola comigo?" Trs cabeas acenaram negativamente enquanto os
olhos vermelhos seguiam cada movimento dela. "E os outros? Onde eles
esto?" Nicole encolheu os ombros. "Onde querem estar. Da prxima vez que
os vir, direi a eles que voc acha que deviam voltar  escola."
Kurtis riu alto. "Ei, essa  tima! Vamos voltar para a escola! Como se isso fosse
algo que realmente quisssemos fazer?" "Olha, eu preciso ir. J est quase
amanhecendo. Mas eu no terminei de falar com vocs. E vocs deviam saber
que eu posso querer trazer os outros calouros vermelhos para viver aqui,
mesmo que ns sejamos oficialmente parte da House of Night. E, se isso
acontecer, vocs podem ficar conosco e agir direito ou ir embora." "Que tal
isso: o que acha de manter os seus calouros viadinhos na escola e ns ficarmos
aqui porque  aqui que vivemos agora," Kurtis disse. Stevie Rae parou de
caminhar em direo a sada. Como se isso fosse uma segunda natureza dela,
ela sentia que era uma rvore com razes crescendo para baixo, para baixo,
dentro de uma terra inacreditvel. Terra, por favor, venha a mim. No poro, j
subterrneo e cercado por seu elemento, era fcil trazer o poder atravs de seu
corpo. Enquanto ela falava, o cho tremeu com a fora de sua irritao. "S vou
dizer isso mais uma vez. Se eu trouxer os calouros vermelhos aqui, isso ser
nosso lar. Se vocs agirem direito, podero ficar. Se no, iro sair." Ela bateu o
p e o depsito inteiro tremeu, fazendo o reboco cair do teto baixo do depsito.
Ento, Stevie Rae respirou fundo, se acalmando e imaginando a energia que
chamara saindo de seu corpo e voltando a terra. Quando ela falou de novo, sua
voz soou normal e a terra no tremeu. "Ento, decidam-se. Eu volto amanh 
noite. At mais." Sem olhar para eles de novo, Stevie Rae correu para fora do
poro, atravs do labirinto de lixo e caixas de metal espalhadas casualmente ao
redor do piso que levava ao depsito abandonado s escadas de pedra que iam
do estacionamento no nvel das trilhas do trem at o nvel da rua do que j fora
uma estao de trem agitada. Ela precisava ser cuidadosa enquanto corria
escada acima. Tinha parado de nevar e o sol aparecera no dia anterior, mas a
noite trouxera temperaturas baixas e quase tudo que derreteu voltou a se
congelar. Ela chegou na rotatria e na grande entrada coberta que separava o
tempo de Oklahoma dos passageiros de trs. Ela olhou mais e mais acima.
O prdio era sinistro de se olhar. Era tudo que se podia dizer dele. Z gostava de
dizer que era algo sado da cidade de Gotham. Stevie Rae achava que era mais
algo como Blade Runner encontrando Terror em Amityville. No que ela no se
afeioa-se pelos tneis abaixo do prdio, mas havia algo no exterior de pedra e
sua mistura estranha de art dec e design maquinal que a assustava. Claro que
parte do sentimento sinistro podia vir do fato de que o cu j estava mudando
de negro para cinza com a vinda do amanhecer. Em retrospecto, aquilo devia t-
la parado. Ela devia ter dado meia volta, descido as escadas, entrado no carro
que pegara emprestado na escola e dirigido de volta  House of Night. Ao invs
disso, ela pisou direto em seu destino e, como Z teria dito, o coc atingiu o
ventilador. Ela sabia que haviam escadas circulares dentro da parte principal do
depsito que levavam para cada torre  ela fizera muitas exploraes na poca
em que viveu ali. Mas de jeito nenhum ela voltaria para aquele prdio dando a
chance de algum calouro vermelho aleatrio que no estivesse na cama a visse
 e a questionasse  e descobrisse a verdade. O Plano B a levou at uma rvore
que j foi decorativa algum dia, mas j havia crescido demais h tempo, com as
razes quebrando o cho de concreto, expondo terra congelada e a permitindo
ficar mais alta do que devia. Sem suas folhas, Stevie Rae no fazia ideia de que
tipo de rvore era aquela, alm do fato de que ela era do tipo alto o bastante
para que seus galhos tocassem o teto do depsito, perto da primeira das duas
torres que saiam do teto na parte frontal do prdio, e isso era o bastante para
ela. Movendo-se rapidamente, Stevie Rae foi at a rvore e pulou para agarrar o
galho mais perto de sua cabea. Ela subiu o galho escorregadio at chegar ao
centro da rvore. Dal, ela subiu e subiu, agradecendo silenciosamente a Nyx
por sua fora melhorada de vampira vermelha, porque se ela fosse uma caloura
normal, ou mesmo uma vampira, nunca conseguiria fazer aquela subida
traioeira.
Quando ela chegou to alto quanto podia, Stevie Rae juntou suas foras e pulou
para o telhado do prdio. Ela no perdeu tempo olhando para a primeira
torre. O porco tinha dito que Rephaim estava na mais distante da rvore. Ela
correu atravs do telhado e ento subiu a distncia curta para que ela pudesse
olhar no espao circular. Ele estava ali. Encolhido em um canto, Rephaim estava
imvel e sangrava. Sem hesitar, Stevie Rae passou as pernas por cima da
barreira de pedra e caiu dentro daquele espao. Ele estava encolhido numa
bola, seu brao bom embalando o ruim em sua faixa suja. No canto de baixo de
seu brao, ela podia ver que algum havia rasgado sua pele, que era
obviamente de onde Kurtis se alimentara, embora ele no tenha se preocupado
em fechar o corte, e o cheiro estranho de seu sangue inumano preenchia a
cmara. A bandagem que imobilizou sua asa se soltara, tornando-se um monte
de faixas ensangentadas caindo sobre seu corpo. Seus olhos estavam
fechados. "Rephaim, ei, consegue me ouvir?" Ouvindo o som de sua voz, seus
olhos se abriram instantaneamente. "No!" ele disse, lutando para se sentar.
"Saia daqui. Eles vo prend-la..." Ento ela sentiu uma dor horrvel na parte de
trs da cabea e lembrava-se de ter cado na escurido. "Stevie Rae, voc
precisa acordar. Voc precisa se mexer." Ela finalmente sentiu a mo que
sacudia seu ombro e reconheceu a voz de Rephaim. Ela abriu os olhos
cuidadosamente, e o mundo no piscou ou girou, embora ela pudesse sentir as
batidas de seu corao pulsando em sua cabea. "Rephaim," ela disse. "O que
aconteceu?" "Eles me usaram para emboscar voc," ele disse. "Voc queria me
emboscar?" Sua nusea estava melhorando, mas a mente de Stevie Rae parecia
em cmera lenta.
"No. Eu queria ficar sozinho para me recuperar a voltar para meu pai. Eles no
me deram escolha." Ele levantou, movendo-se rigidamente, inclinado na cintura
por causa da grade de metal que criava um telhado baixo e falso. "Mexa-se.
Voc tem pouco tempo. O sol j est levantando." Stevie Rae olhou para o cu e
viu as cores do pr-amanhecer que ela costumara achar lindas. Agora, aquela
luz lhe preenchia com terror absoluto. "Oh, deusa! Me ajude a levantar."
Rephaim agarrou a mo dela e a puxou de p, e ela ficou sem firmeza ao seu
lado, inclinada como ele. Respirando fundo, ela ergueu as mos, agarrou as
grades de metal frio, e empurrou. Ele tremeu um pouco, mas no se moveu.
"Como ele est preso aqui?" ela perguntou. "Acorrentado. Eles engancharam
correntes nas bordas e as prenderam a qualquer coisa no teto que no pudesse
ser puxada para cima." Stevie Rae empurrou a grade de novo. De novo ela
tremeu, mas ficou no lugar. Ela estava presa no telhado e o sol estava
nascendo! Usando toda a sua fora, ela puxou e empurrou, forando o metal e
tentando empurr-lo para um dos lados para que ela pudesse se arrastar para
fora. A cada segundo, o cu ficava mais claro. A pele de Stevie Rae arrepiou-se
como um cavalo tentando espantar uma mosca. "Quebre o metal," disse
Rephaim com urgncia. "Com a sua fora, voc consegue." "Eu poderia se
estivesse no subterrneo, ou mesmo pisando na terra," ela disse entre
respiraes pesadas enquanto ela continuava a lutar impotente contra a cela de
metal. "Mas aqui em cima, num prdio grande e longe do meu elemento, eu
simplesmente no sou forte o bastante." Ela olhou do cu para os olhos
escarlates dele. "Voc devia se afastar de mim. Eu vou queimar, e no sei quo
grande as chamas sero, mas vai ficar quente aqui dentro."
Ela assistiu Rephaim se afastar e, com uma sensao crescente de
desesperana, voltou a lutar contra o metal irremovvel. Seus dedos comearam
a chiar e Stevie Rae estava mordendo seu lbio para se impedir de gritar e gritar
e gritar... "Aqui. O metal  enferrujado e mais fino, mais frgil." Stevie Rae
encolheu as mos, automaticamente as colocando sob as axilas e, inclinada,
correu at ele. Ela viu o metal enferrujado e agarrou-o com ambas as mos,
puxando com todas as foras. Ele entortou um pouco, mas fumaa saa de suas
mos e pulsos. "Oh, Deusa!" ela arfou. "Eu no vou conseguir. Afaste-se,
Rephaim, eu j estou comeando a..." Ao invs de fugir dela, ele se moveu o
mais perto que podia, abrindo sua asa boa para que ela criasse uma sombra.
Ento ele ergueu seu brao que no estava ferido e agarrou a grade
enferrujada. "Pense na terra. Concentre-se. No pense no sol e no cu. Puxe
comigo. Agora!" Sob a sombra de sua asa, Stevie Rae agarrou a grade em ambos
os lados da mo dele. Ela fechou os olhos e ignorou a queimao nos dedos e a
sensitividade de sua pele que gritava para ela correr! Correr para qualquer
lugar, desde que se afastasse do sol! Ao invs disso, ela pensou na terra, fria e
escura, esperando abaixo dela como uma me amorosa. Stevie Rae puxou. Com
um estalo metlico, a grade quebrou, deixando uma abertura grande o bastante
para que somente uma pessoa por vez pudesse passar. Rephaim se afastou.
"V!" Ele disse. "Rpido." No instante em que Stevie Rae perdeu a proteo da
asa dele, seu corpo corou e, literalmente, comeou a soltar fumaa.
Instintivamente, ela se atirou no cho e se encolheu em uma bola, tentando
proteger o rosto com os braos. "No consigo!" ela gritou, congelada pela dor e
pelo pnico. "Eu vou queimar." "Voc vai queimar se ficar aqui," ele disse.
Ento ele se puxou atravs da abertura e sumiu. Ele a deixou. Stevie Rae sabia
que ele estava certo. Ela tinha que sair dali, mas ela no podia escapar do
medo paralisante. A dor era demais. Era como se seu sangue fervesse dentro do
corpo. Quando ela pensou que no podia agentar mais, uma pequena sombra
fria caiu sobre ela. "Pegue minha mo!" Com os olhos semicerrados por causa
do sol cruel, Stevie Rae olhou para cima. Rephaim estava ali, agachado na grade,
sua asa boa aberta sobre ela, bloqueando tanto do sol quanto era possvel, seu
brao bom estendido para ela. "Agora, Stevie Rae. Venha!" Ela seguiu sua voz e
a frieza de sua asa negra e agarrou sua mo. Ele no podia pux-la sozinho. Ela
era muito pesada e ele s tinha um brao. Ento ela estendeu a outra mo,
agarrou o metal e se puxou para cima. "Venha at mim. Eu protejo voc."
Rephaim abriu mais a asa. Sem hesitao, Stevie Rae foi ao seu abrao,
afundando a cabea nas penas de seu peito e passando seus braos ao redor
dele. Ele a envolveu com sua asa e a levantou. "Me leve at a rvore!" Ento ele
estava correndo, balanando e mancando, mas correndo atravs do telhado. As
costas dos braos de Stevie Rae estavam expostas, assim como parte de seu
pescoo e ombros, e enquanto ele corria ela queimava. Com uma sensao de
desapego, ela se perguntou o que era aquele som terrvel em seus ouvidos, e
ento percebeu que era sua prpria voz. Ela estava gritando de terror, dor e
raiva. No fim do telhado, ele gritou, "Segure-se. Eu vou pular na rvore." O
Corvo Escarnecedor saltou. Seu corpo caiu, girando por causa de sua falta de
equilbrio, e eles se chocaram contra a rvore.
Adrenalina ajudou Stevie Rae a manter-se presa a ele e, agradecida que seu
corpo fosse to leve, ela ergueu-o, colocando-se entre Rephaim e a rvore. Com
a casca contra suas costas, ela lhe disse, "Tente se segurar  rvore enquanto eu
nos mando para baixo." Ento, eles estavam caindo de novo enquanto a casca
spera arranhava as costas j feridas e ensangentadas de Stevie Rae. Ela
fechou os olhos e sentiu a terra, achando-a serena e esperando abaixo dela.
"Terra, venha a mim! Abra e me proteja!" Houve um som alto de algo se
quebrando e o cho na base da rvore se quebrou bem a tempo de Stevie Rae
escorregar para dentro de uma bolsa de terra escura e fria.
TRINTA E SEIS                   Zoey Quando Afrodite comeou a gritar, Zoey
sabia que s havia uma coisa a ser feita. "Esprito, venha at mim!" ela
comandou. Esprito instantaneamente preencheu ela com sua presena serena.
"Ajude Afrodite a se acalmar." Ela sentiu o elemento deixar ela, e quase
imediatamente Afrodite se acalmou ofegando e soluando. "Darius, eu preciso
do celular de Lenobia. Agora!" Darius estava segurando Afrodite em seus
braos, mas ele obedeceu Zoey, tirando seu telefone do bolso de seu jeans e
jogando para ela. "Est na lista de contatos." Forando sua mo a no tremer,
Zoey pegou os contatos e digitou o nome de Lenobia. Ela respondeu no
primeiro toque. "Darius?" " a Zoey. Temos uma emergncia. Onde est Stevie
Rae?" "Ela foi para o depsito tentar conversar com os outros calouros
vermelhos. Eu esperava que ela tivesse voltado, j que est quase
amanhecendo." "Ela est com problemas." "Queimando!" Afrodite soluou. "Ela
est queimando!" "Ela est l fora em algum lugar. Afrodite disse que ela est
queimando." "Oh, Deusa! Ela sabe de mais alguma coisa?" Eu j conseguia ouvir
pela mudana na voz de Lenobia que ela j estava se mexendo.
"Afrodite, da para saber onde Stevie Rae est?" "N-no. S do lado de fora."
"Ela no sabe onde ela est, s que est do lado de fora." "Eu vou encontrar
ela," Lenobia disse. "Me ligue se Afrodite puder dizer mais alguma coisa." "Sim,
me ligue assim que Stevie Rae estiver segura," eu disse, sem ser capaz de
considerar nenhum outro resultado. Lenobia desligou. "Vamos levar Afrodite
para dentro onde possamos lidar com isso melhor," Erce disse. Ela liderou o
caminho para fora do barco at um prdio fechado, s que esse prdio no era
como o hangar do aeroporto. Era antigo e feito de pedra. Eu s tive tempo para
ficar aliviada por Stark estar protegido do sol enquanto Darius carregava
Afrodite para fora do barco e ns corramos com Erce atravs de uma brisa.
Stark ficou do meu lado enquanto ns lutvamos para acompanhar Erce.
"Afrodite tem um Imprint com Stevie Rae  ela  a outra vampira vermelha," eu
expliquei. Erce acenou, segurando aberta uma enorme porta de madeira e
chamando Darius que carregava Afrodite com ele. "Lenobia me disse que elas
tem um Imprint." "O que voc pode fazer para ajudar ela?" Entramos no
enorme corredor. Eu tive a impresso de uma incrvel e inacreditvel opulncia,
tetos altos, candelabros, candelabros, candelabros; ento Erce passou com
pressa por um corredor, e para dentro de uma sala lateral. "Coloque ela na
cadeira ali." Ns nos amontoamos ao redor da cadeira, observando Afrodite.
Erce virou para mim e numa voz baixa disse, "No existe nada que possa ser
feito por um humano quando seu vampiro com Imprint est sofrendo. Ela vai
sentir a dor de Stevie Rae at a crise acabar, ou at morrer."
"Ela?" eu disse. "Stevie Rae ou Afrodite?" "Qualquer uma das duas ou as duas.
Vampiros podem sobreviver a eventos que matam seus consortes." "Bem,
merda," Heath murmurou. "Minhas mos!" Afrodite soluou. "Elas esto
queimando!" Eu no consegui mais suportar e fui at ela. Ela ainda estava nos
braos de Darius. O guerreiro estava sentado na cadeira, segurando ela com
fora e falando suavemente com ela. Seu rosto estava plido e negro. Seus
olhos imploravam para que eu o ajudasse. Eu peguei uma mo de Afrodite. Ela
parecia anormalmente quente. "Voc no est queimando. Olhe para mim,
Afrodite. Isso no est acontecendo com voc. Est acontecendo com Stevie
Rae." "Yeah, eu sei como voc se sente." Heath estava ao meu lado, abaixado
de joelhos segurando a outra mo de Afrodite. " horrvel estar com um Imprint
e ento sentir algo ruim acontecendo com seu vampiro. Mas no  voc. Parece
que , mas no ." "Isso no  sobre Stevie Rae fazendo com outra pessoa,"
Afrodite disse, sua voz estrangulada trmula e fraca. Heath no se intimidou. "O
que acontece no importa. O que importa  que te machuca. Voc tem que
lembrar que no  realmente ela, embora parea que voc est to ligada a ela
que voc  parte dela." Ele pareceu atingir Afrodite, e ela o encarou. "Mas eu
no queria isso." Ela deu um pequeno soluo. "Eu no queria estar ligada a
Stevie Rae, e voc quer isso com Zoey." Heath apertou a mo dela, e eu vi ela se
segurar nele com tudo que ela podia. Todo mundo estava observando eles, mas
eu acho que fui  nica que me senti como uma forasteira.
"Querendo ou no,  demais s vezes. Voc tem que aprender a poupar uma
parte para voc. Voc tem que saber que voc no divide de verdade sua alma
com ela, no importa o que o Imprint diz." " isso!" Afrodite tirou sua mo da
minha e cobriu a de Heath. "Parece que estou dividindo minha alma. E eu no
consigo suportar." "Sim, voc pode. S lembre que  uma sensao. No  real."
Eu me afastei alguns passos. "Afrodite, voc est segura. Todos estamos aqui
com voc." Damien tocou o ombro dela. "Yeah, est tudo bem. E seu cabelo
ainda est muito bonito," Jack disse. Eu ouvi Afrodite rir  um pequeno escape
da normalidade no meio de uma incrvel turbulncia. Ento ela disse, "Espere,
de repente melhorou." "Bom, porque voc no pode morrer," Shaunee disse.
"Yeah, precisamos da sua experincia em compras," Erin disse. As Gmeas
tentaram soar indiferentes e no afetadas, mas era bvio que elas estavam
preocupadas com Afrodite. "Afrodite vai ficar bem. Ela vai superar isso," Stark
disse. Ele tinha se movido para meu lado, como sempre. Ele era uma presena
firme ali, uma voz calma na tempestade. "Mas o que est acontecendo com
Stevie Rae?" eu sussurrei para ele. Ele colocou seu brao ao meu redor e
apertou. Uma linda vampira com um cabelo ruivo brilhante entrou no quarto,
carregando uma bandeja com gelo, um copo, e vrias toalhas dobradas. Ela foi
direto at Erce, que estava parada perto da cadeira. Erce fez meno para que
ela colocasse a bandeja na mesinha mais prxima. Eu notei que a nova vampira
colocou a mo em seu bolso, pegou uma garrafa, e entregou para Erce antes de
sair do quarto to silenciosa quanto tinha entrado.
Erce tirou uma plula da garrafa e se aproximou de Afrodite. Eu me movi antes
de perceber o que estava fazendo, e me encontrei agarrando o pulso dela. "O
que voc vai dar para ela?" Erce encontrou meu olhar. "Algo para acalmar ela,
para diminuir sua ansiedade." "Mas e se ela perder contato com Stevie Rae por
causa disso?" "Prefere dois amigos mortos ao invs de um? Escolha, Alta
Sacerdotisa." Eu engoli meu tremor de raiva. Eu no queria escolher nenhuma
de minhas amigas! Mas minha mente entendia que minha melhor amiga estava
um oceano e um continente de distncia, e Afrodite morrer com ela era
absolutamente desnecessrio. Eu soltei o pulso de Erce. "Aqui, criana. Tome
isso." Erce deu a Afrodite a plula e ajudou Darius a segurar o copo de gua
gelada em seus lbios. Afrodite engoliu a plula e bebeu a gua como se tivesse
corrido uma maratona. "Deusa, eu espero que seja Xanax," ela disse trmula. Eu
pensei que as coisas estavam melhorando. Afrodite tinha parado de chorar e
minha turma tinha se dispersado para as cadeiras no quarto. Fora Heath e Stark.
Stark estava do meu lado. Heath ainda estava segurando a mo de Afrodite. Ele
e Darius estavam conversando baixo com ela. Ento Afrodite gritou e se afastou
dos braos de Heath e Darius, se curvando em uma posio fetal. "Estou
queimando!" Heath olhou para mim. "Voc no pode ajudar ela?"
"Estou canalizando esprito. Isso  tudo que posso fazer. Stevie Rae est em
Oklahoma: eu no posso ajudar ela!" Eu praticamente gritei com Heath, minha
frustrao se transformando em raiva. Stark colocou seus braos ao meu redor.
"Est tudo bem. Vai ficar tudo bem." "Eu no sei como," eu disse. "Como as
duas podem sobreviver a isso?" "Como um cara mal pode se tornar guerreiro de
uma Alta Sacerdotisa?" ele respondeu, e sorriu. "Nyx  ela tem sua mo nas
duas. Confie na nossa deusa." Ento eu fiquei parada ali, canalizando esprito,
observando a agonia de Afrodite e confiando na deusa. De repente, Afrodite
gritava, se agarrou nas costas, e chorou, "Se abra e me proteja!" E ento ela
caiu, chorando de alivio nos braos de Darius. Eu me aproximei dela hesitante e
me abaixei para poder ver seu rosto. "Hey, voc est bem? Stevie Rae est
viva?" O rosto manchado de lgrimas de Afrodite se ergueu para que ela
pudesse me olhar nos olhos. "Acabou. Ela est em contato com a terra de novo.
Ela est viva." "Oh, graas a deusa!" eu disse. Eu toquei o ombro dela
levemente. "Voc tambm est bem?" "Eu acho que sim. No. Espere. Eu no
sei. Me sinto estranha. Como se minha pele no estivesse muito certa." "A
vampira dela foi ferida," Erce disse em uma voz quase inaudvel. "Stevie Rae
pode estar bem agora, mas algo est terrivelmente errado com ela." "Beba isso,
amor," Darius disse, pegando um copo fresco de Erce e erguendo at os lbios
de Afrodite. "Isso vai ajudar."
Afrodite bebeu a gua. Era uma boa coisa Darius estar ajudando ela a segurar o
copo, porque estava tremendo tanto que no havia como ela se impedir de
derramar gua sem ajuda dele. Ento ela deitou para trs, descansando nos
braos dele, respirando superficialmente, como se no pudesse agentar
respirar sem sentir muita dor. "Estou toda dolorida," eu ouvi ela sussurrar para
Darius. Eu andei at Erce, peguei o pulso dela, e tirei ela do alcance de Afrodite.
"No tem um curandeiro vampiro que possa ser enviado?" eu perguntei. "Ela
no  uma vampira, Sacerdotisa," Erce disse gentilmente. "Nosso curandeiro
no poderia ajudar ela." "Mas ela est assim por causa de um vampiro." "Esse 
um risco que todo consorte assume. Seu destino est ligado a seu vampiro. A
maior parte dos consorte morre muito antes do vampiro, e isso  difcil o
bastante. Essa situao ocorre menos freqentemente." "Stevie Rae no est
morta," eu sussurrei severamente. "Ainda no, mas de observar o consorte
dela, eu diria que ela est em grande perigo." "Ela  um consorte por engano,"
eu murmurei. "Afrodite no queria que isso acontecesse. Nem Stevie Rae."
"Intencionalmente ou no, ainda foi criado," Erce disse. "Oh minha deusa!"
Afrodite se levantou, se afastando completamente de Darius. Seu rosto era uma
mscara de choque que passou devagar a refletir primeiro dor e ento negao,
e ento ela tremeu uma vez, to violentamente que eu podia ouvir os dentes
dela batendo, antes de cobrir seu rosto com suas mos e se dissolver em
lgrimas de partir o corao. Darius olhou me suplicando. Me preparando para
ouvir que Stevie Rae estava morta, eu fui at Afrodite e sentei ao lado dela.
"Afrodite?" eu tentei sem sucesso impedir as lgrimas da minha voz. Como
Stevie Rae pode estar morta? O que eu vou fazer agora, a um mundo de
distncia dela e complemente fora da minha capacidade? "Stevie Rae est
morta?" Eu podia ouvir as Gmeas chorando, e vi Damien colocar Jack em seus
braos. Afrodite ergueu seu rosto de suas mos, e eu estava chocada por ver
seu velho e sarcstico sorriso brilhar atravs das lgrimas. "Morta? Diabos no,
ela no est morta. Ela teve um Imprint com outra pessoa!"
TRINTA E SETE                      Stevie Rae A terra a engoliu, e por um
instante pareceu que tudo estaria bem. A escurido fria era um alvio para sua
pele queimada, e ela gemeu baixo. "Vermelha? Stevie Rae?" No foi at ele
falar que ela percebeu que ainda estava presa nos braos de Rephaim. Ela se
soltou dele e se afastou, apenas para chorar de dor quando suas costas tocaram
a parede de terra que seu elemento abrira para proteg-la, e ento fechou-se
de novo. "Voc est bem? E-eu no consigo v-la," Rephaim disse. "Estou bem.
E acho." Sua voz a surpreendeu. Soava to fraca, to fora do normal que foi a
primeira indicao que, embora ela tivesse escapado do sol, no escapara de
seus efeitos. "No consigo ver nada," ele disse. " porque a terra se fechou
sobre ns para me proteger do sol." "Estamos presos aqui?" Sua voz no tinha
pnico, mas tambm no estava calma. "No, eu posso nos tirar daqui quando
quiser," ela explicou. Ento, pensando melhor, ela adicionou, "E, bem, a terra
acima de ns no  muito profunda. Se eu cair morta, voc pode cavar para fora
facilmente. Como voc est? Essa asa deve doer." "Voc acha que pode
morrer?" ele perguntou, ignorando a pergunta sobre sua asa. "Acho que no.
Na verdade, eu no sei. Eu me sinto esquisita."
"Esquisita? Explique isso." "Como se no estivesse realmente presa ao corpo."
"Seu corpo di?" Stevie Rae pensou nisso e se surpreendeu ao descobrir a
resposta. "No. Na verdade, no sinto dor alguma." Era estranho, no entanto,
que sua voz ficava cada vez mais fraca. De repente, a mo dele tocava sua face,
descendo por seu pescoo e brao e... "Ai! Voc est me machucando." "Voc
se queimou seriamente. Posso sentir. Voc precisa de ajuda." "No posso sair
daqui ou vou terminar de queimar," ela disse, se perguntando por que a terra
parecia girar abaixo dela. "O que posso fazer para ajud-la?" "Bem, voc pode
colocar um leno grande por cima de mim e me levar ao banco de sangue no
centro da cidade. Soa bom para mim agora." Stevie Rae ficou deitada ali,
achando que nunca sentiu tanta sede em toda a sua vida. Ela se perguntou, com
um senso desapegado de curiosidade, se ela realmente morreria. Seria uma
pena, depois de tudo que Rephaim fez por ela. " de sangue que precisa?"
"Sangue  tudo de que preciso.  o que me faz funcionar. O que  mais do que
nojento, mas mesmo assim.  a verdade. Atravessar meu corao e esperar a
morte." Ela riu meio histericamente, e ento se recuperou. "Espere, isso no 
engraado de verdade." "Se no receber sangue, voc vai morrer?" "Acho que
poderia," ela disse, achando difcil se importar tanto.
"Ento, se sangue ir cur-la, tome o meu. Eu lhe devo minha vida.  por isso
que lhe salvei no telhado, mas se voc morrer aqui, morrer sem que minha
dvida esteja paga. Ento, se precisa de sangue, beba o meu," ele repetiu. "Mas
voc no cheira bem," ela disse. Na escurido, ele soava irritado e ofendido.
"Isso foi o que os calouros vermelhos disseram, tambm. Meu sangue no tem
cheiro bom porque eu no sou a presa de vocs. Eu sou o filho de um imortal.
No sou sua vtima." "Ei, eu no tenho vtimas; no mais," ela protestou
fracamente. "A verdade se mantm. Eu tenho cheiro diferente porque sou
diferente. No nasci pra ser seu almoo." "Eu nunca disse que voc era." Ela
queria que a voz sasse cortante e defensiva. Ao invs disso, estava fraca, e sua
cabea parecia estranhamente grande, como se fosse cair de seu pescoo a
qualquer momento e flutuar atravs da terra em direo s nuvens como um
balo de aniversrio gigante. "Cheiro bom ou no,  sangue. Eu lhe devo minha
vida. Ento, voc vai beber e vai viver." Stevie Rae gritou quando a mo de
Rephaim a encontrou de novo e a puxou contra seu corpo. Ela sentiu a pele de
seus braos e ombros queimados se rasgar e misturar com a terra. Ento, ela
estava descansando na maciez de suas penas. Ela suspirou fundo. No seria to
ruim morrer ali na terra, num ninho de penas. Desde que ela no se movesse,
nem sequer doa muito. No entanto, ela sentiu Rephaim se mexer. E percebeu
que ele passara o bico atravs do corte que Kurtis fizera em seu bceps. Havia
parado de sangrar, mas a nova lacerao fez o lquido voltar a escorrer
imediatamente, preenchendo o pequeno bolso de terra com o cheiro grosso do
sangue imortal. Ento ele se moveu de novo e, de repente, seu brao sangrento
estava pressionado contra os lbios dela. "Beba," ele disse asperamente. "Me
ajude a me livrar dessa dvida."
Ela bebeu, no comeo de forma automtica. Seu sangue era, afinal de contas,
fedorento. Cheirava mal, mal, mal. Ento, ele tocou sua lngua. O gosto no era
nada que Stevie Rae pudesse imaginar. No era como o cheiro dele; no era
remotamente similar ao cheiro dele. Ao invs disso, era uma surpresa incrvel,
preenchendo sua boca e sua alma com sua complexidade rica, sua diferena
absoluta quanto a qualquer coisa que ela j tivesse experimentado. Ela o ouviu
silvar, e a mo que estava em sua nuca, guiando-a para o brao, aumentou seu
aperto. Stevie Rae gemeu. Beber do Corvo Escarnecedor no era uma
experincia sexual, mas tambm no chegava a ser exatamente diferente.
Stevie Rae teve o pensamento fugaz de desejar ter tido algum tipo de
experincia com caras  alem de beijar Dallas no escuro  porque ela no sabia
o que pensar sobre tudo o que estava passando por sua cabea e emergindo em
seu corpo. Era bom, to quente e formigante e poderoso, mas nada similar ao
que Dallas lhe fizera sentir. No entanto, ela gostava. E ali, por um momento
breve, Stevie Rae esqueceu que Rephaim era uma mistura de imortal e besta,
criado da violncia e da luxria. Naquele instante, ela s conhecia o prazer de
seu toque e a fora de seu sangue. Foi a que seu Imprint com Afrodite se desfez
e Stevie Rae, primeira vampira vermelha Alta Sacerdotisa de Nyx, formou
Imprint com Rephaim, filho favorito de um imortal cado. Foi tambm nesse
momento que ela se soltou de seu aperto e afastou-se dele. Nenhum dos dois
disse nada. O silncio de seu pequeno quarto de terra s era interrompido pelo
som de suas respiraes arfantes. "Terra, preciso de voc de novo," Stevie Rae
falou para a escurido. Sua voz estava normal de novo. Seu corpo doa. Ela
podia sentir suas queimaduras e seu corpo em carne viva, mas o sangue de
Rephaim lhe permitiu comear a se recuperar, e ela entendia bem demais que
estivera  beira da morte.
A terra veio a ela, enchendo o local com um cheiro de pasto primaveril. Stevie
Rae apontou para cima, para um ponto to distante dela mesma quanto
conseguiu. "Abra apenas um pequeno espao, o bastante para deixar a luz
entrar, mas no para que eu seja queimada." O elemento aceitou. A terra acima
deles tremeu, sujeira caindo enquanto ela se abria, deixando uma pequena
fresta de luz solar. Os olhos de Stevie Rae adaptaram-se quase
instantaneamente, ento ela assistiu Rephaim piscar surpreso enquanto tentava
se acostumar  luz sbita. Ele estava sentado perto dela. Estava terrvel  ferido
e ensangentado. Sua asa quebrada havia escapado completamente das
ataduras de toalhas que ela havia feito para ele e estava dependurada em suas
costas. Ela soube no instante em que a viso dela clareou. Aqueles olhos
humanos, marcados de vermelho, acharam os dela. "Sua asa est arrebentada
de novo," ela disse. Ele grunhiu, e ela percebeu que foi o seu jeito de dizer que
concordava com ela. "Eu devia arrum-la de novo." Ela comeou a se levantar e
ele ergueu uma mo para par-la. "Voc no devia se mexer. Voc devia s
descansar em sua terra e recuperar suas foras." "No, est tudo bem. No
estou cem por cento, mas estou muito melhor." Ela hesitou e ento continuou.
"No consegue perceber isso?" "Por que eu iria..." As palavras do Corvo
Escarnecedor terminaram subitamente. Stevie Rae viu seus olhos se
arregalarem com compreenso. "Como isso  possvel?" ele disse. "No sei," ela
disse, levantando e comeando a desfazer a baguna de toalhas ao redor dele.
"Eu no acharia possvel. Mas, bem, aqui estamos ns e  isso que temos aqui."
"Um Imprint," ele disse.
"Entre ns," ela disse. Nenhum dos dois disse mais nada. Quando ela ajeitou a
baguna das bandagens, ela lhe disse, "Ok, eu vou ajeitar sua asa como ela
estava e amarr-la de novo. Vai doer de novo. Desculpe. Claro que, dessa vez,
vai doer em mim, tambm." "De verdade?" ele disse. "Bem, . Eu meio que sei
como esse negcio de Imprint funciona, j que j tive uma humana com Imprint
por mim. Ela sabia todo o tipo de coisa sobre mim. Agora, tenho Imprint por
voc, ento parece que vou saber coisas sobre voc, incluindo quando voc
estiver sentindo dor excruciante." "Voc ainda tem Imprint por ela?" Stevie Rae
sacudiu a cabea. "No, se foi. O que, tenho certeza que vai deixar ela
alegrinha." "Deixar ela alegrinha?" " uma expresso que minha me
costumava usar. Quer dizer que ela vai ficar feliz que no temos mais o
Imprint." "E voc? Como voc fica?" Stevie Rae olhou nos olhos dele e
respondeu honestamente. "Estou completamente confusa com relao a ns,
mas nem um pouco triste por no ter mais o Imprint com Afrodite. Agora, fique
firme e deixe-me terminar logo com isso." Rephaim manteve-se perfeitamente
imvel enquanto Stevie Rae recolocava sua asa no lugar. Foi ela quem fez o
arfar e as exclamaes doloridas. Ela quem estava plida e trmula quando
havia acabado. "Droga, asas doem. Muito." Rephaim olhou para ela, balanando
a cabea. "Voc sentiu, no foi?"
"Infelizmente, sim, eu senti. Foi quase pior que morrer." Ela encontrou seus
olhos. "Vai ficar boa?" "Vai sarar." "Mas?" Ela sentiu a palavra no final da frase
dele. "Mas eu no acredito que voltarei a voar." O olhar de Stevie Rae manteve-
se no dele. "Isso  ruim, no ?" "." "Talvez sare melhor do que voc pensa. Se
voc voltar  House of Night comigo, eu poderia...." "No posso ir l." Ele no
aumentara o volume de sua voz, mas as palavras tinham um sentido de
finalidade nelas. Stevie Rae tentou De novo. "Era isso que eu costumava pensar,
mas eu voltei e eles me aceitam. Bem, alguns deles." "No seria assim comigo, e
voc sabe disso." Stevie Rae olhou para baixo. Seus ombros caram. "Voc
matou a professora Anastasia. Ela era legal. Seu par, Dragon, est perdido sem
ela." "Eu fiz o que tive que fazer por meu pai." "E ele o desertou," ela disse. "Eu
o desapontei." "Voc quase morreu!" "Ele continua sendo meu pai," ele disse
calmamente.
"Rephaim, esse Imprint. Ele parece alguma coisa para voc? Ou s eu que tive a
mudana?" "Mudana?" "Sim. Eu no sentia sua dor antes, mas agora eu
consigo. No sei dizer o que voc est pensando, mas eu posso sentir coisas
sobre voc, como por exemplo saber onde voc est e o que est havendo com
voc mesmo que voc estivesse muito longe de mim.  estranho.  diferente do
que o que tive com Afrodite, mas est a. No tem nada de diferente com
voc?" Ele hesitou um longo tempo antes de responder a ela, e ele soava
confuso ao fazer isso. "Eu me sinto protegido para voc." "Bem." Stevie Rae
sorriu. "Voc me protegeu de morrer l em cima." "Aquilo foi pagamento de
uma dvida. Isso  mais." "Como o qu?" "Fico doente em pensar quo perto
voc esteve de morrer," ele admitiu, sua voz defensiva e incomodada. "Isso 
tudo?" "No. Sim. Eu no sei! No estou acostumado a isso." Ele bateu no peito
com seu punho. "Isso o qu?" "Esse sentimento que tenho por voc. No sei
como cham-lo." "Talvez pudssemos chamar de amizade?" "Impossvel."
Stevie Rae sorriu. "Bem, eu disse para Zoey que todo aquele negcio que
achvamos impossvel pode no ser to preto no branco."
"No  preto no branco, mas bem e mal. Ns dois somos opostos na balana de
bem e mal." "No acho que isso esteja gravado na pedra," ela disse. "Ainda sou
o filho de meu pai," ele disse. "Bem, me pergunto onde isso nos coloca?" Antes
que ele pudesse responder, o som de gritos passou pela rachadura na terra.
"Stevie Rae! Voc est a?" " Lenobia," Stevie Rae disse. "Stevie Rae!" Outra
voz se juntou a da Domadora de Cavalos. "Merda!  o Erik. Ele sabe o caminho
para os tneis. Se ele chegar aqui, isso vai virar um inferno." "Eles vo proteg-
la da luz do sol?" "Bem, sim, eu imagino que sim. Eles no me querem
queimando." "Ento, chame-os at voc. Voc devia ir com eles," ele disse.
Stevie Rae concentrou-se, sacudiu a mo e a pequena abertura no outro lado do
telhado de seu esconderijo tremeu e ficou maior. Stevie Rae apertou suas
costas contra o cho. Ento ela colocou as mos ao redor da boca e chamou:
"Lenobia! Erik! Estou aqui embaixo!"
Rapidamente, ela se inclinou, apoiando as palmas das mos na terra do outro
lado de Rephaim. "Esconda-o para mim, terra. No deixe-o ser descoberto."
Ento ela empurrou, e como gua escapando por um ralo, a
sujeira atrs dele foi para trs, deixando um buraco do tamanho de um Corvo
Escarnecedor, para dentro do qual ele se arrastou relutante. "Stevie Rae?" A voz
de Lenobia surgiu acima deles, perto da abertura. "Sim, estou aqui, mas no
posso sair a menos que vocs cubram parte do cho com uma barraca ou coisa
assim." "Vamos cuidar disso. Apenas fique a embaixo onde voc est segura."
"Voc est bem? Precisamos pegar algo para voc?" A voz de Erik perguntou.
Stevie Rae entendeu que o "algo" a que Erik se referia era um saco ou uma
dzia de sacos de sangue da geladeira dos tneis, e ela no o queria l embaixo
de jeito nenhum. "No! Eu estou bem. S pegue alguma coisa para me cobrir do
sol." "Sem problemas. Voltamos em um instante." "No vou a lugar nenhum,"
ela respondeu. Ento ela voltou-se para Rephaim. "E quanto a voc?" "Eu vou
me manter aqui, escondido nesse canto. Se voc no disser a eles que estou
aqui, eles nunca sabero." Ela sacudiu a cabea. "No digo agora. Claro que no
direi a eles que voc est aqui embaixo. Mas onde voc vai?" "No volto aos
tneis," ele disse.
"Sim, isso certamente no seria uma boa ideia. Ok, deixe-me pensar. Assim que
Lenobia e Erik se forem, voc poder sair facilmente. Os calouros vermelhos no
podem sair no sol e  super cedo, ento a maioria das pessoas est dormindo."
Ela considerou suas opes. Ela o queria por perto, e no apenas porque
imaginava que ele precisaria de ajuda para conseguir comida, e as bandagens
estavam terrivelmente sujas, ento ele certamente precisaria de algum
cuidando dele. Stevie Rae tambm sabia que precisava vigi-lo. Ele
podia melhorar e ficar mais forte, como ele costumara ser. E ento, o que ele
faria? E havia o pequeno fato do Imprint, que significava que era desconfortvel
pensar nele se afastando muito dela. Estranho ela no ter sentido isso por
Afrodite... "Stevie Rae, posso senti-los voltando." Rephaim disse. "Para onde
devo ir?" "Ah, merda... hm... bem, voc precisa de algum lugar aqui perto mas
que sirva de esconderijo. E no seria ruim se tivesse uma reputao assustadora
que afastasse as pessoas, ou que pelo menos no achassem to estranho se
esbarrassem em voc de noite." Seus olhos se arregalaram e ela sorriu para ele.
"J sei! Depois do Halloween, Z e a turma e eu vamos no tour fantasma de
Tulsa. Era um daqueles carrinhos antigos e legais." "Stevie Rae! Voc continua
bem a embaixo?" A voz de Erik chamou l de cima. "Sim, ok," ela gritou de
volta. "Vamos montar uma barraca nessa abertura e ao redor da rvore. Vai ser
bom o bastante para voc?" "S preciso de um espao me cobrindo. Eu posso
cuidar da parte de sair." "Certo, eu aviso quando estivermos prontos," ele disse.
Stevie Rae voltou-se para Rephaim. "Ento,  aqui que quero chegar. A ltima
parada do carrinho foi o Museu Gilcrease.  no norte de Tulsa. Tem uma casa
grande e velha l no meio completamente desocupada. Eles vivem falando em
reform-la, mas nunca juntam o dinheiro. Voc pode se esconder l." "As
pessoas no vo me ver?"
"Claro que no! No se voc ficar na casa durante o dia.  uma baguna  toda
cheia de tbuas e trancada para que os turistas no entrem nela. E aqui est a
melhor parte   super mal-assombrada!  por isso que estava no tour
fantasma. Parece que o sr. Gilrease, sua segunda esposa e mesmo crianas
fantasmas aparecem l regularmente, ento se algum ouvir algo estranho  ou
seja, voc  eles vo se apavorar e pensar que so fantasmas." "Espritos dos
mortos." Stevie Rae ergueu as sobrancelhas. "Voc no tem medo deles, tem?"
"No. Eu os entendo muito bem. Eu existi como um esprito por sculos."
"Droga, desculpa! Eu esqueci que..." "Certo, Stevie Rae! Estamos prontos para
voc aqui em cima," Lenobia disse. "T bom, eu j subo. Mas  bom se afastar,
ou voc vai cair quando eu aumentar a passagem." Ela levantou e se aproximou
mais da abertura, que no estava mais deixando passar muita luz. "Eu vou tir-
lo daqui logo. A, voc vai para os trilhos de trem. Voc vai ver a estrada 244
leste  siga-a. Vai dar em OK 51. V para o norte e ver a placa de sada do
Museu Gilcrease. A pior parte vai ter acabado, porque tem vrias rvores e
outras coisas para se esconder na estrada.  na estrada que voc ter
problemas. Mova-se o mais rpido que conseguir e fique para o lado e na vala.
Se voc se abaixar, quem v-lo pode pensar que  s um pssaro gigante."
Rephaim fez um som de desgosto, o qual Stevie Rae ignorou. "A casa est no
meio do terreno do museu. Esconda-se l e eu levarei comida e coisas para voc
amanh de noite." Ele hesitou e disse, "no  sbio de sua parte me ver de
novo." "Nada disso foi muito esperto, se voc pensar nisso," ela disse. "Ento,
eu a verei amanh, j que nenhum de ns parece ser esperto enquanto isso
afetar o outro." "Ento, tchau e at amanh."
"Fique segura," ele disse. "Se voc no ficar, eu... bem, eu acredito que talvez
fosse capaz de sentir sua perda." Ele hesitou nessas palavras, como se no
soubesse bem como diz-las. ", o mesmo para voc," ela disse. Antes que ela
erguesse os braos para abrir a terra, ela adicionou, "Obrigada por salvar minha
vida. Sua dvida est completamente quitada." "Estranho como no me sinto
livre dela," ele disse calmamente. "," disse Stevie Rae. "Eu sei o que quer
dizer." E ento, com Rephaim encolhido dentro da terra, Stevie Rae convocou
seu elemento, abrindo o teto de sua cmara, e deixou que Lenobia e Erik lhe
libertassem. Ningum olhou atrs dela. Ningum suspeitou. E ningum viu uma
criatura, meio corvo, meio homem, se arrastando at o Museu Gilcrease para
esconder-se entre os espritos do passado.
TRINTA E OITO                    Zoey "Stevie Rae! Voc est mesmo bem?"
Eu agarrei o celular, desejando que eu pudesse me levar de volta a Tulsa e ver
com meus prprios olhos que minha amiga estava viva e bem. "Z! Voc soa
preocupada. No fique! Estou bem. Prometo. Foi um acidente idiota. Deusa, sou
uma nerd." "O que aconteceu?" "Bem, eu estava saindo da House of Night. Sou
to idiota. Eu deveria simplesmente ter ficado l e esperado at amanh para
voltar para os tneis. Mas fui de qualquer forma. E ento, escuta essa  eu
pensei ter ouvido algum no telhado! Ento fui para l porque j estava quase
amanhecendo e eu pensei que um dos calouros vermelhos estivesse preso.
Deusa, eu preciso checar minha audio. Era um gato. Um grande gato gordo
ronronando para o telhado. Eu comecei a partir e, como a total descordenada
que sou, eu cai e bati a cabea com tanta fora que desmaiei. Voc no
acreditaria na quantidade de sangue. Totalmente assustador." "Voc caiu do
telhado? Logo antes do amanhecer?" eu queria passar pelo telefone e
estrangular ela. "Yeah. Eu sei. No foi a coisa mais inteligente que j fiz.
Especialmente j que eu acordei e o sol estava brilhando em cima de mim."
"Voc queimou?" Meu estmago estava enjoado. "Eu quero dizer, voc ainda,
uh, est uma acabada?" "Bem, yeah. Eu comecei a queimar, e provavelmente
foi isso que me acordou. E eu estou bem torrada. Mas poderia estar bem pior.
Por sorte, eu tive tempo de correr apara aquela rvore perto do telhado.
Lembra?"
Eu sabia qual era a rvore. Ela tinha escondido algo que quase me matou.
"Yeah, eu lembro." "Ento pulei na rvore, deslizei para baixo, e fiz a terra se
abrir para fazer um pequeno buraco para mim. Como se um tornado estivesse
vindo e eu estivesse em um parque para trailers." "Foi a que Lenobia te
encontrou?" "Yeah. Lenobia e Erik. Ele foi muito gentil, por sinal. No que eu
ache que voc deveria ficar com ele de novo, mas pensei que voc gostaria de
saber." "Ok, bem. Fico feliz que esteja segura." Eu pausei, sem ter certeza de
como dizer a parte seguinte. "Uh, Stevie Rae, foi ruim para Afrodite. Com o
Imprint entre vocs duas e voc estar ferida e tudo mais." "Realmente sinto
muito se machuquei ela." "Machucou ela! Est brincando? Pensamos que ela
fosse morrer. Ela estava queimando com voc, Stevie Rae." "Oh, minha deusa!
Eu no sabia." "Stevie Rae, espera um segundo." Eu virei minhas costas para
todo mundo que estava tentando ouvir minha conversa e fui at o incrvel
corredor. Candelabros brancos, com velas de verdade, davam uma luz quente
para o estofados creme e dourado, me fazendo sentir como Alice no pas das
maravilhas conversando pela toca do coelho de um mundo totalmente
diferente." Ok, assim  melhor. Menos ouvidos por aqui," eu continuei.
"Afrodite disse que voc estava presa. Ela tinha certeza disso." "Z, eu tropecei e
bati minha cabea. Estou certa que Afrodite sentiu meu pnico. Eu quero dizer,
quando eu acordei estava queimando. Alm do mais, ca sobre um lixo de metal
no telhado, e estava presa nele. Estou te dizendo  quase morri de susto. Ela
deve ter sentido isso." "Ento ningum te agarrou? Voc no estava presa em
lugar nenhum?"
"No, Z," ela riu. "Isso  loucura. Mas daria uma histria melhor do que eu
tropear nos meus ps." Eu balancei a cabea ainda incapaz de compreender
tudo. "Foi assustador, Stevie Rae. Por um tempo pensei que ia perde vocs
duas." "Tudo est bem. Voc no est me perdendo e nem a p no saco da
Afrodite. Embora eu possa te dizer que no sinto muito por meu Imprint com
ela ter quebrado." "Ok, essa  outra parte estranha. Como aconteceu? Seu
Imprint no quebrou nem quando Darius bebeu dela, e voc sabe que eles tem
uma coisa entre eles." "O melhor que posso pensar  que eu estava perto de
morrer do que eu pensava. Isso deve ter quebrado nosso Imprint. E no era
como se quisssemos ficar juntas. Talvez o negcio dela com o Darius tenha
enfraquecido o Imprint." "No parecia que o Imprint entre vocs estava fraco,"
eu disse. "Bem, ele se foi, ento no final das contas, nosso Imprint estava bem
prximo de se quebrar." "Pelo que eu estava olhando, no pareceu fcil," eu
disse. "Bem, pela perspectiva da garota flamejante no sol, eu ainda posso dizer
que aqui tambm no foi fcil," ela disse. Instantaneamente eu me senti mal
pela forma que eu estava mandando perguntas para ela. Ela quase morreu (de
vez), e eu estava aqui, querendo saber detalhes. "Hey, sinto muito. Eu s estava
to preocupada, s isso. E foi horrvel ver Afrodite vivenciar sua dor." "Eu
deveria falar com ela?" Stevie Rae perguntou.
"Uh, no. Pelo menos agora no. Da ltima vez que eu a vi, Darius estava
carregando ela at uma incrvel escada at o que parecia uma sute totalmente
cara para que ela pudesse dormir por causa das drogas que os vampiros deram
a ela." "Oh, deus. Eles medicaram ela. Afrodite vai gostar disso." Ns rimos, e
tudo ficou normal entre ns novamente. "Zoey? O Alto Conselho est
chamando a sesso. Voc deve ir." A voz de Erce me chamou do corredor. "Eu
tenho que trabalhar," eu disse. "Yeah, eu ouvi. Hey, eu quero dizer algo para
voc que voc precisa lembrar. Siga seu corao, Z. Mesmo que parea que
todos esto contra voc, e que voc possa estar cometendo um enorme erro.
Siga o que o seu interior diz para voc fazer. O que acontecer por causa disso,
pode te surpreender," Stevie Rae disse. Eu hesitei e ento disse o que passava
em minha mente. "E pode salvar sua vida" "Sim," ela respondeu. "Pode."
"Precisamos conversar quando eu for para casa." "Eu estarei aqui," ela disse.
"Arrebenta, Z." "Eu vou tentar," eu disse. "Tchau, Stevie Rae. Fico feliz por voc
no estar morta. De novo." "Eu tambm. De novo." Ns desligamos. Eu respirei
fundo, arrumei meus ombros, e me preparei para encarar o Alto Conselho.
O Alto Conselho se reunia numa antiga catedral que estava perto do lindo
palcio So Clemente. Era bvio que uma vez tinha sido uma igreja catlica, e eu
me perguntei o que irm Mary Angela pensaria de como os vampiros tinham
mudado ela. Eles evisceraram o lugar, fora as luminrias enormes que estavam
presas por enormes correntes de bronze presas no teto, parecendo como algo
que deveria ter sido suspenso magicamente por cima das mesas em Hogwarts.
Eles tinha construdo assentos circulares em um estilo que lembrava quando
estudei a idade mdia. No cho de granito, sete cadeiras de mrmore esculpidas
estavam lado a lado. Eu pensei que elas eram bonitas, mas elas pareciam que
podia fazer sua traseira adormecer ou congelar. Os vitrais originais da catedral
foram mudados de Jesus ensangentado na cruz e vrios santos catlicos a uma
representao de Nyx, os braos erguidos segurando a lua crescente em suas
mos, um brilhante pentagrama perto dela. Nas outras janelas eu vi a verso em
vitral dos quatro emblemas que simbolizavam o ano de cada calouro na House
of Night. Eu estava olhando ao redor da catedral, pensando sobre o quo linda
as janelas eram, quando notei a cena diretamente ao lado da imagem de Nyx 
e eu senti como se tudo dentro de mim tivesse congelado. Era Kalona! Suas asas
totalmente abertas, seu corpo bronzeado e musculoso nu e poderoso. Eu me
senti comear a tremer. Stark pegou meu brao e o envolveu no dele, como se
ele fosse um cavalheiro guiando sua dama por escadas de pedra de um
anfiteatro at nosso acento perto do cho. Mas o toque dele era forte e firme, e
ele falou baixo apenas para meus ouvidos, "No  ele.  s uma antiga
representao de Erebus, como o smbolo de Nyx l." "Mas parece o bastante
com ele para eles pensarem que Kalona  mesmo Erebus," eu sussurrei
freneticamente para Stark. "Eles podem pensar. E  por isso que voc est
aqui," ele murmurou.
"Zoey e Stark, esses assentos so para voc," Erce apontou para uma mar de
assentos na frente e do lado das sete cadeiras. "O resto de vocs pode ir para a
fileira l atrs." Ela apontou para Damien, Jack, e as Gmeas cadeiras que
estavam vrias fileiras atrs de ns dizendo, "Lembrem-se, s podem falar
quando o Conselho reconhecer voc," Erce disse. "Yeah, yeah, eu lembro." Eu
disse. Algo sobre Erce estava me irritando. Ok, ela era amiga de Lenobia, ento
eu queria gostar dela, mas desde do surto com Afrodite, ela comeou a agir
como se fosse minha chefe e dos meus amigos. Eu insisti que Darius ficasse com
Afrodite, ento eu basicamente observava sim dizer muito j que Erce tinha
continuado a comentar as regras do Alto Conselho e O Que No Fazer. Ok, um
imortal cado  uma ex Alta Sacerdotisa estavam tentando manipular o Alto
Conselho Vampiro. Avisar eles disso no era mais importante do que ser
educado?  claro, Damien, Jack, e as Gmeas todos responderam intimidados,
"oks." "Eu vou estar bom aqui atrs de voc, sentado perto de Damien e Jack.
Eu no estou sentindo amor nesse lugar para com os humanos, ento eu vou
procurar no chamar ateno," Heath disse. Eu vi Stark trocar um longo olhar
com ele. "Voc cuide das costas dela," ele disse. Heath acenou com a cabea.
"Eu sempre cuidarei das costas dela." "Bom. Eu vou focar em todo o resto,"
Stark disse. "Entendi," Heath disse. E eles no estavam brincando. Eles no
estavam sendo sarcsticos ou testoranados ou excessivamente possessivos tipo
de caras. Eles estavam to preocupados que eles estavam trabalhando juntos.
Isso me fez muito, muito paranica
Eu sei que isso  ridculo e imaturo, mas eu senti uma terrvel falta da minha v.
Eu desejei com todas as minhas foras que eu estivesse estirada em sua casinha
l na fazenda de lavanda em Oklahoma, comendo pipoca que estava com muita
manteiga, assistindo uma maratona de msicas de Rodgers e
Hammersteis, e a pior coisa que eu tinha que me preocupar era como eu
realmente no conseguia entender geometria. "O Alto Conselho Vampirico!"
"Lembre de levantar!" Erce sussurrou sobre o ombro dela para mim. Eu oprimi
um rolar de olhos. A grande sala ficou em absoluto silncio. Eu levantei com
todos os outros, e ento observei com admirao enquanto 7 das mais perfeitas
criaturas que eu j tinha visto entraram na sala. Todos do Alto Conselho eram
mulheres, mas isso eu j sabia. Nossa sociedade  matriarcal, ento entendeu-
se que o conselho governante seria de mulheres. Eu sabia que elas eram velhas,
mesmo para vampiros, e elas eram. Claro que voc no podia dizer suas idades
apenas olhando para elas. Tudo que se podia dizer era como incrivelmente
bonitas e espantosamente poderosas elas eram. De um lado isso me deu um
pouco de prazer de ver a prova que mesmo que vampiros envelheam e,
eventualmente morram, eles no ficam horrivelmente parecendo com shar-pei
e cheios de rugas. De outro lado, a sensao de poder que elas transmitiam
eram totalmente intimidante. S de pensar em falar em frente a elas, sem
esquecer os outros severos e silenciosos vampiros na Catedral, fazia meu
estmago querer virar do avesso. Stark cobriu minha mo com a dele e apertou.
Eu segurei apertado a mo dele, desejando que eu fosse mais velha e mais
inteligente e, muito francamente, uma melhor oradora. Eu ouvi o som de outra
pessoa entrando no salo e me virei para ver Neferet e Kalona andando
confiantemente escada abaixo para preencher dois lugares vazios na mesma
fileira traseira que ns estvamos, s que eles dois sentaram diretamente em
frente ao Alto Conselho. Como se elas tivessem esperado para eles chegarem, o
Conselho sentou, sinalizando para ns que estava ok para nos sentarmos,
tambm.
Foi difcil no encarar Neferet e Kalona. Ela sempre tinha sido bonita, porm em
apenas poucos dias desde que eu a tinha visto, ela tinha mudado. O ar ao redor
dela parecia vibrar com poder. Ela estava usando um vestido que me lembrava
da antiga Roma, flutuante como uma toga. Isso a fazia parecer uma
rainha. Ao lado dela Kalona estava espetacular. Soa estpido dizer que ele
estava s meio vestido: ele estava com calas pretas  sem camisa  sem
sapatos, mas ele no parecia estpido. Ele parecia como um deus que tinha
decidido andar na terra. As asas dele se moviam ao seu redor como uma capa.
Eu sabia que os olhos de todos estavam nele, mas quando ele olhou para mim e
nossos olhares se encontraram, o mundo sumiu e havia apenas Kalona e eu. A
memria de nosso ltimo sonho queimou entre ns. Eu vi nele o guerreiro de
Nyx, o incrvel ser que tinha ficado ao lado dela e ento cado porque ele a
amava demais. E nos olhos dele e vi vulnerabilidade e uma clara pergunta. Ele
queria saber se eu podia acreditar nele. Em minha mente eu ouvi as palavras
dele: E se eu s sou mal com Neferet? E se a verdade  que se eu estivesse com
voc, eu poderia escolher o bem? Minha mente ouvia as palavras e as rejeita de
novo. Meu corao era outra coisa. Ele tinha tocado meu corao, e mesmo que
fosse ter que recusar ele  fingir que ele no tinha me ganhado  naquele
momento eu queria que ele visse a verdade em meus olhos. Ento eu mostrei a
ele meu corao e deixei meus olhos dizerem a ele o que eu sabia que nunca
diria. A resposta de Kalona foi sorrir com tal delicadeza que eu tive que desviar
o olhar rapidamente. "Zoey?" Stark sussurrou. "Eu estou bem," eu sussurrei de
volta automaticamente. "Fiquei forte. No deixe ele alcanar voc." Eu acenei.
Eu podia sentir as pessoas olhando para mim com mais do que apenas a
curiosidade normal por causa de minhas tatuagens. Eu olhei por cima do ombro
para ver Damien, Jack, e as Gmeas olhando como idiotas para Kalona. Ento eu
vi os olhos de Heath. Ele no estava olhando para Kalona. Ele estava me
encarando, obviamente preocupado. Eu tentei sorrir para ele, mas a expresso
parecia mais com um sorriso culpado.
Ento o Membro do Conselho falou, e eu fiquei aliviada por focar minha
ateno nela. "O Alto Conselho est reunido para uma sesso especial. Eu,
Duantia, inicio a sesso. Que Nyx empreste sua sabedoria e orientao para
ns." "Que Nyx empreste sua sabedoria e orientao para ns," entoou o resto
do salo. Durante o relatrio de Ence, ela nos contou os nomes dos membros
do Conselho, e descreveu cada uma delas, e por ela eu fiquei sabendo que
Duantia era o membro snior, ento era tarefa dela iniciar a sesso e decidir
quando a sesso deveria terminar. Eu a encarei. Era inacreditvel que ela tivesse
centenas de anos, e fora uma intensa confiana e poder que ela emanava, seu
nico sinal de idade era que seu grosso cabelo castanho estava matizado de
prata. "Temos mais perguntas para Neferet e o ser que se auto proclama
Erebus." Eu vi os olhos verdes de Neferet se cerrarem apenas levemente,
embora ela tenha acenado graciosamente para Duantia. Kalona ficou de p e
reverenciou o Conselho. "Merry Meet de novo," ele saudou Duantia e acenou
para cada um dos outros seis membros do Conselho. Vrias delas acenaram em
resposta. "Temos perguntas sobre suas origens," Duantia disse. " natural que
tenha," Kalona disse. Sua voz era profunda e rica. Ele soava humilde e razovel e
muito, muito honesto. Eu acho que eu, junto com todo mundo presente, queria
ouvir ele, quer acreditasse ou no no que ele ia dizer. E ento eu fiz algo que era
tolo e totalmente infantil. Como uma garotinha eu fechei meus olhos e rezei
mais para Nyx do que j tinha rezado antes na vida. Por favor, deixe ele falar
apenas a verdade. Se ele contar a verdade, talvez exista esperana para ele.
"Voc diz que  Erebus que veio a terra," disse Duantia. Eu abri meus olhos para
ver o sorriso de Kalona e a resposta com ele, "Eu sou, de fato, um ser imortal."
"Voc  consorte de Nyx, Erebus?" Diga a verdade! Eu gritei na minha mente.
Diga a verdade! "Eu uma vez permaneci ao lado de Nyx. Ento ca na terra.
Agora estou aqui na " "No lado da deusa encarnada," Neferet interrompeu,
parada ao lado de Kalona. "Neferet, j sabemos seu ponto de vista sobre quem
 esse imortal," Duantia disse. Ela no ergueu sua voz, mas suas palavras eram
afiadas, seu tom claro. "O que queremos  ouvir mais do prprio imortal."
"Como qualquer consorte faria, eu me curvo a minha mestra vampira," Kalona
disse, fazendo uma leve reverncia a Neferet que deu a ele um sorriso
triunfante que me fez cerrar os dentes. "Voc espera que acreditamos que a
encarnao de Erebus nessa terra no tem vontade prpria?" "Seja na terra ou
ao lado de Nyx no reino da deusa, Erebus  devotado a sua amante, e seu
desejo reflete o dela. Eu posso te dizer que eu sei a verdade dessas palavras por
experincia pessoal," Kalona disse. E ele estava falando a verdade. Como
guerreiro de Nyx ele tinha testemunhado a dedicao de Erebus a sua deusa. 
claro que o jeito que ele respondia fazia parecer que ele estava alegando ser
Erebus  sem de fato dizer algo que no fosse verdade. Mas no  para isso que
voc rezou para ele fazer? Dizer apenas a verdade?
"Porque voc deixou o reino de Nyx?" perguntou outro membro do Conselho,
uma que no tinha acenado boas vindas a ele. "Eu ca." Kalona olhou do
membro do Conselho para mim e falou o resto da sua resposta como se eu e ele
estivssemos sozinhos no salo. "Eu escolhi partir porque eu no acreditava
mais que eu servia bem a minha deusa. A princpio parecia que eu tinha
cometido um terrvel erro, e ento me ergui da terra para encontrar um novo
reino e uma nova amante. Ultimamente eu comecei a acreditar que eu poderia,
de fato, servir minha deusa de novo, s que dessa vez atravs de sua
representante na terra." As graciosas sobrancelhas de Duanti se ergueram
enquanto ela seguia o olhar dele, que parou em mim. Os olhos dela se
arregalaram apenas levemente. "Zoey Redbird. O Conselho te reconhece."
TRINTA E NOVE                      Zoey Me sentindo quente e fria ao mesmo
tempo, eu arrastei meu olhar de Kalona e levantei para enfrentar o Conselho.
"Obrigado. Merry meet," eu disse. "Merry meet," Duantia respondeu e ento
continuou suavemente, "Nossa irm, Lenobia, nos notificou que na ausncia de
Neferet da House of Night, voc foi nomeada Alta Sacerdotisa; portanto, voc
representa a vontade deles." " completamente inapropriado um calouro ser
nomeado Alta Sacerdotisa," Neferet disse. Eu sabia que ela estava totalmente
fula, mas ao invs de mostrar, ela sorria de forma indulgente para mim, como se
eu fosse uma criana que foi pega brincando de se arrumar com as roupas de
sua me. "Eu ainda sou a Alta Sacerdotisa da House of Night de Tulsa." "No se
o Conselho da Casa te deps," disse Duantia. "O aparecimento de Erebus e a
morte de Shekinah abalou profundamente a House of Night de Tulsa,
especialmente depois de serem seguidas depois da terrvel e trgica morte de
dois dos nossos professores pelas mos dos humanos locais. Me entristece, mas
os membros do Conselho da minha House no esto pensando direito." "Que a
House de Tulsa est em crise  inegvel. Mesmo assim, reconhecemos o direito
deles de apontar uma nova Alta Sacerdotisa, embora seja muito incomum para
um calouro ser nomeado para essa posio," Duantia disse. "Ela  uma caloura
muito incomum," Kalona disse. Eu ouvi um sorriso na voz dele. Eu no pude
olhar para ele.
Outro membro do Conselho falou. Seus olhos negros brilhavam e sua voz era
afiada, quase sarcstica. Eu pensei que ela deveria ser Thanatos, a vampira que
tinha assumido o nome grego para morte. "Interessante voc falar em apoio a
ela, Erebus, j que Lenobia diz que Zoey acredita em outra verso de quem voc
realmente ." "Eu disse que ela  incomum, no infalvel," Kalona disse. Vrios
outros membros do Conselho riram, assim como muitos vampiros da audincia,
mas Thanatos no pareceu achar graa. Eu podia sentir Stark endurecendo ele
sentou perto de mim. "Ento, nos diga, incomum e muito jovem Zoey Redbird,
quem voc acredita que nosso imortal alado ?" Minha boca estava to seca
que eu tive que engolir duas vezes antes de poder falar. E ento, quando as
palavras finalmente saram, o que eu disse me pegou de surpresa, como se meu
corao tivesse dito elas sem pedir permisso da minha mente. "Eu acredito
que ele  muitas coisas diferentes. Eu acho que ele costumava ser prximo a
Nyx, embora ele no seja Erebus." "E se ele no  Erebus, quem ele ?" Eu me
foquei nos olhos sbios de Duantia e tentei bloquear todo o resto enquanto
falava a verdade. "O povo da minha av  Cherokee, e eles tem uma antiga
lenda sobre ele. Eles chamam ele de Kalona. Ele viveu com os Cherokee depois
que ele caiu do reino de Nyx. Eu no acho que ele era quem  naquela poca.
Ele fez coisas terrveis as mulheres da tribo. Ele foi pai de monstros. Minha av
me contou como ele foi preso. Havia at mesmo uma cano que o povo
costumava cantar que contava como ele se libertaria de sua priso  direes
que Neferet seguiu, e  por isso que ele est aqui agora. Eu acho que ele est
com Neferet porque ele queria ser consorte de uma deusa, e acho que ele fez a
escolha errada. Neferet no  uma deusa. Ela nem  mais uma Alta Sacerdotisa
da deusa." Minha proclamao encontrou com exclamaes de ultraje e
descrena, o mais alto vindo da prpria Neferet.
"Como se atreve! Como se voc  uma criana caloura  pode saber o que eu
sou para Nyx?" "No, Neferet," eu a encarei do outro lado da Cmera do
Conselho. "Eu no fao ideia de quem voc  para Nyx mais. Eu nem comeo a
entender o que voc se tornou. Mas eu sei o que voc no . Voc no  Alta
Sacerdotisa de Nyx." "Porque voc acha que me superou!" "No, porque voc
se voltou contra a deusa. No tem nada a ver comigo," eu disse. Neferet me
ignorou e apelou para o Conselho. "Ela est apaixonada por Erebus. Porque eu
devo agentar as invejosas calunias dessa criana?" "Neferet, voc deixou claro
que  sua inteno ser a prxima Vampira Alta Sacerdotisa. Se voc tiver esse
ttulo, voc deve ser sbia o bastante para lidar com todo tipo de controvrsia,
mesmo daquelas que envolvem voc." Duantia olhou de Neferet para Kalona.
"O que voc diz sobre o discurso de Zoey?" Eu podia sentir ele olhando para
mim, mas mantive meus olhos firmes em Duantia. "Eu digo que ela acredita
estar falando a verdade. E eu admito que meu passado foi violento. Nunca
aleguei ser infalvel tambm. Mas recentemente encontrei meu caminho, e
nesse caminho est Nyx." No tinha como eu no ouvir a verdade que estava
nas palavras dele. Incapaz de me impedir, meus olhos foram atrados por ele.
"Minhas experincias so o porque de eu querer tanto trazer os caminhos
antigos de volta, onde uma vez vampiros e seus guerreiros andaram na terra,
orgulhosos e fortes, ao invs de se esconder em escolas amontoadas e apenas
deixando nossos jovens do lado de fora dos portes cobrirem suas Marcas,
como se a lua crescente da deusa fosse algo para se envergonhar. Vampiros so
os filhos de Nyx, e a deusa nunca quis que nenhum de vocs estivesse coberto
na escurido. Vamos entrar na luz!" Ele era magnfico. Enquanto ele falava, suas
asas tinham comeado a se desdobrar. Sua voz estava cheia de paixo. Todos o
encararam. Deslumbrados por sua beleza e paixo, todos queramos acreditar
em sua palavra. "E quando vocs estiverem prontos para serem liderados pela
Encarnao de Nyx e seu consorte Erebus, ento vamos trazer a vida novamente
os caminhos antigos, para que todos fiquemos orgulhosos e fortes  e no
curvemos nossa cabea a servido e preconceito humano," Neferet disse,
parecendo gloriosa ao lado dele enquanto envolvia seus braos
possessivamente ao redor dos dele. "At l, escutem a criana choramingar
enquanto Erebus e eu recuperamos Capri daqueles que invadiram nossa antiga
casa por tempo demais." "Neferet, o Conselho no vai sancionar uma guerra
contra humanos. Voc no pode forar eles de suas casas na ilha," Duantia
disse. "Guerra?" Neferet riu, soando chocada e divertida. "Duantia, eu
comprarei o castelo de Nyx dos humanos que permitiram que ele casse em
desgraa. Se algum de vocs do Conselho tivesse checado, poderamos ter
recuperado nossa antiga casa a qualquer hora durante essas duas dcadas
passadas." Os olhos verdes de Neferet passaram ao redor da cmara. Intensos e
atraentes em sua paixo, ela cativou a audincia enquanto falava. "Foi l que os
vampiros encontraram a beleza de Pompia. Foi l que os vampiros reinaram na
Costa Amalfi, inaugurando sculos de prosperidade com sua sabedoria e
benevolncia.  l, que voc encontrar o corao e alma de Nyx e a riqueza da
vida que ela deseja para seu povo. E  l que vocs vo encontrar Erebus e eu.
Juntem-se a ns se vocs se atrevem a viver de novo!" Ela virou, em uma roda
de seda, e saiu da cmera. Antes de seguir ela, Kalona fez uma reverncia
respeitosa ao Conselho, seu punho sobre seu corao. Ento ele olhou para
mim e disse, "Merry meet, merry part, e merry meet de novo."
Quando eles saram da cmara o pandemnio se liberou. Todo mundo falou ao
mesmo tempo, alguns claramente querendo chamar Neferet e Kalona de
volta  alguns indignados por eles terem sado. Ningum  nenhum vampiro 
falou contra eles. E sempre que seu nome era falado, eles o chamavam de
Erebus. "Eles acreditam nele," Stark disse. Eu acenei. Ele me deu um olhar
afiado. "Voc acredita nele?" Eu abri minha boca, sem ter certeza como ia
explicar a meu guerreiro que no era que eu acreditasse em Kalona, mas que eu
estava comeando a acreditar no que uma vez ele tinha sido e podia se tornar
de novo. A voz de Duantia ecoou pela cmara, silenciando a todos. "Chega! Essa
cmera ser esvaziada imediatamente. No vamos nos desintegrar numa
catica tagarelice." Guerreiros pareceram se materializar da multido, e os
ainda animados vampiros comearam a sair. "Zoey Redbird, falaremos com voc
amanh. Traga seu circulo aqui. Sabemos que a profeta caloura que virou
humana experimentou o trauma de um Imprint quebrado hoje. Se ela se
recuperar o bastante, queremos que ela se junte ao seu grupo amanh." "Sim
senhora," eu disse. Stark e eu samos. Damien nos chamou at um pequeno
jardim que era do lado do caminho principal, onde o resto do pessoal esperava
por ns. "O que aconteceu l dentro?" Damien no pausou antes de ir direto ao
assunto. "Soava como se voc acreditava nas coisas sobre Kalona cair do lado de
Nyx." "Eu tinha que dizer a eles a verdade." Eu respirei fundo e contei a meu
amigos o resto. "Kalona me mostrou uma viso do passado, e nela eu vi que ele
era guerreiro de Nyx."
"O que!" Stark explodiu. "O guerreiro da deusa? Isso  insano! Eu passei tempo
com ele. Tempo em que ele agiu como  ao meu redor. Eu vi quem ele   e ele
no  o guerreiro de nossa deusa." "No mais." Eu tentei manter minha voz
calma, mas eu queria gritar com resposta a Stark. Ele no tinha visto a viso.
Como ele podia julgar o que era ou no verdade? "Ele escolheu abandonar Nyx.
E, yeah, foi um erro. E, yeah, ele fez coisas terrveis. Eu disse tudo isso." "Mas
voc acredita nele," Stark disse, os lbios apertados. "No! Eu no acredito que
ele  Erebus. Eu nunca disse isso." "No, Zo, mas o que voc diz fez parecer que
voc pode estar no lado dele  se ele largar Neferet," Heath disse. Eu tinha
agentado o bastante. Como sempre, esses caras estavam fazendo minha
cabea doer. "Vocs dois poderiam parar de olhar como meus namorados? D
para parar com o cime e possesso, e tentar seu objetivo sobre ele?" "No 
cimes ou possesso de voc, e eu acho que voc est enganada se est
comeando a acreditar que Kalona  bom," Damien disse. "Ele te atingiu, Z,"
Shaunee disse. "O feitio dele est definitivamente te pegando," Erin
concordou. "No, no est! Eu no pulei no time Kalona! Tudo que estou
fazendo  tentando ver a verdade. E se a verdade  que ele costumava estar no
lado certo? Talvez ele possa encontrar o lado certo de novo," eu disse. Stark
estava balanando sua cabea. Eu virei para ele. "Aconteceu com voc, ento
como diabos voc pode ter certeza que no pode acontecer com ele?"
"Ele est usando sua conexo com A-ya para mexer com a sua cabea. Pense
direito, Zoey." Os olhos dele me imploraram para escut-lo. " isso que tenho
tentado fazer  eu penso claramente e ento encontro a verdade  sem a
atitude de todo mundo, incluindo a de A-ya, se metendo. Como eu fiz por voc."
"No  a mesma coisa! Eu no fui maligno por sculos. Eu no transformei toda
uma raa em escravos e estuprei suas mulheres," Stark disse. "Voc ia estuprar
Becca se Darius e eu no tivssemos te impedido!" As palavras saram da minha
boca antes do bom senso poder impedir elas. Stark deu um passo para trs
como se eu tivesse batido nele. "Ele conseguiu. Ele mexeu com sua cabea, e
com ele nela, no existe espao para o seu guerreiro." Stark virou e se afastou
at as sombras. Eu nem percebi que estava chorando at eu sentir o molhado
cair do meu queixo para minha camiseta. Eu limpei meu rosto com mos
tremulas. Ento olhei para o resto dos meus amigos. "Quando Stevie Rae
voltou, ela era to horrvel que eu quase no a reconheci. Ela era assustadora e
maldosa e ruim. Muito ruim. Mas no virei minhas costas para ela tambm. Eu
acreditei na humanidade dela e porque eu no desisti dela, ela voltou," eu
disse. "Mas, Zoey, Stevie Rae era boa antes de morrer e voltar. Todos sabemos
disso. E se a verdade  que Kalona nunca teve nenhuma deusa e humanidade
para perder? E se a escolha dele sempre foi para o mal?" Damien perguntou
quieto. "Para voc dizer tudo isso, o que ele te mostrou pareceu real, mas voc
tem que pelo menos considerar que a viso pode no ter sido nada mais do que
fumaa e espelhos. Ele poderia estar te mostrando a `verdade', mas vestida,
uma verso parcial da verdade." "Eu estive considerando isso," eu disse. "Como
Stark disse, voc realmente pensou sobre o fato que a conexo com que voc
tem com A-ya, e as memrias que voc teve sobre ela, podem estar
atrapalhando seu julgamento?" Erin perguntou.
Eu acenei, e chorei ainda mais. Heath pegou minha mo. "Zo, o filho favorito
dele matou Anastasia e quase matou aqueles outros garotos que o
enfrentaram." "Eu sei," eu chorei. Mas e se ele s deixou eles fazerem isso
porque Neferet queria? Eu no disse as palavras em voz alta, mas Heath
pareceu ler minha mente. "Kalona est tentando te atingir porque  voc que
tem a fora para juntar todo mundo para banir ele de Tulsa," Heath disse. "E a
viso de Afrodite mostrou que voc  a nica que tem a fora para derrotar ele
de vez," Damien falou. "Parte de voc foi feita para causar a destruio dele,"
Shaunee disse. "E essa mesma parte de voc foi feita para amar ele," Erin disse.
"Voc tem que lembrar disso, Zo," Heath disse. "Eu acho que voc precisa falar
com Afrodite," Damien disse. "Eu vou acordar ela, e pegar Darius tambm.
Vamos resolver isso. Voc precisa descrever exatamente o que Kalona te
mostrou naquela viso." Eu acenei, mas eu sabia que no podia fazer o que eles
queriam que eu fizesse. Eu no podia conversar com Afrodite e Darius. No
quando me sentia to sensvel. "Ok, mas preciso de um minuto." Eu limpei meu
rosto com minha manga. Jack que estava olhando tudo com olhos grandes e
preocupados, abriu sua bolsa masculina e me entregou um Kleenex. "Obrigada,"
eu assoprei. "Fique com eles. Voc provavelmente vai chorar mais, mais tarde,"
ele disse, dando tapinhas no meu ombro. "Porque vocs no vo at o quarto
de Afrodite? Eu vou me recompor e j vou l."
"No demore muito, ok?" Damien disse. Eu acenei e meus amigos se afastaram.
Eu olhei para Heath. "Preciso ficar sozinha." "Yeah, foi o que pensei, mas quero
te dizer algo." Ele me pegou pelos meus dois ombros e me fez olhar para ele.
"Voc tem que lutar contra esse sentimento que voc tem por Kalona, e no
estou dizendo isso porque estou com cimes ou algo assim. Eu te amo desde
que somos garotos. No vou deixar voc. No vou virar as costas para voc, no
importa o que voc diga ou faa, mas Kalona no  como Stevie Rae ou Stark.
Ele  imortal. Ele  de outro mundo completamente diferente, Zo, eu recebo
vibraes de `eu quero reinar nesse mundo' dele. Voc  a nica que pode
impedir ele, e tem uma parte dele que est at conectada com sua alma. Eu
entendo isso porque estou conectado a sua alma tambm." Ficar sozinha com
Heath estava me acalmando. Ele era to familiar. Ele era minha rocha humana 
sempre l  sempre buscando o que era realmente o melhor para mim.
"Desculpe por ter te chamado de ciumento possessivo." Eu funguei e soprei
meu nariz. Ele sorriu. "Eu sou, mais ou menos. Mas eu sempre soube que o que
voc e eu temos  especial." Ele virou seu queixo na direo que Stark tinha ido.
"Seu namorado guerreiro no tem minha confiana." "Yeah, bem, ele no tem
tanta experincia com Zoey quanto voc." O sorriso dele aumentou. "Ningum
tem, baby!" Eu suspirei e entrei nos seus braos, o abraando com fora. "Voc
 como meu lar para mim, Heath."
" isso que eu sempre serei, Zo." Ele me puxou e beijou suavemente. "Ok, vou
deixar voc sozinha porque voc ainda tem ranho e lgrimas. E enquanto
voc se limpa, que tal eu ir atrs de Stark, dizer a ele que ele  um nerd
ciumento  talvez at socar ele." "Socar ele?" Heath deu de ombros. "Um bom
soco sempre faz um cara se sentir melhor." "Uh, no se eles recebem ao invs
de dar," eu disse. "Tudo bem. Ento vou encontrar outra pessoa para socar." Ele
levantou suas sobrancelhas para mim. "Porque voc obviamente no quer que
meu rosto bonito se estrague." "Se voc encontrar ele, pode levar ele para o
quarto de Afrodite?" "Era isso que eu estava planejando," ele disse. Ento ele
bagunou meu cabelo. "Eu te amo, Zo." "Eu tambm te amo, mas eu realmente
odeio quando voc baguna meu cabelo," eu disse. Ele sorriu para mim, piscou,
e foi atrs de Stark. Eu estava me sentindo um pouco melhor. Eu sentei no
banco, soprei meu nariz de novo, limpei meus olhos, e encarei a distncia. Ento
eu percebi o que eu estava encarando e onde eu estava sentada. Era o banco de
um dos meus primeiros sonhos com Kalona. Ele foi construdo em um monte
para que dali eu pudesse ver por cima do enorme muro que circulava a ilha e
ver, a distncia, a praa iluminada de So Marcos parecendo um mgico pas
das maravilhas na noite invernal. Nas minhas costas estava o Palcio So
Clemente, iluminado e brilhante. Ao redor do palcio a minha direita havia a
antiga catedral transformada na Cmara do Alto Conselho. Toda essa beleza 
todo esse poder e grandiosidade ao redor de mim e estive muito ocupada para
v-la. Talvez eu tenha me tornado muito ocupada comigo mesma para ver
Kalona tambm.
Eu sabia o que Afrodite diria. Ela ia dizer que eu estava fazendo a viso ruim
virar realidade. Talvez ela tivesse razo. Eu ergui minha cabea e encarei o cu
noturno, tentando ver atravs das camadas de nuvens e a lua escondida. E
ento eu rezei. "Nyx, preciso de voc. Eu acho que estou perdida. Por favor de
ajude. Por favor me mostre algo que vai clarear as coisas para mim. Eu no
quero fazer besteira... de novo..."
QUARENTA Heath Heath se perguntou se Zo sabia que ela estava
quebrando seu corao. No que ele quisesse ficar longe dela. Ele no queria.
Na verdade, ele queria mais dela. O problema era que ele tambm queria o que
era melhor para ela  ele sempre quis. Desde o ensino fundamental. Ele
lembrou do dia que ele se apaixonou por ela. A me dela tinha surtado com ela
e levado ela a uma amiga que trabalhava naqueles sales de beleza. Elas
decidiram  a me de Zo e sua amiga  que seria fofo cortar o longo cabelo
escuro de Zo. Ento no dia seguinte ela apareceu para a terceira srie com um
cabelo super curto e meio estranho todo espetado e com aparncia de
bagunado. Os garotos todos sussurravam e riam dela. Os seus grandes olhos
castanhos eram enormes e assustados, e Heath tinha pensado que ele nunca viu
ningum to lindo. Ele disse a ela que gostava do cabelo dela  na frente de
todo mundo no almoo. Ela parecia que ia comear a chorar, ento ele carregou
a bandeja dela por ela, e sentou com ela, embora no fosse legal sentar com
uma garota. Naquele dia ela tinha feito algo com seu corao. Ela estava
fazendo algo desde ento. Ento, aqui estava ele, indo encontrar um cara que
tinha um pedao do corao dela porque era o melhor para Zoey. Heath passou
os dedos por seu cabelo. Tudo isso ia acabar algum dia. Algum dia Zoey ia voltar
para Tulsa, e embora a House of Night fosse tomar muito do tempo dela, ela
estaria com ele quando pudesse. Eles iam ver filmes de novo. Ela ia ver ele jogar
futebol na OU. Seria normal de novo, ou to normal quanto poderia ser. Ele
podia agentar at l. Quando essa merda com Kalona fosse ajeitada  e Zo ia
ajeitar, Heath tinha certeza  quando essa merda fosse consertada, seria
melhor. Ele teria sua Zo de volta. Ou pelo menos tanto dela quanto ela podia
dar a ele. E isso seria o bastante.
Heath seguiu o caminho que levava para longe do castelo, ainda indo na direo
que Stark tinha ido. Ele olhou ao redor e no conseguia ver muito da
grande parede de pedra, na sua esquerda, e o estacionamento que era cheio de
sebes que eram quase to altas quanto ele, a sua direita. Ele estudou o
estacionamento enquanto andava, percebendo que as sebes criavam um tipo
de padro circular. Ele decidiu que deveria ser um daqueles antigos caminhos
de sebes  um labirinto, ele finalmente lembrou da histria da mitologia grega
sobre o Minotauro na ilha de um rei rico, cujo nome ele nunca conseguia
lembrar. Merda, ele no tinha percebido o quo escuro estava at se afastar das
luzes do palcio. Estava quieto aqui tambm. To quieto que ele podia ouvir o
barulho das ondas do outro lado do muro. Heath se perguntou se ele deveria
gritar por Stark, mas decidiu, nah, como Zo, ele no se importava de um tempo
para ele mesmo. Toda essa coisa com vampiros era muita coisa para absorver, e
era normal ele precisar de tempo para processar. No que ele no pudesse lidar
com Stark e os outros vampiros. Diabos, ele meio que gostava dos vampiros  e
calouros tambm. Se chegasse nisso, ele achava que Stark era um cara legal. Era
apenas Kalona que estava fodendo tudo. Ento, como se seu pensamento
tivesse trazido o imortal at ele, Heath ouviu a voz de Kalona passando pela
noite vazia, e ele diminuiu a velocidade, tendo cuidado para no pisar em
nenhuma pedra solta no caminho. "Foi exatamente como planejado," Kalona
estava dizendo. "Eu odeio evasivas! No posso suportar que voc finja que voc
no  por ela." Heath reconheceu a voz de Neferet e foi para frente. Se
mantendo nas sombras, ele abraou o muro, absolutamente silencioso. As vozes
estavam saindo do estacionamento, na frente e a sua direita, e enquanto ele se
movia para frente, havia uma ruptura nas sebes, obviamente uma sada, e
dentro do labirinto Kalona e Neferet ficaram visveis. O som de gua caindo foi o
que mascarou seus passos. Se pressionando contra a parede fria de pedra, ele
observou e escutou. "Voc chama de fingimento. Eu chamo de outro ponto de
vista," Kalona disse.
"E  por isso que voc pode mentir para ela e ainda parecer estar dizendo a
verdade," Neferet respondeu para ele. Kalona deu de ombros. "Zoey quer a
verdade  ento  a verdade o que eu dou a ela." "Seletiva," Neferet disse. "
claro. Mas todos os mortais, vampiros, humanos, ou calouros, no selecionam
suas prprias memrias?" "Mortais. Voc diz isso como se estivesse  parte de
ns." "Eu sou um imortal, o que me torna diferente. Mesmo de voc, embora
seus poderes de Tsi Sgili estejam te transformando em algo perto de uma
imortal." "Sim, mas Zoey no  nada perto de um imortal. Eu ainda acredito que
deveramos matar ela." "Voc  uma criatura com sede de sangue," Kalona riu.
"O que voc faria, cortaria a cabea dela e a empalaria como voc fez com os
outros dois que se meteram no seu caminho?" "No seja ridculo. Eu no vou
matar ela do mesmo jeito que fiz com eles. Seria muito bvio. Ela poderia
simplesmente encontrar um infeliz acidente quando ela visitar Veneza no dia
seguinte." O corao de Heath estava batendo to alto que ele tinha certeza
que eles seriam capaz de ouvir ele. Neferet tinha matado os dois professores de
Zoey! E Kalona sabia e achava que era engraado. De jeito nenhum Zoey iria
acreditar que ainda havia bem nele se ouvisse isso. "No," Kalona estava
dizendo, "No teremos que matar Zoey. Logo ela vir at mim por vontade
prpria; eu plantei a semente para isso. Tudo que eu preciso fazer  esperar ela
florescer, e ento os poderes dela, que so vastos mesmo que ela seja imortal,
estaro a minha disposio."
"Nossa disposio," Neferet corrigiu ele. Uma das asas negras de Kalona se
abriu, acariciando a lateral do corpo de Neferet e trazendo ela em direo a ele.
" claro, minha rainha," ele murmurou antes de beij-la. Heath sentia como se
estivesse assistindo vdeo porn, mas ele estava preso ali. Ele no podia se
mexer. Ele provavelmente precisava ficar at eles estarem mesmo transando, e
ento ele podia fugir, ir at Zoey, e dizer a ela tudo que ouviu. Mas Neferet
surpreendeu ele se afastando de Kalona. "No. Voc no pode fazer amor com
Zoey em seus sonhos, e ento de novo com seus olhos na frente de todo
mundo, e esperar que eu abra meu corpo para voc. Eu no serei sua hoje 
noite. Ela  demais entre ns." Neferet se afastou de Kalona. At Heath
capturou a beleza dela. Seu grosso cabelo ruivo estava selvagem ao redor dela.
A coisa sedosa que se envolvia ao redor do corpo dela parecia como uma
segunda pele, e os seios dela estavam quase totalmente expostos enquanto ela
respirava com fora e rpido. "Eu sei que no sou imortal, e nem sou Zoey
Redbird, mas meus poderes tambm so vastos, e voc deveria lembrar que eu
matei o ltimo homem que tentou ficar com ela e comigo." Neferet virou. Com
um aceno de mo ela partiu o sebe na frente dela e passou por ela, deixando
Kalona sozinho e a encarando no luz fraca. Heath estava se aprontando para se
afastar devagar quando a cabea de Kalona virou e seus olhos mbares foram
direto para onde ele estava parado. "Ento, pequeno humano, voc agora tem
uma histria para dizer a minha Zoey," ele disse.
Heath olhou para os olhos do imortal e sabia de duas coisas alm de qualquer
dvida. Uma  que essa criatura ia matar ele. A segunda era que de alguma
forma ele tinha que mostrar a Zoey a verdade antes de morrer. Heath no
recuou sobre o olhar da criatura. Ao invs disso ele usou a fora de vontade que
ele aprendeu a dominar to bem em um tipo diferente de campo de batalha 
um campo de futebol  e canalizou atravs do lao de sangue de seu Imprint,
tentando encontrar o elemento que Zoey tinha a maior afinidade  esprito. Seu
corao e alma gritaram pela noite: Esprito, venha at mim! Me
ajude a mandar uma mensagem para Zo! Diga a ela que ela precisa me
encontrar! Enquanto isso sua voz calmamente disse a Kalona, "Ela no  sua
Zoey." "Ah, mas ela ," Kalona disse. Zo! Venha at mim! A alma de Heath
gritou. "Nah, voc no conhece minha garota." "A alma da sua garota pertence
a mim e eu no vou permitir que Neferet ou voc ou qualquer um mude isso."
Kalona comeou a andar em direo a Heath. Zo! Sou eu, baby! Venha at mim!
"Qual  a expresso que os vampiros usam?" Kalona disse. "Eu acredito que  `a
                                                                 Stark
curiosidade matou o gato'. Isso parece se aplicar nessa situao."           "Eu
sou um idiota." Stark murmurou para si mesmo, enquanto passava pela grande
entrada do palcio. "Senhor, voc precisa de direes?" perguntou um
guerreiro que estava do lado de dentro. "Yeah, eu preciso saber onde  o quarto
de Afrodite. Sabe, a profetiza que veio conosco hoje? Oh, eu sou Stark.
Guerreiro da Alta Sacerdotisa Zoey Redbird." "Sabemos quem voc ," o
vampiro disse. Seus olhos se moveram para as tatuagens vermelhas de Stark. "
muito fascinante." "Yeah, bem, `fascinante' no  a palavra que eu uso." O
guerreiro sorriu. "Voc no est ligado a ela  muito tempo, est?"
"No. S alguns dias." "Melhora  e piora." "Obrigado. Eu acho." Stark soltou
um longo suspiro. Embora Zoey o deixasse louco, ele sabia que ele no podia
sair do lado dela nunca mais. Ele era o guerreiro dela. Seu lugar, no importava
o quo duro fosse, era ao lado dela. O guerreiro riu. "O quarto que voc busca 
na ala norte do palcio. V a esquerda aqui, ento suba a primeira escadaria a
sua direita. No segundo andar, todo aquele andar foi dado h seu grupo. Voc
encontrar seus amigos l." "Obrigado de novo." Stark encarou a direo que o
guerreiro tinha mandado ele, andando rapidamente. Ele tinha uma sensao
atrs da nuca. Ele odiava quando tinha essa sensao. Significava que algo
estava errado, e isso significava que no era a hora idiota para ele ficar bravo
com Zoey. S que era muito difcil. Ele sentiu a atrao dela por Kalona! Porque
diabos ela no podia ver que aquele cara era mal? No havia nada nele
sobrando para salvar  provavelmente nunca teve nada que valia a pena salvar
dentro dele. Stark tinha convencido ela que ele tinha razo. E para fazer isso ele
teve que parar de deixar seus sentimentos por ela confundirem sua cabea.
Zoey era inteligente. Ele tinha conversado com ela. Calmamente. Ela o ouviu.
Pela primeira vez desde que se conheceram, antes de terem qualquer coisa
juntos, ela o escutou. Ele sabia que ele no podia fazer ela ouvir de novo. Stark
subiu as escadas trs degraus por vez. A primeira porta a esquerda estava
parcialmente aberta, e ele podia ver um quarto rico que tinha alguns daqueles
sofs que eram muito pequenos e vrias cadeiras desconfortveis  tudo feito
em dourado e creme. Como se isso no fosse ficar sujo? Ele ouviu o murmrio
de vozes e estava abrindo a porta quando as emoes de Zoey atingiram ele
como um maremoto. Medo! Raiva! Confuso!
O que estava passando pela cabea dela era tamanha confuso que ele no
conseguia distinguir nada a no ser os sentimentos bsicos. "Stark? O que foi?"
Darius estava na frente dele. "Zoey!" ele conseguiu falar. "Ela est com
problemas!" E ento a fora daquilo fez ele literalmente tremer. Ele teria cado
se Darius no tivesse agarrado ele. "Se contenha! Onde ela est?" Darius tinha
pego ele pelos ombros e estava chacoalhando ele. Stark olhou para cima e viu
os rostos preocupados de todos os amigos de Zoey encarando ele. Ele balanou
sua cabea, tentando pensar atravs do terror em sua mente "Eu no posso 
eu " "Voc deve! No tente pensar. S deixe seus instintos assumirem. Um
guerreiro sempre pode encontrar sua senhora. Sempre." Seu corpo estava
tremendo, mas Stark acenou, virou, respirou fundo trs vezes e ento disse uma
palavra, "Zoey!" O nome dela pareceu ecoar no ar ao redor dele. Ele se
concentrou nisso  no no caos na sua mente. Ele pensou apenas, Zoey Redbird,
minha senhora. E como se as palavras tivessem se tornado uma linha, elas
comearam a puxar ele para frente. Stark correu. Ele podia sentir Darius e os
outros atrs dele. Ele mal viu o olhar de surpresa no rosto do guerreiro que ele
tinha acabado de falar, mas ele ignorou tudo. Ele s pensou em Zoey e deixou a
fora do seu juramento atrair ele at ela. Parecia que ele estava voando. Ele no
lembrou de encontrar o caminho pela labirinto, mas mais tarde ele lembrou de
esmagar as pedras sobre seus ps enquanto ele se afastava em sua velocidade
dirigida por seu juramento at mesmo de Darius.
Ainda sim, ele chegou tarde demais. Se Stark vivesse centenas de anos ele
nunca iria esquecer o que ele viu quando ele passou pelo canto do caminho
para dentro da pequena clareira. A viso ficaria para sempre queimada em sua
alma. Kalona e Heath estavam mais distantes dele. Os dois estavam parados na
frente da parede exterior que fechava a ilha e a protegia dos olhos dos humanos
venezianos. Zoey estava perto dele. S alguns metros de distncia, mas como
ele, ela tambm, estava correndo. Stark observou ela erguer suas mos. E no
mesmo instante ela comandou, "Esprito! Venha at mim!" Kalona ergueu suas
mos tambm, segurando o rosto de Heath quase como se estivesse
acariciando ele. Ento em um movimento duro e impossvel de ser parado, o
anjo imortal virou a cabea de Heath, quebrando seu pescoo e o matando
instantaneamente. Em uma voz rasgada at sua alma, e to cheia de angustia
que Stark mal conseguiu reconhecer ela, Zoey gritou, "No!" e jogou a bola
brilhante de esprito em Kalona. Kalona derrubou Heath e virou para encarar
ela, sua expresso chocada. O poder do elemento atingiu ele, o levantando no
ar e o jogando por cima do muro para dentro do oceano onde, com um grito de
desespero, as asas enormes de Kalona o ergueram da gua e o carregaram pela
fria noite. Mas Stark no se importou com Kalona ou at mesmo Heath. Foi para
Zoey que ele correu. Ela estava no cho no muito longe do corpo de Heath. Ela
estava com o rosto virado para baixo, e Stark sabia a terrvel verdade antes de
alcanar ela. Ainda sim, ele caiu de joelhos e a virou gentilmente. Os olhos dela
estavam abertos e fixos, mas vagos. Fora o contorno da Marca normal dos
calouros, todas as suas tatuagens tinham sumido.
Darius alcanou eles primeiro. Ele caiu ao lado de Zoey, sentindo sua pulsao.
"Ela est viva," Darius disse. Ento ele processou o que viu e ofegou, "Deusa! As
tatuagens dela." Ele tocou o rosto de Zoey gentilmente. "Eu no entendo."
Balanando sua cabea em confuso, ele olhou para Heath. "O garoto " "Ele
est morto," Stark disse, surpreso por sua voz soar to normal mesmo quando
tudo dentro dele estava gritando. Afrodite e Damien chegaram. "Oh, Deusa!"
Afrodite disse, se abaixando ao lado da cabea de Zoey. "As tatuagens dela!"
"Zoey!" Damien gritou. Stark ouviu Jack e as Gmeas se juntarem a eles. Eles
estavam chorando. Mas tudo o que ele pode fazer foi colocar ela mais apertada
contra seus braos e a segurar. Ele tinha que proteger ela. Ele tinha. Foi a voz de
Afrodite que finalmente penetrou pelo pesar dele e atravs dele. "Stark! Temos
que levar Zoey de volta para o palcio. Para algum que possa ajudar ela. Ela
ainda est viva." Stark encontrou o olhar de Afrodite. "O corpo dela respira por
enquanto, mas  s isso." "Do que voc est falando? Ela ainda est viva,"
Afrodite repetiu teimosamente.
"Zoey viu Kalona matar Heath e ela chamou esprito para tentar impedir ele,
mas ela chegou tarde demais para salvar ele. Como eu cheguei tarde demais
para salvar ela," a mente de Stark tremeu. Mas em uma voz calma de um
estranho, ele continuou a explicar. "Quando ela jogou esprito em Kalona, Zoey
sabia que era tarde demais, e sua alma se despedaou. Eu sei porque estou
ligado a alma dela e eu senti ela se despedaar. Zoey no est mais aqui. Isso 
apenas uma casca vazia." Ento James Stark, o guerreiro de Zoey Redbird,
baixou sua cabea e comeou a chorar.
EPLOGO              Zoey Eu dei um longo e contente suspiro. Paz... srio, eu
no conseguia me lembrar de me sentir to livre de estresse. Deusa, estava um
dia lindo. O sol era incrvel  dourado e brilhando no cu de um azul cobertura
de bolo de aniversrio que deveria ter machucado meus olhos. Mas no
machucou. O que era meio estranho. Luz do sol brilhante deveria machucar
meus olhos. Huh. Oh, bem. Tanto faz. A campina era totalmente linda. Ela me
lembrou de algo. Eu comecei a tentar lembrar, mas decidi que no queria
pensar muito. O dia estava bonito demais para pensar. Eu s queria sentir o
cheiro doce do ar de vero e expirar toda a tenso idiota que tinha entrado no
meu corpo. A grama estava balanando suavemente ao redor da minha perna,
como penas delicadas. Penas. O que havia sobre penas? "No. No vou pensar."
Eu sorri quando as palavras se tornaram visveis, criando padres de brilhos
roxos do ar. Na minha frente havia uma linha de rvores cheias de flores
brancas que me lembravam flocos de neve. O vento passava gentilmente
atravs de seus galhos, fazendo msica no ar que eu tambm danava, pulando
e fazendo piruetas atravs do bosque, respirando profundamente com o cheiro
doce das flores.
Eu me perguntei durante alguns segundos onde eu estava, mas no parecia to
importante. Ou pelo menos no to importante quando a paz e a msica e a
dana. Ento me perguntei como tinha chego aqui. Isso me parou. Ok, bem, no
me parou. Eu s andei mais devagar. Foi ento que ouvi. Era um som de zing,
plop! Parecia confortadoramente familiar, ento eu o segui pelo bosque. Mais
azul apareceu pelas rvores, dessa vez me lembrando de um topzio verde
azulado. gua. Com um chorinho de alegria eu sa das rvores at um banco de
um lago incrivelmente claro. Zing, plop! O som estava vindo de uma pequena
curva na margem do rio, ento eu a segui, cantarolando minha msica do filme
Hairspray suavemente para mim mesma. A doca se projetava para o lago,
perfeito para pescar. E, certa o bastante, havia um cara sentado no fim da doca,
jogando sua linha com um zing e ento um plop quando ela atingia a gua. Era
to estranho. Eu no sabia quem ele era mas de repente um terrvel pnico se
intrometeu no meu maravilhoso e lindo dia. No! Eu no queria ver ele! Eu
estava balanando minha cabea e me afastando quando pisei em um galho e o
barulho vez ele virar. O grande sorriso no seu rosto lindo sumiu quando ele me
viu. "Zoey!" A voz de Heath conseguiu. Minha memria voltou. A tristeza me
derrubou de joelhos. Ele estava de p e correndo em minha direo para me
pegar nos olhos enquanto eu caia. "Mas voc no pertence aqui! Voc est
morto!" Eu chorei de novo no peito dele.
"Zo, baby, esse  o Outromundo. No sou eu que no perteno aqui   voc." A
memria me esmagou, me afogando em desespero e escurido e a realidade do

meu prprio mundo se despedaou, e tudo ficou preto.    Este  o fim,
por enquanto...            Fiquem ligados para mais aventuras da
House of Night em House of Night 7  Burned que estar nas livrarias
americanas a partir do dia 27 de Maio de 2010.
